Cenp divulga ranking nacional das agências que mais investiram em mídia em 2025

Levantamento é feito a partir do Painel Cenp-Meios e conta com dados de agências de publicidade que autorizaram sua divulgação

O Cenp – Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário apresenta o ranking nacional das agências que mais investiram em mídia no Brasil em 2025. No período, as 330 agências que integram o Painel Cenp-Meios movimentaram R$ 28,9 bilhões, uma variação positiva de 10% quando comparado ao ano anterior. O ranking das agências, por sua vez, é composto por empresas que autorizaram a sua divulgação, organizadas por estado e por ordem decrescente de volume de investimento.

O Painel Cenp-Meios, fonte oficial dos dados do estudo, é publicado trimestralmente e considera os Pedidos de Inserção (PI) efetivamente executados em nome dos anunciantes. As informações enviadas via sistema Cenp-Meios não identificam o anunciante nem o nome do veículo utilizado.

“A adesão das agências é fundamental para um panorama de mercado abrangente, baseado em dados confiáveis e padronizados”, afirma Melissa Vogel, presidente do Cenp. “Ao utilizar informações dos próprios sistemas das agências, fortalecemos a autorregulação de um setor que é motor da economia e do desenvolvimento das marcas”, finaliza Melissa.

Confira as 20 primeiras colocadas no ranking nacional:

1 – AFRICA DDB BRASIL PUBLICIDADE LTDA (AFRICA DDB BRASIL PUBLICIDADE)
2 – ALMAP BBDO PUBLICIDADE E COMUNICAÇÕES LTDA. (ALMAP BBDO)
3 – GALERIA ESTRATÉGIA E COMUNICAÇÃO LTDA (GALERIA)
4 – BETC HAVAS AGÊNCIA DE PUBLICIDADE LTDA. (BETC HAVAS)
5 – MMS BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA (PUBLICIS BRASIL)*
6 – MEDIABRANDS PUBLICIDADE LTDA (MEDIABRANDS PUBLICIDADE)
7 – ARTPLAN COMUNICAÇÃO S A (ARTPLAN)
8 – MCCANN ERICKSON PUBLICIDADE LTDA. (WMCCANN)
9 – TALENT MARCEL COMUNICAÇÃO E PLANEJAMENTO LTDA. (TALENT MARCEL)
10 – GUT AGÊNCIA DE PUBLICIDADE LTDA (GUT AGÊNCIA DE PUBLICIDADE)
11 – SUNO COMUNICAÇÃO INTEGRADA LTDA (SUNO UNITED CREATORS)
12 – OGILVY & MATHER BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA (OGILVY & MATHER BRASIL)
13 – DPZ COMUNICAÇÕES LTDA. (DPZ)
14 – MIDIA 123 SERVIÇOS DE PUBLICIDADE VIA INTERNET LTDA (ESSENCEMEDIACOM)
15 – VML BRASIL PROPAGANDA LTDA (VML)
16 – WIEDEN + KENNEDY BRASIL COMUNICAÇÃO LTDA. (WIEDEN + KENNEDY BRASIL COMUNICAÇÃO)
17 – LEW’LARA\TBWA PUBLICIDADE PROPAGANDA LTDA. (LEW’LARA\TBWA)
18 – WF/MOTTA COMUNICAÇÃO, MARKETING E PUBLICIDADE LTDA (AGÊNCIA WE)
19 – AGÊNCIA NACIONAL DE PROPAGANDA LTDA. (AGÊNCIA NACIONAL)
20 – LEO BURNETT NEO COMUNICAÇÃO LTDA. (LEO BURNETT TAILOR MADE)

*Em jan/25 a agência MMS BRASIL se estabeleceu em São Paulo e incorporou a Publicis Brasil.

Fonte: NOVA PR

2026: movimentações em marketing esportivo aquecem o jogo para a Copa do Mundo

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Walney Barbosa*

É fato: a contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA de 2026 já começou!

E, como em todo grande evento esportivo global, o apito inicial acontece muito antes da bola rolar e os torcedores apaixonados entrarem em campo. Nos bastidores, marcas, plataformas e patrocinadores já estão se estruturando para disputar a atenção, relevância e conexão com o público em um jogo cada vez mais orientado por aqueles que são os reais do momento: os dados.

Isso acontece porque, se antes o marketing esportivo era concentrado em grandes patrocínios e campanhas sazonais específicas, agora o jogo (literalmente) mudou e o cenário atual revela uma transformação significativa: o engajamento passou a ser contínuo, digital e altamente personalizado.

Para 2026 veremos essa lógica se intensificar, impulsionada pela proximidade do maior evento do futebol mundial. É nesse novo ecossistema que não é exagero afirmar que os dados são o novo “camisa 10” das campanhas de marketing. Isso acontece porque, com o avanço das tecnologias de análise e inteligência artificial, as marcas conseguem mapear com mais precisão os interesses, hábitos e emoções dos fãs. Não se trata, portanto, apenas de saber quem assiste aos jogos, mas de entender pontos cruciais, como:

  • Quais conteúdos geram mais engajamento
  • Em quais momentos o torcedor está mais propenso a interagir
  • Como diferentes perfis se conectam com seleções, atletas e causas

Esse scanner permite a criação de campanhas mais relevantes, segmentadas e contextuais, se tornando um diferencial competitivo em um ambiente que já está saturado de estímulos.

O fato é que a jornada do consumidor esportivo já não começa na abertura do torneio, ela é construída meses, ou até anos, antes. Dados de comportamento mostram que o interesse por seleções, atletas e competições cresce gradualmente, criando uma janela estratégica para marcas se posicionarem com antecedência.

Um exemplo claro vem do ciclo da Copa anterior: ativos digitais ligados ao futebol, como fan tokens, registraram picos de valorização e engajamento até seis meses antes do torneio, impulsionados pela expectativa dos fãs. Além disso, alguns dados indicam que o interesse pela Copa do Mundo FIFA de 2026 já está em expansão. Entre diferentes gerações, a intenção de acompanhar o torneio cresceu em relação à edição anterior, como no caso dos Millennials, que passaram de 41% para 47% de interesse . Esse avanço reforça que o engajamento não apenas aumenta, mas se amplia para novos públicos ao longo do tempo.

Nesse contexto, as plataformas digitais, redes sociais e streaming transformaram o consumo esportivo em uma experiência fragmentada, porém constante. Isso significa que campanhas isoladas perdem força frente a narrativas de longo prazo, que acompanham o torcedor em diferentes momentos da sua rotina.

Outro ponto de atenção para quem atua no setor é o fato de que o marketing esportivo está migrando de uma lógica de exposição para uma lógica de pertencimento. Afinal, não basta aparecer durante os jogos, é preciso “fazer parte da conversa”. Dessa forma, as marcas que se destacarão são aquelas que conseguirem criar experiências digitais imersivas; participar de pautas culturais e sociais ligadas ao esporte; e ativar comunidades e não apenas audiências.

Outro fator inegável e que ganhará ainda mais força com a proximidade dos jogos é o papel dos criadores de conteúdo. Influenciadores esportivos, torcedores apaixonados e perfis especializados têm se tornado canais estratégicos para marcas que buscam autenticidade. Ou seja, ao invés de campanhas centralizadas, veremos uma descentralização da comunicação, estratégias aplicadas a múltiplas vozes, formatos e plataformas amplificando narrativas.

Por fim, a Copa de 2026 será um marco não apenas pelo espetáculo esportivo, mas pelo nível de sofisticação das estratégias de marketing envolvidas e empresas que utilizarem dados de forma inteligente terão vantagem na construção de campanhas mais eficientes e mensuráveis.

Portanto, mais do que investir grandes verbas, será essencial investir melhor: com precisão, timing e relevância.

*Walney Barbosa é Diretor de Delivery da Okiar, consultoria de pesquisa brasileira.

Mais uma vez no shortlist do Festvideo

A Outracena, produtora de SJCampos, está mais uma vez no shortlist do Festvideo, edição 2026, com o filme do natal de 2025 do Vale Sul Shopping.

Para a produção foi construída uma praça de 400m2, com árvores, bancos, playground, e um fundo cenográfico de 320m2, em um estúdio de 1.000 m2 em São Paulo, onde a produtora contou uma emocionante história sobre gentileza, que foi a mensagem escolhida pelo shopping no natal de 2025.

Foram mais de 97 profissionais envolvidos, uma equipe incrível, elenco, figurino, maquiagem, cenografia, canção original, montagem, color, tudo feito com muito detalhe.

Nesse link você assiste ao filme 
E quem quiser ver um pouco sobre o que rolou por traz das câmeras, tem o making of nesse link

De job pontual a conta fixa: um case fictício sobre construção de recorrência

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Esse é o terceiro e último texto da série que iniciamos na última terça feira. Você pode ler os textos anteriores aqui e aqui.

Quando se fala em transformar clientes pequenos em contas recorrentes, a teoria é clara — mas é na prática que as nuances aparecem. Para ilustrar esse processo, vale observar um case fictício, mas bastante próximo da realidade de muitas agências e profissionais independentes.

Tudo começa com a “Padaria Nova Estação”, um negócio de bairro que procura uma agência para criar uma campanha simples de inauguração. O pedido inicial é direto, com orçamento limitado e foco em panfletagem e redes sociais básicas. Um típico cliente pequeno, com demanda pontual e expectativa restrita.

A primeira virada acontece na entrega. Em vez de apenas executar o job, a agência apresenta não só as peças, mas uma leitura do posicionamento da marca, sugestões de linguagem e um pequeno direcionamento estratégico. Esse movimento amplia a percepção de valor. O cliente não vê apenas “posts”, mas começa a enxergar construção de marca.

Após a campanha inicial, a agência não encerra o contato. Pelo contrário: realiza um follow-up estruturado, apresentando resultados (mesmo que simples) e propondo ajustes. Pequenas melhorias são sugeridas — frequência de postagem, padronização visual, testes de promoções. Aqui, o cliente ainda não tem contrato, mas já percebe continuidade.

Com o tempo, a relação evolui para um modelo mensal básico. Nada sofisticado: gestão de redes sociais e apoio em ações promocionais. O ponto-chave é que o serviço passa a impactar diretamente o fluxo de clientes da padaria. Quando o dono percebe aumento no movimento em dias de campanha, a lógica muda — deixa de ser custo e passa a ser investimento.

A partir daí, novas frentes são incorporadas: campanhas sazonais, identidade para embalagens, parcerias locais. A agência passa a participar de decisões mais amplas, e não apenas da comunicação. Esse é o momento em que a dependência estratégica começa a se formar — no melhor sentido possível.

Esse tipo de evolução não é exceção. Segundo a Bain & Company, empresas que priorizam relacionamento com clientes têm crescimento de receita significativamente superior ao mercado. No caso da padaria, o que começou como um job pontual se transforma, ao longo de meses, em uma conta recorrente com previsibilidade de receita.

Aprendizado

O aprendizado aqui é claro: grandes contas não surgem prontas. Elas são construídas na soma de boas entregas, visão consultiva e relacionamento consistente. E, muitas vezes, estão escondidas exatamente onde poucos estão olhando — nos pequenos clientes que ainda não descobriram o próprio potencial.