Evolução do Customer Experience (CX): migrando a satisfação do cliente para o nível de “Customer Love”

Por Cezar Cunha*

No universo corporativo, a jornada da Experiência do Cliente (CX, do inglês Customer Experience) transcendeu sua essência inicial, moldando-se em um vetor crucial para o sucesso contínuo. Minha recente participação no Experience 24, evento da Medallia nos Estados Unidos, ofereceu insights transformadores. Um destaque foi a apresentação de Fred Reichheld, o pioneiro por trás do Net Promoter Score (NPS), que nos guiou por uma odisséia do CX até o nível do “Customer Love” (CL).

Cezar Cunha

Reichheld destacou que “não basta mais satisfazer os clientes, pois é necessário encantá-los, criar laços emocionais genuínos que vão além da relação comercial”. Ele argumenta que a evolução da estratégia de CX não é apenas uma questão de excelência operacional, mas sim uma abordagem centrada no cliente para gerar avanços significativos às organizações.

Dados de Mercado reforçam a importância da Maturidade em CX

Uma pesquisa realizada em 2023 pelo Boston Consulting Group (BCG), intitulada “Building Customer Experience for the Future”, aponta que as empresas líderes em Experiência do Cliente obtêm crescimento até 190% maior do que a média em três anos. O número reforça a importância crítica de intensificar a maturidade dos programas de CX e adotar abordagens mais sofisticadas que proporcionam a migração do satisfatório para o “Customer Love”.

Isso significa que as empresas engajadas nesta evolução não apenas melhoram a satisfação do cliente, mas também impulsionam o crescimento e a lucratividade.

Benefícios de evoluir para “Amor do Cliente”

Os sinais de CL são fundamentais para avaliação do progresso operacional e de negócios das empresas, justificando investimentos e refinando as estratégias com base no feedback do cliente. Isso requer uma abordagem holística que leve em consideração o potencial vitalício e de referência do cliente.

É neste cenário que as empresas devem se comprometer em elevar a maturidade dos programas de CL, transformando sua experiência e seu relacionamento com o cliente em elementos estratégicos e personalizados. Ao adotar práticas inovadoras focadas no “Customer Love”, é possível:

  1. ampliar a eficiência operacional
  2. impulsionar o desempenho com base em métricas-chave
  3. garantir o retorno positivo sobre o investimento.

Dessa forma, a partir da personalização em Customer Love, as organizações transcendem a mera satisfação do cliente e passam a superar as expectativas do cliente, promovendo uma satisfação e fidelidade duradouras. Isso é essencial tanto para construir relacionamentos sólidos com os clientes, quanto para garantir o crescimento e a lucratividade a longo prazo.

Como estamos em uma época de concorrência acirrada e de constante evolução das exigências dos clientes, investir em programas de CX de alto nível não é mais uma opção, mas sim um imperativo estratégico que fará as empresas entenderem e, principalmente, enfrentarem os desafios para conquistar o “Amor do Cliente”.

O horizonte do CX está em constante expansão, desafiando-nos a reimaginar nossas estratégias e práticas. À medida que avançamos para um futuro onde o “Customer Love” se torna o ápice da experiência, é imperativo que adotemos uma postura proativa, inovadora e profundamente enraizada na empatia e no entendimento genuíno das necessidades e desejos.

Por fim, esta jornada não é apenas sobre transcender expectativas, mas sobre redefinir os paradigmas de valor e relacionamento no âmbito empresarial. O caminho é complexo e exigente, porém, se torna o mais gratificante ao envolver não apenas a lealdade, mas uma parceria duradoura baseada na confiança mútua e no respeito incondicional.

*Por Cezar Cunha é Consultor de Business Experience da V8.TECH

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Abap anuncia nova fase durante evento e promete abarcar todo ecossistema publicitário

Prestes a completar 75 anos, entidade se renova, amplia atuação e olhar sobre a atuação das agências

A Abap anuncia que está pronta para virar a chave. Com nova missão, proposta, lema, identidade visual, além de diretoria e conselho mais diversos, a entidade quer assumir o compromisso de se tornar um Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário. O objetivo é agregar todas as categorias de empresas e entidades que fazem a conexão entre os anunciantes e os publicadores, além de construir o futuro das empresas que constituem o ecossistema publicitário de forma mais conectada e estratégica.

A nova Abap foi apresentada pela presidente Marcia Esteves, durante evento realizado ontem, 21 de março, no rooftop do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, destinado a associados, associações, parceiros estratégicos, diretoria, conselho, regionais e imprensa. “Como diz a nova mensagem, seremos um Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário. Nosso objetivo é trabalharmos juntos e fazermos parcerias. Escolhemos este mote porque abarcaremos, por exemplo, aquelas agências que não possuem associações e que estão neste mix do universo do ecossistema da publicidade que é tão vasto como as agências de influências e e-commerce”, explica a executiva.

Além disso, Marcia terá como desafio expandir esta mensagem da virada de chave para todo o território nacional, já que a Abap contará com lideranças e representações em todas as regiões do país, reconhecendo e acolhendo a riqueza e a diversidade das marcas e agências regionais. “Tem muitas empresas e profissionais de vários estados que estão brilhando com suas campanhas e ideias e queremos proporcionar um benchmarking por todo o Brasil para que executivos de diferentes culturas e regiões consigam trocar conhecimento, práticas, experiências e muito mais. O eixo SP-RJ sempre será estratégico, mas o Brasil é infinitamente maior, com outras realidades e olhares igualmente importantes para a publicidade. Este é um ideal que eu sempre quis trazer para o nosso mundo da publicidade e terei o desafio de implementar”, ressalta Marcia. Para que isto ocorra, a presidente junto com seus diretores pretendem promover discussões de tendências, melhores práticas com comitês, fóruns e grupos de trabalho.

Desta forma, a Abap promoverá a criatividade e formação de talentos e irá propor formatos de qualificação, como a criação de cursos de formação profissional e de criatividade com produção de conteúdos e eventos, uma das formas de garantir a sustentabilidade do ecossistema. Dentro dessa nova proposta, a entidade pretende ainda reconhecer e premiar as melhores empresas, profissionais. “Com nossos cursos queremos atualizar aquele profissional que já está no mercado e para aqueles que estão recém-formados, a iniciativa agregará no currículo. Queremos fomentar a criatividade na combinação do humano com a tecnologia”.

Tradicional balizador do mercado, a entidade permanecerá com a publicação mensal de indicadores e valores. “Continuaremos com nossas pesquisas com dados que alimentam o mercado. Estou muito empolgada para esta gestão neste biênio. Neste ano, a Abap fará 75 anos e estamos com muitas expectativas positivas para a entidade e para o setor”, finaliza Marcia.

Estrutura organizacional

Hoje a Abap conta com a presidência da primeira mulher em sua história, Marcia Esteves, CEO e sócia Lew’Lara\TBWA; Antonio Fadiga, CEO Artplan, como vice-presidente; Luiz Leite, CFO Olgivy, como CFO; e Adriana Machado, CEO Tom Comunicação; Américo Neto, CEO Via Mídia, como diretores, compondo a diretoria nacional. Possui como conselheiros Mario D’Andrea, presidente D’OM; Ricardo Menezes, diretor de novos negócios Artplan; Maria Laura Nicotero, CEO Momentun; Marcio Santoro, co-CEO Africa Creative; Renata Leão, diretora executiva de criação DAVID; Ian Black, CEO New Vegas; Marlene Bregman, consultora de planejamento estratégico Leo Burnett; Gabriela Onofre, CEO Publicis Groupe; Thiago Bacchi, CEO Cadastra; Paula Puppi, CTO WPP; Paulo Loeb, CEO Fbiz; Carlos Scappini, sócio Mynd e BillBoard; Ricardo Franken, Co-CEO Omnicom Media Group Brazil; Fábia Juliasz, CEO Marketdata; Erh Ray, CEO BETC/Havas; Ruy Dantas, CEO Sin Comunicação; Filipe Bartholomeu, CEO Almap/BBDO; Queiroz Filho, CEO Ampla; Fabiana Bruno, Fundadora e CEO Suba; e Eduardo Simon, CEO Galeria.

Mariana Panhoni recentemente assumiu a diretoria executiva da associação.

Sobre a ABAP

A Abap – Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário apoia a construção do presente e do futuro das empresas que fazem parte do ecossistema publicitário atuando na valorização e sustentabilidade contínua de sua atividade, incentivando a formação diversa de talentos e o fomento da criatividade na combinação do humano com a tecnologia. Fundada em 1º de agosto de 1949, dentre as suas realizações estão a cofundação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), do Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP), do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) e do Instituto Palavra Aberta. Além disso, a ABAP inspirou a Lei 4.680/1965, conhecida como Lei da Propaganda, contribuiu de maneira decisiva para a aprovação da Lei 12.232/2010, que regulamenta os critérios para licitações públicas, e foi responsável pela realização de quatro Congressos Brasileiros de Publicidade e do 5º Congresso da Indústria da Comunicação. A ABAP é membro da entidade global de agências de publicidade VoxComm e fundadora e integrante da Confederação de Publicidade dos Países de Língua Portuguesa (CPPLP).

Fonte: Gabriella Moura