Durante as férias a Cruz e Ferreira – empresa que tem Armindo Ferreira como um dos sócios-diretores – passou por uma reformulação geral tanto de modelo de negócios como de posicionamento. Com a nova assinatura Cruz e Ferreira Inovação e Criatividade nos Negócios a empresa agora passa a ter um perfil de consultoria de negócios.
Armindo Ferreira redireciona os negócios para 2015
A mudança é um acompanhamento natural das mudanças de mercado e do trabalho que a empresa já estava desenvolvendo no ramo de consultoria. Só em 2014 foram 50 clientes atendidos nessa área.
As demandas de ações em comunicação digital passam a ser feitas pela empresa Mango Digital – parceira estratégica da Cruz e Ferreira em São Paulo especialista em compra de mídias digitais com foco em performance. Com a parceria a Mango também oferecerá outros serviços na área de digital e social. Além de São José dos Campos e São Paulo as duas empresas pretendem iniciar novas operações no interior de SP ainda este ano. Para conhecer mais sobre as mudanças acesse www.comunicavale.com.br
Nossa entrevistada da vez é a jovem e competente publicitária Raquel Costa.
Raquel foi minha aluna no curso de Publicidade e Propaganda da Unitau. E sempre achei que por trás daquele rosto bonito de menina havia uma mulher forte e determinada, que alcançaria espaço no mercado publicitário. E não vem dando outra.
Veja a entrevista que ela concedeu ao Publicitando falando um pouco de seu trabalho na Focusnetworks e de sua trajetória profissional.
1 – Sua função no Grupo Focusnetworks é de Gerente de Campanhas. Explique quais suas atribuições neste cargo.
A estrutura da agência Focusnetworks é dividida em duas: uma empresa de TI, chamada Interactive, e a Mídia next, a agência digital. Dentro da agência digital temos a equipe de conteúdo e de campanha. A parte de conteúdo é responsável pela criação dos conteúdos perenes para as mídias sociais das marcas, como Facebook, Instagram, Twitter, entre outros. A parte de campanhas é responsável pela execução dos projetos mais específicos dos clientes, como lançamento de produtos, organização de eventos ou ações para datas comemorativas, na maioria das vezes, juntando o off-line e o online, aqui chamamos de Onlife. Como gerente de campanha, planejo e controlo a execução de cada projeto, desde o desenvolvimento de cronograma, orçamento, recursos, prazos e aprovação com o cliente. Hoje a agência atende as contas digitais da Tequila Jose Cuervo, Lindt Chocolates, Preservativos Prudence, Gold Adoçantes, Sufresh, entre outros.
2 – No início de sua carreira você atuava em criação, mais especificamente como diretora de arte. Como ocorreu a transição para o atendimento?
Todos os meus estágios durante a faculdade foram na área de criação, como assistente de arte. Quando entrei na Supera Comunicação, em 2011, trabalhava exclusivamente para um cliente, chamado Heatcraft, e depois de um tempo fiquei internamente nessa empresa. Lá dentro continuei com alguns trabalhos de criação de catálogos, anúncios e materiais trabalhando para PDV, mas tive a oportunidade de migrar para a área de Marketing. Fui efetivada como Analista de Marketing e me identifiquei muito mais com o perfil de planejamento, execução de projetos e relacionamento com clientes. E por isso, depois de um ano e meio, voltei para a agência como atendimento corporativo.
Raquel Costa, gerente de Campanhas da Focusnetworks
3 – Ter passado por criação lhe trouxe outro olhar ao atuar como atendimento e agora gerente de campanhas?
Sim, com certeza. Hoje consigo ter um olhar mais crítico dos materiais e capacidade maior de planejamento de prazos, aproveitando melhor os recursos. Além de contribuir com algumas ideias nas reuniões de brainstorm.
4 – Como é atuar em uma agência com foco em digital após passar por agências ditas tradicionais?
Eu me apaixono cada vez mais por essa área por ser muito dinâmica. É necessário se atualizar todos os dias e estar por dentro de tudo que acontece, para aproveitar um buzz para uma campanha ou conteúdo. Além de poder explorar e aproveitar os diferentes canais como uma chance de fazer algo personalizado e diferenciado. Acho que o grande diferencial de uma agência digital é a oportunidade de medir o retorno e andamento das campanhas, se está gerando bons resultados ou não e ter a chance de mudar a estratégia a tempo.
Este ano tivemos o prazer de participar de um dos maiores projetos da agência, uma websérie para a Tequila Jose Cuervo. Foi um desafio muito grande, pois tínhamos apenas 2 meses para o planejamento e desenvolvimento dessa campanha. O projeto todo foi gravado no México e em Las Vegas, com 6 pessoas influentes das redes sociais. Foi uma oportunidade muito importante para todos da equipe como experiência profissional quanto trabalho em grupo.
5 – Você acredita em um crescimento do digital para o ano que vem?
Acredito sim no crescimento do digital agora que as empresas e marcas então sentindo os benefícios de estarem mais próximas e humanizadas entre os consumidores. Creio também que haverá mais interação entre o digital e o tradicional, a fim de potencializar ainda mais as ações e estratégias propostas.
Desunião, desinteresse , cada um por si ou tudo isso junto e mais algumas coisas?
Esta semana foi marcada pelo comunicado de Armindo Ferreira, sócio da Cruz&Ferreira de que o evento Comunicavale não será realizado em 2015. Armindo também reformulou o Portal Comunicavale e o transformou em um blog. Uma clara redução da proposta anterior: ser um grande portal da comunicação regional.
Também esta semana um post no Facebbok (por parte de Adriano Oliveira) suscitou uma série de comentários sobre o mercado regional, sobre a desejada volta do CCVP e da ausência de um órgão associativo da propaganda no Vale do Paraíba. Falou-se do “fracasso” da APP Vale e da derrocada da Revista e do Prêmio Lettering.
Houve e há críticas ao momento atual do mercado publicitário regional marcado por uma sensação de desunião, de falta de iniciativas em prol do mercado e de desinteresse em buscar melhorias para todos.
Sou um dos que defende a APPVale forte e cumprindo seu papel de agregadora e fomentadora do mercado publicitário. Assim como defendi a APROVA desde a ideia, constituição e atuação. A APROVA, após um tempo de atuação, passou a ser muito criticada. Houve dificuldades, poucas filiações e a associação acabou findando. Defendo a criação de um Clube de Criação, defendo os encontros para bater papo e tomar cerveja, defendo eventos (palestras, seminários, cursos, painéis, treinamentos etc), defendo, enfim, qualquer iniciativa que busque valorizar, ampliar e qualificar o mercado de comunicação do Vale do Paraíba.
Confesso que não sei apontar os motivos, mas concordo que atualmente pouco ou nada se faz pelo mercado como um todo. Voltando ao Comunicavale. Estive na última edição e pude atestar a baixa participação de agências, profissionais e estudantes. E não pude deixar de me perguntar o que gera tão baixo interesse.Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça, mas fica difícil, por exemplo, apontar cinco fatores determinantes.
Será que com a melhoria da economia e melhor estruturação das agências (muitas delas novas) a partir do início dos 2000 cada qual resolveu cuidar da sua própria vida, pois, afinal, tudo ia muito bem? Será que as novas gerações de empresários de propaganda e de profissionais têm uma certa prepotência e arrogância e se acham prontos, sem necessidade de aprimoramento e busca pelo trabalho comum em favor do mercado? Será que há absoluta descrença em associações e órgãos de classe e que tal tipo de organização passa uma ideia errada de “panela”,”clube de amigos” e gera desinteresse e desconfiança? Será que prevalece o dito popular de que “santo de casa não faz milagre” e que tudo de bom está no mercado de São Paulo?
São muitas perguntas e poucas respostas efetivas.
O fato é que maioria prefere cruzar os braços esperar. E isso sim parece cristalino: o brasileiro (embora seja contrário a generalizações) tem a triste mania de imaginar e acreditar que alguém tem que fazer e fará algo por ele.
As novas gerações adoram tecer críticas fortes, agressivas e irônicas nas mídias sociais. Os que são funcionários, ao que parece, acreditam que basta criticar os patrões e pronto. Tudo está errado no mercado por que os donos de agências são gananciosos e só pensam em seu lucro. Mas participar que é bom…
Não há mudança de fato sem participação, engajamento e associação. Esperar para ver se A APROVA, a APP Vale, a Lettering, o CCVP, o Comunicavale vai dar certo para depois “entrar” não ajudará em nada. É preciso “entrar” desde antes. Comprar a ideia no nascedouro. Apostar pra valer. Só assim poderemos reverter os erros e melhorar o mercado para todos.
É necessário e urgente diminuir o ‘Eu” e ampliar o “Nós”.
Esse blog continuará firme em sua modesta contribuição ao mercado. E apoiará e participará de iniciativas sérias, honestas e éticas em prol do mercado de propaganda e comunicação do Vale do Paraíba.
Não podemos nos abster, não podemos nos afastar e, acima de tudo, não podemos desistir!
Recebi diretamente do autor, Paulo Cezar Alvez Goulart, o livro Música e Propaganda. O volume foi editado pela A9 e em suas 158 páginas traz interessante e deliciosa pesquisa sobre a relação histórica da música com a propaganda. A obra tem ótimo projeto gráfico e é recheado de belas ilustrações.
Uma leitura indispensável para quem, assim como eu , adora jingles e todo o bom uso da música a favor da boa propaganda.
Obrigado, Paulo Cezar. E vamos apreciar essa bela obra.