Coluna “Discutindo a relação…”

Virar o jogo

Um dos pontos mais comentados em congressos, palestras, artigos, textos, podcasts e etc é a perda de valor das agências de propaganda. Podemos traduzir essa perda de valor por perda de importância e/ou relevância.

Há uns cinco ou seis anos esse tema passou a ser mais frequente e as mudanças recentes que vimos acontecer nas grandes holdings de propaganda parecem corroborar o ponto de vista defendido por muitos: as agências perderam relevância.

Isso se deu muito especificamente na relação com os anunciantes.

Há muitos fatores que são apontados para que esse recuo de importância no cenário de marketing e comunicação acontecesse. Concordo com a maioria deles. Mas vou destacar um que ouvi ou li recentemente e que acredito ser o mais decisivo: as agências não desenvolveram outros músculos além da criatividade ligada à comunicação.

Imagem de Lukas Bieri por Pixabay

Sim! O que é o maior trunfo das agências também pode ser visto como fator limitador. Vejamos: as agências não perceberam que os clientes tinham demandas que estavam além de uma boa ideia e de uma boa campanha traduzida em belas peças publicitárias.

As novas demandas dos clientes passavam e passam pela solução de problemas de negócios. Trata-se do já famoso e repetido “fazer o ponteiro de resultados mover-se para cima”. Trata-se de pensar na experiência total e completa do consumidor, em resolver gargalos e antecipar saídas a partir de novos comportamentos, usos e necessidades do consumidor.

Está bem além de ter ideias de comunicação! É pensar com cabeça de “resolvedor de problemas do cliente”. O que o fará bater as metas? Atingir os resultados? Virar líder do segmento? Ganhar consumidores novos? Ter novos produtos? E novos serviços?

E foi neste ponto crucial que as consultorias acharam a brecha de ouro para fazer sangrar ainda mais o já combalido grau de relevância das agências. Eles discutem isso: soluções voltadas para incrementar o negócio. E agora as consultorias, para o temor geral dos publicitários, investem também em comunicação e criatividade.

Calma lá, entretanto. Não é o fim do mundo das agências. Boa parte delas, principalmente as menores, independentes e ágeis já percebeu o que está rolando. Já sacaram. E estão jogando o jogo dentro do novo esquema tático. Tem mais facilidade porque são rápidas, enxutas e com poucos níveis hierárquicos. Algumas das grandes agências ligadas às grandes holdings também já sacaram. Mas tem mais dificuldades porque são lentas, grandes e com muitos níveis hierárquicos.

Imagem de rawpixel por Pixabay

Eu acho que dá pra igualar e até virar o jogo. As agências ainda voltarão a jogar bonito. E com eficácia! Eu boto fé!

“Afinal de contas, não tem cabimento. Entregar o jogo no primeiro tempo.
Nada de correr da raia, nada de morrer na praia.
Nada, nada, nada de esquecer.
Do balanço de perdas e danos.
Já tivemos muitos desenganos.
Já tivemos muito que chorar.
Mas…”

Feira coloca 10 mil imóveis em oferta em São José dos Campos

De 20 a 22 de setembro, Feira de Imóveis do Vale do Paraíba vai reunir 20 expositores e ofertas de apartamentos, casas e terrenos do tamanho do seu bolso

O imóvel dos seus sonhos ao alcance do seu bolso

Imagem de Shahid Abdullah por Pixabay

De 20 a 22 de setembro, a Feira de Imóveis do Vale do Paraíba vai ofertar 10 mil imóveis, entre apartamentos, casas e terrenos, em condições especiais de negociação. O evento ocorre no CenterVale Shopping, em São José dos Campos, e reúne 20 expositores, entre construtoras, incorporadoras e imobiliárias.

Realizado pela Adelson Eventos, a Feira de Imóveis do Vale do Paraíba tem patrocínio da Caixa Econômica Federal.

O evento ocorre em um momento de reaquecimento do mercado imobiliário em São José dos Campos e na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e logo após a Caixa Econômica Federal lançar nova linha de crédito imobiliário, atualizado pelo IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo).

“A participação da Caixa na Feira reforça seu posicionamento como referência no mercado imobiliário. A Caixa é o banco da habitação”, disse a superintendente regional da Caixa no Vale do Paraíba, Cláudia Ramos.

Segundo Cláudia Ramos, a Feira de Imóveis do Vale do Paraíba será uma grande vitrine de produtos e serviços, gerando excelentes oportunidades de negócios. “Eventos como este facilitam e agilizam a compra da casa própria. Teremos em um mesmo local mais de 10 mil imóveis prontos e na planta, de construtoras, imobiliárias e incorporadoras com marcas fortes e consolidadas. Além disso, uma equipe especializada da Caixa estará à disposição dos visitantes para esclarecer dúvidas sobre os financiamentos habitacionais e consórcios.”

O reaquecimento do mercado em 2019 é confirmado pela Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). Segundo a entidade, a procura por imóveis teve um crescimento significativo no país em 2019, chegando quase a 60% de aumento. Esse índice, de acordo com a Aconvap, se repete em São José dos Campos..

Crédito

A Feira de Imóveis do Vale do Paraíba ocorre após a Caixa ter lançado, em agosto, a linha de financiamento habitacional com atualização pelo IPCA. Regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional, a contratação de crédito imobiliária com índice de preços teve seu enquadramento ampliado para imóveis residenciais do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), além do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário).

A taxa mínima para imóveis residenciais será de IPCA + 2,95% ao ano e a taxa máxima será de IPCA + 4,95%. Os contratos terão prazo máximo de 360 meses e cota máxima de financiamento de 80%.

Além disso, em junho, a Caixa havia anunciado redução de até 1,25 pp nas tacas de juros para operação pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e divulgou também novas alternativas para renegociação de contratos de imóveis habitacionais para pessoa física. A taxa mínima para imóveis enquadrados no SFH e SFI é de 8,5% ao ano (mínima) a 9,75% ao ano (máxima).

Serviços
Feira de Imóveis do Vale do Paraíba
Quando: de 20 a 22 de setembro
Horários: dia 20, das 16h às 22h; dia 21, das 10h às 22h; dia 22, das 12h às 20h.
Onde: CenterVale Shopping, São José dos Campos

Fonte: Matéria Consultoria&Mídia – Nathália Barcelos

Shopping levou prêmio nacional

Via Vale conquista prêmio de âmbito nacional em Eventos e Promoções desenvolvidos em shopping centers

“1ª Bienal de Artes de Taubaté” foi o evento premiado em 2º lugar na categoria

Pelo segundo ano consecutivo, o Via Vale Garden Shopping é finalista do Prêmio Abrasce. Em 2018, foi coroado com o troféu de ouro na categoria Eventos e Promoções, com o Projeto “Bacon e Beer nas alturas” e em 2019, garantiu o segundo lugar, na mesma categoria, com o Projeto “1ª Bienal de Artes de Taubaté – cultura e inclusão social”, concorrendo com shoppings maiores de 30 mil metros de área bruta locável (ABL), como: Shopping JK Iguatemi, Shopping Riomar Recife, Tietê Plaza Shopping, entre outros 11 finalistas.

O Prêmio Abrasce é uma iniciativa criada pela Associação Brasileira de Shopping Centers que reconhece as melhores iniciativas e incentiva projetos desenvolvidos por shopping centers de todo o Brasil e dezenas de shoppings disputaram a premiação nas categorias: Campanhas Institucionais, Eventos e Promoções, Eventos e Promoções de Natal, Expansão e Revitalização, Gestão de Equipes, Newton Rique de Sustentabilidade, Novos Empreendimentos, Outlets, Tecnologia e Inovação e Destaque GPTW.

O prêmio foi recebido durante solenidade que ocorreu na noite da última segunda-feira, 9 de setembro, no Espaço Tom Brasil, em São Paulo, pela diretoria do Grupo Tenco, administradora do mall.

Sobre o Projeto

A 1ª Bienal de Artes de Taubaté aconteceu durante o mês de setembro de 2018 e teve abrangência nacional, com participantes de todos os estados brasileiros (com exceção do Acre) e internacional, sendo representado por países como França e Argentina. Com 720 obras inscritas, e 70 obras selecionadas para a exposição entre esculturas, pinturas, desenhos e gravuras com peças que expressam a cultura e a diversidade do Brasil. Com tecnologia e criatividade a 1ª Bienal de Artes de Taubaté, foi a primeira do país 100% inclusiva, proporcionando aos convidados acessibilidade e inclusão social por meio de visitas guiadas, áudio descrição e leitura em libras. O evento foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Taubaté, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura e contou com a curadoria de Lani Goeldi.

Grupo Tenco

Do Grupo Tenco também foram premiados: Via Café Garden Shopping, grande vencedor na categoria “Eventos e Promoções menores de 30mil abl”, seguido por Cariri Garden Shopping, 2º colocado na mesma categoria. O Amapá Garden Shopping foi o 3º colocado na categoria “Destaque GPTW – Melhor Shopping para Trabalhar” e o DF Plaza Shopping, 3º colocado na categoria “Novos Empreendimentos”.

De acordo com o diretor comercial da Tenco Shopping Centers, Renato Castro, ter sete shoppings indicados ao prêmio, sendo que cinco deles foram premiados só reforça a missão do Grupo Tenco de oferecer cultura, lazer e desenvolvimento econômico às cidades do interior, o que só é possível com o trabalho de excelência realizado por todo o time.

“O Grupo Tenco só é o sucesso que é porque, para que todos os nossos empreendimentos proporcionem as melhores experiências ao público, há um time de profissionais que se dedica diariamente, nos bastidores, para que a operação seja perfeita, causando encantamento e alegria a cada um dos frequentadores”, diz.

Sobre o Via Vale

O Via Vale Garden Shopping é um empreendimento da Tenco Shopping Centers. Localizado em Taubaté, às margens da Via Dutra, o shopping abraçou a cidade e proporciona experiências inovadoras com entretenimento de qualidade e excelentes serviços. O Garden fica na Avenida Dom Pedro I, 7181 – São Gonçalo, Taubaté.

Fonte: Marketing – Aline Duarte

Hora e vez do Data-Driven Marketing

Data-Driven Marketing: por que é o momento de adotar a estratégia

por Cristian Townsend, fundador e CEO da Osorno Analytics, startup de Account-Based Marketing, Big Data e Inteligência Artificial, com foco em Marketing e Vendas

Seu negócio é moldado por dados. Pelos dados internos de desempenho de cada área. Dados de mercado e tendências do seu segmento. Dados sobre o conteúdo que seu cliente consome antes de decidir entre você e um concorrente. E se você não domina esses dados, seu negócio vai ser moldado por quem os domina. Esta é a premissa por trás do conceito de Data-Driven: tornar sua empresa mais competitiva através da habilidade de tomar cada vez mais decisões baseadas em dados.

O conceito não é novo. Com certeza você já recebeu uma sugestão de compra baseada em suas pesquisas online ou no seu histórico de compras. Mas em vendas B2B o desafio é maior. O cliente não é sensível a promoções, não existe apelo de compra por oportunidade, o ciclo de vendas é longo e depende de vários decisores de diferentes áreas.

No mercado B2B, estamos hoje em uma janela de oportunidade para adoção de estratégias Data-Driven. A tecnologia existente capaz de tratar a complexidade das vendas B2B de forma confiável está mais acessível. Mas ainda é nova o suficiente a ponto de não haver empresas se destacando em seu uso.

Estratégia Data-Driven:

Comece pequeno
Mudar toda sua estratégia de Marketing e Vendas de uma vez é receita para o fracasso. Eleja um universo menor como um canal, uma linha de produtos ou um segmento de clientes. Você terá menos pessoas envolvidas na mudança e terá respostas mais rápidas sobre o que funciona e o que é perda de tempo.

Dê o exemplo (ou estratégia top-down)
Não espere que a estratégia seja integralmente conduzida pela equipe que cuida do dia-a-dia das vendas. A alta direção da empresa deve estar engajada com a mudança e ciente de que os primeiros resultados podem ser decepcionantes. Se não houver acompanhamento ou se a cobrança por resultados de curto prazo for muito alta, as equipes rapidamente voltam a operar da forma que já estavam acostumadas.

Derrube as barreiras entre Marketing e Vendas
Mais lead é igual a mais vendas, certo? Nem sempre. Mais leads também significa mais esforço de qualificação e, geralmente, uma menor taxa de conversão. Vendedores não gostam de perder tempo com o que não dá dinheiro. Bastam poucas reuniões não qualificadas para eles perderem o interesse nos leads vindos de marketing. Este deve ser capaz de passar a vendas o lead que ela quer. E vendas não deve ser apenas um cliente interno de marketing, mas deve estar envolvida nas definições da estratégia e ser co-responsável em melhorar a qualidade deste lead.

O trabalho integrado dessas equipes deve levar em consideração dois objetivos básicos:
– Não gastar recursos (financeiros ou humanos) em leads que não estão disponíveis ou qualificados para comprar
– Ser capaz de identificar os primeiros sinais de que um lead deixou de ser alguém “apenas fuçando” e tornou-se um lead qualificado e disponível para consumir seus produtos e serviços

Tendo as respostas que se espera, os objetivos a serem atendidos e a equipe preparada; podemos seguir com o aspecto tecnológico de uma estratégia Data Driven.

Não é uma demanda de TI
Seu departamento de tecnologia pode ser um grande aliado para avaliar ferramentas de mercado. Mas ele não irá além do aspecto técnico. Deixe a cargo deles apenas as questões de integração e performance. Só o time que define a estratégia é que pode avaliar se uma ferramenta tem capacidade de atender aos objetivos da empresa. Não se encante com a ferramenta. Escolha a melhor tecnologia sempre considerando o quanto ela é aderente à sua estratégia e o quanto pode contribuir para seus objetivos.

Transformação digital
75% da decisão de compra ocorre antes de o cliente entrar em contato com um fornecedor. Seu cliente estuda por conta e você deve ajudá-lo a se educar. Você precisa ser capaz de identificar quando e como seu cliente consome conteúdo e qual o melhor momento para abordá-lo.

Saneamento da base de dados
Provavelmente seus dados não estão prontos para te entregar insights. Eles podem estar desatualizados, duplicados ou até serem insuficientes. Mas não se preocupe, seus concorrentes enfrentam o mesmo problema. Você pode enriquecer seu CRM com uma base comprada. Mas isto é uma medida paliativa; você ainda precisa de uma política interna para manter seus dados saneados, ou logo terá problema novamente.

Data Driven não é Analytics
Ferramentas de Analytics são importantes. Elas ajudam a entender o que está acontecendo e a otimizar o seu negócio. Para tornar-se uma empresa Data Driven, sua tecnologia deve ir além do “medir, testar e avaliar”.

Trabalhe insights e busque perguntas que pareciam impossíveis de serem respondidas:
– Qual os 100 melhores leads do meu CRM? Porque eles são os melhores?
– Quais as chances de eu fechar esta oportunidade se eu der um desconto? E se eu não der?
– Existe algum segmento que nunca atuei, mas que tenha grande potencial de compra?
– Em quais clientes eu posso fechar uma oportunidade mais rapidamente?
– Qual produto pode ser mais interessante para esta conta que nunca tive contato?

Faça do seu jeito
Por fim, tenha em mente que não existe uma fórmula pronta. Nenhum passo-a-passo vai ser 100% aderente ao negócio. Entenda como os seus clientes e seus funcionários respondem às estratégias adotadas e não tenha medo de ajustá-las quantas vezes for necessário. Data-Driven não é um processo, é um mindset.