Retail Media: o ponto de venda como protagonista da nova era da publicidade

Por Richard Albanesi*

O varejo brasileiro está diante de uma grande virada de chave: o ponto de venda está se transformando em canal estratégico de mídia. Mais do que um espaço de transação, o PDV assume, cada vez mais, um papel ativo na construção de marca, influência de decisão e geração de resultados concretos. Essa é a essência do retail media – um movimento global que ganha cada vez mais tração por aqui.

Dados da THE LED mostram que lojas que utilizam painéis digitais registram, em média, um aumento de 32% nas vendas. Além disso, 68% dos consumidores afirmam que a sinalização digital influencia diretamente suas decisões de compra. Estamos falando de uma mudança significativa no comportamento de consumo e, principalmente, na forma como marcas e varejistas devem se comunicar.

Essa transformação não exige necessariamente grandes revoluções estruturais. A simples implementação de displays digitais, por exemplo, pode gerar um aumento de até 24% no tráfego das lojas. O digital no ponto de venda não é apenas decorativo: é funcional, estratégico e mensurável.

E os varejistas já reconhecem essa força. Segundo o mesmo levantamento, 84% consideram que a comunicação digital é mais eficaz para criar reconhecimento de marca do que os canais tradicionais. Isso mostra que o PDV pode – e deve – ser integrado à estratégia de mídia das marcas, com o mesmo peso e planejamento dedicado às demais frentes de comunicação.

O que estamos vendo é o nascimento de um novo território de comunicação, no qual o conteúdo é entregue no momento mais valioso da jornada do consumidor: a decisão de compra. É o instante em que a atenção está focada, o contexto é relevante e o impacto pode ser imediato.

Para acompanhar essa evolução, é fundamental que o mercado publicitário olhe para o ambiente físico com a mesma lógica aplicada ao digital: segmentação, personalização, dados e performance. O retail media oferece tudo isso e com a vantagem de unir experiência e resultado em um único ponto de contato.

O futuro da publicidade passa, cada vez mais, pelo chão da loja. Quem entender isso agora estará mais bem posicionado para capturar valor nos próximos anos.

*Richard Albanesi é CEO da THE LED

Vaga para atuar como Executivo(a) de Contas em agência

Vaga na Mestra Comunicação

A agência está em busca de Executivo(a) de Contas Publicitárias para integrar seu time!

Se você tem experiência com atendimento publicitário, gosta de trabalhar com múltiplos projetos, sabe conduzir entregas com foco e estratégia, essa vaga pode ser sua.

Pré-requisitos:

  • Experiência anterior na área de atendimento/agência
  • Boa comunicação, organização e proatividade
  • Desejável vivência com contas de diferentes segmentos

Envie seu currículo com os principais segmentos e contas já atendidas para:
vagas@mestracomunicacao.com.br
Com o assunto: Executivo(a) de Contas

Coluna “Discutiundo a relação…”

Aprender pra não virar vintage

Por Josué Brazil

Imagem gerada pela IA do Canva

Publicitário que não se atualiza vira item de museu: bonito de olhar, mas quase sem serventia (sem desmerecer os museus). Com o impacto da IA, realidade aumentada, marketing conversacional e social commerce, ficar parado é igual a apostar que o VHS vai voltar a reinar. Spoiler: não vai.

Por que estudar nunca foi tão urgente?

1. Transformação digital tá com tudo (e sem previsão de letargo)

Segundo a Pegasystems, investimento em transformação digital no marketing vai crescer até 40% nos próximos cinco anos — com IA, personalização e automação no topo da lista. Isso significa: se você não estuda essas áreas, outra pessoa vai preencher seu lugar no futuro — e vai fazer isso rindo, enquanto você ainda luta com Excel.

2. IA já tá na sala – e quer sentar no sofá

Dados da IAB Spain e Adevinta mostram que IA e personalização lideram as tendências em 2025. E segundo a ESPM, 92% das empresas planejam investir em IA generativa nos próximos três anos, mas apenas 1% já domina essa tecnologia. Resultado? Tem campo de aprendizado de sobra! E espaço pra brilhar.

3. Orçamentos e mídia digital andam de mãos dadas

No Brasil, os investimentos em mídia cresceram 10% em 2024, batendo R$ 88 bilhões
kantaribopemedia.com. Além disso, 74% do orçamento das agências será destinado ao digital em 2025 — com 29% indo para redes sociais e 22% para buscadores (Fonte: marcasemercados.com.br). Moral da história: se você ainda manda campanha pra outdoors via pombo correio, pode ser hora de revisitar Instagram Ads.

O que estudar, então?

  • IA aplicada ao marketing: ferramentas que analisam dados e personalizam experiências em tempo real.
  • Marketing conversacional: chatbots, assistentes virtuais e atendimento que fala a nossa língua
  • Social commerce e lives: estudo do Nuvemshop aponta que, em 2024, quase 2 milhões de pedidos vieram das redes — 27% a mais que 2023 —, sendo o Instagram responsável por 89% desse volume
  • Experiência do cliente e dados: entender funis não-lineares (85% dos clientes usam de 3 a 5 canais antes de comprar) – e ser capaz de medir cada ponto.

Aprender é divertido? Pode apostar!

A pesquisa DataCamp mostra que 60% dos brasileiros têm como meta aprender sobre IA em 2025, enquanto 41% querem dominar marketing digital e gestão de redes. Ou seja, você não está sozinho nessa missão — o país inteiro tá com o fone no ouvido e o caderno aberto.

Conclusão

Publicitário do presente e do futuro é aprendiz eterno. Quem investe em atualização ganha:

  • Relevância no mercado;
  • Ferramentas pra personalizar e escalar campanhas;
  • Eficiência (e menos planilhas malucas);
  • Mais leveza no trabalho — porque a tecnologia faz o batente chato e você fica livre pra criar.

Então pare de fingir que sabe o que é IA só porque assistiu dois vídeos no YouTube. Que tal um curso ou aquele evento massa? Menos “apagão de updates” e mais “luar de ideias”!

Flexibilidade pode ser a força que falta na sua estratégia

O marketing não pode mais se dar ao luxo de ser inflexível

Por Simone Cyrineu*

O comportamento do consumidor muda a cada instante, influenciado por tendências, notícias e contextos que surgem em tempo real. Nesse cenário, seguir planos longos e engessados é uma estratégia arriscada que pode levar à desconexão com o público.

Um exemplo recente que reforça a importância da agilidade é a estratégia de marketing da novela Beleza Fatal, que com certeza você ouviu falar por aí.

De acordo com o artigo, “A estratégia de Beleza Fatal: o conceito de novelão no streaming” publicado recentemente no portal Meio & Mensagem, diferentemente de campanhas mais convencionais, a equipe de marketing adotou um modelo responsivo, baseado em dados colhidos em tempo real e ajustes frequentes, ou seja, ao invés de ter um longo planejamento, o próximo passo era o foco.

O resultado foi um engajamento consistentemente elevado e uma conversa constante nas redes sociais.

Mas o que exatamente podemos aprender com esse caso?

A lição que a divulgação da novela nos traz é que a combinação de planejamento e flexibilidade é imprescindível.

A campanha inicial, pensada para atrair atenção, foi rapidamente adaptada com base nos dados de desempenho e nas reações do público nas mídias, episódios que geravam mais discussão nas redes sociais recebiam reforços publicitários, enquanto os personagens que mais engajavam eram colocados em destaque nas próximas semanas.

Isso manteve a relevância da novela e também criou uma conexão mais forte com a audiência.

Ao adotar essa postura, os produtores demonstraram que não apenas ouviram o público, mas responderam a ele de forma proativa.

Esse é o cerne do marketing ágil: usar dados para tomar decisões rápidas e fundamentadas, permitindo ajustes contínuos e mantendo a campanha alinhada com as expectativas e necessidades do consumidor.

Durante muito tempo, o marketing foi visto como uma disciplina que exigia um planejamento extenso e detalhado antes de qualquer execução.

A ideia de que “se planejarmos bem o suficiente, tudo vai dar certo” ainda permeia muitas organizações. No entanto, a realidade é que o mercado e os consumidores mudam mais rápido do que qualquer planejamento pode prever.

Isso não significa que o planejamento deva ser abandonado, pelo contrário, ele é essencial para traçar direções, objetivos e conceitos.

Mas o segredo está em pensar menor: dividir grandes planos em partes menores, que possam ser testadas e ajustadas ao longo do caminho, em vez de mirar em um resultado perfeito ao final de uma campanha de seis meses, por exemplo, o foco deve estar em conquistas menores e incrementais ao longo de cada semana ou mês.

A estratégia de pensar menor e ajustar continuamente oferece benefícios para qualquer tipo de produto ou serviço.

Ao monitorar dados em tempo real e ajustar a estratégia, é possível garantir que sua mensagem continue relevante para o público.

Campanhas que não estão funcionando podem ser ajustadas rapidamente, evitando desperdícios de tempo e recursos.

Responder às demandas e preferências do consumidor em tempo real cria conexão e aumenta a lealdade à marca.

Ajustes frequentes permitem testar novas ideias e formatos sem comprometer toda a campanha.

Você pode até me perguntar agora: “Tudo isso é muito lindo, mas como implementar no meu modelo de negócio?”

  1. O que é essencial é a vontade e a abertura para adotar uma abordagem mais adaptativa que requer algumas mudanças no modelo de trabalho e de criação.
  2. Invista em dados e tecnologia: Ferramentas de monitoramento e pessoal dedicado à análise em tempo real são indispensáveis para identificar o que está funcionando e o que precisa ser ajustado;
  3. Crie ciclos curtos: Planeje campanhas em sprints, com revisões frequentes, em vez de prazos longos e fixos;
  4. Empodere sua equipe: Dê autonomia para que os times tomem decisões rápidas, sem burocracia;
  5. Teste e aprenda: Encoraje experimentação constante, até mesmo erros podem ser valiosos para encontrar o melhor caminho.

E claro, adotar a mentalidade de “pensar menor” não significa limitar a visão.

É o exato oposto, trata-se de criar uma base sólida para um crescimento mais consistente e significativo, pequenos passos ajustados continuamente podem levar a conquistas maiores e mais sustentáveis.

Assim como na estratégia de Beleza Fatal, o foco está em manter uma relação ativa com o consumidor, garantindo que o marketing esteja sempre em sintonia com o público e suas expectativas.

No final das contas, flexibilidade é força.

*Simone Cyrineu é CEO e fundadora da thanks for sharing