Prêmio Central de Outdoor, focado em ações publicitárias de mídia exterior, retorna com novas categorias

Estão abertas as inscrições para a única premiação de OOH do país

A mídia exterior mudou e, após ajudar a fomentar a modernização do meio, a Central de Outdoor anuncia a 22ª edição do Prêmio Central de Outdoor. Referência no mercado de mídia exterior, a premiação é voltada para toda a indústria e formatos do out-of-home. As inscrições para o prêmio estão abertas a partir do dia 18 de julho e devem ser realizadas até 30 de agosto. O shortlist será divulgado no dia 11 de setembro e a festa de premiação ocorre no dia 20 de setembro, no Teatro Renaissance.

Única premiação de mídia exterior do país, o Prêmio Central de Outdoor retorna após dez anos em pausa e traz novas categorias que englobam as mudanças do setor. Com o mote “Talentos brilham”, a edição possui cinco categorias. São elas: Clássico, para outdoor 9×3 e suas variações; Outside, para estáticos de todos os tipos, mas com proporção diferente de 9×3; Digital, para campanhas de DOOH; Livre, que engloba campanhas fictícias das agências; e Estudantil, para estudantes de jovens profissionais com até um ano de formação que não trabalham formalmente nas agências.

O Prêmio Central de Outdoor celebra a criatividade das agências e dos anunciantes. As inscrições são realizadas pelas agências planejadoras e de criação. Para se inscrever nas categorias Clássico, Outside e Digital, as peças devem ter sido exibidas com empresas filiadas à Central de Outdoor. Já a categoria Estudantil deve seguir o tema “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.

“O Brasil é destaque na mídia exterior no mundo todo, com sua criatividade e digitalização avançada. O Prêmio Central de Outdoor aquece o mercado e coloca luz nos talentos que dão a fama de nosso país, sendo a única premiação brasileira voltada exclusivamente para out-of-home”, diz João Batista Oliveira, presidente nacional da Central de Outdoor.

Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor, comemora a retomada do prêmio e o crescimento da mídia exterior em todo o Brasil. “O prêmio Central de Outdoor reflete a pluralidade e a criatividade que existe em todo o país e é o termômetro dos dados que temos acompanhado de crescimento do setor, que está promovendo transformações com o apoio de ferramentas tecnológicas”.

Sobre a Central de Outdoor

A Central de Outdoor é a maior associação de mídia OOH do país, que reúne empresas do ecossistema do OOH, entre exibidores de mídia, agências de planejamento e fornecedores do meio. É cofundadora do CENP (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário), do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), da Associação Latino Americana de Out of Home (ALOOH), e membro da World Out of Home Organization (WOOHO).

Fonte: Agência ERA® – Mariana Cruz

Vaga para Design Gráfico em São José dos Campos

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Período Integral – Presencial

Requisitos:

• Formação em Design Gráfico, Publicidade e Propaganda ou Marketing;
• Experiência em criação de identidade visual e peças gráficas para comunicação como: folders, banners, outdoors, folhetos, adesivos, etiquetas, cartões de visita, papelaria, entre outros;
• Experiência em diagramação e fechamento de arquivos para publicações impressas como jornais e revistas para meios on e offline;
• Experiência em criação de posts, materiais para mídias digitais e tratamento de imagens;
• Ser pró-ativo;
• Ter senso de urgência;
• Comprometido com a qualidade e prazo de entrega dos trabalhos;
• Agilidade;
• Experiência em agência é um grande diferencial;

VAGAS PARA RESIDENTES EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, CAÇAPAVA OU JACAREÍ.

Filme de 70 anos da VW reúne mãe e filha

Maria Rita e Elis Regina juntas em peça da VW Brasil

Para celebrar seus 70 anos no Brasil a Volkswagen lança campanha que resgata conexão emocional com o povo brasileiro. A marca usou a canção ‘Como nossos pais’ (autoria de Belchior e grande sucesso na voz de Elis) para fazer uma homenagem. Depois de 41 anos da partida de Elis Regina, Maria Rita reencontra a mãe em um dueto musical inédito e emocionante.

A campanha de 70 anos da Volkswagen do Brasil também aposta em uma conexão com o anúncio realizado pela marca de que a Kombi ressurgirá. Ela retorna em sua versão eletrificada, o ID.Buzz. Isso acontece dez anos após o fim da produção do modelo. A versão 100% elétrica chegará ao Brasil em lote limitado especial com 70 unidades em homenagem aos 70 anos da marca.

Numa analogia à própria música, trazendo em seus versos que ‘o novo sempre vem’ e revelando a transição geracional, a campanha também evidencia – sem deixar de celebrar o passado – o fortalecimento da Volkswagen do Brasil na estratégia global de eletrificação da marca.

Encontro entre mãe e filha criado por Inteligência Artificial

O filme criado pela AlmapBBDO e produzido pela Boiler Filmes, tem direção de cena de Dulcidio Caldeira e usou o recurso de tecnologia de inteligência artificial treinada especificamente para o reconhecimento facial de Elis Regina, uma estratégia diferente do que é feito normalmente em projetos de IA, que usam tecnologia pré-treinada a partir de dados genéricos. Agência e produtora juntaram forças com uma empresa de pós-produção norte americana especializada e com histórico de projetos executados para a indústria cinematográfica de Hollywood. Durante dias, a IA recebeu intenso treinamento com diferentes tecnologias, combinando a atuação da dublê com os movimentos e imagens de Elis, chegando ao inédito e surpreendente resultado do rosto da cantora.

Veja o filme:

Além de estreia na TV aberta, a estratégia de comunicação conta com materiais Out of Home, mídias digitais e ativações no The Town, festival de música que conta com o patrocínio da Volkswagen do Brasil e será realizado em setembro de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), e que contará com Maria Rita entre as atrações.

Ficha Técnica – Filme
Anunciante: Volkswagen
Título: Gerações
Produto: Institucional
Agência: AlmapBBDO
Presidente e CEO: Filipe Bartholomeu
CCO: Luiz Sanches e Pernil
ECDs: Rodrigo Almeida e Rafael Gil
DCs: Iron Brito e Felipe Cirino
Criação: Francis Allan e Gustavo Tasselli
Aprovação pelo cliente: Roger Corassa, Livia Kinoshita, Cristiano Mineiro, Arthur Rocha, Agnes Marques e Helena Oliveira
Produção Audiovisual: Diego Villas Bôas, Vera Jacinto e Murillo Moretti
Atendimento: Christiano Bock, Mariana Nanes, Stephanie Gasparini, Juliana Stern, Fernanda Waniarka e Bruna Nascimento
Planejamento: Sergio Katz, Marcelo Bazán, Bruno Ortiz Machado, Tomás Garnier Coutinho, Julia Albero, Lavieri Junior, Giulia Arruda, Ana Carolina de Losso, Giovanna Orsatti e Beatriz Freitas
Mídia: Rafaela Alves, Luana Gallizzi, Everton Maciel, Lucas Fanti, Stephanie Santos e Isadora Lee
BI: Diego Rodrigues, Guilherme von Brewer, Amanda Rosa, Sara Ribeiro e Matheus Rodrigues e Victor Castilho
Conteúdo: Cristiana Uehara, Talita C. de Souza, Hannamy Layla, Samanta de Melo e Beatriz Amâncio
Produtor Gráfico: José Roberto
Tratamento de Imagem: HH Produção e Tecnologia de Imagens Publicitárias
Produtora Do Filme: Boiler Filmes
Direção: Dulcidio Caldeira
Produção Executiva: Juliana Martellotta
Head De Atendimento: Larissa Perrotta
Atendimento: Jonas Monte, Jess Thomaz e Maria Clara Gonçalves
Head De Produção: Juliana Sigolo
Equipe De Coordenação: Bruna Fernandes, Cintia Varella e Marina Rohnik
1º Assistente De Direção: Bruno Roberti
2º Assistente De Direção: Felipe Luisari
Diretor De Fotografia: Juliano Lopes
Diretor De Fotografia 2o. Unidade: Rafael Martineli
Direção De Arte: Martin Garcia
Diretor De Produção (São Paulo): Roberto Bellezia
Diretor De Produção (Floripa): Magali Heinze
Figurinista (Floripa): Giovanna Moretto
Produtora De Elenco (São Paulo/ Floripa): Cintia Cappellano
Celebridade: Maria Rita
Agentes: Alexandre Rodrigues Rosa e Verônica Falcão Rodrigues Braga
Produtora Executiva: Mariana Da Annunciação Dos Reis
Make & Hair: Ricardo Dos Anjos
Stylist: Heleno Manoel
Coordenador De Pós: Ricardo Quintela
Montagem: Ricardo Quintela
Assistente De Montagem: Fabio José Bento
Finalização: Rafael Barão
Assistentes De Finalização: Renata Dalbem e Jean Neto
Color Grading: Acauan Pastore
Pós-Produção: Flow Effects
Produtora: Raw Audio
Produção Musical: Fernando Forni, Ricardo Pinda e Rogerinho Pereira
Direção Musical: Hilton Raw
Sound Design e Mixagem: Enrico Maccio e Philip Braunstein
Atendimento: Carol Peternelli
Coordenação: Robério Barbosa
Locução: Maria Rita
Estúdio gravação RJ Cia do Técnicos
Músicos:
Baixo – Alberto Continentino
Teclado – Rodrigo Tavares
Bateria – Wallace Santos
Guitarra – Fernando Caneca
Engenheiro de Som: Flavio Senna

Nem heroína, nem vilã: como a Inteligência Artificial vem auxiliando os profissionais de comunicação

Por Ricardo Tarza*

Nas últimas semanas, a indústria cinematográfica de Hollywood tem convivido com uma intensa greve liderada pelos roteiristas. Reivindicando uma série de melhorias na remuneração e condições de trabalho, os profissionais do cinema e da TV levaram às ruas inúmeras placas ilustrando as suas insatisfações e desejos. Dentre essas peças, me chamou a atenção a enorme quantidade de sinalizações exigindo a proibição do uso da Inteligência Artificial na escrita dos roteiros.

O movimento dos roteiristas é apenas um exemplo dentre diversas manifestações recentes de classes trabalhadoras que se mostraram receosas diante da transformação digital exercida pelo expressivo desenvolvimento da IA. Antes de mais nada, no entanto, por mais impactante e surpreendente que seja o poderio dessas ferramentas, podemos cravar que ainda é muito cedo para imaginarmos uma revolução tamanha a ponto de imaginar que profissões inteiras sejam suprimidas de uma hora para outra.

Acredito que esse tipo de temor se deve ao misticismo que acabou sendo gerado em volta da IA. Por mais brilhante e interessante que esteja o atual nível dessas ferramentas, elas ainda apresentam muitas falhas em seu funcionamento. Por exemplo, o ChatGPT, que se tornou a plataforma mais comentada nesses últimos meses, apresentou diversos casos de ‘alucinações’, situação em que simplesmente inventa mentiras por não ter encontrado uma resposta convincente.

Por outro lado, não podemos também menosprezar a importância que ela traz para a sociedade num todo. Até porque, hoje a IA já está presente nas principais ferramentas voltadas ao meio da comunicação. Grandes empresas como Microsoft (por meio do lançamento do Copilot), Adobe (com o novo Firefly), o Google (com o Bard), e até mesmo o Shutterstock, um dos bancos de imagens mais usados do Brasil, já integraram esse tipo de tecnologia para aprimorar ainda mais as suas funcionalidades.

Sendo assim, não há como escapar da realidade que, querendo ou não, todos os comunicadores que utilizam essas plataformas no seu dia a dia terão o seu trabalho impactado de alguma forma. Posso utilizar como exemplo as próprias transformações que tenho convivido na minha área de atuação. Como diretor criativo de agência de marketing, uma parte fundamental para qualquer campanha que desenvolvemos é o planejamento estratégico. Esse estágio do trabalho é responsável por toda uma pesquisa de campo, além de toda a estruturação e construção das ideias.

Dito isso, o uso de ferramentas baseadas em IA contribuem nesse ponto da proposta, desde a coleta e análise dos dados, como também na previsibilidade do projeto com base nas tendências, na identificação de riscos e oportunidades, e na personalização baseada no histórico do mercado e do cliente. Em outras palavras, a tecnologia baseada em inteligência artificial ajuda a tornar esse planejamento algo muito mais bem estruturado, melhorando a eficiência por trás dessa operação, contribuindo ainda para a tomada de decisão das etapas seguintes.

No entanto, quando começamos a colocar a mão na massa pensando na parte mais criativa do projeto, existe uma coisa que máquina nenhuma ainda consegue suprir: a cultura. Todo o produto que surge a partir da criatividade humana, seja um vídeo, uma peça publicitária, ou até mesmo um roteiro para um filme ou série, exige uma somatória de fatores que é resultado das bagagens culturais de todas as partes envolvidas no projeto – desde os profissionais responsáveis, até a marca que irá estampar o produto. Quando esse processo é desenvolvido artificialmente, sem a vivência e o expertise necessárias, acaba resultando em soluções frágeis e fragmentadas, o que se torna facilmente perceptível para o público.

A grande verdade é que o uso da IA já é uma realidade irreversível. O que estamos vivenciando hoje é uma das mais céleres ondas de transformação digital desde a virada do século. Por mais que ainda exista um temor e um misticismo em torno dessas ferramentas, as tentativas de proibição ou limitação serão frustradas pela própria eficiência e a imposição por parte das grandes marcas do mercado. Diferentemente do que um roteirista normalmente faz, ainda não precisamos caracterizá-la como heroína ou vilã. Até porque essa história ainda está só no começo.

*Ricardo Tarza é sócio e diretor de inovação e criatividade na DreamOne. Pós-graduado em gestão de marcas e produtos pela Faculdade Belas Artes de São Paulo.