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IVC lança novo serviço para medir ad-blocks em sites
Produto inédito em âmbito mundial indica que, em média, 15% das páginas brasileiras têm anúncio bloqueado
O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) sai na frente em âmbito mundial e passa a detectar usuários com ad-blocks que acessam sites brasileiros. O produto, chamado AdBlock Detector, foi desenvolvido pelo IVC em parceria com a Alliance for Audited Media (AAM), o IVC americano, e tem como objetivo informar os publishers sobre a interferência na visualização de campanhas publicitárias em seus sites.
Desenvolvido com tecnologia inovadora, o serviço tem como base a tag criada pelo Instituto usada para auditar tráfego de websites, o Site Certifier. A AAM lançará o serviço nos Estados Unidos no próximo ano e o objetivo é que outros IVCs pelo mundo também o disponibilizem aos seus mercados. No Brasil, associados e não associados do IVC podem adquirir o serviço, com a garantia de que os dados serão fornecidos somente ao contratante.
A partir de projeto-piloto com alguns dos principais sites de jornais e revistas do País já é possível ao IVC assegurar que, em média, 15% das páginas brasileiras têm anúncios bloqueados e que 19% dos usuários de internet bloqueiam anúncios nos sites que visitam. “Há dois problemas imediatos a serem entendidos: quanto do inventário de mídia do mercado realmente está sendo atingido e qual o volume da receita de mídia que não se materializa. O novo serviço dará um diagnóstico geral e individual, com relatórios semanais e de tendência. Os publishers poderão avaliar sua situação, tomar medidas e avaliar os resultados destas medidas nas semanas seguintes. Os IABs pelo mundo têm divulgado cartilhas de recomendações sobre o tema”, afirma Pedro Silva, presidente executivo do Instituto.
Metodologia – A partir da tag própria já desenvolvida pelo IVC, um detector de ad-block verifica se o browser do visitante da página bloqueia anúncios. A tag é um código instalado nas páginas web para coletar dados sobre todos os acessos. Esta tecnologia detecta também qual dispositivo (computador, smartphone etc) está sendo usado e outros detalhes de sistema, geolocalização e horário.
Enquete – Os resultados já apurados mostram que mercado e usuários não têm referência de como as ferramentas de bloqueio de anúncios interferem na real visualização de uma campanha publicitária. Entre outubro e novembro, o Instituto promoveu enquete com leitores de sua newsletter e no site www.ivcbrasil.org.br com a seguinte pergunta: “Quanto da população brasileira, que acessa a Internet, você acredita que usa ad-block?”.
Para a maioria dos respondentes, menos de 10% dos usuários usam bloqueadores. “A percepção sobre os ad-blocks é totalmente oposta aos resultados já aferidos pelo IVC, mostrando que o campo de trabalho para agências, anunciantes e publishers é muito grande. Em alguns sites encontramos índices de 6%, mas em outros o bloqueio de publicidade em suas páginas ficou acima de 30%”, assegura Pedro Silva.
Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone
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Colocar no assunto:
Vaga para estágio Marketing
O nome por trás da Push
Mais uma entrevista aqui no Publicitando. Desta vez falamos com Adriano Oliveira, jovem publicitário talentoso que recentemente empreendeu na área de comunicação ao colocar no mercado a Push.
Acompanhe a seguir o que ele conversou com o Publicitando.
1 – Você rodou um pouco antes de abrir sua própria empresa. Conte um pouco desta caminhada até aqui.
Bem, meu primeiro contato com a área foi na rádio Jovem Pam de Taubaté, onde fiz meu primeiro estágio, de lá fui pra uma pequena agência em Taubaté chamada Conexão Visual, que foi um lugar muito bacana e onde tive a oportunidade de fazer alguns atendimentos e desenvolver um pouco meu lado comercial. Na época, o CCVP era muito forte, todos participavam e comentavam e ele gerava grandes discussões interessantes. Então em uma dessas grandes discussões, conheci o dono de uma agência de Pindamonhangaba, a FatoBrasil e através das nossas conversas fui chamado pra cuidar da parte web da agência, cuidando do desenvolvimento e criando algumas ações para seus clientes. Naquele ano, algumas redes ainda estavam ganhando força e o termo Social Media foi citado pela primeira vez aqui na região através de eventos como o SMVP do Armindo Ferreira e Robson Monteiro e foi onde, através de contato com os mesmos, decidi investir na área e me aprofundar. Foi ai que surgiu o Cenamais, meu antigo blog de cinema onde obtive muito conhecimento e reconhecimento, foram aproximadamente 4 anos de produção de conteúdo e tínhamos uma equipe de 4 blogueiros espalhados pelo país, fazendo até cobertura de grandes eventos da área e entrevistas com grandes atores, como Antonia Fontinele, Leandro Firmino (Vulgo Zé Pequeno) entre outros.
Foi através do Cenamais que conheci o amigo Mário Soma e tive o prazer de compor o time de blogueiros da Blogcontent, que foi a maior incubadora de blogs do Brasil.
Conheci bastante gente, participei de vários eventos e foi assim que despertou em mim, o meu lado empreendedor, resolvi voltar pra minha cidade e ter meus próprios clientes.
E em um desses eventos e contatos, conheci um grande parceiro internacional e assumi a parte web de sua agência norte-americana e participei de projetos de clientes como Net10 Wireless, Telcel América, Dish latina entre vários outros de várias partes do mundo.
Não posso esquecer também que tive uma breve passagem pelo CCVP, que praticamente foi onde tudo começou pra mim e fiquei muito feliz de ter participado do clube, mesmo que em uma época onde o mercado regional já não estava tão engajado, mas foi bom e proveitoso!
2 – Esse é um ano difícil. Economia em retração e investimentos caindo. Por que abrir uma empresa de comunicação agora?
O cenário atual realmente é desmotivador, mas acredito que pra todo projeto, pra toda ação que vamos desenvolver, 50% do caminho é acreditar, não adianta você planejar, pesquisar se não acredita na sua ideia ou que a economia possa melhorar.
Em 2015 foi visível que as grandes contas regionais enxugaram seus orçamentos, não tivemos grandes ações, grandes campanhas como era no tempo da “vaca-gorda”, mas eu vi um cenário que me agradou, vi o aumento no interesse dos pequenos e microempresários em cuidar da sua comunicação digital, mesmo em momentos de crise, vi eles darem importância para o Digital, termo para o qual sabemos que na nossa região ainda há defasagem, mas realmente consegui enxergar isso e até tive o aumento na demanda de serviços para esse tipo de empresa, mesmo com orçamentos menores, eles estão procurando sim achar um “parceiro” para ajudar em sua comunicação.
Sabemos também que, grandes agências, com grandes estruturas e grande custo de manutenção não conseguem ajustar o seu orçamento para atender alguns desses clientes, talvez por isso o número de prestadores de serviços na nossa região tem crescido bastante.
3 – Quais são os maiores desafios na área digital?
Acredito que o maior desafio para a comunicação digital, ainda é as empresas aceitarem de vez que não se deve separar online e offline e sim que tudo tem que ser pensado de uma maneira conjunta, que o digital deve estar inserido no planejamento estratégico da empresa e que ele não é apenas uma ferramenta e sim um meio para se atingir o seu objetivo.
Hoje os padrões de consumo, mudaram, a sociedade mudou o jeito pela qual ela interage com as empresas e que postar uma fotinha aqui ou uma frase engraçada ali vai ser o suficiente não é mais o suficiente para prendermos a atenção e criarmos laços de relacionamento com nosso público-alvo.
4 – Fale um pouco sobre os desafios e objetivos para 2016.
2016 vai ser um ano muito desafiador e emocionante ao mesmo tempo, em um ano eleitoral onde limitaram ainda mais as mídias offline e o tempo de campanha também foi reduzido, a comunicação digital tende a ganhar mais força, vejo que será um desafio e tanto e nós da Push já estamos nos preparando pra essa jornada, alias já estamos começando o trabalho para alguns pré-candidatos da região.
Nosso maior objetivo ano que vem é consolidar a nossa estrutura e nosso modelo de negócios e nos desenvolvermos como empresa, mesmo em um cenário econômico imprevisível, vai ser difícil, mas como falei lá em cima, 50% é acreditar e estamos confiantes nisso!