Coluna {De dentro pra fora}

– Que chatice

Vitr Coluna

Quando eu ouvi sobre comunicação interna pela primeira vez, eu pensei: que C H A T I C E. Gente, fazer cartazinho, e-mailzinho, jornalzinho? Eu não estou me formando pra isso. Ei, espera aí! Quem disse que CI é isso?

Como a vida gosta de preparar aquelas pegadinhas do domingão, eu fui estagiar exatamente na área de CI. Desde então, eu comecei a descobrir o poder da comunicação interna e, o mais legal, como a gente pode transformá-la em algo muito, muito interessante. Até mais que propaganda, juro. Ou seja, se a comunicação é chata, a culpa não é das estrelas. É da pessoa responsável por ela. Em CI também existe um problema que deve ser solucionado. E a solução vai além de cartazinho e jornalzinho. Você também terá pedidos de lançamento de produtos para público interno, projetos de saúde e bem-estar, campanhas de segurança (dá pra pirar bastante!), campanhas culturais, patrocínio de eventos. Gente, muita coisa acontece em CI. E os desafios nunca nos deixam ficar parados, afinal, engajar o público é o maior objetivo. E, não, isso não é fácil!

Imagine fazer o funcionário alinhar seus próprios interesses aos interesses da empresa para que, então, ele se esforce para alcançar os objetivos gerais. Não é qualquer pessoa, ambiente, cultura, benefício, missão, visão que transforma esse conceito em realidade. Além disso, engajamento é intangível, difícil de medir e precisa ser trabalhado o tempo todo.

Voltando ao dia a dia de CI: como você vai falar de tudo isso? Com todas as ferramentas possíveis, é claro! Vale reforçar que não podemos sobrecarregar nosso público. Tudo precisa ser pensado e feito com coerência. Não é sair fazendo e usando tudo, mas ter uma distribuição estratégica, frequência, coerência.

CI também usa facebook, instagram, redes sociais, faz acabamento especial, utiliza umas facas doidas, permite ações diferentes e peças nunca imaginadas antes. Nós não somos uma área de outro planeta. Somos comunicação! Você também pode pirar, sempre respeitando o perfil da empresa e do público.

Chatice? Sai pra lá!

Melhore seu desempenho no Youtube

Essa vem direto do Meio&Mensagem

Como melhorar seu canal no Youtube
Especialista dá dicas para marcas trabalharem melhor o conteúdo próprio no site de vídeos do Google

Conteúdo está no centro da estratégia de muitas marcas que desejam uma comunicação eficiente e próxima de seu público-alvo. Nesse sentido, os vídeos em canais sociais, como o YouTube, têm sido uma alternativa para anunciantes, que apostam cada vez mais nos filmes como ferramenta de engajamento.

As taxas de crescimento da internet no Brasil contribuem para que o movimento ganhe força. Segundo a Nielsen, o Brasil registrou 120 milhões de internautas no primeiro semestre do ano, sendo que 62% afirmam acessar sites de vídeos.
De acordo com Greta Paz, sócia da startup gaúcha MPQuatro, focada em projetos para marcas no YouTube, a entrada de empresas neste segmento é um caminho sem volta. “As marcas estão atuando como mídia, produzindo conteúdo que tem a ver com o seu DNA”, explica.

Meio & Mensagem pediu que a executiva reunisse dez dicas e exemplos de como as marcas podem ter um bom desempenho neste canal. Confira:

1 – Invista em boas chamadas
“Crie títulos que resumam o seu conteúdo, pois não há nada pior para o seu canal do que alguém desistir de ver o seu vídeo”.

2 – Imagem é tudo
“O Thumbnail é sua vitrine. Tenha a certeza de que você escolheu uma imagem criativa e com boa resolução. Isto é importante para conquistar cliques”.

3 – Valorize áudios de qualidade
“As pessoas costumam cuidar da qualidade da imagem e se esquecem do som. Ruídos causam incômodo em quem está assistindo ao conteúdo. O resultado é que muita gente acaba não chegando ao final do vídeo”.

4 – Ninguém tem o dia todo para ver o seu vídeo
“Procure passar a mensagem que você quer no menor tempo possível. Vídeos com bons números de visualizações têm, em média, três minutos”.

5 –YouTube não é TV
“Seja informal. Ninguém quer ver as formalidades da televisão no YouTube”.

6 – Envolva a audiência
“Já que a pessoa curtiu o seu conteúdo e assistiu ao vídeo até o final, aproveite para fazer um call to action. Peça inscrições para o seu canal, instigue os espectadores a deixarem um comentário ou a acessarem o seu perfil do Facebook”.

7 – Aposte em um início matador
“Ao contrário do que muitos pensam, não deixe a melhor parte do seu vídeo para o final. Os primeiros cinco segundos do filme são determinantes para o sucesso”.

8 – Crie uma cultura de programação
“Poste seus vídeos sempre no mesmo dia e horário. Este movimento auxilia a cativar uma audiência fiel. Quem se inscreve no canal espera mais conteúdo. Pior que não fazer vídeos é criar um perfil e deixa-lo parado”.

9 – Esteja atento a tudo
“Os comentários são o termômetro do que está dando certo e do que é preciso melhorar em seus vídeos. Fique ligado”.

10 – Não desista
“Seja paciente e tenha consistência. Não adianta começar um canal e abandoná-lo depois do primeiro mês porque ele ainda não trouxe a audiência que você esperava”.

Discutindo a relação…

Com quantos dados se faz um mercado

Josué coluna correto

Quero retomar um assunto sobre o qual já escrevi aqui e que constantemente retomo em minhas aulas, bate papos e conversas por aí: a falta de informação, de pesquisas e de dados concretos em nosso mercado.

Essa ausência de dados confiáveis ocorre em vários segmentos de nossa atuação.Vou detalhar um pouco melhor isso.

Faltam dados de pesquisa para melhor definição dos planejamentos de comunicação e também do planejamento de mídia.Pesquisa de mercado e pesquisa de mídia são fundamentais para uma estratégia de comunicação eficaz. Não temos muita pesquisa de mercado em nossa região. É raro ver um cliente investir nisso para ter claro conhecimento de seu mercado e de seu público consumidor. Do mesmo modo, com raríssimas exceções, as agências operam seus planejamentos de mídia sem muita informação das penetrações dos veículos regionais.

Caminhos

Também faltam informações sobre o tamanho de nosso mercado de comunicação. Não sabemos exatamente quantas agências de comunicação existem no mercado. Temos mais facilidade (e olhe lá) em listar os veículos que temos a disposição. Não sabemos o quanto o mercado de comunicação movimenta (em reais) por ano, por semestre ou por mês.

Muitos alunos já me procuraram perguntando em que lugar eles poderiam encontrar dados que lhe mostrassem a realidade do mercado valeparaibano de comunicação: quantas agências, quantos veículos,principais anunciantes, volume investido em comunicação, volume investido em mídia etc.E a resposta que sempre dou, meio sem graça, é que  não há um lugar em que se reúnam tais informações.

Operar planejamentos de comunicação sem dados concretos e confiáveis é confiar demais no feeling e na intuição. Não tenho nada contra o feeling e sei que ele é parte importante da nossa atividade. Mas não podemos ficar só com ele, pois, quem viveu só de feeling, foi Morris Albert.

morris

O cantor e compositor Morris Albert, autor do sucesso “Feelings”.

No curto espaço de tempo em que ministrei aulas na Cásper Líbero tive a oportunidade de lecionar ao lado de dois profissionais de mídia de grandes agências brasileiras, McCann e Fischer. E me deliciava de ver e ouvir sobre a quantidade de informações de pesquisa que eles recebiam para definir seus planejamentos de mídia. Outro mundo…

Em minhas aulas de planejamento de mídia tento induzir os alunos a buscar sempre dados de pesquisa, mesmo que sejam os chamados dados secundários, ou seja, aqueles provenientes de outras pesquisas e de outros mercados. isso ajuda, mas nem sempre resolve. Tento ensiná-los a usar o Mídia Dados (publicação do Grupo de Mídia, há inclusive uma versão free para Ipad), o site do IBGE e os sites de alguns veículos que disponibilizam informações interessantes (um bom exemplo é o www.publiabril.com.br).

Midia1

Acredito fortemente que só com uma cultura de busca constante de dados confiáveis que orientem e balizem nossas decisões estratégicas de comunicação é que poderemos oferecer aos anunciantes resultados mais expressivos. E temos que buscar formar essa cultura em nosso mercado entre os principais players: agências, anunciantes e veículos.

Afinal de contas, parafraseando o famoso escritor, um bom mercado de propaganda se faz com homens e números!

Coluna Social Media

Sobre como fazer a diferença nas redes sociais com a Prefeitura de Curitiba

Tuani Carvalho Publicitando

 

Se você é dos meus e está na internet todos os dias, provavelmente, já viu um amigo compartilhar – com risadas, corações, declarações de amor e adjetivos como ‘genial!!!!’ <3  😀 – algum post da Prefeitura de Curitiba.
Aí você se pergunta “por que diabos tem uma pessoa de Pindamonhangaba compartilhando post sobre uma inauguração de postinho de saúde em Curitiba?”

10708297_844210085612904_429618783_n

Porque a Prefs – como é carinhosamente chamada – começou a fazer algo que nenhuma outra página pública havia feito: falar com seus munícipes como se fosse um deles. E aí não há limite para os memes, paras as montagens toscas e para a capivara mais amada do Brasil.

10715744_844210172279562_2072944555_n

A página conseguiu dar um tom interessante e informativo a temas que a juventude, geralmente, ignora ou não procura saber. Isso gera reconhecimento nacional para os feitos da cidade e fomenta nos curitibanos o orgulho de pertencer à cidade mais cool da internet.

A mais nova estripulia na Prefs foi aceitar, entre tantos outros, o pedido de casamento da Prefeitura do Rio de Janeiro. O que parecia ser apenas mais uma interação entre páginas nas mídias sociais tomou caráter de ação social quando as duas Prefs decidiram oficializar o casamento com uma campanha de doação de sangue em hemocentros das duas cidades.

972960_844210218946224_1833065583_n

 

O ‘Casamento Vermelho’ (referência ao casamento sanguinário da série Game Of Thrones) acontecerá neste sábado, dia 27, e promete um aumento de doações em várias partes do país, já que outras prefeituras apadrinharam o casamento e vão promover a campanha em seus próprios hemocentros. É o caso das Prefs de Praia Grande, Maceió, Salvador, Ilhabela, Manaus, Blumenau, Maringá, Mariana, Palmas, Cuiabá, Niterói, Limeira, entre outras.

Além da doação de sangue, a Lista de Presentes da Noiva estimula uma onda de boas ações de cidadãos e empresas dos ~noivos~ e das cidades ~madrinhas~

A #ListaDaNoiva sugere:

1 – Levar 50 crianças ao cinema e 50 crianças ao teatro.

2 – Doar 100 livros para escolas municipais e 100 livros para a tuboteca.

3 – Limpar 20 paredes pichadas.

4 – 1 grafitti comemorativo à união entre as cidades.

5 – atividades recreativas para pacientes em um hospital geral e em um hospital infantil.

6 – Plantar 321 árvores.

7 – Proporcionar um passeio turístico pela cidade para um grupo da terceira idade.

8 – Criar uma ação de resgate da autoestima de mulheres vítimas de violência.

9 – Emprego ou treinamento para 50 pessoas com deficiência e 50 cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

10 – Distribuir 150 picolés para trabalhadores expostos ao sol.

11 – Postar na internet os desenhos de 100 crianças sobre sua cidade no futuro.

As Prefs estão ensinando que interação de marcas nas mídias sociais pode – e deve – ir muito além de só conseguir gerar buzz. Que sejam felizes para sempre!