Vaga aberta para designer gráfico

Grupo Abud está em busca de um Designer Gráfico para integrar o departamento de Marketing, atuando diretamente na produção visual das campanhas e materiais institucionais das concessionárias.

Esse profissional será responsável por desenvolver artes estáticas, identidades visuais e desdobramentos de campanhas, garantindo agilidade na execução de materiais utilizados em redes sociais, tráfego pago, eventos e comunicação institucional.

A vaga é ideal para alguém com perfil organizado, criativo e ágil, que goste de trabalhar com diferentes formatos de mídia e acompanhar o ritmo dinâmico do marketing automotivo.

Principais responsabilidades

● Criação de artes estáticas para redes sociais e campanhas de tráfego pago.
● Desenvolvimento e desdobramento de KVs (key visuals) de campanhas comerciais;
● Criação de identidade visual para ações promocionais e eventos (feirões, campanhas internas etc.);
● Desenvolvimento de materiais gráficos diversos (outdoor, camisetas, brindes, comunicação visual);
● Adaptação de materiais oficiais das montadoras para campanhas locais;
● Trabalhar em conjunto com o videomaker do time para garantir que artes e vídeos das campanhas sigam a mesma identidade visual e estratégia de comunicação.
● Participar dos alinhamentos do time de marketing, contribuindo com ideias e soluções visuais para campanhas;
● Apoiar na produção de materiais junto a fornecedores gráficos, garantindo que os arquivos estejam adequados para execução;
● Organização e entrega das demandas dentro dos prazos definidos.

Requisitos

● Experiência com design gráfico para marketing ou redes sociais;
● Domínio de Photoshop e Illustrator;
● Noção de identidade visual e composição de campanhas publicitárias;
● Organização para trabalhar com múltiplas demandas simultâneas;
● Capacidade de seguir briefings e padrões visuais definidos pela marca.

Diferenciais

● Experiência com marketing automotivo ou varejo;
● Conhecimento em After Effects ou animação básica;
● Noção de design voltado para tráfego pago e performance digital;
● Experiência com desdobramento de campanhas publicitárias.

O que buscamos
● Perfil ágil e comprometido com prazos
● Organização para lidar com volume de campanhas recorrentes
● Capacidade de trabalhar em equipe com o time de conteúdo e marketing
● Atenção a detalhes e qualidade visual das peças

Sobre o time

O profissional atuará em conjunto com o time de marketing responsável pela estratégia de conteúdo, produção de vídeos e campanhas digitais das concessionárias do grupo.

O marketing corporativo está morrendo?

O marketing operacional (e não estratégico) está deixando os executivos cada vez mais insatisfeitos.

Por Felipe Simeoni*

Felipe Simeoni

Desde o início da minha atuação profissional no campo do marketing percebo um problema latente em muitas empresas: as iniciativas da área, em vez de serem reconhecidas como pilares estratégicos de uma companhia, são frequentemente vistas como necessidades secundárias.

A experiência em companhias me mostrou na prática que, principalmente em períodos de cortes orçamentários, o departamento de marketing é frequentemente a primeira escolha da diretoria para redução de custos. Isso vem, muitas vezes, de um pensamento enraizado no mercado de que essa área não é essencial para os negócios.

Além disso, o time comercial muitas vezes vê o marketing como assistente das operações, em vez de um parceiro estratégico que pode ajudar a otimizar a jornada do cliente. Segundo a pesquisa Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil, desenvolvida em conjunto pela Resultados Digitais, Mundo do Marketing, Rock Content e Vendas B2B, 45,3% das empresas afirma que não existe uma métrica acordada entre a área do marketing e de vendas, o que seria uma forma de melhorar os resultados e alinhá-los com os objetivos da empresa. Por fim, 40% das empresas geram demanda, mas não têm um comum acordo entre marketing e vendas sobre o que é uma oportunidade.

E então isso tudo se reflete nos números, mostrando que o marketing não está performando como o esperado. Percebo que falta preparo, entendimento das necessidades da área, comunicação entre os setores da empresa e, principalmente, uma estratégia sólida. A palavra final, em muitas decisões, vem de um cargo que não compreende o marketing, e, portanto, não consegue ser estratégico.

Enxergo na consultoria a principal solução para esse cenário. Ela pode ajudar o time a performar, atingir os resultados esperados e a converter contatos em clientes, principal desafio de 69% das empresas para 2024, de acordo com a pesquisa citada anteriormente. Com frequência, apenas um olhar externo pode apontar erros em uma estratégia que não está performando como o esperado.

Para ter melhores resultados, o primeiro passo é a iniciativa. A empresa precisa se perguntar o que pode fazer para tornar o marketing mais estratégico, e buscar ativamente formas de implementar essas ações. É nesse momento que surgem mais dúvidas. Devo investir em pessoas, direcionar investimentos, preciso de apoio especializado?

Minha experiência me mostra que alguns pontos costumam ter falhas comuns, como o microgerenciamento, a qualidade do discurso, alinhamento de estratégia com o mercado, falta de investimento em tecnologia e pessoas.

Muitas vezes o problema começa no microgerenciamento, com cada pequena atividade ou demanda do marketing sendo colocada sob uma lupa nas hierarquias mais altas. É preciso deixar os executivos de marketing trabalharem, e confiar na formação e experiência das pessoas contratadas. É claro que decisões importantes precisam de avaliação, mas quando a avaliação se transforma em microgerenciamento ela se torna prejudicial para ambas as partes. Um grande sintoma acontece quando os colaboradores passam um tempo significativo reportando o que fazem, em vez de executar as atividades que são remunerados para fazer.

O discurso dos líderes também precisa estar alinhado com as estratégias do marketing e vice-versa. Preparar o porta-voz da empresa, que a posiciona no mercado, muitas vezes em momentos de crise, é essencial para que haja uma continuidade lógica no discurso e consequentemente na imagem da empresa, incluindo as causas com as quais ela está relacionada.

O alinhamento de estratégia com o que acontece atualmente no mercado é essencial para não criar uma comunicação equívoca e acabar tornando a imagem da empresa negativa. Situações de crise ou calamidade pública como a pandemia, vivenciada recentemente – podem pedir um freio em determinadas estratégias de marketing por passar uma imagem de insensibilidade por parte da empresa e ainda reajuste de rota para manter o negócio conectado com seus valores.

Por fim, o investimento em tecnologia e pessoas qualificadas é um dos focos mais importantes da gestão, e a aplicação de recursos para a área do marketing não pode ser negligenciada. Dependendo de cada caso, pode ser preciso investir em sistemas e especializações no time, o que também pode ser orientado por uma consultoria.

Felipe Simeoni é executivo, consultor e mentor de Marketing