APP Ribeirão realiza premiação do FestGraf 2022

Evento que reconhece trabalhos em mídia impressa acontece de forma híbrida dia 30 de novembro, às 19h30

O evento de premiação do FestGraf 2022, uma das premiações mais importantes de mídia impressa do país, realizada pela APP Ribeirão (Associação dos Profissionais de Propaganda) acontece no dia 30 de novembro, às 19h30, no CCRP Ribeirão Preto. O evento também será transmitido pela internet no canal de youtube da associação, que está disponível no link: YouTube.com/appribeirao

Recentemente, a APP Ribeirão divulgou a lista das agências finalistas no shortlist da edição. Os finalistas podem ser conferidos no site do festival

O mote “Sua mídia impressa pode ganhar likes”, criado pela agência Grael Mais Escritório Criativo, de Presidente Prudente (SP), representa a edição do festival. O FestGraf 2022 contou com julgamento em duas etapas, online com os jurados Alexandre Ravagnani, Joana Mendes, Mariana Reis, Luti Nobre, Marcelo Zampini e André Rabanéa e presencial no dia 11/11 com o presidente do júri Alexandre Ravagnani, que analisou as peças físicas das categorias Técnica, Embalagem e brinde, no Wyndhan Garden, em Ribeirão Preto (SP).

O Festival de Publicidade de Mídia Impressa da APP Ribeirão é um dos eventos mais relevantes do segmento. O FestGraf possui o objetivo de reconhecer e premiar a criatividade e a qualidade dos materiais e serviços das agências publicitárias, fornecedores da área gráfica, estúdios de arte e fotografia do interior do país, incentivando os investimentos em tecnologia e talentos, além da criatividade e qualidade das agências do interior do país.

Premiação

O FestGraf valoriza os profissionais e os trabalhos desenvolvidos na região de Ribeirão Preto (SP), premiando as melhores peças publicitárias impressas, fornecedores e profissionais, incentivando assim o mercado publicitário do interior do estado de São Paulo. Na edição de 2022, as empresas Anolis, Extreme Reach, São Francisco Gráfica e Editora, Vilage Marcas e Patentes, Zumm e Painew patrocinam o evento.

Fonte: Agência ERA de Comunicação e Conteúdo – Mariana Cruz

Coluna Propaganda&Arte

Quando o nonsense faz sentido
Por R. Guerra Cruz

O Nonsense definitivamente não é um tema novo, o livro Alice nos País das Maravilhas de 1865 está aí para confirmar, porém estamos revivendo uma nova era de propagandas nonsense? Será que qualquer marca poderia se utilizar deste artifício?

Não queremos fazer sentido

Como o meio publicitário é cobrado por resultados, é normal uma ideia nonsense ser descartada em um primeiro momento, afinal, qual razão de mostrar imagens, vídeos e textos que não dizem nada ao público, certo? Errado. Nem sempre funciona assim. Prova disso são as propagandas nonsense que estão sendo vinculadas até hoje. Só para citar algumas das antigas às mais novas: Old Spice, Never say no to panda, Nissin Yakisoba UFO.

Como podemos ver grande parte destas campanhas são voltadas para o público jovem, que consome não só estas marcas, mas artistas que também se utilizam do nonsense para se comunicar. Então podemos arriscar dizer que para essa geração o nonsense já é o normal, como as famosas vinhetas da MTV.

Tudo por um sorriso

Depois de analisarmos algumas campanhas publicitárias que se utilizaram do nonsense percebemos que sua maioria traz o artifício do humor, ou seja, o ineditismo do nonsense é o palco perfeito para trazer um apelo mais engraçado para a peça publicitária, que com alguns pequenos ajustes, é possível se enquadar nos perfis mais tradicionais de propaganda.

Ah, e é importante deixar clara a diferença do nonsense como base artística e outro nonsense que é utilizado mundo a fora para aquelas propagandas que passaram do ponto, as famosas propagandas sem limites. Muitas vezes fazendo humor com algum tema delicado.

Menos sentido / Mais sentimento

De forma geral, a atmosfera nonsense das campanhas citadas geram reações de espanto, animação, humor e sensações diversas, em alguns casos até estranhas, mas no final das contas, acredita-se que, antes de fazer sentido, a propaganda precisa ser sentida e, nesse quesito, o nonsense cumpre bem o seu papel, pois tem maior liberdade de cores, formas, imagens etc.

Agora resta saber se todas as agências e clientes estão preparados para rodar uma propaganda como essa e coletar os dados para saber se valeu a pena!

Mercado Livre transforma abrigos de ônibus da Clear Channel em traves de futebol

Campanha é exclusiva e está em 5 abrigos de ônibus e outros 100 ativos no Rio de Janeiro

A campanha “Tá na Rede” do Mercado Livre chega às ruas da cidade do Rio de Janeiro por meio de um projeto especial na mídia out of home. A ação, assinada pela agência Ginga e executada pela Be180, pode ser vista em cinco abrigos de ônibus da Clear Channel que se transformaram em traves de futebol para comunicar uma iniciativa da empresa de apoio ao futebol de várzea.

Além do projeto especial nos abrigos de ônibus, a campanha está presente no circuito de mobiliário urbano da capital carioca. Por meio do QR Code, presente nas peças de comunicação, a população tem acesso ao hotsite “Tá na Rede”. Nele, são comercializados produtos relacionados ao esporte, como bolas e camisas, e redes, e 100% do valor na compra das redes e 10% do valor em qualquer outro produto da categoria selecionada serão revertidos para a Gol de Letra, ONG parceira e que promove a educação social por meio do esporte.

Por meio do projeto, a líder em comércio eletrônico e soluções fintech na América Latina tem o objetivo de atingir de forma totalmente dinâmica e descontraída a população que circula diariamente na cidade, ampliando o alcance de sua mensagem, gerando awareness, engajamento e conversão. “O projeto de Mercado Livre reforça o quanto a mídia OOH pode contribuir para um plano de comunicação com experiência. Trazer a audiência para fazer parte da narrativa da marca, gera mais engajamento e resultados. Acreditamos nisso, então apoiar os nossos clientes a pensarem e criarem para o meio é nossa missão diária” enfatiza Wlamir Lino, Diretor Comercial Nacional e de Marketing.

Veja as imagens do projeto especial abaixo:

Fonte: LF & Cia Comunicação Integrada

Coluna Propaganda&Arte

A velha arte de renovar um grande sucesso

No cinema, eles chamam de remake. Na música, poderia ser uma releitura ou um cover. Na literatura, uma nova edição impressa com capa colorida e comentários inéditos. Não importa o formato, sempre estamos olhando para os grandes feitos e tentando emplacar novamente os mesmos personagens, mesmas histórias e roupagens na tentativa de resgatar o mesmo sucesso. Seria esse o melhor caminho para ser lembrado no futuro? Até quando vamos fazer tudo igual outra vez?

A propaganda imita a arte (e a vida também)

Estes dias a Pepsi fez o que ela sabe fazer de melhor: Propagandas de impacto que une estrelas. Já foi a vez de Britney Spears, Beyonce, Pink & Enrique Iglesias. Já tivemos comerciais memoráveis de grandes futebolístas como Ronaldo, Fenômeno e Figo. Desta vez, os influencers ganharam peso com a presença de nada menos que o Luva de Pedreiro e vários famosos no nível de Messi e Ronaldinho. Toda estética é bem parecida com a já conhecida movimentação e dribles divertidos da versão antiga, porém com mais efeitos e movimentos que antes não tinhamos como fazer. Confesso que dá uma certa nostalgia ver esse tipo de propaganda, que olha pra trás, faz reverência e tenta ser criativa sendo sempre parecida. Um baita desafio. Na verdade, é um baita risco.

Qual o problema de olhar pro passado?

Não tenho nada contra as pessoas nostálgicas que dizem que bom mesmo eram as bandas de antigamente. Ou que os grandes pintores e artistas estão somente no passado. Os clássicos. Os bons tempos. Os tempos dourados. Chame como quiser, eu te entendo, o tempo passa e tudo parece diferente demais pra gente. Esse olhar sempre pra trás na arte, entretenimento ou literatura está criando um monstro que não teremos mais como conter. Por medo de apostar e errar, as produtoras estão tentando investir no certo e, paradoxalmente, mesmo com medo de errar, continuam errando, estragando ideias e histórias mais do que acertando e não vão parar tão cedo. (Quantos anos são necessários para lançar um remake? Boa pergunta.)

Remakes e mais remakes (Spoiler: sem final feliz)

Nos últimos 10 anos, os cinemas foram inundados por uma onda de remakes. Até aí tudo bem. Se o filme for bom, eu assisto várias vezes. O problema é que na sua maioria é ruim. Acaba sendo uma estratégia apenas para levar público, tentando renovar audiência, mas não convence. Por exemplo, me fala se você gostou de verdade destes remakes aqui abaixo:

Karatê Kid (2010) com o Jackie Chan e o filho do Will Smith onde eles simplesmente lutam KUNG FU.

Ghostbusters (2012) com atrizes talentosas, mas que não conseguiram criar nada parecido com os tradicionais filmes dos Caça-fantasmas que marcaram os anos 90.

E nem vou citar uma sequência de filmes de super-heróis que simplesmente foram tentando fazer remake dos remakes e criaram algo que já nem sei mais se é bom ou ruim. O último Batman é bom? Preciso ver pra saber se acertaram dessa vez. E você? Na sua opinião, tem algum remake que se salva?

Obs. 1: Ah! Dá uma olhada no comercial novo da Pepsi se ainda não viu (que não por acaso tem uma trilha do Fat Boy Slim bem anos 90 – nada mais nostálgico que isso!): https://www.youtube.com/watch?v=fXbSirrXQ4U

Obs. 2: atenção no filme para o “HORSINHO” que aparece. Essa me pegou.