Sinapro-SP conclui pesquisa sobre remuneração nas agências de publicidade paulistas

Levantamento realizado pela primeira vez pela entidade busca fornecer referências sobre salários e benefícios principalmente para as pequenas e médias agências

O Sinapro-SP (Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo) acaba de concluir sua primeira pesquisa sobre remuneração nas agências de publicidade, um trabalho realizado em parceria com a CELERH, que traz uma radiografia dos patamares salariais e benefícios, bem como das práticas de gestão de pessoas.

O levantamento foi realizado junto a 14 agências paulistas, das quais mais de 70% são de porte médio e pequeno, abrangendo um total de 1.809 colaboradores que ocupam 127 cargos diferentes.

“Esta pesquisa salarial é um trabalho pioneiro por abranger o cenário de remuneração junto a pequenas e médias agências, que geralmente não têm acesso a levantamentos que trazem referência sobre as práticas de mercado e de seus concorrentes”, destaca Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP.

Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP

Em termos de remuneração, a pesquisa aponta os valores médios salariais para três faixas: cargos operacionais, de supervisão e gestão, incluindo a composição entre salário fixo e variável, e por faixa salarial de acordo com a área de operação (mídia on e offline, planejamento, digital, CRM, tecnologia, entre outras).

Além disso, indica as práticas em termos de regime de trabalho (presencial, híbrido e home office) e jornada (carga horária semanal), bem como os benefícios oferecidos, incluindo programas de qualidade de vida, entre outros pontos.

“O resultado da pesquisa é bastante animador, por mostrar que as agências estão alinhadas às boas práticas recomendadas em termos de gestão de pessoas, e proporcionam também incentivos intangíveis associados à remuneração e aos tradicionais benefícios”, observa Tourinho.

Entre esses benefícios incluem-se o horário flexível – uma realidade na maioria das agências pesquisadas -, o modelo híbrido de trabalho, a concessão de Auxílio Creche e a realização de programas estruturados de saúde, adotados pela maioria das empresas entrevistadas. Além disso, também despontou como uma novidade a concessão de plano de Previdência Privada.

Entre os dados que se destacam na pesquisa está o fato de que as mulheres são 66% dos colaboradores em cargos de liderança e 44% do total de colaboradores. “Isto demonstra que as mulheres estão conquistando cargos de liderança nas agências de publicidade em proporção maior até mesmo do que a participação delas na composição dos times de colaboradores”, afirma Patrícia Alexandre, diretora executiva do Sinapro-SP.

Patrícia Alexandre, diretora executiva do Sinapro-SP

Entre as ferramentas utilizadas na gestão de pessoas, destacaram-se as pesquisas de clima e feedback estruturado, as avaliações de desempenho, os programas de qualidade de vida e, inclusive, de saúde mental – já em linha com as exigências da nova norma NR1. Também foi avaliada a adesão a itens estabelecidos na Convenção Coletiva de Trabalho.

Fonte: GPCOM Comunicação Corporativa

TV conectada avança no Brasil e atinge 64% da população digital

Terceira onda do estudo customizado da Comscore revela crescimento acelerado da CTV, mudanças nos hábitos de consumo e impacto direto para marcas e anuncianteas. Filmes e séries são os conteúdos preferidos dos brasileiros que possuem CTV e maioria prefere assistir conteúdos dublados em português

Nos últimos anos, a forma como os brasileiros consomem conteúdo audiovisual passou por transformações. Com o avanço das plataformas de streaming e a popularização dos dispositivos conectados, as experiências são mais personalizadas e flexíveis com o acesso à TV Conectada (CTV). Esta transformação reflete mudanças nos hábitos de consumo de mídia e abre novas oportunidades para marcas e anunciantes que buscam engajar o público de maneira mais eficiente.

A Comscore, empresa líder em medição de audiência digital, acaba de divulgar os dados da terceira onda do seu estudo customizado sobre o consumo de CTV no Brasil, em parceria com patrocinadores PlutoTV, NetflixAds, Roku e TelevisaUnivision, Samsung Ads, Showheroes, SBT, PuzzledAds e Mediastream, demonstrando um crescimento consistente no número de espectadores e no impacto da publicidade digital. A penetração desta modalidade na América Latina atingiu 59% em 2024, reforçando a tendência regional de adaptação e evolução dos hábitos de consumo de mídia.

Crescimento da TV Conectada e novos hábitos de consumo no Brasil

A população total de usuários de internet no Brasil corresponde a 131 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2024. Desse total, 64% dos consumidores têm acesso à CTV. O levantamento local da Comscore aponta que mais da metade dos adultos que assistem CTV têm entre 25 e 44 anos. Além disso, 97% dos lares com CTV possuem Smart TVs, responsáveis por 61% do consumo de conteúdo. Outros dispositivos também foram utilizados: 13% dos consumidores de CTV no Brasil acessaram conteúdo por meio de streaming devices, 9% utilizaram set-top boxes, e 8% preferiram consoles de videogame.

A análise também destacou a duração média de 4 horas diárias de consumo de CTV no Brasil, com maior pico de audiência entre 19h e 00h. Este tempo de tela expressivo tem impulsionado a popularidade de plataformas de streaming e a adaptação das marcas aos novos comportamentos de consumo.

Conteúdos preferidos pelos brasileiros e comportamento de visualização

Os dados do estudo customizado revelam, ainda, os conteúdos mais assistidos pelos brasileiros via CTV: 93% dos entrevistados assistem filmes, 88% assistem séries de TV, 63% acompanham esportes, 65% acessam noticiários. No segmento de esportes, o futebol lidera com 96% de audiência entre aqueles que assistem eventos esportivos.

Além disso, a preferência por conteúdos dublados é forte, com 58% dos consumidores preferindo filmes e séries dublados em português, 47% optando por legendas no idioma nativo, e 23% preferindo legendas no idioma original.

Outro dado relevante é o comportamento de “coviewing”: 78% dos brasileiros assistem ao conteúdo de streaming acompanhados por outras pessoas, o que pode ampliar o impacto de marcas e publicidade durante as transmissões.

Modelos de assinatura e impacto nos publishers e marcas

Em relação aos modelos de assinatura, os lares brasileiros com CTV possuem, em média, 8,2 serviços de streaming, sendo 4,6 pagos e 3,6 gratuitos. Isso demonstra que os consumidores estão cada vez mais ávidos por conteúdos exclusivos, ao mesmo tempo em que aproveitam as opções gratuitas com publicidade.

A pesquisa revelou que 50% dos brasileiros não se incomodam em assistir à publicidade em troca de acesso a conteúdo de qualidade. Esse dado indica uma receptividade a modelos de streaming que incluem anúncios, como AVOD (anúncios em conteúdo gratuito), FAST (canais de TV ao vivo gratuitos com anúncios) e híbridos.

Ao mesmo tempo, 50% dos entrevistados demonstraram interesse em modelos SVOD (assinatura mensal ou anual), refletindo a diversidade de preferências no consumo de conteúdo digital

Os fatores que impulsionam a assinatura de serviços de streaming incluem, principalmente, o acesso a filmes (75%) e a séries originais exclusivas (65%).

Publicidade na CTV: Formatos inovadores e altos índices de engajamento

Em relação à publicidade, a pesquisa destaca que 56% dos espectadores preferem anúncios personalizados, enquanto 31% têm interesse por anúncios interativos. Outros formatos inovadores, como anúncios de shopping (21%) e campanhas gamificadas (17%), também são bem recebidos, com grande potencial para aumentar o engajamento do público.

A memória do consumidor em relação aos anúncios também é alta. A pesquisa mostra que 58% dos usuários lembram dos anúncios exibidos antes do início de um programa, enquanto 51% se lembram daqueles inseridos durante a exibição de filmes ou programas. Contudo, anúncios exibidos no meio da programação são frequentemente considerados intrusivos por 51% dos consumidores.

Os espectadores preferem que a publicidade exibida seja relevante para seus interesses e hobbies (41%) ou relacionada ao que está sendo assistido (34,6%).

Os dados também mostram que a publicidade na CTV é altamente eficaz para engajar e influenciar decisões de compra: 84% dos espectadores tomaram alguma ação após visualizar um anúncio, seja clicando, pesquisando ou comprando um produto relacionado.

CTV como plataforma chave para publishers e anunciantes no Brasil

Com a crescente penetração da CTV e a evolução do consumo de mídia, o mercado brasileiro se consolidou como um dos mais promissores para o desenvolvimento de campanhas publicitárias digitais de alto impacto.

“A TV Conectada é uma plataforma que continua a crescer e a transformar a maneira como os brasileiros consomem conteúdo. O impacto para anunciantes é evidente, com altos índices de engajamento e uma audiência que cada vez mais se conecta por meio de diversos dispositivos. Observamos uma mudança significativa no comportamento do consumidor, e é essencial que as marcas se adaptem a essas novas preferências para se conectar de maneira relevante com o público”, afirma Ingrid Veronesi, country manager da Comscore para o Brasil.

Ingrid Veronesi

Metodologia

O levantamento foi realizado em outubro de 2024, com a participação de mais de 11 mil consumidores em seis países, incluindo o Brasil, onde 3.039 pessoas foram entrevistadas. O estudo focou especificamente em espectadores ativos de TV Conectada (CTV), representando a população de consumidores que consomem conteúdo audiovisual por meio de dispositivos conectados, e não toda a população on-line.

A metodologia envolveu ainda uma pesquisa on-line, permitindo uma análise detalhada sobre os hábitos de consumo, preferências de conteúdo, dispositivos utilizados e a receptividade dos brasileiros à publicidade na CTV. Para acessar o relatório completo, visite aqui.

9 a cada 10 brasileiros evitam comprar de marcas que não consideram seguras, revela Serasa Experian

Pesquisa da datatech revela que marketplaces são os canais preferidos para compras online; apenas 12% dos brasileiros utilizam as redes para este fim

As compras online já fazem parte do cotidiano dos brasileiros, mas a preocupação com segurança digital e o risco de sofrerem uma fraude tornam o consumidor cada vez mais seletivo. Segundo pesquisa do Relatório de Identidade e Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, 87% dos consumidores afirmam que é pouco ou nada provável que comprem de marcas que não consideram seguras. Além disso, 76% estariam dispostos a pagar mais por essa garantia — um aumento de 14 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O levantamento também revela os canais mais utilizados e os critérios mais valorizados nas compras digitais.

Os marketplaces são o principal canal de compras digitais no Brasil, sendo a preferência de 71% dos consumidores. Na sequência, aparecem os sites de lojas e os aplicativos oficiais, já tradicionais no comércio digital. As redes sociais, por sua vez, têm baixa representatividade nesse cenário, utilizadas por apenas 12% dos consumidores para realizar compras online. A seguir, veja o gráfico completo sobre a preferência de canais:

Segurança e privacidade: critérios inegociáveis na compra online

Na hora de decidir por uma compra online, os consumidores colocam segurança (91%) e privacidade (89%) como critérios essenciais. A boa experiência e a conveniência vêm em seguida, com 86% e 81,4% respectivamente, demonstrando que a experiência fluida também é valorizada — mas não a qualquer custo. Segundo a pesquisa, mais de um terço dos consumidores afirmam não deixar seus dados salvos em sites ou aplicativos, nem utilizam a função “comprar com um clique”, indicando que temem por vulnerabilidades nas plataformas.

“O consumidor está cada vez mais confortável no ambiente digital e busca, sim, conveniência, mas com cautela. A pesquisa mostra que, ao mesmo tempo em que há uma ampliação das atividades online, há também uma consciência maior sobre os riscos. É por isso que segurança e experiência precisam caminhar juntas, reforçando o papel imprescindível das empresas e marcas que atuam no segmento de investir em tecnologias de proteção em camadas, garantindo a melhor performance contra fraudes sem criar fricção na jornada de compras”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha.

Fonte: Edelman – Julia Belioglo

Pesquisa VANPRO revela crescimento das agências em 2024 e perspectivas positivas para 2025

Sondagem realizada pelo Ecossistema Sinapro/Fenapro indica que 47% das agências ampliaram a receita, e que a percepção de um futuro melhor se ampliou para 69% dos entrevistados

As expectativas das agências para os seus negócios e o setor de publicidade seguem positivas, segundo indica a nova edição da pesquisa VanPro, realizada pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO, junto a 256 agências de 18 Estados e do Distrito Federal. Os dados colhidos em fevereiro de 2025 mostram que quase metade das agências entrevistadas ampliou a receita no ano passado e que a percepção é positiva para os negócios em 2025 na visão de 69% dos entrevistados.

Para Daniel Queiroz, presidente da Fenapro, a nova sondagem confirma a tendência de crescimento das agências e a percepção de um futuro melhor para os negócios do setor. “Os números comprovam que 2024 foi um ano melhor para a maioria das agências, com os resultados se situando pouco acima do que elas já previam em agosto último, e com perspectivas também mais favoráveis do que o apontado anteriormente”, afirma Queiroz. Ele ressalta que “o cenário ainda é desafiador, evidenciando a necessidade de adaptação contínua das agências diante de um mercado em constante transformação para manter a estabilidade e garantir o crescimento sustentável a longo prazo”.

Daniel Queiroz, presidente da Fenapro

Considerada um importante termômetro dos negócios e da gestão das agências de publicidade, a VanPro apontou que 47% das empresas aumentaram sua receita em 2024, enquanto 35% tiveram estabilidade de receita e 18%, queda.

Dentre as que cresceram, 25% tiveram um incremento de receita superior a 30% em 2024; 58% aumentaram a receita entre 10% e 30%, e 17% obtiveram resultados inferiores a 10%. Já dentre as que tiveram queda de receita, as perdas foram superiores a 30% para um terço delas.

Perspectivas e desafios

A percepção dos entrevistados sobre o futuro foi levemente melhor, se comparada à sondagem mais recente. A quantidade de empresas que veem perspectivas boas ou muito boas para os negócios foi de 69%, em comparação a 64% da última sondagem. Os que sinalizaram o cenário futuro como ruim ou muito ruim caíram de 8% para 4%, enquanto 5% afirmaram não conseguir realizar uma previsão, em comparação a 3% anteriormente. Já as expectativas de manter estabilidade nos negócios caíram de 25% para 23% entre as agências entrevistadas.

Sobre os principais desafios a serem vencidos, 57% destacaram a gestão de processos e de equipes, seguidos pela gestão comercial e captação de clientes, com 55%, e a gestão do crescimento e criação de novos negócios, apontados por 52%. Outros desafios são a gestão e as políticas de RH, na avaliação de 41% das agências; a gestão da imagem e da marca da agência, destacada por 34% delas, e a gestão financeira e precificação, apontadas por 34%.

Outras preocupações são as inovações tecnológicas e otimização da execução, citadas por 32% dos respondentes; a gestão estratégica e execução da estratégia, mencionadas por 24% dos participantes; a retenção de clientes, por 20%, e a gestão de projetos, por 16%.

“Nossa meta é impulsionar o desenvolvimento de novas iniciativas e ferramentas que auxiliem as agências a superarem esses desafios, por meio de um planejamento estratégico sólido, orçamentos empresariais bem estruturados, otimização de recursos e ampliação das oportunidades de crescimento”, observa Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP e integrante do GT da Fenapro.

Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP e integrante do GT da Fenapro

Inteligência Artificial

Em relação ao uso da Inteligência Artificial nas agências, a pesquisa mostrou que 70% afirmam adotar ferramentas gratuitas e pagas; 16%, apenas as gratuitas; 9%, apenas as pagas, enquanto 5% não utilizam.

O levantamento apontou ainda as áreas da agência que mais utilizam a IA. A criação se sobressai, com 66% percentual (que pode incluir a arte e redação, entre outras atividades), seguida elo planejamento, com 25%; atendimento, com 16%; mídia e produção, com 14%; redação, com 10%; gestão, com 6%, e digital, com 4%.

“A crescente adoção de ferramentas de automação e IA nas agências reflete uma mudança em busca de competitividade, inovação e agilidade nas tarefas”, destaca Ana Celina, diretora da Fenapro. Ela observa que a IA pode ser uma importante aliada na automação de tarefas repetitivas, no aprimoramento analítico, para a obtenção de insights mais profundos a partir da análise de dados e, principalmente, para promover um melhor aproveitamento dos profissionais alocados em determinadas áreas e funções. “O desafio, portanto, é alinhar o entusiasmo com a IA a uma abordagem estratégica no dia a dia das agências”, completa.

Ana Celina, diretora da Fenapro

Perfil das agências participantes

O perfil predominante dos participantes da pesquisa é similar ao das sondagens anteriores. A maioria dos respondentes é de agências full-service (97% do total), com equipes de até 40 pessoas (80%). A maioria das empresas tem mais de 10 anos de existência (84%), sendo que 96% são associadas ao Sinapro de seu estado; 74%, ao CENP; 26%, a associações empresariais, e 8%, à Abradi.

Tal como em todas as sondagens VanPro feitas até hoje, o perfil de receita anual das empresas é mais diverso do que os outros fatores. A maior frequência é de agências com receita de até R$ 1 milhão, representando cerca de 36% das entrevistadas. Aproximadamente 25% do conjunto dos participantes da sondagem tem receita anual entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões; 12%, entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, e 14%, entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. As empresas com receita anual superior a R$ 10 milhões representaram 12% dos respondentes.

Sobre a Pesquisa VanPro

A pesquisa Visão de Ambiente de Negócios – VANPRO é feita pelo Ecossistema SINAPRO/FENAPRO desde 2017, e tem como principal objetivo medir e mapear o cenário atual e quais são as perspectivas para o futuro, além de conhecer as principais dores dos sócios e executivos de agências de todo o país.

Fonte: GPCOM Comunicação Corporativa