[DO BRASIL PARA O MUNDO] História de internacionalização das Havaianas vira livro
Como a sandália criada na década de 1960 passou a ser vendida em mais de 150 países e se tornou ícone no mundo da moda
Quem nunca usou uma sandália das Havaianas na vida? O calçado mais famoso do Brasil e que ganhou visibilidade internacional a partir dos anos 2000 pode, hoje, ser comprado em mais de 150 países. Mas como começou a história da internacionalização da marca? Quem teve a ideia de transformar o “chinelo de dedo” num ícone brasileiro e exportá-lo como um objeto quase que cultural? Em “Havaianas: A internacionalização de um ícone brasileiro” (Lisbon International Press) descortinamos essas e várias outras curiosidades sobre a marca. A obra tem lançamento marcado para o dia 10 de agosto, às 18h00, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi em São Paulo.
Entre os anos de 2000 e 2010, as vendas das Havaianas deram um salto estratosférico: passaram de 9 para mais de 80 países e chegaram aos pés de milhões de pessoas em 5 continentes. O produto, inclusive, ganhou status de ‘top of mind,’ prestígio jamais alcançado por outra marca brasileira de qualquer segmento de mercado.
As Havaianas são um item usado por pessoas comuns e famosas, capaz de gerar interesse para a criação de parcerias com estilistas dos mais renomados. Elas são donas de substancial fatia do mercado e gozam de destaque na imprensa nacional e internacional, fatores que fazem o “Case Havaianas” ser amplamente estudado e debatido por especialistas de mercado. As sandálias são motivo de orgulho dos brasileiros quando vemos alguém de outro país calçando as “nossas sandálias”.
“Diferenciar as Havaianas de sandálias baratas produzidas na Asia, quando ainda não era conhecida no exterior foi um grande desafio. Mantivemos o foco na proposta de valor da marca que representávamos e, aos poucos, conseguimos transpor tais barreiras, firmando a marca de fato numa nova categoria”, explica Alexandre Utino, um dos coautores de “Havaianas: A internacionalização de um ícone brasileiro”.
Em seu planejamento de expansão, a Alpargatas (empresa criadora e dona das Havaianas) montou um seleto time de profissionais para catapultar a marca do Brasil para o exterior. Alexandre Utino, Eduardo Bissoli, Renato Pinheiro e Sérgio Sanches foram contratados para trabalhar em um projeto de internacionalização da empresa a partir do ano 2000.
“Durante muitos anos, sempre surgiram dúvidas de pessoas próximas, de como as Havaianas conseguiram participar de eventos de repercussão mundial como o Oscar da academia de Holllywood ou dos desfiles de moda mais badalados de Nova Iorque. Nesta obra, explicamos os detalhes de como foi negociar e preparar a participação nestes eventos”, revela Eduardo Bissoli, executivo que trabalhou na Alpargatas e também é um dos autores desta obra.
Apesar do grande sucesso obtido pela marca, o livro não pode ser considerado um conto de fadas ou mesmo uma história sem percalços. “Havaianas: A internacionalização de um ícone brasileiro” convida o leitor a entender um pouco mais da história de uma marca que deixou de calçar apenas os pés de brasileiros para explorar o mundo, adaptando-se para atender as necessidades de cada mercado que escolhia desbravar.
Sobre os autores:
Alexandre Utino é formado em Administração pela Universidade Paulista e pós-graduado em Economia Política Internacional pela Universidade de Tsukuba – Japão, atua há mais de 24 anos no desenvolvimento de negócios internacionais de empresas como Fuji Film, Marubeni, Alpargatas, SAB Company e JBS Foods (Seara), além de empreender em projetos de consultoria e trading.
Eduardo Bissoli é empresário e executivo com mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de negócios internacionais, graduado em Comércio Exterior e com pós-graduação em Marketing pela Universidade Metodista de São Paulo. Foi responsável pelas áreas de Comércio Exterior em multinacionais como Petroquímica União, Kostal Eletromecânica, Nestlé Brasil, Alpargatas Brasil / Alpargatas USA e Pentland Brands.
Renato Pinheiroé graduado em Administração de Empresas e com MBA em Finanças (BBS – Brazilian Business School) e em Gestão de Negócios (INSPER/SP), além de um Summer MBA em MKT (UR-USA), Renato possui carreira de mais de 20 anos na Área de Desenvolvimento de Negócios Internacionais. Foi executivo de empresas como Alpargatas, DASS e ASICS e atualmente, é consultor em desenvolvimento de negócios internacionais.
Sérgio Sanches é consultor no campo do desenvolvimento de negócios internacionais. Formado em Administração de Empresas pela PUC, com especializações pela FGV, Stanford University e Hong Kong University, Sérgio fez carreira em empresas como Nestlé, Alpargatas e Li & Fung. Integrou o primeiro time que planejou e realizou a internacionalização da marca Havaianas.
Livro: Havaianas – A internacionalização de um ícone brasileiro
Lançamento: 10 de agosto, às 18h00, na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi (Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi)
Autores: Alexandre Utino, Eduardo Bissoli, Renato Pinheiro e Sérgio Sanches
Editora: Lisbon International Press
Páginas: 370
Preço: R$ 57,90
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A internet é um terreno fértil para a criação e disseminação de memes, e o fenômeno do meme “calvo” de 2022 ( que completa 1 ano agora em agosto) é um exemplo vívido dessa capacidade de transformação e evolução. Tudo começou com a viralização de um print de uma conversa entre ex-namorados, na qual a namorada bloqueava e desbloqueava o ex-namorado, lançando insultos e, por fim, chamando-o de “calvo” como uma ofensa final. Por outro lado, a propaganda do Mc Donald’s de 2021 também gerou discussões lá fora, o que me leva a crer que, independente do país, esse sim é um assunto “cabeludo” e merece uma investigação decente.
A origem do meme “calvo”
A postagem original ganhou notoriedade e despertou o interesse das pessoas, tornando-se um ponto de partida para a criação do meme “calvo” e sua propagação nas redes sociais. A palavra, originalmente usada como um insulto na conversa, ganhou um novo significado e foi apropriada como um elemento de humor e ironia.
O boom do “Messi calvo”
Um dos primeiros desdobramentos notáveis do meme foi a criação do “Messi calvo”. O meme se espalhou rapidamente, com diversas versões e paródias do jogador Lionel Messi retratado como calvo. Essa adaptação do meme ganhou popularidade e ampliou ainda mais sua disseminação nas redes sociais.
Diversidade de significados e grupos de usuários
A diversidade de significados atribuídos ao meme “calvo” reflete a complexidade da cultura da internet. Diferentes grupos de usuários adotaram o meme e o adaptaram às suas próprias experiências e perspectivas, criando uma multiplicidade de interpretações. Essa pluralidade de usos e significados destaca a natureza dinâmica e criativa da cultura online. A discussão sobre a calvice não é nova, tendo em vista o ditado popular “é dos carecas que elas gostam mais”, sendo essa uma evidência pré-histórica do fenômeno memístico, que seria então apropriada pela rede de fast-food mais famosa do mundo para uma homenagem especial ao dia dos pais.
A semiótica já está careca de saber
A propaganda do McDonald’s que usou o pão de hambúrguer como símbolo e o gergelim como elementos de comparação com a “careca” dos pais, reforça como esse imaginário é construído a partir de arquétipos imagéticos, que acabam sendo, em alguns casos, universais, fazendo a propaganda funcionar em qualquer país.
A semiótica é o estudo do processo de interpretação dos signos, que são qualquer atividade, conduta ou processo que envolva signos. Nesse caso, o conceito da “calvice” está associada diretamente ao homem (e ao pai, por consequência de associação). A propaganda em questão não foi 100% bem aceita, gerando debates e dicusssões sobre como isso poderia ser aceito por homens que não se sentiam bem com a calvice. Para o Mc Donald’s, me parece que o buzz valeu muito mais do que qualquer problema de imagem potencial. Por isso, a propaganda atual segue uma tendência, se utilizando de imagens fortes para que as mesmas se propaguem de forma rápida em diversos paises, como uma estratégia de adaptação para uma nova realidade hiperconectada mundialmente.
Qual será o próximo meme ou tema polêmico que irá viralizar ou ser abraçado por alguma marca global? A resposta neste momento nem passa pela minha cabeça.