Conheça os ganhadores da 44ª edição do Prêmio Caboré
Profissionais e empresas escolhidos pelos leitores de Meio & Mensagem foram revelados durante a principal premiação da indústria de comunicação do Brasil
Quatorze profissionais e empresas concretizaram o desejo de ter em suas estantes a famosa coruja, animal que simboliza o troféu do Prêmio Caboré. Em sua 44ª edição, a principal premiação da indústria de comunicação brasileira promovida pelo Meio & Mensagem, contou com uma lista de vencedores marcada, mais uma vez, pela representatividade e inovação da indústria de comunicação.
A Africa Creative levou o prêmio de melhor Agência de Comunicação. Na categoria anunciantes, o Itaú foi o escolhido pelos leitores. CazéTV e Globoplay também foram premiados nas categorias Plataforma de Conteúdo e de Comunicação, respectivamente. Já a Dream Factory, levou o caboré na categoria Serviço de Marketing.
Marco Bebiano (Google) foi o vencedor e levou o prêmio de Profissional de Veículo. Marina Daineze (Profissional de Marketing) e Raquel Virgínia (Profissional de Atendimento e Negócios) foram homenageadas e conquistaram o troféu. Paula Puppi (WPP), Alexandre Guerrero (Eletromidia), Paula Marsilli (Natura & Co), entre outros, também levaram a coruja.
Com convites esgotados, o Caboré 2023 reuniu, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, mais de 800 profissionais de agências de publicidade, veículos, plataformas de mídia, anunciantes e outras empresas que compõem a cadeia da comunicação.
A cerimônia de premiação foi conduzida pelo jornalista e apresentador Felipe Andreoli, com transmissão dos vencedores ao vivo pela internet, com sinal aberto e gratuito a todo o público. Vale lembrar que os vencedores foram escolhidos em votação aberta aos assinantes do Meio & Mensagem e auditada pela PWC.
Confira abaixo os vencedores nas 14 categorias da 44ª edição do Prêmio Caboré:
A concorrente Samsung ocupa o 5ª lugar, refletindo o propósito de estarem presente no cotidiano dos consumidores;
No Top Five empresas demonstram que é possível escapar do propósito vazio, entregando produtos que as pessoas consideram importantes para o futuro
O FutureBrand Index, estudo que reorganiza as cem maiores companhias da PwC de acordo com a percepção da força de marca, acaba de apresentar os resultados da edição 2023. Neste ano, a análise traz a Apple como marca mais preparada para as transformações do futuro, subindo seis posições na comparação com o ano passado. A empresa também foi destaque no Top Five em 2022, além de liderar a lista em 2016 e 2020.
Um dos principais motivos dessa ascensão é o reforço da percepção em relação à indispensabilidade e gerenciamento de recursos de produtos bem conhecidos no mercado, como iPhone, iPad, Apple Watch, Mac e Apple TV. No geral, a pesquisa revela que se destacam as instituições que priorizam a inovação tecnológica em torno de produtos e serviços para impactar o dia a dia das pessoas. E este é o caso da Apple, que teve pontuação bem acima da média do setor, em todos os atributos.
Vale ainda ressaltar que, enquanto as big techs passavam por diversos layoffs durante o primeiro semestre de 2023, a empresa promoveu esforços para evitar demissões em grande escala. Além disso, a marca é reconhecida mundialmente pelo compromisso com a privacidade de dados e produtos de alta qualidade. Mesmo com o alto preço dos produtos, a abordagem inovadora da Apple tende a manter a marca em destaque.
A lista: empresas que são destaque em 2023
As companhias que estão no Top Five deste ano têm um fator em comum: são líderes em tecnologia e inovação, e possuem negócios pautados por produtos e serviços essenciais, o que comprova que o público mudou a forma de se relacionar com as marcas ao longo dos anos.
“Em um mundo em que a segurança e a proteção são escassas, as marcas devem tornar-se faróis de responsabilidade e de uma atuação baseada em propósitos, o que gera confiança nos consumidores. Isto é especialmente importante porque muitos clientes, desde compradores business-to-business (B2B) até consumidores finais (B2C), desejam interagir com organizações que oferecem produtos e serviços que façam a diferença em suas vidas individuais e no mundo”, explica André Matias, sócio e diretor da FutureBrand São Paulo.
Outro elemento de destaque citado no estudo é a IA. A fornecedora líder de software e chips de IA Nvidia, por exemplo, aparece em 8ª posição, enquanto a ASML, que fornece equipamentos usados pelos fabricantes de chips para produzir chips de IA, ocupa a 9ª posição do ranking. Outras marcas que estão avançando no setor também ascenderam, incluindo a Microsoft (6º lugar) e a Intel (nº 22).
Entre as emergentes mais notáveis estão a Amazon (subiu 15 posições e figura no 16º lugar), Unilever (subiu 13 posições, para o 18º lugar) e Nestlé (agora na 20ª posição, subindo 15), conhecidas pela capacidade de satisfazer as necessidades humanas mais fundamentais num contexto de níveis crescentes de incerteza global causados pelas alterações climáticas, conflitos internacionais, inflação e a ascensão da IA.
Concorrente principal da Apple, a Samsung aparece no 5º lugar. Ambas partilham o Top 5 com empresas B2B que são indispensáveis no cotidiano dos consumidores. A CATL (2º), por exemplo, está possibilitando o futuro dos transportes com suas baterias EV, enquanto a NextEra Energy (3º) desenvolve soluções de energia renovável num mundo à beira de uma crise climática. Finalmente, os microchips produzidos pela TSMC (4º) alimentam desde smartphones até IA.
“Se no passado as principais marcas do mundo eram aquelas que promoviam bons sentimentos, hoje observamos marcas que casam o propósito corporativo com um impacto real e positivo subindo no ranking”, acrescenta André Matias.
Marcas conquistam consumidores pela ética e visão de futuro
Com o declínio da confiança nos governos, nos meios de comunicação social e em outras instituições, as empresas que praticam o que prometem em produtos, missões e valores têm a oportunidade de obter um papel cada vez mais significativo na vida das pessoas. Os entrevistados da pesquisa classificaram que princípios, ética, noção clara do futuro e inspiração de mudanças para o melhor são essenciais para elencar as instituições com melhor desempenho.
Nomes como Apple, Google, Microsoft, Amazon e Coca-Cola foram consideradas as marcas mais valiosas em termos da percepção dos esforços de diversidade, equidade, inclusão, pertencimento e acessibilidade. Já a Apple, Amazon, Tesla, Microsoft e Google foram as melhores classificadas quando se trata de nomes com modelos de negócios mais circulares.
“O índice aponta para um cenário já consolidado: a fim de conquistar uma elevada estima de marca, as empresas devem promover a agilidade, liderar a inovação e abraçar um compromisso inabalável com a responsabilidade social corporativa”, enfatiza André Matias.
Setores com maior destaque
Bens e serviços de consumo não essenciais
O consumo discricionário é o setor dominante deste ano. Diante de um cenário político e econômico instável, as pessoas optam por empresas que oferecem qualidade e segurança na sua vida cotidiana. Das 10 marcas de consumo discricionário na lista das Top 100 deste ano, quatro delas figuram entre as Top 20, destaque para Tesla (7º), Nike (12º), Toyota (15º) e Amazon (16º).
Tecnologia da Informação
Depois de dois anos como topo do índice, a tecnologia da informação continua a ser considerada importante, aparecendo como o segundo setor com melhor desempenho em 2023. Seis das 10 principais marcas do índice são do setor de TI, incluindo Apple (1º), TSMC (4º), Samsung (5º), Microsoft (6º), Nvidia (8º) e ASML (9º).
Bens de consumo
A categoria também apresentou destaque em seu desempenho entre as Top 100 deste ano, registrando um crescimento nos atributos das marcas que “tornam a vida melhor”. A Unilever e a Nestlé entraram no Top 20, ficando em 18º e 20º lugares, respectivamente. A Anheuser-Busch InBev obteve um desempenho que merece destaque, subindo 25 posições, ocupando a 39ª posição, enquanto a L’Oreal escalou 16 posições, ficando na 42ª posição.
Energia e serviços públicos
A líder do ano passado, NextEra Energy, aparece em terceiro lugar, destacando a relevância do trabalho no desenvolvimento de soluções de energia renovável num mundo à beira de uma crise climática. Apesar de atuarem em um mercado constantemente desafiador, as empresas de energia e serviços públicos registraram considerável melhoria em suas classificações quando consideramos as Top 100 este ano.
Serviços de comunicação
As organizações que desempenham papel fundamental em manter as pessoas em todo o mundo conectadas por meio da internet e das redes móveis subiram algumas posições. Destaque para a AT&T, que ascendeu 32 posições, ocupando o 38ª lugar. Além disso, a IA generativa impactou todo o entusiasmo em torno do metaverso, e com isso, a Meta Platforms caiu 12 posições, passando a ocupar a 17ª posição no ranking, mostrando que, apesar de ter menor destaque, ainda permanece com atuação relevante.
Metodologia
O Índice FutureBrand é um estudo de percepção global, baseado no Global Top 100 da PwC. O estudo determina a força da marca de cada empresa com base em 18 experiências e atributos de propósito, como consistência (oferece uma experiência consistente aos clientes), gestão de recursos (age eticamente para manter um ambiente sustentável), indispensabilidade (as pessoas dependem da marca), inovação (cria produtos e serviços que são genuinamente úteis), confiança (é uma marca confiável) e bem-estar (contribui para o bem-estar das pessoas).
O Índice FutureBrand oferece uma avaliação rigorosa do quão à prova de futuro as 100 empresas mais valiosas do mundo são, com base na opinião de um público informado e amostra profissional. Mais de 3.000 profissionais de negócios foram entrevistados entre 31 de maio e 12 de junho de 2023. A pesquisa foi conduzida em parceria com a QRi Consulting, um fornecedor global de pesquisas e especialista em marca, comunicação, estratégia de produto e táticas.
A busca por talentos está cada vez mais acirrada, tanto para empresas, quanto para os candidatos. Principalmente, porque a demanda por estes profissionais também mudou: mais do que dominar técnicas, é necessário que eles sejam capazes de assumir desafios sob uma perspectiva holística, em vez de estarem limitados a uma única função ou domínio de expertise. Esta descrição é típica do que podemos chamar de uma nova profissão: o resolvedor de problemas.
IVAN SEIDEL FOTO: GABRIEL REIS
Os resolvedores de problemas emergem como profissionais versáteis e habilidosos, que transcendem as barreiras tradicionais de funções para analisar e solucionar problemas de maneira abrangente. Eles não apenas identificam os sintomas de um problema, mas também investigam suas causas subjacentes, procurando soluções inovadoras que possam transcender fronteiras convencionais.
Para serem considerados para esse “cargo”, os profissionais interessados precisam desenvolver algumas habilidades, como combinar criatividade e comportamento (soft skills) com técnica (hard skills). A criatividade permite que explorem alternativas não convencionais e encontrem soluções inovadoras, enquanto as habilidades técnicas fornecem a base para a implementação prática dessas soluções.
Como estamos falando mais de flexibilidade do que técnica, as soft skills pesam bastante no dia a dia do resolvedor de problema. Alguns exemplos de habilidades que devem fazer parte do perfil deste profissional envolvem ter pensamento analítico, conhecimento multidisciplinar de várias áreas, vontade de ter um aprendizado contínuo de coisas novas e aprimorar o que já se domina, comunicação eficaz e comportamento colaborativo.
Esse equilíbrio entre o lado criativo e técnico é exemplificado por alguns Product Managers (PMs) que, no mundo atual, são responsáveis por trabalhar o valor de um produto perante os clientes. Mas aplicado o viés de resolvedor de problema a este cargo, esses profissionais enxergam o produto em sua totalidade, desde o desenvolvimento até o mercado, identificando oportunidades de aprimoramento, resolvendo bloqueios no processo e alinhando estratégias de marketing com os aspectos técnicos do produto.
Com um repertório tão diverso, o resolvedor de problema pode atuar em qualquer área da empresa, desde que o seu conhecimento técnico não seja limitador. Por outro lado, fica desafiador para a empresa reter um profissional como este, principalmente em um período em que os diferenciais que mantém um colaborador na empresa vão além do salário: flexibilidade, trabalho híbrido, apoio à saúde física, mental e à educação, entre outros.
A presença de resolvedores de problemas em uma organização pode ser transformadora. Eles impulsionam a inovação, identificam gargalos operacionais, melhoram a eficiência e fortalecem a colaboração interdisciplinar. Sua mentalidade voltada para soluções também pode impulsionar a cultura organizacional em direção à resolução proativa de problemas.
Mas as empresas precisam estar preparadas para essa modalidade de colaborador e dispostas a realizarem ajustes na estrutura e nas políticas para permitir que esses profissionais multifuncionais prosperem e contribuam de maneira significativa para o sucesso da empresa.
Vivemos num mundo caracterizado pelo estresse do dia a dia, pela rapidez com que tudo acontece, pela permanente mudança de hábitos e atitudes, pela competitividade dos recursos financeiros e humanos, pela instabilidade e incerteza, e pela constante exigência com o sucesso.
É neste contexto que as marcas se assumem como o ativo mais relevante e valioso nas organizações. As marcas constituem a principal garantia de confiança, de reconhecimento de qualidade e ainda o símbolo mais expressivo das decisões de compra e consumo de produtos e serviços.
A própria gestão das marcas mudou. Ontem o foco residia no cliente, hoje a visão é mais ampla e contempla os diferentes stakeholders porque todos podem ser embaixadores ou detratores. O foco apontava para a miopia da teoria dos tradicionais 4P’s, hoje tem de ser considerado todo um storytelling e uma experiência de 360º.
Hoje existem diferentes soluções para diferentes necessidades devendo ser considerada a multiplicidade e sinergia de touchpoints; os colaboradores eram catalogados como recursos humanos, mas são capital humano e como tal um fator decisivo pelo alinhamento, compromisso e impacto nos resultados; se ontem o investimento nas marcas estava do lado dos custos, hoje é uma fonte de proveitos e com valor financeiro associado.
O novo mundo e a nova economia trouxeram a exigência de um gestor de marca com competências globais e multidisciplinares, e a implementação de um modelo de gestão de marca integrado, consistente, transversal e dinâmico. O reconhecimento e a certificação deste modelo de gestão e de gestor de marca são uma realidade, e quem não evoluir e não se adaptar esta nova realidade não vai sobreviver (Darwinismo).
Este modelo de gestão de marca permite analisar, construir e avaliar a força e o valor financeiro das marcas, obedecendo a um conjunto de normas sob a certificação das ISO20671 e ISO10668, que identificam e exploram diferentes dimensões e métricas científicas de análise.
Partilhando uma visão macro deste modelo, são apontados três grandes desafios e competências para a construção de força e valor financeiro das marcas:
1. Identificar, mapear e dimensionar todos os stakeholders que têm impacto na construção da força de marca (não só para os clientes e consumidores, mas para todos os stakeholders; há setores de atividade em que a rede de stakeholders é tão complexa que o peso direto de clientes e consumidores pode não ultrapassar os 40%), definindo também os seus hábitos, atitudes, expetativas e comportamentos.
2. Identificar todas as variáveis e indicadores quantitativos de suporte a uma correta análise daquilo que é externo às marcas, nomeadamente o ambiente político, econômico e social; tratam-se de dimensões que não são controláveis pela gestão mas que podem ter um enorme impacto na performance da economia, das diferentes indústrias, empresas e marcas (próprias e concorrentes).
3. Mapear, dimensionar e monitorizar de uma forma contínua as dimensões e atributos de controlo interno: relação emocional e comportamental com os diferentes stakeholders, reputação (percepções), experiência (realidade), resultados da atividade no mercado (proteção legal, quotas de mercado e comunicação, cobertura geográfica, logística, preço, touchpoints, equipe e saúde financeira).
Como ponto de partida, há que ter em atenção que a importância e os pesos das diferentes dimensões e dos seus atributos são diferentes entre setores de atividade e mudam também com alterações de contexto. E como ponto de conclusão, há que considerar também que a análise isolada de qualquer um destes conceitos, dimensões ou atributos sem que seja no modelo integrado pode incorrer em enormes riscos de decisões incorretas e com elevados impactos no valor financeiro dos negócios e das marcas.
Os líderes das organizações, que são os reais gestores das marcas através da sua visão, conduta e capacidade de comunicação, têm a capacidade influenciar os stakeholders moldando as suas percepções e experiência. Mais do que nunca, têm de ter agilidade e capacidade de tomar decisões rápidas, têm de assegurar o alinhamento e o compromisso de todos os colaboradores e dos demais stakeholders.
Precisam estar familiarizados com todos os detalhes de estrutura e processos de forma a avaliar toda a organização e gerir simultaneamente planos de continuidade e alterações profundas que permitam fazer emergir marcas e negócios mais fortes.
É necessário colocar no radar que definir ou reforçar a cadeia de comando e responsabilidades, além de procurar e reforçar soluções que estejam alinhadas com o propósito da organização e do negócio, têm de abraçar as obrigações das marcas com a sociedade, assegurar a sustentabilidade da organização com horizontes onde a estratégia e o talento interno.
Ter um foco conjunto, promover uma comunicação clara e eficaz, e por fim têm de ter uma atitude transparente e ética.