Perspectiva de um bom Natal

73% dos brasileiros devem ir às compras no Natal; data vai movimentar R$ 51,2 bi na economia, projetam SPC Brasil e CNDL

Neste ano, brasileiro vai desembolsar, em média, R$104 por presente. Lojas online ultrapassam shopping center como principal local de compras e 52% dos consumidores vão fazer pagamento à vista. Roupas encabeçam ranking de presentes

Os sinais mais recentes de uma lenta e gradual recuperação econômica já se refletem nas perspectivas para a data mais importante em faturamento e volume de vendas no varejo: o Natal. Uma pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 110,8 milhões de consumidores brasileiros devem presentear alguém no Natal de 2017. Se as expectativas forem confirmadas, o Natal deste ano será um pouco melhor que o do ano passado, quando a projeção havia sido de 107,6 milhões de consumidores nas lojas. Em termos percentuais, 73% dos brasileiros pretendem comprar presentes para terceiros no Natal deste ano, número que se mantém elevado em todas as faixas etárias e classes sociais. Apenas 8% disseram que não vão presentear, ao passo que 18% ainda não se decidiram.

Considerando somente a aquisição de presentes natalinos, a movimentação de dinheiro na economia deverá ser de R$ 51,2 bilhões no comércio, cifra que representa um leve crescimento nominal na comparação com 2016, ano em que a projeção girou em torno de R$ 50 bilhões.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a injeção desse volume de recursos na economia mostra porque o Natal é o período mais aguardado do ano para consumidores e comerciantes e dá indícios de que a disposição dos brasileiros para consumir está retornando. “De um lado, milhões de consumidores investem tempo e recursos financeiros na compra de presentes e na preparação das celebrações; do outro, muitos empresários se preparam para contratar mão de obra e aumentar a produção, na esperança de que as vendas compensem o resultado tímido ao longo do ano”, afirma Pellizzaro Junior.

Brasileiro vai comprar entre quatro e cinco presentes; gasto médio será de R$ 103,83 por item adquirido

Em média, os consumidores ouvidos na pesquisa pretendem comprar entre quatro e cinco presentes – no ano passado, esse número era de quatro aquisições. O valor médio com cada item será de R$ 103,83, mas considerando a compra de todos os presentes, o brasileiro deve desembolsar, em média, R$ 461,91, cifra muito próximo a observada em 2016, que era de R$ 465,59. Nas classes A e B, o valor desembolsado no total de presentes sobe para R$ 630,96 e cai para R$ 414,25 entre as pessoas da classe C. Há, contudo, uma parcela considerável de 43% de consumidores que ainda não se decidiu quanto ao valor a ser desembolsado.

Outro dado que sugere uma disposição maior de consumo para o Natal deste ano, é que a maioria dos consumidores irá gastar individualmente a mesma quantia (33%) ou um valor superior ao desembolsado em 2016 (19%). Os que pretendem gastar menos representam 26% da amostra.

Considerando os que vão gastar mais no Natal de 2017 que no de 2016, um quarto (25%) garante que irá adquirir um presente melhor, enquanto 17% reclamam do aumento dos preços. Há ainda, 14% de pessoas que economizaram ao longo do ano para poder gastar mais com os presentes natalinos. Em contrapartida, quase um terço (32%) dos consumidores que planeja diminuir os gastos dá como justificativa a situação financeira ruim e o orçamento mais apertado. Outros 23% querem economizar, enquanto 13% possuem outras prioridades de compra, como a casa própria ou um automóvel.

64% estão animados com Natal; falta de hábito, pouco dinheiro e desemprego estão entre as razões para não presentear

Ter o hábito de presentear (64%) e considerar o gesto importante (31%) são as razões mais comuns entre aqueles que decidiram comprar presentes neste Natal. Entre aqueles que não irão presentear terceiros no Natal de 2017, 20% não o fazem por falta de hábito ou porque não gostam. As demais razões estão mais ligadas à crise, como a falta de dinheiro (17%) e o desemprego (15%). Os que não vão comprar presentes porque estão endividadas e precisam pagar contas somam 10% desses consumidores.

De acordo com a pesquisa, 64% dos consumidores se declaram empolgados com o Natal, contra 27% de consumidores que estão desanimados ou menos empolgados que na mesma data do ano passado. “Tradicionalmente, há muita expectativa em torno do Natal. Embora os brasileiros estejam enfrentando tempos difíceis, com altos patamares de desemprego e uma grave crise política e social, o simbolismo e a atmosfera emocional dessa época do ano parecem predominar e despertar sentimentos positivos na maioria das pessoas”, observa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

83% vão pesquisar preços, principalmente pela internet

Em tempos de recessão, mesmo com a inflação controlada, é comum que o consumidor tenha a sensação de que o orçamento está mais apertado e que a renda não acompanha o ajuste de preço dos produtos. Tanto é que entre a maioria dos consumidores ouvidos, predomina a impressão de que os presentes de Natal estão mais caros em 2017 do que no ano passado (58%). Para 22%, os produtos estão na mesma de preço, enquanto apenas 7% falam em preços menores.

Investir tempo para fazer pesquisa de preço será novamente um hábito frequente entre os compradores: 83% garantem que vão adotar a prática e a internet (76%) será a principal aliada para fazer esse tipo de comparação. Outros 50% vão pesquisar em lojas de shopping e 48% vão comparar preços indo de porta em porta nas lojas de rua.

Compras online ultrapassam shopping center; preços, promoções e descontos são levados em conta para escolha do local de compra

Neste ano, pela primeira vez as lojas online ultrapassaram os shopping centers como o local de maior concentração das compras de Natal. Em cada dez compradores, quatro (40%) concentrarão as compras na internet, o que representa um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2016. Na sequência estão os shopping centers (37%), lojas de departamento (37%) e lojas de rua (26%). Os endereços online preferidos são os sites das grandes redes varejistas (68%), sites de classificados de compra e venda (42%) e lojas especializadas em vestuário e acessórios (34%).

Para quem vai comprar online, o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’ faz um alerta: “É preciso ter cuidado para realizar compras pela internet. O ideal é fazer os pedidos com certa antecedência para que os presentes cheguem a tempo das festas. O atraso na entrega de encomendas é um problema que os consumidores costumam enfrentar nesta época do ano, mas que podem ser evitados se houver planejamento”, alerta Vignoli.

Na opinião dos entrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do ponto de venda são o preço (58%), ofertas e promoções (50%), diversidade dos produtos (27%) e a qualidade do atendimento (20%).

Roupas serão os produtos mais procurados no Natal e os filhos os mais agradados com presentes

De acordo com o estudo, por mais um ano as roupas permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal (56%). Os brinquedos (43%), perfumes e cosméticos (32%), calçados (31%) e acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (24%), completam a lista de produtos mais procurados para a data. Presentes de maior valor agregado como celulares (12%), jogos e videogames (10%), eletrônicos (8%) e joias (8%) ficaram menos bem posicionados neste ano.

No ranking daqueles que serão agradados com presentes neste Natal, os filhos aparecem em primeiro lugar (63%). Em seguida, os mais mencionados são os maridos ou esposas (49%), mães (47%), irmãos (27%) e pais (21%).

Na hora de escolher os presentes, o fator que os consumidores mais levam em conta é o perfil do presenteado (28%), seguido do desejo de quem vai receber o presente (20%), da qualidade do item (16%) e das promoções ou descontos (13%).

52% vão pagar presentes à vista; para quem parcela, dívidas vão durar, em média, até o próximo Dia das Mães

Neste ano, o pagamento à vista será o meio mais utilizado pela maioria dos entrevistados ouvidos (52%), seja em dinheiro (34%) ou no cartão de débito (19%). Os que vão se utilizar de alguma modalidade de crédito somam 43% dos compradores, sendo que o cartão de crédito parcelado lidera, com 31% de menções, seguido do cartão de crédito em parcela única (9%) e do crediário (2%).

Na média, as compras parceladas serão divididas em cinco vezes. Isso significa que esses consumidores vão comprometer parte de sua renda com prestações natalinas que só deverão ser totalmente quitadas na Páscoa ou no mês do Dia das Mães. “O brasileiro chega ao fim deste ano com a impressão de que o pior momento da recessão ficou para trás, mas deve ter cuidado em não dividir compras com prestações a perder de vista. Se a inflação controlada e a queda dos juros servem de alento, os altos níveis de desemprego ainda são um problema. É hora de controlar gastos, organizar prioridades e conduzir o orçamento de modo responsável, sem se levar pelo emocional ou assumir compromissos acima da capacidade”, orienta a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

Inicialmente foram ouvidos 730 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 611 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 3,6 e 4,0 p.p, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas
Informações à Imprensa

Fonte: SPC Brasil – Vinicius Bruno

Chegou para ficar!

Black Friday veio para ficar. E não deve mudar!

Por Marcos Gouvêa de Souza*

Nesta altura dos acontecimentos, querer mudar o Black Friday no calendário do varejo tem o mesmo significado de querer mudar a data do Natal. A promoção já está integrada na mente do consumidor e muitos se organizam para aproveitá-la da melhor maneira possível, gerando vendas que este ano poderão chegar perto de R$2 bilhões.

A promoção está em permanente evolução e continua crescendo de importância, pois tem se espalhado para outros setores do consumo e canais de compras, expurgando os que criavam falsas ofertas e não se preparavam convenientemente para atender o forte crescimento da demanda.

Para quem opera exclusivamente com o canal digital ou tem forte dependência do mesmo, a data é – de fato – o “Natal” do setor, pois antecipa um movimento que só ocorreria posteriormente, às vésperas da data, criando forte impacto nas operações e na logística com custos muito altos e, às vezes, inviabilizando atender a demanda de última hora.

De fato, se pudesse ter sito planejada de forma ideal, a data da promoção deveria ser antecipada para que não ficasse tão próximo do Natal – o maior período de vendas do varejo. Ou mesmo que fosse no primeiro semestre, criando uma nova data promocional passado o pico do Natal, para ajuste geral de estoques. “Mas tudo não terás”, como diz o dito popular.

Por conta disso, outras datas têm sido propostas, como o Dia do Consumidor, em 15 de março, que já está se transformando na Semana do Consumidor. O varejo ainda depende muito desses estímulos sazonais para alavancar o consumo.

A Black Friday nasceu nos Estados Unidos como uma promoção que antecipava as vendas que se concentravam demais no período de Natal. Aproveitava o período do tradicional feriado do Dia de Ação de Graças, que lá tem grande importância, para ativar as vendas do varejo.

Seu nome vem da ideia de que, a partir daquele momento, as empresas varejistas passavam a ter lucro em suas operações do ano, pois até esse ponto operavam no vermelho.

Na internet as promoções do Black Friday do varejo tradicional foram incorporadas no Cyber Monday, uma ação para marcar um período também promocional específico do e-commerce.

No Brasil, o movimento já nasceu liderado pelo canal e-commerce e só posteriormente foi incorporado pelas lojas tradicionais. Mais recentemente, expandiu para shopping centers, serviços, alimentação e muitos outros setores.

O varejo, de forma geral, sempre foi dependente de promoções para estimular o consumo e as datas promocionais foram criadas ou adaptadas para renovar esse interesse, como o Dia do Solteiro, na China, celebrado em 11 de novembro, que neste ano deverá consolidar vendas de US$ 18 bilhões em apenas um dia.

Com o crescimento do comércio eletrônico, uma nova geração de promoções surgiu, ampliando as alternativas para criar esses estímulos. No mercado norte-americano estima-se que mais de 80% de tudo que é comercializado no varejo por lá é vendido com alguma promoção, desconto, oferta, liquidação ou qualquer outra forma de redução de preços regulares.

A internet só aumentou essa porcentagem pela possibilidade quase infinita de propor algo para cada consumidor, baseado em seu comportamento individual de busca e interesse, criando a customização das promoções a partir do monitoramento de seu perfil, atitude e histórico.

Como resultado, o e-commerce no mundo tem crescido muito mais que o varejo tradicional, sendo previsto que neste ano deverá aumentar em 8,5%. A Goldman-Sachs estima que entre 2016 e 2020, as vendas globais irão mais do que dobrar e sua participação nos mercados mais maduros irá representar mais do que um terço das vendas gerais do varejo.

Hoje, a participação do comércio eletrônico no todo do varejo nos Estados Unidos representa perto de 11%. Na Inglaterra representa 15% e, na Coréia, considerado o maior índice, chega a 18%. No Brasil está num patamar de 4%, porém com crescimento bem maior que o varejo em geral.

Estima-se que o comércio eletrônico atingirá vendas próximas de R$50 bilhões em 2017, com expansão em torno de 12%, enquanto o varejo como um todo deverá crescer entre 1,5 e 2%.

Como também prega o dito popular, “água morro abaixo e fogo morro acima, ninguém segura”, e parece ser essa a figura a ser lembrada na consolidação da Black Friday como uma data promocional irreversível para o varejo – físico e eletrônico – e, avançando para outros setores econômicos, que podem também se beneficiar do espírito que passou a predominar nesse período.

A mensagem é clara: é melhor se organizar e programar, e bem, para aproveitar, pois não deve mudar!

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, membro e co-fundador do IDV – Instituto para o Desenvolvimento do Varejo e do IFB – Instituto Foodservice Brasil. Também é presidente do LIDE Comércio e membro do Ebeltoft Group, aliança global de consultorias especializadas em varejo em mais de 25 países.

Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo GS& Gouvêa de Souza – Cínthia Ceribelli

Havan inaugura no Via Vale Garden Shopping

Nova megaloja já está pronta e terá aproximadamente quatro mil metros quadrados, além de oferecer mais de mil itens nacionais e importados

Os clientes do Via Vale Garden Shopping já podem comemorar, pois a nova loja da Havan já está aberta e funcionando. Desde sábado, 04/12, a megaloja, que tem aproximadamente quatro mil metros quadrados, está com as suas portas em Taubaté.

Com mais de 30 anos de história e 102 unidades em 15 estados do Brasil, a loja ficará localizada no primeiro piso do mall e oferecerá aos clientes um mix de mais de 100 mil itens de produtos nacionais e importados, nos setores de cama, mesa e banho, bazar, brinquedos, moda (masculina, feminina, infantil e praia), camping e eletro/eletrônicos.

“A chegada da Havan reforça a nossa dedicação em trazer o melhor mix de lojas para Taubaté e região, nos preocupando sempre em oferecer excelentes marcas de todos os seguimentos e, com essa megaloja, vamos intensificar a experiência do que é um shopping ainda mais completo”, afirma Renato Gonçalves, superintendente do Garden.

A loja também chegou ao mall trazendo uma grande geração de emprego. Cerca de 150 pessoas foram contratadas para compor o novo time no município.

Havan e Grupo Tenco
A parceria Havan e Grupo Tenco é um sucesso, a loja está presente em quatro dos 15 shoppings centers da rede, como no Itaquá Garden Shopping, Via Café Garden Shopping, Jaraguá do Sul Park Shopping, além do Bragança Garden Shopping.

Sobre a Havan
Considerada a maior rede de lojas de departamentos do Brasil, a Havan nasceu em Brusque (SC), como uma pequena loja de tecidos de 45 metros quadrados, na Avenida Primeiro de Maio. Além da loja em Taubaté, as próximas inaugurações de 2017 serão: Cacaol (RO) em julho, Rio Branco (AC) em agosto e Varginha (MG), em setembro, Indaial (SC), Cascavel (PR) em outubro, Porto Belo (SC) em novembro, e, possivelmente, Joaçaba (SC) em dezembro.

Serviço:
Nova Operação – Havan no Via Vale Garden Shopping
Data: a partir de 04/11/2017
Horário: no horário de funcionamento do shopping
Local: piso 1, próximo ao Riachuelo.

Troca de ingressos para duelo entre Vôlei Taubaté e Cruzeiro começa na amanhã no Via Vale

Os times se enfrentam na próxima quarta pela Superliga Masculina de Vôlei no Ginásio do Abaeté

Para quem acompanha as emoções do Vôlei, os ingressos para curtir a disputa entre Taubaté e Cruzeiro, válidos pela Superliga Masculina de Vôlei, estarão disponíveis a partir de amanhã (31/10), das 14h às 22h, no balcão Concierge do Via Vale Garden Shopping. A partida está marcada para o dia 01 de novembro, às 19h, no Ginásio do Abaeté. Os ingressos devem ser trocados por 1Kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar).

O shopping está responsável pela distribuição de 400 ingressos, sendo 40 deles reservados para atender pessoas do grupo especial, ou seja, portadoras de necessidades especiais. Para garantir esse benefício, os contemplados deverão apresentar, no momento da troca, documentos comprovatórios de sua necessidade de atendimento prioritário.

Vale ressaltar que cada pessoa poderá trocar no máximo dois ingressos, mediante a apresentação de CPF, pelo 1kg de alimento. As contribuições serão destinadas às instituições de caridade da cidade. Crianças de até quatro anos não precisam do convite.

Serviço:
Troca de ingressos Vôlei – Via Vale Garden Shopping
Data: terça-feira (31/10)
Horário: das 14h às 22h
Local: Balcão do Concierge – piso 1