Como otimizar as vendas online a partir de vídeos interativos
A possibilidade de o usuário comprar, “curtir” nas redes sociais ou responder uma enquete diretamente de um vídeo interativo, faz com que as probabilidades de conversão sejam muito maiores do que quando ele se comporta como mero espectador.
A diferença de um vídeo tradicional, que tem uma introdução, um desenvolvimento e um desfecho, para um vídeo interativo é que, no segundo, o espectador participa e se transforma em cliente através de plataformas que permitem:
Adicionar interações de redes sociais, para “curtir” e seguir a marca diretamente dos vídeos.
Inserir botões de compra para que o vídeo participe diretamente do ecommerce.
Enriquecer a informação, dando a possibilidade de clicar e obter mais dados sobre produtos distintos que aparecem no vídeo.
Registrar-se para receber um newsletter, responder enquetes, etc.
Por exemplo, em um vídeo do lookbook de uma marca de roupa, podem-se adicionar botões para saber o preço das peças e quais cores estão disponíveis, incluir a possibilidade de compra-las diretamente do vídeo, além de seguir as marcas nas redes sociais sem ter que entrar na rede, pesquisar a página da marca, etc.
Um dado importante é que uma marca que já tem vídeos tradicionais não necessita de um novo investimento em geração de materiais, uma vez que pode melhorar a efetividade de qualquer vídeo o transformando em um comercial interativo, inteligente e clicável, potencializando-o para fazer dele uma ferramenta eficaz a fim de otimizar as vendas.
Em cada caso é importante analisar quais são as interações mais adequadas para cada vídeo e para cada marca, evitando, entre outras coisas, sobrecarregá-los de propostas, visando o enriquecimento da experiência do usuário. Uma análise profissional permite, então, identificar como, quando e onde é mais conveniente integrar um elemento interativo dentro de um vídeo.
É por isso que o mercado de vídeos desse tipo vem crescendo como opção para planejadores ou brand managers. Tomando como exemplo a Cinemad – a plataforma online que permite adaptar vídeos tradicionais ou criar vídeos interativos-, que já transmitiu milhões de vídeos interativos e que é uma empresa em expansão em recursos humanos e escritórios na região, pode-se deduzir que em pouco tempo os vídeos interativos serão cada vez mais escolhidos na hora de decidir quais peças publicitárias utilizar, pela clara otimização das vendas que tem possibilitado.
Sobre a Cinemad
Cinemad é uma plataforma online que permite adaptar vídeos tradicionais ou criar vídeos interativos, trazendo uma tecnologia inovadora para gerar taxas de conversão e performance muito maiores, ao trazer a possibilidade do usuário interagir com o conteúdo em video. Além de Brasil, conta com escritório na Argentina, Chile, México, Porto Rico e Espanha.
Autor:
Edgar Bezerra, Country manager da Cinemad
Experiência de mais de 10 anos no mercado de marketing digital, na área operacional e comercial de veículos de comunicação no Brasil. Atendimento de agências de publicidade, como AlmapBBDO, Young & Rubicam, Ogilvy e marcas como Volkswagen, Samsung, Johnnie Walker, Unilever, entre outras.
Neste último fim de semana estive em São paulo, mais precisamente na FAAP, para participar da 28ª edição do Fest’up. O tradicional evento promovido pelo setor estudantil da associação veio com algumas pequenas modificações este ano. Desde a grade de programação até o formato de inscrição e envio de certificado (tudo pela internet).
Uma coisa interessante ao longo de dois dias foi notar que muitos palestrantes tentaram, cada um a seu modo, explicar o atual cenário do mercado de comunicação e os impactos do digital. Talvez por isso, achei que o evento deste ano começou um pouco devagar, com muita sobreposição de conteúdo. Mas aos poucos as coisas foram ficando melhores e o 28°Fest’up engrenou de vez. Algumas palavras e expressões, entretanto, foram repetidas do início ao fim. E resolvi batizá-las (e a esse artigo) de palavras chave. São elas: diferenciação, velocidade, inovação, conteúdo, engajar, humanidade e propósito.
Vou dar um pequeno, pequeno mesmo, resumo do que vi e ouvi por lá. Começando pelo sábado
Sabadão de Fest’up
Comecei os trabalhos com a palestra de Alexandre Grymberg da (até então desconhecida para mim) DOGSCANFLAY. O Alexandre veio da “propaganda tradicional” e, ao perceber o intricado cenário atual da comunicação, percebeu que havia mercado para investir em conteúdo. Percebeu que as marcas querem e precisam de branded content.
O trabalho da DOGSCNAFLY está calcado em quatro pilares: Brand solutions, Entertainment, Animation Tchnology e Licensing. E para exemplificar o que estava expondo mostrou cases como The Hire (BMW, considerado o case fundador do branded content), The Starter Wife (Pond’s) e Red Bull Media Center.
Sua palestra foi muito mais focada em branded content e foi muito interessante.
Alexandre Grymberg da Dogscanflay Foto: Divulgação APP Brasil
Depois fui conferir a palestra da Beia Carvalho da 5Now. Ela começou a palestra destacando parte de um vídeo recente de Marcelo Serpa em que o publicitário afirma que as marcas têm medo, medo das críticas. E quando as marcas têm medo da crítica não fazem nada de novo. Ela centrou sua palestra no lado extremamente humano da comunicação, dizendo entre outras coisas que não adianta só falar para as pessoas, mas que as palavras realmente importam. É preciso buscar o discurso que afete as pessoas.
Beia disse que a comunicação deve gerar conexão, engajar, ter humanidade e ecoar. Uma frase marcou no final: “Nossos instintos querem o conforto das velhas certezas”.
Depois da Beia fui assistir à palestra do Vicente Carrari, do Google. Ele resolveu centrar sua palestra no YouTube e iniciou falando da característica de mídia pointcast desta plataforma. Também afirmou, logo de cara, que o YouTube foi e é a reinvenção do entretenimento e que na plataforma o público pode criar conteúdos, gerar conteúdos e colaborar em conteúdos. Além disso,como o YouTube já passa de um bilhão de pessoas conectadas, passou a influenciar culturas e comportamentos.
Vicente Carrari, do Google Foto: Divulgação APP Brasil
Em relação ao conteúdo, Ferrari afirmou que o Google vê cinco características básicas no conteúdo do YouTube. Ele é Global, Diverse, Mobile, Social e On Demand. E, no que se refere aos conteúdos de e para marcas há quatro aspectos fundamentais: SEE (awareness), THINK (consideration), DO (purchase) e CARE (loyalt). Também em relação conteúdo desenvolvido por marcas, Ferrari disse que no YouTube as marcas podem obter cobertura, segmentação e contexto.
Ainda assisti às palestras de André Paes de Barros da Ampfy (e destaco o conceito de agência “always-on”), de Celso Forster da BRMídia (trabalho 100% focado em desenvolvimento de conteúdo e product placement) e de Márcio Oliveira da LewLara/TBWA, que falou da geração AGORACÊNTRICA, a geração que vive o agora intensamente.
Domingão de Fest’up
Abri o domingo acompanhando um interessante painel com Camilo Otto (Facebook), Thiago César (Itaú-Unibanco), Pedro Porto (Twitter) e Toni Ferreira mediados, da Ogilvy). Algumas coisas que destaco deste painel: o conceito de mercado “move fast” (no qual as coisas mudam muito rápido) e por isso se transformou num mundo de comunicação constantemente em beta (experimental).Falaram bastante de propósito, de ligar pessoas, de buscar comunicação simples e humana.
Painel com Facebook, Twitter, Itaú-Unibanco e Ogilvy Foto: Divulgação APP Brasil
Logo em seguida acompanhei a palestra do Hamilton Leão da Isobar (agência do grupo DentsuAegis). Ele nomeou sua palestra assim: “De onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Uma conversa sobre a nossa profissão.”
Hamilton iniciou dizendo que toda mídia ficou social, não só as mídias sociais. E destacou que o que está rolando hoje é digital, mobile, protagonismo, speed e co-thinking. A partir disto questiona: E as agências neste cenário? Não poupou críticas ao papel atual das agências e disse que estão menos relevantes, têm menos repertório, enfrentam os chamados co-petiors (parceiros/fornecedores que acabam sendo/virando competidores) e o trabalho por jobs.
Hamilton Leão da Isobar Foto: Divulgação APP Brasil
Ele foi mais longe e disse que as agências devem sair do modelo em que focam em marcas para um focado em construir, criar e recriar negócios. Devem sair de um modelo focado em produzir, coordenar e vender mídia para um outro em que modelem negócios, criem soluções inovadoras, vendam e gerem receitas.
Fechei o domingo e o meu Fest’up (este ano não fiquei para a última rodada de palestras e nem o festival de jingles) acompanhando a excelente palestra do pessoal da Kantar (Dave Fiss, Kantar Worldpanel e Felipe Ramirez, Kantar Insights Hispanic Latan & Brasil). E destaco um ponto que eles trouxeram de seus painéis de pesquisa de comunicação e consumo: o que gera valor para as marcas é a bem planejada combinação de inovação, propósito e diferenciação.
Dave Fiss e Felipe Ramires da Kantar Foto: Divulgação APP Brasil
Voltei para casa com a sensação (como escrevi em meu perfil pessoal do Facebook) de paixão renovada pela propaganda. Parabéns APP Brasil. Ano que vem tem mais e estaremos por lá!