Um pouco sobre o 1° Encontro de Gestores de Marketing

Paixão, experiência e flexibilidade

por Josué Brazil

Ontem a noite tive a excelente oportunidade de participar – como ouvinte – do evento 1º Encontro de Gestores de Marketing, uma mesa redonda entre as gestoras de marketing dos três maiores Shoppings Centers de São José dos Campos.

Giselle Barros, do Centervale, Luana Meneses, do Vale Sul e Margarete Sato, do Colinas Shopping foram mediadas por Gustavo Gobbato, sócio da Avalanche e coordenador da pós de marketing da FAAP SJCampos .

A conversa rolou de forma descontraída e bastante proveitosa. Um dos aspectos importantes levantados foi a boa relação e a constante troca de figurinhas entre as três gestoras, apesar de concorrentes.

Destaco dois aspectos da conversa: quem trabalha com gestão de marketing de shopping center deve “viver o mall”, ou seja, vivenciar com paixão o dia a dia da operação, tentando permanecer próximo do lojista, do funcionário e dos clientes o tempo todo; e o outro é a questão da flexibilidade, do jogo de cintura, do estar preparado para as mudanças e evoluções do varejo de shoppings. Planejamento é fundamental, adaptação é extremamente necessária!

A necessidade e a dificuldade em fazer a tão falada transformação digital foram destacadas pelas três gestoras. Os shoppings estão sendo impactados pela tecnologia e pelo e-commerce e o caminho parece ser – na opinião das debatedoras – apostar na melhor experiência possível para os clientes.

Um ponto alto da mesa redonda foi a apresentação de números e campanhas – notadamente de Natal – de cada um dos shoppings.

O evento teve ótimo público. E esse público contribuiu com boas perguntas, o que só fez melhorar a mesa redonda.

Dia da propaganda

Hoje é o dia mundial da propaganda

O Publicitando não poderia deixar de registrar que hoje, dia 04 de dezembro, é comemorado mundialmente o Dia da Propaganda.

A data foi criada em homenagem ao primeiro congresso que reuniu profissionais ligados à publicidade e propaganda, em 4 de dezembro de 1936. O evento aconteceu na cidade de Buenos Aires, Argentina.

Depois, em 1937, a data passou a ser celebrada como o Dia Pan-Americano da Propaganda. O reconhecimento como o Dia Mundial da Propaganda aconteceu apenas a partir de 1970.

Importância

A propaganda é um setor importante para a economia brasileira. Investimento publicitário movimentou R$ 134 bi em 2017, de acordo com o Kantar Ibope Mídia. E de acordo com o site Cultura Mix, estima-se que até 2018 os gastos com publicidade na América Latina sejam da ordem de US$ 56,24 bilhões e mais da metade disso, cerca de 52% (US$ 29,5 bilhões) será somente no Brasil.

De acordo com a consultoria Zenith, em matéria publicada pela Meio&Mensagem, os investimentos em publicidade devem movimentar aproximadamente US$ 578 bilhões, no mundo todo, em 2018. O montante representa um crescimento de 4,1% sobre o valor registrado no ano passado.

O Digital

Ao mesmo tempo que causou e está causando profundas mudanças e alterações na realidade do mercado publicitário e causando uma certa reconfiguração no cenário de prestação de serviços em propaganda, o digital está impulsionando a atividade.

A recente pesquisa Digital AdSpend 2018, da IAB Brasil, mostra que a publicidade digital no Brasil cresceu 25,4% e movimentou R$14,8 bilhões em 2017. Essa cifra representa um terço do mercado publicitário no Brasil, conforme informações da ExchangeWire.

A IAB disponibilizou um infográfico que detalha o crescimento da publicidade digital no Brasil:

Seja off ou on, tradicional ou digital, ou tudo junto e misturado (como deve ser), a propaganda brasileira segue buscando caminhos para divulgar marcas, produtos, serviços e ideias com eficácia e rentabilidade. Segue gerando negócios, oportunidades e empregos.

Não é um mundo perfeito nem uma atividade perfeita, mas é dinâmica e gratificante! É uma dor e uma delícia. Comemoremos!

Criação publicitária é o tema

Novo conteúdo de áudio aborda criação

Mais um de nossos programetes de rádio desenvolvido em parceria com o programa Panorama – exibido na Rádio Unitau toda terça no horário compreendido entre quatro e seius da tarde – e o laboratório de Rádio do Departamento de Comunicação Social da Unitau.

Desta vez a conversa gira em torno da criação publicitária, a ponta do iceberg do trabalho de propaganda. Confira, tá bem interessante!

 

A primeira Black Friday Omnichannel

A primeira Black Friday Omnichannel

*Por Maurício Trezub

A Black Friday no Brasil nasceu no canal e-commerce. Devido ao grande sucesso da data, nos últimos anos notamos também uma alta na adoção por parte das lojas físicas. Ao contrário dos consumidores, que já são digitais, o varejo brasileiro está muito atrasado na agenda da transformação digital e tem baixa maturidade nos processos OmniChannel. Por todos estes fatores, somados a grande demanda gerada pela BF, acredito que esta será a primeira Black Friday verdadeiramente omnichannel do Brasil. E o risco é grande…

Então, como planejar uma Black Friday que não vai decepcionar esses clientes?

Em primeiro lugar sugiro focar em dois processos omniChannel. O primeiro é dar a opção ao cliente comprar no site e retirar na loja física (Buy Online, Pick up in Store). O chamado Click and Collect possibilita que as pessoas economizem no frete que, por vezes, pode ser o grande vilão das vendas online. Dependo do seu valor, o preço final pode perder o desconto dado.

Essa estratégia pode gerar não somente a venda pelo e-commerce, mas ainda, quando retirar o pedido, o cliente pode se interessar por outros produtos da loja. Ou seja, é uma boa oportunidade de cross sell e up sell. O desafio aqui é o volume de pedidos gerados para separação por parte das lojas físicas, que tradicionalmente não sabem executar bem este processo. O ideal é que nesta data exista uma equipe treinada e dedicada a fazer a separação dessas compras em um lugar facilmente acessível e sem filas, afinal ninguém que já escolheu e pagou por um produto no ecommerce espera pegar fila na loja física para retirá-lo.

O segundo processo é o “Buy in Store, Ship to Home”, ou gôndola infinita, que acontece quando a loja física vende um produto que não tem em estoque utilizando o armazém do e-commerce ou de outra loja e entrega na casa do cliente. Como o cliente se deslocou até a loja física para fazer a compra, ele espera que os produtos que foram anunciados estejam disponíveis, mas sabemos que durante a Black Friday é muito comum que as melhores ofertas acabem se esgotando rapidamente. Para evitar frustrar a expectativa destes clientes e não perder a venda, este processo omnichannel é uma grande sacada. Não esqueça de rever os incentivos aos vendedores das lojas físicas neste processo.

No final das contas, o real desafio dessa Black Friday será atender um consumidor multicanal, esperando que o preço anunciado seja honrado em todas as frentes, que os produtos estejam disponíveis em todos os canais e que os processos funcionem. Do lado do lojista existe todo um planejamento de entregar essa experiência, sem que haja insatisfação por parte dos consumidores, em um dia que o movimento é absurdamente maior do que um dia normal. Vale a pena analisar o caminho não convencional desse processo, os fluxos de exceção como rupturas de estoque, produtos danificados, trocas e devoluções intra-canais, etc.

Talvez o fator mais crítico a ser considerado com relação a multicanalidade é a integraçãperfeita entre os sistemas de gestão da companhia. Enquanto o e-commerce vendia apenas os produtos segregados de um armazem central o desafio de concorrência era muito menor. Para conseguir atender grandes demandas de fluxos omni é muito importante que o ERP esteja 100% integrado com os sistemas de loja.

O omnichannel é ainda muito novo no Brasil e as empresas que implementaram processos nos últimos 12 meses ainda não tiveram a chance de estressá-los durante uma Black Friday. Será preciso muito treinamento e planejamento para conseguir atingir as expectativas dos clientes!

*Maurício Trezub é diretor de e-commerce da TOTVS

Fonte: RMA Comunicação – Natália Baggio