App programa dietas personalizadas

Nutricionista digital: app fenômeno na Europa usa inteligência artificial para programar dietas personalizadas

Freeletics Nutrition usa IA para criar receitas personalizadas aos objetivos do usuário, prepara lista de supermercado e ainda ensina a comer fora de casa; app chega ao Brasil em novembro e permite conexão com plataformas de exercícios

Seguir a risca a dieta imposta pelo nutricionista é uma tarefa reservada apenas aos mais disciplinados. Mas imagine se ele seguisse você 24 horas, preparasse as receitas de todas as refeições, te ensinasse a cozinhar, exigisse fotos dos pratos para checar se está comendo certo, indicasse a lista de compras para o mercado e ainda te ensinasse a comer melhor quando você está fora de casa? Essa é a proposta do Freeletics Nutrition, uma plataforma de inteligência artificial que chega ao Brasil em novembro com a proposta de ser uma espécie de nutricionista de bolso.

Para começar a usar o aplicativo, é necessário passar por uma verdadeira consulta, uma longa série de perguntas e cruzamento de dados que vão ajudar a definir o real objetivo da mudança na dieta — pode ser desde simplesmente perder peso ou ganhar massa muscular, até um acompanhamento para criar um estilo de vida mais saudável.

Com o foco definido, o aplicativo constrói o cardápio diário para todas as refeições e lanches durante o dia, cada um deles acompanhada de receita e modo de preparo explicados nos mínimos detalhes. São mais de duzentas receitas, todas com foco na simplicidade (em média, 20 minutos de preparo) e sabores do agrado de cada usuário. Não tem algum dos ingredientes? Você pode pedir uma substituição de acordo com os itens que tem em casa ou pedir para a plataforma incluí-lo na sua lista de supermercado. “A proposta é oferecer uma alternativa para quem quer construir um estilo de vida mais saudável, mas não consegue fazer sem um estímulo e acompanhamento diário”, explica Gabriel Toledo de Oliveira, diretor geral do Freeletics no Brasil.

A cada receita executada e refeição feita, o aplicativo pede uma foto para reconhecer os ingredientes e registrar o desenvolvimento real do planejamento. A cada feedback que você dá para o dispositivo de inteligência artificial, mais ele aprende sobre os seus gostos e hábitos e usa essas informações para adaptar as receitas. Mas esse apoio vai além da rotina normal, o Freeletics Nutrition também ajuda na alimentação fora de casa. Vai ao bar com os amigos? O app te ajuda a escolher a combinação de opções que vai te manter nos trilhos da dieta.

Um dos diferenciais que fez o Freeletics Nutrition atingir a marca de 3 milhões de usuários na Europa nos primeiros meses de funcionamento é a integração com as plataformas de exercícios da marca, que também utilizam a tecnologia de inteligência artificial para preparar as rotinas de treino. Se o usuário utilizar o Freeletics Bodyweight, que propõe treinos de alta intensidade apenas com o peso corporal; o Gym, uma espécie de personal trainer para musculação; ou o Running, que atua como um técnico para corridas, é possível integrá-los com o Freeletics Nutrition, que irá propor lanches pré e pós treino e adaptar as receitas do dia a dia de acordo com a evolução do desempenho do atleta nos exercícios.

Sobre a FREELETICS

A missão da Freeletics é ajudar as pessoas a se tornarem a melhor versão de si mesmas e alcançar seu pleno potencial. Criada em 2013, na Alemanha, a Freeletics está presente em 160 países e soma mais de 18 milhões de usuários ativos, no Brasil esse número alcançou a marca de 1,7 milhão de Atletas Livres, como é conhecida a comunidade de usuários do app. O aplicativo oferece programas de treinamento personalizados de acordo com o estágio atual da preparação do usuário, promovendo a motivação e evolução dos treinos com o passar do tempo. Conheça mais em www.freeletics.com e www.facebook.com/freeletics.

Fonte: Equipe Motim – Silas Colombo

Vendas, IoT e IA

Vender no século 21: o impacto da Internet das Coisas e da Inteligência Artificial

* por Marcos Both

Robôs superinteligentes, sistemas de alta complexidade, automação de processos… essas imagens vêm à mente quando falamos de conceitos como Inteligência Artificial (A.I, de Artificial Intelligence) e Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things), que permeiam a discussão sobre tecnologia atualmente. Não seria precoce dizer que as inovações trazidas pelas ferramentas que utilizam essas tecnologias estão revolucionando nossa sociedade de uma forma geral. E, assim como acontece com diversos outros, essas novidades chegaram ao setor de vendas com um oceano de possibilidades.

A.I: você e o robô
O termo A.I foi criado na década de 1950 pelo matemático e cientista da computação John McCarthy, e define, grosso modo, a capacidade de máquinas executarem tarefas de maneira “inteligente”. Essa condição é atingida através de modelos matemáticos compostos por algoritmos que permitem que os softwares “aprendam” com os cálculos anteriores (o chamado “machine learning”). Em outros termos, as máquinas, expostas a diversas situações, acumulam informações que as tornam cada vez mais competentes.

No terreno das vendas, essa tecnologia representa a oportunidade de criar uma estratégia muito mais eficiente. Isso porque, reunindo um grande conjunto dos mais variados dados, os softwares analisam e apontam à equipe de vendas quais são os clientes mais promissores e quais produtos são mais indicados para eles. Ao contrário do que muitos pensam, a automação não pretende substituir os vendedores de carne e osso, e sim direcionar seus esforços para tornar seu trabalho muito mais dinâmico e preciso.

Chamadas de análises preditivas, essas técnicas, aplicadas ao forecast de vendas, elevam o poder de tomada de decisão e jogam para baixo o Custo de Aquisição de Clientes (CAC), alguns dos objetivos mais perseguidos por todas as equipes de vendas. Há até soluções que permitem identificar os clientes mais próximos via GPS.

O resultado da aplicação dessas ferramentas é uma conversão muito maior de novos negócios. Estamos falando de um impacto realmente grande: uma pesquisa de Harvard revelou que companhias que usam A.I em vendas registraram aumento de 50% nos leads, redução de gastos entre 40% e 60% e economia de tempo de mais de 60%.

IoT: tudo e todos interconectados
Criado em 1999 pelo pesquisador britânico Kevin Ashton, o termo Internet das Coisas significa exatamente o que ele diz: as coisas e pessoas estão cada dia mais interconectadas entre si e em rede. Vivemos em um ambiente de profunda interatividade, onde o mundo “real” e o digital estão em um processo de constante entrelaçamento.

Essa tendência se manifesta no mundo físico através de objetos que estão conectados à rede e carregam tecnologia embarcada. Através de mecanismos inteligentes, “coisas” que sempre estiverem presentes em nosso dia a dia, como carros, prédios e geladeiras, hoje estão presentes na internet. Segundo relatório da Cisco, líder mundial em TI e redes, a previsão é que, até 2020, 50 bilhões de dispositivos estarão conectados (em 2010, eram “apenas” 10 bi). A empresa estima que até lá a indústria da Internet das Coisas valerá US$ 309 bilhões.

É evidente que os frutos dessas inovações vêm revolucionando o modo como fazemos negócios, logo, já foi incorporada ao universo das vendas. Por transformar a forma como coletamos e transferimos dados, aumentando a velocidade e quantidade de informações disponíveis, a IoT será uma grande aliada das empresas no esforço de aprofundar o relacionamento com os clientes, com ganhos animadores em suporte e retenção.

A Cisco prevê que a IoT trará às empresas um aumento em 21% nos lucros, graças à redução de custos, ganho em produtividade, aperfeiçoamento na experiência do cliente e menor tempo de compra. Porém, para desfrutar dessas vantagens, as empresas terão de pensar à frente e aceitar os desafios que se apresentam nesse momento. Na verdade, o que se exige é que as organizações repensem todo seu processo de vendas para acompanhar as necessidades do mercado, dos vendedores e dos clientes.

O impacto do IoT no mundo das vendas será notado também no e-commerce. Com a ascensão de modelos integrados, boas oportunidades para cross-selling (ou vendas cruzadas) e upsell passam a ser mais frequentes. E, à medida que novos dispositivos se tornam compatíveis com a IoT, haverá uma crescente na compreensão do comportamento do consumidor. Por outro lado, essa integração também demanda um olhar mais atencioso e ágil para o suporte ao cliente, por exemplo.

Independentemente das tecnologias que possam surgir num futuro breve ou o que já temos à disposição, o que se espera de um departamento de vendas do século 21, acima de tudo, é a capacidade de aceitar e se adequar rapidamente aos novos modelos e movimentos do
mercado. Sua empresa está preparada para o desafio?

* Marcos Both é coordenador de vendas no VendasExternas, empresa que oferece soluções tecnológicas integradas para prospecção e vendas fora do estabelecimento; atua há mais de 14 anos na intermediação de vendas, dos quais 8 anos no mercado de software para comércio, indústria e distribuição.

Fonte: Renown – Assessoria de Imprensa Digital – Felipe Silva

IA versus homem

Matrix corporativa: a inteligência artificial vai roubar o meu emprego?

Tecnologias inteligentes de automação já estão presentes em praticamente todas as indústrias. Na de publicidade isso não é diferente, e até mesmo a criatividade já pode ser replicada por máquinas.

por Rodrigo Lobato*

A Inteligência Artificial (IA) facilita muito a vida dos comerciantes, isso é fato. Como reflexo, hoje já não existem muitas indústrias onde os robôs ainda não estejam presentes. Um anúncio recente da Coca-Cola, por exemplo, indicou que a empresa pretende usar bots para atividades como criar músicas para anúncios, escrever scripts, postar nas redes sociais e comprar mídia. E esta é apenas uma das inúmeras iniciativas tecnológicas que estão em andamento e que nos mostram o quanto a revolução das máquinas está mexendo com a indústria da publicidade. E neste cenário de mudança, um questionamento recorrente é: qual será o futuro da força de trabalho humana?

Para se ter uma ideia, um novo relatório da PwC apontou que 38% dos empregos dos EUA serão substituídos por robôs ou algum tipo de Inteligência Artificial até o início de 2030. E embora possa parecer reconfortante pensarmos que características humanas como a criatividade e a empatia ainda são elementos exclusivamente nossos, experiências reais já nos mostram que a prática não é bem assim. E as máquinas não apenas já competem com os seres humanos, como também os superam em inúmeras funções.

Analistas de dados ou algoritmos de autoaprendizagem?

Vejamos a indústria de comércio eletrônico, por exemplo. Existem inúmeras tendências que nós, humanos, conseguimos prever facilmente. Sabemos que a Black Friday, por exemplo, traz um crescimento de vendas incrível. De fato, análises da RTB House mostram que na Black Friday as campanhas são mais de 100% melhores do que a média. Além disso, as terças e quartas possuem conversões mais altas do que outros dias da semana – até 40% a mais do que no sábado.

Mas apesar de serem informações muito úteis para o planejamento das campanhas, o público real não funciona apenas com base nessas restrições simplistas. Os padrões de compra podem ser extremamente específicos e combinar critérios múltiplos. É por isso que o marketing digital hoje é todo voltado para a segmentação individual, com anúncios moldados com base nos interesses e desejos mais pessoais de cada um. E, infelizmente, os seres humanos não conseguem perceber as mudanças mais sutis no comportamento de um comprador online. Já os robôs, não só identificam esses padrões, como fazem isso em tempo real e em larga escala.

Dados da RTB House com foco em retargeting personalizado também indicam que os algoritmos baseados em deep learning – um ramo altamente inovador de métodos de Inteligência Artificial que imitam o cérebro humano – podem responder a milhões de pedidos de compra e venda de anúncios por segundo. Isso é, obviamente, muito mais do que qualquer ser humano poderia analisar. Além disso, as máquinas não dormem, o que lhes permite observar o mercado 24 horas por dia, sete dias por semana e ajustar suas atividades sempre que preciso. Assim fica difícil competir.

O planejamento de mídia subsidiado por máquinas

Ao longo dos últimos anos o planejamento de mídia mudou pouca coisa em seus fundamentos básicos. Porém, o número de indicadores que precisam ser analisados antes, durante e depois de uma campanha explodiu. Hoje, cerca de 2,5 quintilhões de dados são produzidos diariamente e, de acordo com o IDC, menos de 0,5% deles são coletados, analisados e, de fato, utilizados.

Nesse novo cenário, as atividades que formam a espinha dorsal de qualquer processo de compra e venda de mídia, incluindo relatórios, auditoria, verificação periódica, etc., já podem ser totalmente automatizadas, permitindo que os especialistas se concentrem puramente na estratégia e na criatividade. Além de obter informações altamente precisas, é possível analisar rapidamente os crescentes conjuntos de dados coletados. No retargeting personalizado, por exemplo, as decisões sobre os produtos que devem ser exibidos nos anúncios geralmente são feitas em menos de 10 milissegundos – e isso é mais rápido do um piscar de olhos.

Por fim, a incorporação de algoritmos de autoaprendizagem possibilita analisar as pessoas individualmente, e não a partir de uma segmentação ordinária por grupos. Isso permite que os anunciantes comprem mídia considerando um cenário muito mais específico, sem aquela tradicional dúvida sobre onde um anúncio será colocado – agora a discussão é para quem o banner será mostrado.

Diretores de arte versus algoritmos

Por mais incrível que possa parecer, a Inteligência Artificial também está se fortalecendo para enfrentar o universo criativo. Recentemente a agência McCann-Erickson do Japão promoveu uma batalha interessante, colocando o primeiro robô Diretor de Arte do mundo, chamado AI-CD β, contra um homólogo humano, o Diretor Criativo Mitsuru Kuramoto. Ambos receberam a tarefa de criar um anúncio que seria julgado por votação popular.

Embora o computador tenha sido capaz de dirigir a peça publicitária com sucesso, analisando um banco de dados tagueado e também comerciais de TV antigos, a humanidade aparentemente triunfou nesse desafio. Kuramoto ganhou 54% dos votos populares em comparação com sua concorrente, a IA, que ficou com 46%. Mas temos que admitir que estamos muito próximos do empate.

Uma luz no fim do túnel

Somente o tempo nos dirá se a IA poderá se tornar ainda mais criativa e eficaz do que as mentes humanas, e como isso irá influenciar os locais de trabalho. Por enquanto, sabemos que a tecnologia felizmente também impulsionará o surgimento e o crescimento de muitos novos empregos – incluindo algumas categorias inteiramente novas.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão em empregos que atualmente não existem. Alguns papéis se tornarão extintos, outros serão criados. Mas no fim do dia, pelo menos no setor de marketing, é inegável que quando os algoritmos são capazes de aprender com os dados, definitivamente fica mais fácil para as marcas entenderem e se comunicarem de forma eficaz com os clientes.

*Rodrigo Lobato é country manager Brasil da RTB House, uma empresa de tecnologia europeia focada em oferecer um serviço completo e personalizado de retargeting baseado em algoritmos de deep learning. A RTB House opera atualmente mais de mil campanhas exclusivas para marcas globais em mais de 40 mercados da Europa, América Latina, África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.