Valéria Israel fala sobre sua atuação no setor de ventos
O Publicitando quis saber um pouco mais sobre o setor de eventos de nossa região. Para tanto fomos ouvir a Valéria Israel, que toca a MundoVip Marketing, Produção & Eventos.
Acompanhe a seguir o que ela nos contou:
1 – Você tem uma atuação bem diversificada no mercado de comunicação e marketing. Fale um pouco desta trajetória.
Esse ano completo 25 anos de formada. E não consigo me ver fazendo outro coisa. A comunicação e o marketing fazem parte do meu dia a dia. Tive excelentes oportunidades de trabalhar em empresas conceituadas, onde além de aprender muito, criei uma rede de relacionamento que me abrem portas e possibilitam muitas ações até hoje. Meu primeiro emprego depois de formada foi na ACI de SJCampos, num período muito atuante da instituição onde tive o privilégio de atuar em grandes iniciativas do empresariado local.
Depois passei pelo Marketing do Shopping Colinas como assistente, Fundação Cultural onde costumo dizer que fiz uma especialização em cultura, desde a popular a mais erudita. Trabalhamos com a formação de público transformando a vida das pessoas, foi muito gratificante. Voltei para o shopping Como Gerente de Marketing, num trabalho apaixonante e viciante. Passei pelo Departamento Comercial do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Dei aulas no Senac em Campos do Jordão. Acho que já posso ter uma plaquinha de patrimônio em São José, cidade em que nasci, adoro e que tem muito potencial. Diante de toda experiência adquirida, surgiu a MundoVip Eventos – Marketing / Treinamento / Produção & Eventos.
2 – Qual é o foco de atuação da Mundovip Eventos?
A MundoVip hoje atende a todo tipo de demanda, seja ela um mega evento ou uma simples ação de relacionamento. Levantamos as necessidades dos clientes e criamos juntos uma estratégia para atingir o melhor resultado nas ações apresentadas. Nosso principal diferencial é criar ações com conteúdo, um mailing alinhado com o produto do cliente, pra que realmente ele possa ter um retorno no investimento que está fazendo. Trabalhamos com muito respeito e responsabilidade com o “dinheiro” dos nossos clientes. Já fizemos eventos culturais, sociais, gastronômicos, mas nosso forte até pelo meu perfil profissional são os eventos corporativos. Além disso, temos alguns clientes que atendemos dando treinamento de qualidade no atendimento para a equipe.
3 – O Vale do Paraíba tem sido um mercado atraente para o segmento de eventos?
A nossa região tem muitas possibilidades seja na área corporativa, gastronômica e entretenimento. Temos que estar sempre atentos aos acontecimentos e oportunidades, e colocar a criatividade para funcionar. Pois não precisamos ficar esperando o cliente nos contratar, podemos criar e propor ações interessantes. É um desafio diário. A cabeça não para… rsrsrs.
4 – Em que medida a grande crise econômica tem atrapalhado os negócios? E ela tem gerado novas oportunidades também?
A crise instalada em nosso país atrapalhou muito o nosso trabalho, pois deixou todos com muito medo de investir qualquer recurso “fora da casinha”. Mas com o passar do tempo, começaram a perceber que pra se destacar precisavam fazer algo diferente. Os investimentos nessa área estão voltando um pouco mais tímidos, mas 2017 já começou mais aquecido.
As parcerias também ficaram mais acentuadas e trabalhar de forma colaborativa ganhou força total.
Hoje algumas agências de propaganda nos contratam pra realizarmos a produção de ações criadas por eles para seus clientes. A maioria das agências locais não tem departamento de produção e eventos. É onde viramos parceiros e executamos as ideias apresentadas por elas. Temos tido bons resultados.
É isso….trabalhar com marketing e eventos e ter uma parabólica afiada, bom relacionamento, criatividade e muita disposição.
É fato que quem trabalha com gestão de marca reconhece em muitas vezes a relação dessa prestação de serviço com os exemplos da vida cotidiana. Parece que construção de marca imita a vida, que relacionamento com o consumidor não é assim tão diferente de relacionamento interpessoal.
Na vida pesa o conhecer-te a ti mesmo, o saber das características naturais de sua personalidade, o reconhecer desfeitos de carácter e o saber dos valores “familiares”. São fundamentais tais virtudes para corrigir possíveis erros comuns na adolescência e vida adulta, quando escolher depende de uma visão de responsabilidade por si e pelo coletivo. É necessário ter referenciais.
Estamos vivendo um momento onde o Brasil vê suas marcas filhas, pagar por uma péssima herança no carácter de família deste país.
O caso das carnes fez novos filhos aparecerem para os olhos do mundo como desviados do caminho certo.
Procuro analisar essa situação como um gestor de marcas analisaria a situação de um cliente, e deixo aqui minhas impressões:
1- Está na hora das grandes marcas nacionais deixarem a adolescência para trás e começarem a se preocupar com as atitudes que acontecem em seu quintal. Não dá mais para assistir marcas como Petrobras, OGX-“Eike Batista”, Odebrecht, Perdigão e Sadia, entre as tantas outras, estarem nos noticiários desvalorizando seu capital de marca e achar que isso é assim mesmo.
Está faltando adultecer a visão do empresariado brasileiro. Se temos um odor ruim na política a relação estreita entre o segmento industrial brasileiro e este meio fede ainda mais.
Que nossa política é um pai que bebe, historicamente conhecemos essa realidade, mas seus filhos seguirem esse caminho, me parece escolha.
2. Sabe aquele garoto que sofreu bulling durante anos e quando cresce fica rico e se perde na vaidade!? Também estamos vendo isso acontecer com nossa sociedade e, por consequência formando uma imagem amadora do nosso país.
Jânio de Freitas disse no começo de março que o “Brasil é o país em que o presidente é produtor oficial de notícias falsas”, que não há uma preocupação com os princípios do jornalismo nessa imprensa digital. E não é só nela, acabar com a exportação de carne do Brasil me parece uma reação não avaliada pela polícia federal, seja por inocência ou por ânsia de mostrar competência na divulgação da operação Carne fraca. Me parece que continuamos repetindo os erros de nossos pais e desprestigiando o que é nosso. Toda família tem problema, mas roupa suja se lava em casa.
Não é uma questão de esconder o que está errado, é questão de que as provas, as comprovações e principalmente as punições precisam ser maiores do que o espetáculo, senão seremos aquele que late, mas não morde.
3. Por fim, uma análise da própria marca Brasil. Esse país que é filho bastardo da nobreza europeia, com a escravidão africana, pode parar de sentir-se vítima do destino e começar a construir um caminho diferente, mas para isso tem que deixar a adolescência. Ser adulto é reconhecer nossos valores, mas principalmente trabalhar para corrigir as maldições da nossa história.
Estudo da REDS destaca a visão e a relação das consumidoras seniores brasileiras com as marcas de beleza
População que mais cresceu na última década, segundo dados do IBGE, as pessoas acima de 60 anos até 2050 vão representar 1/3 da população brasileira. E longe do que os estigmas e preconceitos dizem, esse público, em especial o feminino, ainda se preocupa bastante com os cuidados para o corpo. Para 83% das 382 mulheres entrevistadas na pesquisa Beleza na Melhor Idade, desenvolvida pela REDS em parceria com o Mundo do Marketing e a eCGlobal, a beleza é importante, mas somente 44% estão satisfeitas com sua aparência, revelando enorme potencial a ser explorado junto a esse público.
Comunicação e divulgação – Atualmente a comunicação de cosméticos para mulheres seniores as motiva pouco, com apenas um terço delas declarando serem impactadas positivamente, e 59% não se sentindo representadas nas propagandas.
“Mais do que apenas desenvolver ou lançar produtos específicos, a indústria tem a oportunidade de fomentar a beleza da mulher da terceira idade”, ressalta Karina Milaré, diretora da REDS.
Ao buscar informações sobre cosméticos e tratamentos de beleza, os catálogos de produtos (Avon, Natura, entre outros) e a internet (sites, blogs, redes sociais) são os mais utilizados, ambos com 47%. Dentro da web, os sites das marcas (60%) e o Google/sites de busca (58%) têm mais procuras.
Impressões sobre as marcas – Quando perguntadas quais marcas mais atendem as mulheres da terceira idade no quesito cabelo, L’Oréal, Natura e Pantene, nessa ordem, foram as mais lembradas. Nos produtos de beleza e cosméticos para pele, o pódio ficou com Natura, Avon e O Boticário.
“O mercado, embora comece a perceber sua importância, ainda está engatinhando na forma de comunicar-se e conectar-se com esse público, pois os estereótipos não definem mais estas mulheres, sedentas por ofertas de produtos voltados para suas especificidades, mas que não as reduzam simplesmente a mulheres de terceira idade”, destaca Karina.
Metodologia – A pesquisa Beleza na Melhor Idade desenvolvida pela REDS, em parceria com o Mundo do Marketing e a eCGlobal, foi realizada em duas etapas, com 382 mulheres, acima de 55 anos nas classes A,B e C de todas as regiões do país. Na primeira fase quantitativa as mulheres preencheram um questionário estruturado e participaram de entrevistas de autopreenchimento por meio de um painel online. A segunda fase, qualitativa, promoveu discussões e atividades interativas, além de um fórum online e um chat inteligente.