Mondelez Brasil implementa AIDA, ferramenta de IA para acelerar operações de marketing e conteúdo

Tecnologia atua como copiloto para times de marketing e agências, automatizando etapas operacionais e ampliando eficiência na produção de conteúdo

A Mondelēz Brasil, dona de marcas como Lacta, Oreo, Trident, BIS, Club Social e Sonho de Valsa, anuncia a implementação da AIDA (AI + Data), ferramenta global de inteligência artificial criada e desenvolvida com parceiros da companhia para ampliar escala, personalização e performance das operações de marketing.

Integrada ao fluxo de criação, adaptação e otimização de conteúdos digitais, a tecnologia acelera etapas operacionais e de produção, permitindo que equipes internas e agências direcionem mais tempo e energia a atividades estratégicas, como planejamento, construção de marca e tomada de decisão baseada em insights.

A iniciativa faz parte da estratégia global de transformação digital da Mondelēz International e responde à crescente necessidade de produzir conteúdos cada vez mais relevantes, personalizados e conectados aos diferentes contextos de consumo, sem abrir mão de consistência, governança e alinhamento de marca.

Após cerca de cinco anos de desenvolvimento e testes em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, o Brasil foi escolhido para integrar a segunda onda de implementação da ferramenta, reforçando a relevância estratégica do país para a companhia e seu papel como uma das principais operações da Mondelēz no mundo. As primeiras aplicações locais já envolvem marcas como Lacta e Oreo, incluindo iniciativas ligadas a períodos de alta demanda operacional, como a Páscoa.

A aplicação da tecnologia acontece em duas frentes principais. Em Brand Equity, a AIDA apoia o desenvolvimento de conceitos criativos, roteiros e peças alinhadas ao tom de voz e aos territórios das marcas. Já em Digital Commerce, a ferramenta contribui para iniciativas de performance, como geração de conteúdos para e-commerce, otimização de descrições de produtos e aprimoramento de palavras-chave para mecanismos de busca.

“A AIDA nos ajuda a transformar dados em ações de marketing com mais agilidade, precisão e relevância”, afirma Carolina Crespo, diretora de Mídia, Dados e Marketing Technology na Mondelēz Brasil. “Na prática, isso significa entregas mais escaláveis, conteúdos mais personalizados e conexões ainda mais significativas com os consumidores.”

IA com escala, personalização e segurança

No Brasil, a AIDA incorporou referências culturais e contextuais para gerar conteúdos mais aderentes ao comportamento do consumidor brasileiro. A tecnologia deve contribuir especialmente para regionalização de campanhas, ações sazonais e personalização em escala, ampliando a relevância das marcas em diferentes ocasiões de consumo.

“A ferramenta foi construída para combinar escala, inteligência de dados e segurança, sem perder de vista o papel central das pessoas no processo criativo”, afirma Leila Zimmermann, CIO da Mondelēz Brasil. “A tecnologia potencializa capacidades humanas e amplia nossa eficiência, sempre com responsabilidade e governança.”

Além do marketing, a AIDA também possui potencial de aplicação em outras áreas do negócio. À medida que novas oportunidades de geração de valor forem identificadas, a tecnologia deve evoluir continuamente a partir dos aprendizados das equipes e ganhar novas frentes de atuação dentro da companhia.

Fonte: Textual Comunicação

Investimento em anúncios impulsionados por IA deve crescer 63% em 2026, podendo atingir US$ 57 bilhões

Anúncios otimizados por IA já representam 12% do investimento nos EUA, crescendo 12 vezes mais rápido que os métodos tradicionais de publicidade

O investimento em publicidade impulsionada por inteligência artificial deve crescer de forma significativa nos próximos anos. De acordo com dados da Madison and Wall divulgados pelo Business Insider, os gastos nesse tipo de mídia devem crescer 63% em 2026, podendo atingir cerca de US$ 57 bilhões. Em comparação, anúncios que não usam ferramentas baseadas em IA devem crescer apenas 5% neste ano. Atualmente, anúncios otimizados por IA já representam 12% de todo o investimento publicitário nos Estados Unidos, crescendo 12 vezes mais rápido do que os formatos tradicionais.

O movimento evidencia uma mudança estrutural no mercado, motivada pela busca por mais eficiência, escala e precisão nas campanhas. Diferentemente da publicidade tradicional, que depende de segmentações mais amplas e planejamento manual, os anúncios baseados em inteligência artificial utilizam dados em tempo real, aprendizado de máquina e automação para otimizar entregas.

Para Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, esse crescimento está diretamente ligado à necessidade das marcas de maximizar resultados em um ambiente cada vez mais competitivo: “A inteligência artificial permite uma leitura muito mais rápida e profunda do comportamento do consumidor. Esse dinamismo faz com que campanhas passem a evoluir em tempo real, ajustando automaticamente o público-alvo, o tipo da mensagem e o valor de investimento. É um nível de eficiência que a publicidade tradicional até poderia acompanhar de forma manual, mas demandaria muito mais tempo e paciência”.

Fabio Gonçalves, especialista no mercado publicitário e diretor da Viral Nation
Foto: Divulgação

Segundo o executivo, a principal diferença está na capacidade de otimização constante e na redução de desperdício de mídia e dinheiro: “Enquanto modelos tradicionais trabalham com previsões e segmentações mais amplas, a publicidade otimizada por IA vai estar atuando com base em dados dinâmicos, aprendendo a cada interação que acontece. Isso significa que haverá menos tentativa e erro e mais precisão na hora da entrega. E é importante dizer que isso impacta diretamente em métricas como ROI (Retorno sobre o Investimento) e conversão”.

De acordo com o profissional, o avanço também tem ligação com o desenvolvimento de ferramentas como o Performance Max, do Google, e o Advantage+, da Meta, que automatizam grande parte da operação de campanhas digitais. Essas plataformas utilizam inteligência artificial para realizar a gestão de anúncios.

“Ferramentas como Performance Max e Advantage+ são exemplos claros de como a IA já está no dia a dia das campanhas. Elas tiram do ser humano a necessidade de gerenciar a mídia e colocam todo o foco na estratégia e na criatividade. Ao mesmo tempo, exigem que profissionais e marcas entendam melhor como alimentar esses sistemas com dados e direcionamentos corretos. Dessa forma, podemos esperar que abram mais espaços e vagas para profissionais especializados na área de IA, minimizando a narrativa de que ferramentas de inteligência artificial irão roubar o posto de seres humanos”, explica Gonçalves.

Na avaliação do especialista, o impacto desse crescimento não vai se limitar apenas ao mercado norte-americano e deve se intensificar também no Brasil: “O Brasil tende a seguir esse movimento no futuro, e eu diria que com grande potencial de aceleração. Temos um mercado digital gigantesco, com alta tecnologia e forte presença de plataformas globais. Ao passo que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, veremos uma adesão cada vez maior por parte de anunciantes locais”.

Por outro lado, ele ressalta que o avanço da IA também traz novos desafios para o setor: “Se por um lado ganhamos eficiência, por outro aumenta a necessidade de estratégia. A inteligência artificial pode até potencializar resultados, mas nunca vai substituir completamente a visão de marca, criatividade e construção narrativa, que continuam sendo diferenciais nossos”.

Diante desse cenário, as agências já estão se adaptando para acompanhar a nova dinâmica do mercado. “Aqui na Viral Nation e em outras agências do setor, estamos integrando cada vez mais a inteligência artificial nas nossas operações, tanto na parte de mídia quanto na análise de dados e performance. Nosso principal objetivo é melhorar os resultados sem abrir mão da criatividade e da autenticidade dos creators. O futuro da publicidade será híbrido e vai sair na frente quem souber equilibrar esses elementos”, conclui.