Desafios das agências de propaganda nos próximos anos são tema de estudo do Sinapro/Fenapro

Sistema Nacional das Agências de Propaganda lança a 4ª edição do Paper Transforma sobre cenários futuros e fornece rota estratégica para as agências

Com o objetivo de apoiar as agências em um momento de profunda aceleração no mercado global, o Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) lança a 4ª edição do Paper Transforma: Futuros Possíveis para o Mercado da Propaganda, voltado ao fomento direto da atividade e ao apoio à modernização dos negócios das agências associadas. Desenvolvido em parceria com a consultoria Delta Consulting, o paper foi construído de acordo com a metodologia de Scenario Planning da Universidade de Oxford, estimulando os líderes a pensarem sob a perspectiva de múltiplos cenários futuros e a desenvolverem resiliência estratégica a partir disso.

A publicação é parte do ciclo de Papers e Workshops Transforma, programa consolidado que se tornou um pilar central na nova atuação do Sinapro. “O programa nasceu com o objetivo de trabalhar, de forma mais conectada, com as dores de gestão e transformação das agências, focando no fomento direto da atividade e no apoio à modernização dos negócios das agências associadas”, conta Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.

O conteúdo da nova publicação se aprofunda na discussão das incertezas críticas que podem moldar a próxima década. Entre as linhas de discussão abordadas, destacam-se:

1. Como será o desenvolvimento do trabalho criativo? Continuará a ser absorvido por máquinas e algoritmos ou haverá uma revalorização do humano como fonte de diferenciação?

2. Para onde caminha a cultura? Teremos uma padronização global e estética homogênea induzidas por globalização e tecnologia ou pluralidade local, narrativas múltiplas e identidades diversas?

3. Qual será o nível de profundidade esperado e praticado nas relações humanas? Seremos mais imediatistas e priorizaremos transações rápidas e descartáveis? Ou priorizaremos relações de longo prazo, profundidade e construção de pertencimento?

4. Como a cultura valorizará o humano? Permaneceremos em práticas de interação mediadas por máquinas ou veremos uma retomada do vínculo presencial, comunitário e afetivo?

5. Qual será a configuração de poder das plataformas digitais e das Big Techs? Permanecerão concentradas, controlando infraestrutura e narrativas, ou serão forçadas a dividir espaço com múltiplos atores e sob modelos descentralizados?

6. Como será a concentração de poder político-econômico? Teremos mais protagonismo estatal e comunitário na organização social ou teremos um mundo que pende mais para o domínio corporativo sobre funções sociais?

7. Como a economia se organizará? Prevalecerá a lógica do consumo linear ou ganhará força um modelo de regeneração social e ambiental?

8. Governos e reguladores se farão mais presentes ou teremos mais espaço para a autorregulação do mercado?

O estudo aponta que o sucesso das agências estará diretamente ligado à sua capacidade de transformação interna, à formação de alianças estratégicas e à revisão constante da leitura do contexto.

“Trabalhamos com os líderes do Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) para identificar as incertezas críticas. A partir de uma análise exploratória dessas incertezas, construímos cenários divergentes, provocando as agências a pensarem em estratégias mais adaptáveis para o longo prazo, abandonando a visão de ‘futuro único’, para que construam um olhar estratégico a partir das múltiplas possibilidades”, explica Fernando Braga, Consultor da Delta Consulting, responsável por liderar as dinâmicas que resultaram no paper.

O presidente da Fenapro observa que o processo de Scenario Planning não é sobre prever o futuro, mas sim sobre treinar o Sistema para responder a ele com mais robustez.

A relevância do Paper Transforma como instrumento de inteligência reflete a consolidação do Sistema Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) como o principal suporte estratégico do mercado. Desta forma, as entidades do ecossistema desenvolvem e consolidam um conteúdo de alta qualidade, replicando a capacitação junto às suas bases, e garantindo que a inteligência de ponta alcance agências em todas as regiões do País, independentemente do seu porte.

“O Sinapro assumiu a responsabilidade de ser o agente de transformação do nosso mercado. O Paper de Cenários Futuros é a nossa bússola para a próxima década. Ele traduz a complexidade que cerca o futuro do setor e nos permite atuar na ponta, oferecendo aos nossos associados ferramentas concretas para que saiam do operacional e passem a ter uma visão estratégica de longo prazo para os seus negócios e o setor, fortalecendo a atuação nacional do nosso ambiente associativo”, destaca Daniel Queiroz.

Daniel Queiroz, presidente da Fenapro

O conteúdo não se restringe ao download do arquivo para leitura, e seguirá em formato de workshop imersivo e interativo para as agências associadas, em todos os estados que têm Sinapro.

“O lançamento deste paper traz ainda mais conhecimento e orientações para as agências fazerem frente aos desafios diários de gestão e transformação dos negócios. O Sinapro-SP tem desenvolvido inúmeras ações e programas para ajudar as agências a se prepararem para o futuro e as novas demandas, e o paper Transforma agrega muito a esse esforço, ao estimular que elas olhem de forma mais estratégica para as diversas possibilidades de futuro”, afirma Roberto Tourinho, presidente do Sinapro-SP.

Fonte: GPCOM Comunicação Corporativa

Vaga para Social Media

Vaga para Social Media na Editora Aliança Divergente Ltda – São José dos Campos – SP – Presencial

Descrição da vaga

A missão deste cargo é garantir que o conteúdo produzido pela equipe seja postado de maneira eficiente nas plataformas digitais, mantendo a consistência da marca e o engajamento do público. Além disso, o profissional será responsável por gerar análises sobre o desempenho das publicações, contribuindo com insights que melhorem as estratégias de comunicação e marketing da empresa.

Responsabilidades e atribuições:

  • Realizar postagens consistentes em todas as plataformas conforme o calendário de conteúdo, garantindo que as postagens sejam feitas semanalmente de acordo com o planejamento
  • Postar nos horários corretos, de acordo com o melhor desempenho das plataformas
  • Monitorar as tendências do mercado e informar o time de conteudistas para que as criações sejam feitas de forma rápida e otimizada
  • Gerar relatórios mensais sobre o desempenho das postagens, com métricas de alcance, engajamento e conversões
  • Propor melhorias na estratégia com base nos resultados das análises
  • Criar e fazer manutenção de fluxos no manychats

Requisitos e qualificações

Soft skills:

  • Comunicação clara e eficaz, mantendo o tom adequado da marca nas redes sociais
  • Organização para gerenciar múltiplas postagens e relatórios, cumprindo prazos e seguindo o planejamento
  • Proatividade para sugerir mudanças com base em dados e tendências emergentes
  • Abertura para feedbacks e capacidade de aplicar ajustes conforme orientações da equipe
  • Trabalho em equipe, colaborando com os times de criação e marketing

Hard skills:

  • Conhecimento em gestão de redes sociais e ferramentas de agendamento (ex: Hootsuite, Buffer)
  • Habilidade para gerar e interpretar relatórios de desempenho (Instagram Insights, Facebook Insights, etc.)
  • Conhecimento básico de SEO para redes sociais, com uso estratégico de hashtags e palavras-chave
  • Capacidade de monitorar tendências e implementar ações a partir delas

Requisitos desejáveis:

  • Experiência com anúncios pagos (Facebook Ads, Instagram Ads, LinkedIn Ads)
  • Conhecimento básico em design gráfico (Canva, Adobe Spark)
  • Experiência com ferramentas de automação de marketing
  • Vivência em nichos como e-commerce, saúde, tecnologia ou educação
  • Conhecimento da ferramenta Manychat

Para superar a IA, especialista mundial em storytelling defende a re-humanização do marketing

Referência internacional, James McSill destaca a relevância da humanidade em um campo dominado por algoritmos

Como continuar humano quando o marketing se tornou algoritmo? É dessa pergunta que nasce Storytelling & Inteligência Artificial, novidade da DVS Editora assinada por James McSill, um dos maiores especialistas em narrativa aplicada ao mercado e pioneiro na integração entre emoção, linguagem e tecnologias de IA.

Autor de mais de 35 obras e mentor de escritores, comunicadores e marcas ao redor do mundo, McSill acompanhou uma transformação sem precedentes com a ascensão da IA: os algoritmos inundam o universo digital com textos impecáveis, mas frequentemente vazios e padronizados, enquanto profissionais buscam maneiras de se manter relevantes.

Ao longo das páginas, o storyteller anglo-luso-brasileiro apresenta provocações baseadas em conversas reais e tentativas genuínas de unir tecnologia e humanidade sem sacrificar a originalidade. Como ponto de partida, James argumenta que o marketing digital atravessa um ponto de ruptura. Segundo ele, modelos clássicos como funis rígidos, fórmulas de lançamento e copywriting baseado em gatilhos repetitivos perderam força diante de um público saturado.

Para o autor, o que antes era diferencial, como técnicas impecáveis e processos milimetricamente estruturados, cede espaço para um novo critério: a autenticidade. Agora, mais importante do que dizer algo de forma perfeita é ter algo verdadeiro a dizer. Nesse sentido, ele defende que a IA deve assumir tarefas repetitivas, liberando quem escreve para se dedicar àquilo que a máquina não acessa, como intenção, sensibilidade, ritmo, metáfora e coragem narrativa.

McSill destaca como, num ambiente lotado de conteúdos produzidos por algoritmos, a re-humanização se torna vantagem competitiva. Para isso, porém, é necessário explorar vulnerabilidades, abrir bastidores, mostrar erros e decisões, abraçar a imperfeição estratégica e transformar monólogos digitais em diálogos vivos e adaptativos. A emoção genuína, antes vista como elemento secundário, transforma-se em conexão, confiança.

O livro também apresenta novas metodologias narrativas que substituem definitivamente os modelos antigos do marketing. Entre elas estão a troca das personas fixas por arquétipos vivos baseados em estados emocionais; a migração dos funis lineares para ecossistemas narrativos dinâmicos, que se ajustam em tempo real de acordo com o comportamento do usuário; e a adoção da lógica do “beta contínuo”, onde cada peça de conteúdo é tratada como um protótipo vivo, pronto para ser testado, ajustado e relançado.

Além da técnica, McSill coloca a ética narrativa como elemento central da comunicação na era das máquinas. Ele alerta para o perigo de manipulações emocionais, urgências fabricadas e personalizações excessivas que ultrapassam limites. Propõe que cada marca adote uma bússola editorial guiada pela intenção humana, pela clareza de propósito e pela responsabilidade de não tratar o público como um alvo, mas como um interlocutor.

Storytelling & Inteligência Artificial é leitura essencial para quem trabalha com comunicação, marketing, conteúdo, branding, escrita, empreendedorismo e para qualquer pessoa que não queira perder sua voz num mundo onde quase tudo se automatiza. James McSill oferece um mapa emocional, estratégico e ético para navegar esse novo momento. Seu novo livro reforça que, apesar das máquinas, continuamos precisando do que nos torna humanos: histórias verdadeiras, contadas com intenção, ritmo e coragem.

Ficha técnica

Título: Storytelling e Inteligência Artificial – Como reinventar o Marketing Digital com verdade, emoção e propósito
Autoria: James McSill
Editora: DVS Editora
ISBN: 978-6556951645
Páginas: 456
Preço: R$ 94,00
Onde encontrar: Amazon e livrarias de todo o país

Sobre o autor

James McSill nasceu no Brasil, cresceu entre sotaques, foi acolhido pelo Reino Unido e cativado por Portugal, tornando-se, assim, um anglo-luso-brasileiro. Onde quer que atue, seja no Reino Unido, no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, no Japão, na China, em Espanha ou na América Latina, deixa um legado de histórias transformadas em valor de mercado e egos que, com ele, aprenderam a abdicar dos adjetivos inúteis. Com mais de cinquenta anos de experiência, James não ensina storytelling como quem borda rendas, mas como quem constrói pontes sólidas entre a emoção e o mercado. Fundador do McSill Story Studio, é fornecedor oficial de certificações internacionais em storytelling aplicado aos negócios, à educação, ao cinema, à televisão e ao teatro. Atua no mundo corporativo, em multinacionais e entidades governamentais, onde forma líderes e marcas para comunicar com propósito e rentabilidade. Autor de mais de trinta e cinco livros, foi pioneiro na integração entre inteligência artificial e narrativa emocional. James domina com mestria o território volátil entre o que comove e o que convence, com a autoridade de quem sabe que uma boa história vende, mas uma história bem contada transforma.

Coluna “Discutindo a relação…”

O novo zapping da atenção

Por Josué Brazil (com um empurrãozinho amigo da IA)

Imagem gerada pela IA do Canva

Ligar a TV, abrir o celular, rolar o feed, pular um anúncio, clicar no carrinho. Tudo isso pode acontecer em menos de um minuto — e, para o consumidor, é absolutamente natural. O que antes era uma jornada linear entre ver, gostar e comprar virou uma sequência de micro-momentos: pequenas oportunidades de conexão que exigem rapidez, empatia e relevância das marcas. A publicidade brasileira está aprendendo a se equilibrar nesse novo ritmo — um zapping digital em que a atenção é o bem mais disputado.

Segundo o Think with Google Brasil (2024), 68% dos consumidores afirmam que suas decisões de compra são influenciadas por conteúdos que consomem “no meio de outras atividades”, especialmente em redes sociais. São fragmentos de segundos: um vídeo que inspira, um link que convence, um clique que finaliza. O chamado social commerce — a compra dentro das próprias plataformas — cresceu 35% no Brasil em 2024, de acordo com levantamento da Ebit|Nielsen, mostrando que o consumidor está cada vez mais confortável em transformar o entretenimento em transação.

Connected TV (CTV) e os streamings

Enquanto isso, a Connected TV (CTV) e os streamings com anúncios começam a mudar o cenário da mídia tradicional. Um estudo da Kantar IBOPE Media (2024) aponta que 61% dos lares brasileiros com acesso à internet já consomem conteúdo por meio de TVs conectadas. E, mais importante: 54% dos usuários afirmam que prestam mais atenção aos anúncios nesses ambientes do que em outras telas. É o velho hábito de ver TV, agora com novas métricas, novos formatos e — claro — novas expectativas.

Essa fragmentação desafia marcas e agências a repensarem o que é uma boa história. Não basta mais “aparecer” em todos os lugares; é preciso aparecer bem, de forma coerente, respeitando o contexto de cada plataforma. Um conteúdo que encanta no TikTok pode soar deslocado no YouTube, e um vídeo pensado para o streaming pode perder força se não for adaptado ao mobile. O desafio, portanto, não é apenas tecnológico — é narrativo. Como contar uma história consistente em um mundo de atenção intermitente?

A resposta talvez esteja menos na obsessão por formatos e mais no entendimento das pessoas. A publicidade que funciona hoje é a que entende o ritmo da vida real — feita de interrupções, de descobertas casuais, de momentos curtos mas significativos. O grande segredo dos novos formatos está justamente nisso: em transformar segundos em experiências memoráveis.

Um verdadeiro convite à conversa

No fim, “discutir a relação” entre marcas e consumidores nunca foi tão literal. Cada toque na tela é um convite à conversa. E, como em qualquer relação, o que faz diferença não é falar o tempo todo — é saber o que dizer, quando e como dizer.