Principais tendências em Redes Sociais para 2025 no contexto publicitário

Por Josué Brazil (com apoio do ChatGPT)

Imagem de gt39 por Pixabay

As redes sociais continuam a evoluir rapidamente, trazendo novas oportunidades e desafios para anunciantes e marcas. Em 2024, algumas tendências se destacam, influenciadas por avanços tecnológicos, mudanças no comportamento dos consumidores e inovações nas plataformas. Confira as principais:

1. Conteúdo em formato curto e vídeos verticais

Os vídeos curtos e verticais continuam dominando, impulsionados por plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts. Esse formato exige storytelling criativo e direto para capturar a atenção do público rapidamente, tornando-o essencial para campanhas publicitárias de sucesso.

2. Expansão de anúncios em plataformas de vídeo

Plataformas como TikTok Ads, Instagram Reels Ads e YouTube Shorts Ads oferecem espaços cada vez mais atrativos para anúncios. Investir em criativos que impactem nos primeiros segundos é fundamental para maximizar o retorno.

3. Social Commerce e Compras Integradas

As funcionalidades de compras diretamente nas redes sociais seguem em alta, com destaque para Instagram, TikTok e Pinterest. Marcas que conseguem criar campanhas que integram inspiração e conversão direta têm maior chance de sucesso.

4. Realidade Aumentada (AR) e Experiências Imersivas

Filtros interativos e experiências imersivas estão se tornando comuns em plataformas como Snapchat e Instagram. Esses recursos criam um engajamento mais profundo com os consumidores e ajudam as marcas a se diferenciarem.

5. Crescimento de plataformas de nicho

Plataformas como BeReal, voltadas para autenticidade, e Discord, focada em comunidades, ganham espaço. Marcas podem explorar esses ambientes para criar campanhas mais segmentadas e alinhadas às preferências de nichos específicos.

6. Conteúdo autêntico e gerado por usuários (UGC)

Consumidores confiam mais em conteúdo gerado por outros usuários do que em publicidade tradicional. Incentivar os clientes a criarem e compartilharem experiências autêuticas com a marca é uma estratégia eficiente para aumentar a credibilidade.

7. Microinfluenciadores e Nano Influenciadores

Influenciadores menores tendem a gerar maior engajamento e autenticidade em suas audiências. Estabelecer parcerias com micro e nano influenciadores permite alcançar públicos mais segmentados e criar conexões mais genuínas.

8. Privacidade e dados de primeiro nível (First-Party Data)

Com restrições crescentes ao rastreamento de dados, marcas precisam investir na coleta de dados diretamente dos consumidores, de maneira transparente e consentida. Redes sociais podem ser uma ferramenta poderosa nesse processo.

9. Inteligência Artificial e Personalização

O uso de IA para segmentação de audiências, criação de anúncios personalizados e otimização de campanhas está se consolidando. Ferramentas como o Meta Advantage+ permitem automação mais eficiente e resultados mais precisos.

10. Crescimento do áudio e podcasts em Social Media

Anúncios em podcasts e conteúdos de áudio em plataformas como Spotify e Twitter Spaces oferecem novas formas de storytelling e engajamento, permitindo uma conexão mais intimista com a audiência.

Como aproveitar essas tendências

Para tirar o máximo proveito dessas tendências, é essencial que as marcas adaptem suas estratégias, invistam em criatividade e acompanhem as mudanças no comportamento do consumidor. O futuro da publicidade nas redes sociais está diretamente ligado à capacidade de inovar e se conectar de forma autêntica com o público.

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3 em cada 4 influenciadores buscam agenciamento para representação comercial

Pesquisa realizada pela Brunch e YOUPIX revela que 73,7% dos creators pensam em ter um agente, embora maioria ainda não tenha

Um novo estudo realizado pela Brunch e YOUPIX mostrou que 3 em cada 4 (73,72%) influenciadores digitais buscam um agente ou agência como representante comercial. Embora seja o desejo da maior parte, esta ainda não é a realidade da maioria, já que a mesma pesquisa revela que 74,25% não possui agenciamento na carreira. Um creator anônimo, respondente do levantamento, ressalta o papel de um empresário na carreira digital.

“Ter uma agência que de fato entende do mercado foi uma virada de chave para mim. Não só nas negociações, volume de jobs, e volume de R$, mas também na segurança de ter alguém que sabe o que está fazendo, me representando e falando por mim”, disse. Segundo Fabio Gonçalves, diretor de talentos internacionais da Viral Nation, o agenciamento é fundamental para o crescimento e profissionalização da carreira do influenciador: “Ter um agente que entende o mercado não só facilita negociações e amplia o volume de oportunidades, mas também oferece segurança e a confiança de estar sendo bem representado em um cenário tão dinâmico. Além disso, a agência auxilia na proteção do influenciador, os blindando de contratos maléficos e marcas que agem de má fé. Nosso papel é justamente defender seus interesses e fazer com que o trabalho deles não seja subvalorizado”.

Essa representação não se define por um modelo único, existem algumas vertentes conforme a mesma pesquisa evidencia. De acordo com ela, em 57,89% dos acordos a agência ou agente tem exclusividade para negociar trabalhos no nome do influenciador, enquanto em 42,11% dos casos várias agências podem ofertar o perfil do criador de conteúdo no mercado.

De acordo com Fabio, a escolha entre exclusividade e não exclusividade na representação comercial dos influenciadores traz tanto vantagens quanto desafios: “Com exclusividade, o criador de conteúdo ganha uma visão integrada do negócio e a confiança de ter um parceiro estratégico no comando das negociações. No entanto, isso pode gerar uma dependência da agência para a tomada de decisões importantes. Já sem exclusividade, o influenciador se beneficia de múltiplos canais de venda e diversas vitrines para expor seu trabalho, mas perde o controle sobre como sua imagem é apresentada no mercado”.

O modelo de negócios das agências com os influenciadores também foi mostrado na pesquisa. Cerca de 9 em cada 10 criadores (90,53%) remuneram seus agentes apenas com a comissão dos acordos, enquanto 8,42% paga um valor fixo mensal pelo serviço mais um percentual por trabalho fechado. Apenas 1% paga um valor fixo por mês independente do faturamento.

Esses percentuais podem variar bastante de acordo com os negócios fechados. Conforme a pesquisa, 36,04% dos influenciadores pagam menos de 5% de comissão ou nem pagam a empresa pelo negócio fechado. Por outro lado, 26,3% destes creators pagam entre 16% e 20% de comissão e 17% paga entre 21% e 30% de percentual, um número bem elevado para os padrões do mercado. Especialista do mercado de marketing de influência, Fabio explica que essas variações ocorrem devido ao tipo de contrato e ao valor das negociações.

“Quando o faturamento é baixo, os percentuais podem ser menores, ou até inexistir, já que as comissões são baseadas no sucesso das negociações. No entanto, quando os acordos são maiores ou mais complexos, as comissões podem ser mais altas, refletindo o valor e o esforço envolvidos na negociação e na representação do influenciador”, conta.

Letícia Gomes, influenciadora que viralizou na internet por conta das suas transformações usando apenas maquiagem, é uma das agenciadas de Fabio na empresa canadense Viral Nation. Segundo ela, o representante foi crucial para a guinada da sua carreira digital: “Ele trouxe a confiança necessária para lidar com grandes negociações e ajudou a abrir portas que eu nem imaginava. Com um profissional que entende o mercado, pude focar no meu conteúdo, enquanto ele cuidava de todo o lado comercial. Hoje, minha carreira tem uma dimensão muito maior, e sou grata por ter alguém tão capacitado me representando.”

METODOLOGIA

A pesquisa, realizada pela agência Brunch e pela consultoria YOUPIX, contou com 369 respostas válidas de criadores de todo o país, em um questionário realizado do dia 13 de agosto até 23 de setembro.

O valor da atenção na publicidade digital

Por Marcia Byrne*

Foi-se o tempo em que a criatividade determinava o destaque e o sucesso de uma campanha publicitária. Com o cenário digital mais expansivo do que nunca, capturar a atenção do consumidor se tornou um dos maiores desafios do marketing. Seja na palma da mão, nos smartphones e tablets, ou na open web, as marcas de todos os segmentos de mercado vivem uma disputa acirrada pela atenção do consumidor.

Segmentação e personalização de mídia, juntamente com métricas de desempenho como visibilidade, tempo de visualização e volume de impressões em um anúncio, permitiram um refinamento na forma como planejamos estratégias e gerenciamos campanhas em tempo real. Mas ainda há uma lacuna em determinar o paralelo entre a atenção de um espectador e o desempenho da campanha.

MEDINDO A ATENÇÃO

A prevalência de métricas de atenção nas estratégias de marketing –e nas discussões públicas no nosso segmento– explodiu no último ano. E por um bom motivo: as métricas de atenção fornecem insights práticos que os profissionais de marketing podem usar para preparar suas campanhas para o momento futuro. O problema é que o setor ainda está batalhando por uma base concreta de como definir e mensurar a atenção.

Para este fim, empresas como a IAS investiram em soluções de medição como o Quality Attention. O objetivo de produtos como esse é conectar os pontos entre a atenção do consumidor e o desempenho da campanha, de forma escalável.

Também precisamos reformular a nossa percepção sobre atenção do consumidor. Podemos entendê-la como uma série de sinais. Alguns modelos usam IA e machine learning para assimilar indicadores de qualidade –como visibilidade, tipo de mídia, tipo de tráfego e interações do usuário– e vincular esses sinais de atenção à propensão de eventos de sucesso. Esse processo oferece insights mais práticos do que as métricas tradicionais de proxy, como, por exemplo, o tempo de exibição.

Uma série de testes com Quality Attention detectou um aumento médio de 130% no desempenho geral de anúncios que tiveram pontuação alta de atenção. Essas mídias publicitárias mais atraentes registraram o dobro de impressões e uma redução de 51% no custo por conversão. Dois estudos de caso com clientes do setor varejista registraram um aumento de 26% no awareness da marca e uma alta de 69% na intenção de compra, além de elevação nos indicadores de vendas (40%), vendas incrementais (15%) e retorno sobre o investimento em publicidade (6%).

PARTINDO PARA A AÇÃO

Usando métricas de atenção, os anunciantes podem, por exemplo, comparar a pontuação média (de 0 a 100) de suas campanhas de marketing com os valores médios globais, permitindo-lhes detectar campanhas de baixo desempenho, bem como a necessidade de aprimoramentos para torná-las mais eficazes.

Com essas informações, os profissionais podem identificar suas melhores e piores mídias publicitárias para ajustar seus investimentos consequentemente. Também podem identificar páginas onde o desempenho está constantemente abaixo da meta e adicioná-las em listas de exclusão. Ainda, podem orientar mudanças criativas no conceito e na mensagem da peça, ou mesmo em tamanhos e formatos de mídia.

Hoje, a tecnologia já está disponível para analisar e rastrear a atenção das campanhas na open web, tanto em computadores quanto em dispositivos móveis. Não há um consenso total entre os profissionais do setor sobre como mensurar a atenção, mas defendo que as métricas orientadas por dados são a chave para estabelecer um referencial sobre como definir e medir a atenção. As métricas de atenção devem estar no primeiro plano da estratégia de qualquer profissional bem preparado. Aqueles que adotarem essas práticas poderão navegar melhor pelas complexidades do cenário digital e orientar resultados comerciais.

*Marcia Byrne é Managing Director para a América Latina da Integral Ad Science (IAS)