Duas vagas em marketing

Duas diferentes vagas em marketing

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Coluna “Discutindo a relação…”

Tendências do mercado publicitário para 2025: o futuro tá chegando!

Por Josué Brazil

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Estamos na reta final de 2024. Tá naquela hora de olhar para o próximo ano e tentar enxergar e entender tendências. Com o avanço da tecnologia e as mudanças nos hábitos de consumo, o mercado publicitário se reinventa a cada ano.

E 2025 não será diferente! Para quem trabalha com marketing e publicidade, é essencial estar atualizado com as tendências que vão moldar o futuro das campanhas e estratégias. Vamos dar uma olhada mais profunda no que vem por aí?

1. Publicidade Baseada em Inteligência Artificial (IA)
A inteligência artificial já é uma realidade em vários setores, e na publicidade, seu impacto será ainda maior em 2025. Marcas vão usar IA não apenas para analisar dados de consumidores, mas também para criar campanhas mais personalizadas e eficientes. Ferramentas de IA permitem ajustar anúncios em tempo real, de acordo com o comportamento dos usuários. Imagine um anúncio que muda conforme as preferências de cada pessoa, oferecendo o produto certo.

2. Marketing Sustentável e Socialmente Responsável
Os consumidores de 2025 serão mais conscientes e exigentes em relação ao impacto das marcas no mundo. As gerações mais jovens, como os millennials e a Geração Z, valorizam quem faça o bem.

As campanhas publicitárias precisarão mostrar, de maneira óbvia, como as empresas estão contribuindo para a sustentabilidade, seja com práticas ecológicas, seja promovendo a diversidade e a inclusão. E não pense que é só “marketing verde”! Em 2025, o público estará atento e será exigente. O chamado “greenwashing” (quando uma empresa finge que é sustentável sem realmente ser) será rapidamente identificado e punido.

3. Comércio Social em expansão
As redes sociais não serão apenas um lugar para ver fotos e vídeos dos amigos, mas também um espaço cada vez mais integrado com o comércio. O comércio social. Instagram, TikTok, Pinterest e até o WhatsApp estão implementando cada vez mais recursos de compra, como catálogos de produtos, pagamentos diretos e integração com lojas. Para as marcas, essa será uma grande oportunidade de criar uma jornada de compra mais fluida e envolvente, ao mesmo tempo que aproveitam o poder de influenciadores e criadores de conteúdo.

4. Conteúdos em vídeo e Lives mais interativas
Se 2020 já foi o ano do vídeo com o boom do TikTok e Reels, em 2025 os conteúdos em vídeo vão dominar ainda mais as redes. Mas não será qualquer vídeo: os consumidores vão querer interatividade e personalização. Ferramentas que permitem ao público participar, votar ou até personalizar suas próprias experiências dentro de vídeos serão uma tendência. As lives interativas também.

5. Metaverso: um novo mundo publicitário
Grandes marcas já estão investindo em experiências de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) dentro desses espaços, e o metaverso abre infinitas possibilidades para criar campanhas imersivas, colaborativas e únicas. Será uma maneira de as empresas se conectarem com o público de uma forma mais envolvente, oferecendo experiências que vão além do que é possível no mundo real.

6. Transparência e privacidade dos dados
Com as novas regulamentações de privacidade de dados, como a LGPD, as marcas precisarão ser transparentes em relação aos dados que coletam e como os utilizam. Empresas que colocam a privacidade como uma prioridade e se comprometem com uma abordagem ética do uso de dados garantem um passo à frente.

7. O Impacto dos Influenciadores Híbridos e Virtuais
Os influenciadores digitais não irão desaparecer, mas à maneira como as marcas trabalham com eles vai evoluir. Em 2025, veremos uma ascensão dos influenciadores híbridos.

Os influenciadores híbridos são uma tendência que combina a atuação de influenciadores tanto no mundo digital quanto no físico. Ao invés de limitar sua presença exclusivamente nas redes sociais, esses influenciadores têm uma participação mais ampla, envolvendo-se em campanhas e experiências que acontecem em várias esferas, como eventos financeiros, reforços ao vivo, e até no metaverso

Influenciadores virtuais – como avatares criados por IA – também ganharão destaque, especialmente no metaverso. Esses personagens digitais poderão representar marcas de formas criativas e inusitadas, sendo uma extensão das campanhas publicitárias em universos digitais.

Como será o amanhã?!

O mercado publicitário em 2025 será um ecossistema ainda mais dinâmico, interativo e guiado por tecnologia. À medida que as agências, os publicitários e os profissionais de marketing se adaptam a essas tendências e se concentram em construir relacionamentos genuínos com seus consumidores, serão mais qualificados para o sucesso. Afinal, o futuro do marketing e da propaganda não é apenas sobre vender produtos, mas sobre criar experiências que conectem as pessoas e deixem um impacto positivo no mundo.

Pesquisa VanPro mostra que a maioria das agências manteve crescimento no 1º semestre

Sondagem, realizada pelo Ecossistema Sinapro/Fenapro, aponta que 45% elevaram sua receita no primeiro semestre, e que 64% preveem um futuro melhor. Mas 30% registraram estabilidade, e 25%, queda de receita, mostrando um cenário diversificado por conta dos desafios

As expectativas das agências para os seus negócios e o setor de publicidade seguem positivas, segundo indica a nova edição da pesquisa VanPro, realizada pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO, junto a 221 agências de 20 Estados e do Distrito Federal. Os dados, colhidos em agosto de 2024, mostram que 45% das agências elevaram sua receita no primeiro semestre de 2024. Por outro lado, mais de um terço (30%) apontaram estabilidade na receita, e 25% registraram queda na comparação com os primeiros semestres de 2024 e de 2023.

As agências que cresceram entre 10% e 30% foram 23% do total; enquanto 12% ampliaram a receita acima de 30%, e 10%, em menos de 10%. Já as que registraram perdas superiores a 30% foram 10% das entrevistadas.

As perspectivas sobre o futuro situaram-se próximas à sondagem de janeiro último. O índice de agências que apontou perspectivas de futuro boas ou muito boas foi de 64%, em comparação a 66%. Em contrapartida, o índice de agências que consideram o cenário futuro como ruim, muito ruim ou têm previsão de interromper as atividades aumentou de 5% para 8%, enquanto 3% – um ponto percentual acima da pesquisa anterior – não conseguem prever. Já o índice das que projetam estabilidade caiu de 27% para 25%.

“A nova sondagem mostra que o cenário financeiro para as agências é diversificado, com a maioria delas crescendo, mas uma parte expressiva apontando estabilidade ou mesmo queda. São números que refletem os atuais desafios competitivos do mercado”, destaca Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.

Em sua avaliação, o fato de que um número significativo de empresas elevou sua receita e manteve seus lucros estáveis, ao passo que outras enfrentaram quedas, evidencia a importância dos investimentos em gestão, equipes, inovação e tecnologia, bem como a necessidade de revisão dos modelos de negócio, apontada como um desafio.

Para Ana Celina, diretora da Fenapro, a gestão eficaz continua a ser um pilar central para o sucesso, especialmente em um ambiente no qual a otimização de processos e a gestão de pessoas são os maiores desafios. “A realização de um planejamento estratégico e de reflexão sobre mercado pode trazer soluções para os problemas comerciais e de crescimento, apontados, cada um, por cerca de um terço das agências”, completa.

Desafios

Quando perguntadas sobre os três principais desafios, 50% das agências indicam a gestão de processos e equipes. Em segundo lugar, com 44%, vem a gestão de pessoas e políticas de RH, e, em terceiro, a gestão comercial e a captação de clientes, apontada por 38% das agências.

Outros desafios são a gestão do crescimento e a criação de novos negócios, mencionada por 36% dos entrevistados, e a inovação tecnológica e otimização da execução, apontada por 30% como sendo um dos principais desafios de sua agência.

“Estes indicadores demonstram que as agências, mesmo registrando crescimento nos negócios, ainda têm desafios em termos de gestão, principalmente no que se refere às pessoas, que são o seu maior ativo”, observa Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP e integrante do GT da Fenapro. “É preciso que elas se voltem mais ao desenvolvimento de políticas e processos que tornarão a sua gestão mais eficaz nos diversos aspectos da operação”, destaca.

Ferramentas de automação e IA

O uso de ferramentas de automação e Inteligência Artificial (IA) no trabalho criativo das agências, tais como ChatGPT e DALL-E, vem avançando, com 79% das agências já adotando esses recursos, em comparação a 64% no ano passado, e 31% há dois anos. Já 14% pretendem implantá-las ao longo dos próximos seis meses.

Por outro lado, 6% não pretendem utilizar ferramentas de automação e IA no trabalho criativo, índice que mostra uma queda em relação aos 11% registrados no ano passado, e 30% há dois anos. As ferramentas de IA mais utilizadas são o ChatGPT, Midjourney, Gemini, ferramentas da Adobe e Copilot.

Ao avaliar a evolução no uso de automação e IA nos processos da agência, 17% conseguem observar impactos significativos; 43%, moderados, e 28%, pequenos. Já 3% não identificaram mudanças, enquanto 9% não aplicam ferramentas de automação e IA.

Os tipos de impacto mais mencionados foram aqueles relacionados à otimização do trabalho, com maior agilidade na execução de tarefas, redução de custos e automação de tarefas repetitivas, bem como a melhoria na qualidade, com processos menos suscetíveis a erros humanos, melhor aproveitamento dos profissionais, maior atenção destes aos detalhes, aprimoramento analítico e insights mais profundos obtidos a partir da análise de dados, fatores estes que estão permitindo tomar decisões melhor embasadas e estratégicas.

A crescente adoção de ferramentas de automação e IA nas agências reflete uma mobilização para mudanças em busca de competitividade e inovação. No entanto, o impacto variado dessas tecnologias e a concentração na tecnologia promovida pelo hype corporativo, o ChatGPT, sugere que é necessário um movimento proativo dos empresários do setor em busca de novas ferramentas.

Perfil das agências participantes

O perfil predominante dos participantes da pesquisa VanPro é similar ao das sondagens anteriores. A maioria dos respondentes são agências full-service (97%), com equipe de até 20 pessoas (54%), que têm mais de 20 anos de existência (51%), ou entre 11 e 20 anos (35%), e 96% delas são associadas ao Sinapro de seu estado, e 73% ao CENP.

Assim como em todas as sondagens VanPro realizadas até hoje, o perfil de receita anual das empresas é mais diversificado do que os outros fatores. A maior frequência é de agências com receita de até R$ 1 milhão, representando cerca de 34% das entrevistadas.

Cerca de 22% do conjunto dos participantes da sondagem têm receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões; 16%, entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, e 13% entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. As empresas com receita anual superior a R$ 10 milhões foram 15% das respondentes.

Sobre a Pesquisa VanPro

A pesquisa Visão de Ambiente de Negócios – VANPRO é feita pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO desde 2017, e tem como principal objetivo medir e mapear o cenário atual e quais são as perspectivas para o futuro, além de conhecer os principais desafios dos sócios e executivos de agências de todo o país.

Fonte: GPCOM Comunicação Corporativa