Alexandre Lemes é o nosso novo entrevistado

“Todos os dias a tecnologia lança sobre os profissionais de todas as áreas desafios novos. Saber usar as novas ferramentas de forma estratégica é o grande diferencial.”

Nosso entrevistado da vez aqui no Publicitando é o Alexandre Lemes. Atualmente ele atua como designer gráfico no Senac SP, mas começou sua carreira no Vale do Paraíba. Leia o que ele nos disse:

1 – Sua carreira teve início aqui no Vale do Paraíba. Fale um pouco deste início de trajetória.

Me formei em publicidade e propaganda pela Unitau em 2004. Já no segundo ano fui convidado para um estágio como designer gráfico em uma empresa holandesa de impressão digital têxtil. A partir daí fiz uma imersão no mundo da criação e da propaganda. Fiz cursos de direção de arte, diagramação e redação na Belas Artes de São Paulo, me envolvi em grupos de estudo de Photoshop, Corel (na época), Indesign e Illustrator, ferramentas que reconheci como essenciais para desenvolver meu trabalho. Também passei por cursos de criação na ESPM e de softwares na Impacta. Parte do que eu ganhava era rigorosamente investido em estudos e aprimoramentos. Depois de estagiar nessa empresa, fui convidado para assumir uma vaga como webdesigner em uma pequena empresa em Taubaté onde aprendi a conduzir projetos em contato direto com os clientes. Um outro convite me levou a trabalhar em uma empresa de comunicação visual, expandindo meu conhecimento em relação a materiais, impressoras e processos de instalação de adesivos e fachadas. Um trabalho muito pesado, porém, enriquecedor. O grande salto aconteceu quando fui convidado a assumir uma vaga como diretor de arte na agência Tríadaz em Taubaté, onde, com o tempo, passei a gerenciar equipes e projetos de criação, criei processos e fluxos de trabalho envolvendo as equipes de criação e a de atendimento. Nessa época se destacam dois profissionais pelos quais desenvolvi grande admiração: Lucas Rodrigues, criativo e Liv Muhlbauer, atendimento.
Após 3 anos e 6 meses na Tríadaz fui para a Macost onde fiquei 1 ano. Por indicação de um criativo com o qual eu já havia trabalho, fui convidado a fazer uma entrevista na FAV/Ogilvy em São Paulo. O foco da agência era o marketing imobiliário e lá conheci processos eficazes e inovadores de criação e atendimento. Nessa época, fiz pós graduação em gerenciamento de projetos pela FGV. Novamente por indicação fui para a agência interna da Artefacto Móveis, a maior fabricante de móveis de luxo da América latina. Lá me especializei em fotografia de produto, propaganda de luxo, cobertura de eventos, criei campanhas para a marca, atuei no desenvolvimento visual das lojas e na produção e diagramação das revistas da empresa e do portal, bem como na captação e edição de imagens para comerciais de tv. Após 3 anos na Artefacto, me inscrevi para uma vaga de designer multimídia no Senac São Paulo e passei. Atualmente trabalho a 2 anos e 6 mese na sede do Senac, área TAE – Tecnologias Aplicadas à Educação, onde desenvolvo os recursos multimídia dos cursos do Senac, bem como para empresas como Metro, CPTM, Sebrae, entre outros. Pelo Senac fiz cursos de HTML5, CSS3, MS-Project, Wireframe e Prototipagem, além de User Experience pela Mergo. Além de trabalhar no Senac SP, desenvolvo trabalhos como freelancer e alguns desses trabalhos poder ser vistos no link www.behance.net/alexandre_lemes.

Alexandre Lemes: "A crise é real e pesada, mas também é uma excelente oportunidade para aprimorar e evoluir."

Alexandre Lemes: “A crise é real e pesada, mas também é uma excelente oportunidade para aprimorar e evoluir.”

2 – Em sua atividade atual você se envolve com que etapas/áreas da comunicação?

A equipe da qual faço parte desenvolve cursos, desde o conteúdo até os recursos com os quais os alunos terão contato. Participo dos briefings, juntamente com ilustradores, programadores, videomakers, artistas 3D e designers de conteúdo. A partir dessa reunião, cada participante recebe sua atribuição. As minhas atribuições geralmente compreendem a identidade visual e a direção de arte dos cursos, em alguns casos participo das gravações em estúdio. A equipe é grande e por isso cada um tem sua função bem definida. Nas empresas menores em que atuei era normal minha participação desde o atendimento ao cliente até a apresentação do projeto. Isso provoca acumulo de função, porém, é muito enriquecedor para um profissional no início de carreira.

3 – Como tem visto o cenário atual da comunicação? O digital tem trazido novos desafios para sua atuação profissional?

Sou da época em que o digital ainda tinha pouco impacto na comunicação. Acompanho desde sempre a evolução dos meios e recursos através das novas tecnologias e posso dizer que, tanto na área de propaganda, quanto na área educacional, o digital tem reduzido custos e aumentado expressivamente a eficiência da comunicação. É uma realidade incontestável. Atualmente, gestores e agências têm dado preferência para os meios digitais pela rapidez de produção e pela alta capacidade de aferição de resultados, tornando a comunicação muito mais cirúrgica e inteligente. Percebo no dia-a-dia, em diversas ocasiões, que as empresas ainda têm dificuldade de planejar e aplicar meios digitais de forma coerente. Para mim, o maior desafio da gestão criativa atualmente é conciliar a base de conhecimentos analógicos bem desenvolvidos ao longo de décadas e convertê-la em ações a partir de ferramentas digitais disponíveis, bem como, manter-se devidamente atualizado com o desenvolvimento incessante de novas tecnologias e tendências.
Todos os dias a tecnologia lança sobre os profissionais de todas as áreas desafios novos. Saber usar as novas ferramentas de forma estratégica é o grande diferencial.
Lembrando de um saudoso slogan de uma marca de pneus: Potência não é nada sem controle.

4 – O momento econômico atual é desafiador e complicado. O que você vê como essencial para a indústria da propaganda atravessar esta fase?

A propaganda precisa se reinventar administrativamente, rever métodos e processos, quebrar barreiras comerciais e principalmente usar a gestão estruturada a seu favor. Tendo em vista minha passagem por agências de diversos portes posso concluir que todas elas têm uma característica em comum: A gestão, ou a falta dela. Sinto que a criatividade é um ponto muito forte do brasileiro, mas a gestão não. As empresas de criatividade precisam agregar processos administrativos desenvolvidos e avançados, adaptando e usando-os a seu favor. Equipes enxutas, processos e operações controlados, gerenciamento aprimorado de stakeholders e principalmente, excelência em aferição de resultados. O cliente atual espera, e em muitos casos exige, números claros sobre o retorno do investimento e aparentemente, as agências não conseguem dar o suporte necessário. A estratégia precisa ser aliada da criatividade, caso contrário, as empresas sentirão cada vez mais o peso da economia volátil. Particularmente, meus trabalhos nunca foram tão solicitados como hoje em dia, mesmo diante da crise econômica e política que atrasa nosso país. A crise é real e pesada, mas também é uma excelente oportunidade para aprimorar e evoluir.

Estadão conquista prêmio internacional

Estadão recebe prêmios internacionais por design gráfico

Best of News Design da Sociedade pelo Design de Notícias reconhece edições impressas e digitais do jornal

imagesO Estadão acaba de receber seis importantes prêmios internacionais de excelência gráfica por trabalhos desenvolvidos nas edições impressa e digital do jornal. Concedido pela Sociedade pelo Design de Notícias (SND, em inglês), o Best of News Design distinguiu o jornal em seis categorias: duas pelas publicações em impresso mais digital e quatro em reconhecimento exclusivo ao digital. A SND é uma organização mundial que apoia profissionais de mídia impressa e digital e o prêmio é considerado o Oscar do design gráfico.

Os infográficos contemplados no digital são: Especial Carnaval 2015; Os toupeiras: a história do furto ao Banco Central; Desafios do Clima; e Criminalidade bairro a bairro. Já na categoria multiplataforma os ganhadores são Favela Amazônia e Rio 2016: O legado Olímpico.

“Esses prêmios são uma constatação de que o concurso tem valorizado trabalhos desenvolvidos não só na versão impressa”, afirmou Fabio Sales, diretor de Arte do Estadão. “É a comprovação de que infográficos digitais são uma tendência mundial e que é importante manter esse trabalho porque ele tem sido cada vez mais reconhecido”, ressaltou.

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O Especial Carnaval 2015 permitia ao leitor criar o próprio samba e, ainda, aprender a dançar com o ritmo brasileiro. O infográfico sobre o Banco Central mostra detalhes do maior assalto do País, que ocorreu em Fortaleza em 2005. O Desafios do Clima, por sua vez, apresentou a preparação para a Conferência do Clima de Paris e listava os esforços que devem ser feitos nos próximos anos. Por fim, o último premiado na categoria exibe os índices de criminalidade na capital paulista e é atualizado todo mês, conforme as estatísticas.

Na categoria multiplataforma, o caderno especial Favela Amazônia apresenta, com investigação jornalística própria, o avanço do tráfico de drogas, da criminalidade e das violações de direitos humanos na Região Norte. Já o Rio 2016: o legado Olímpico expõe em detalhes os prédios, estádios e complexos construídos para os jogos previstos para agosto deste ano. É possível entender no que essas obras vão se transformar depois que a festa passar e todos os atletas forem embora. Sede das partidas de handebol, a Arena do Futuro pode ser visualizada em 360° neste especial.

Brasil – A 37ª edição recebeu mais de 9 mil inscrições de todo o mundo. Os outros brasileiros premiados são os jornais Folha de S.Paulo, O Globo, O Dia, Estado de Minas, Gazeta do Povo e Zero Hora. Também foram condecoradas as revistas Mundo Estranho e Galileu. É possível conferir o trabalho de todos os vencedores no site da Sociedade pelo Design de Notícias em www.snd.org

Fonte:Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

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Equipe ampliada e reforçada

Novo designer gráfico

A Qualicom Comunicação e Cultura, sediada em Guaratinguetá,  acaba de trazer para seu time o jovem publicitário Marcelo Oliveira Ramos para atuar como designer gráfico.

Marcelo formou-se ano passado em publicidade e propaganda pela Unitau e teve passagem pela ACOM, a assessoria de comunicação da universidade.

Marcelo, novo designer gráfico da Qualicom

Marcelo, novo designer gráfico da Qualicom