ROI em campanhas omnichannel: como mensurar?

Por Márcia Assis*

Mensurar resultados de marketing e venda em campanhas de canal único costuma ser um processo mais direto: escolher a meta que reflita o desempenho de um canal específico e, a partir dela, calcular o ROI. Mas, e quando o cliente pesquisa um produto no seu site, tira dúvidas com um vendedor na loja física e finaliza a compra pelo aplicativo? No omnichannel, cada ponto de contato conta — e essa integração de canais, embora valiosa para potencializar resultados, torna a mensuração do retorno sobre o investimento muito mais complexa.

No contexto omnichannel, o ROI avalia quanto uma ação que integra múltiplos canais, sejam eles físicos e/ou digitais, gerou de retorno financeiro em relação ao investimento realizado. Todavia, enquanto em campanhas de um único canal é possível correlacionar investimento e retorno de forma direta, quando há diversos canais direcionados, o retorno vem da soma de interações em diferentes pontos de contato, muitas vezes, com jornadas de compra mais longas e não lineares – o que torna essa uma tarefa bastante complexa em muitas empresas.

Além dessa complexidade em avaliar impactos vindos de diferentes canais, também é importante considerar outros desafios importantes dessa jornada: a integração de dados, pois cada canal coleta informações em formatos e métricas diferentes; a visibilidade da jornada completa, uma vez que, muitas vezes, partes da experiência não são registradas de forma rastreável e mensurável; e a sobreposição de resultados que pode acontecer sem uma visão integrada, quando a mesma conversão é contabilizada em mais de um canal, distorcendo, assim, o ROI.

E, quais os prejuízos de não se atentar a esses cuidados, especialmente diante de um mercado altamente digital e conectado? Segundo um levantamento da ILUMEO, cerca de 20% dos investimentos em mídia não apresentam relação estatística significativa com os resultados de negócio, como vendas ou geração de leads. Isso significa que, sem a medição adequada, um quinto do orçamento de marketing pode ser desperdiçado.

Esse dado reforça a importância de centralizar as informações de diferentes fontes em um único canal e padronizar métricas, nomenclaturas de canais e trackings, para que se tenha uma visão 360º da jornada do cliente e, com isso, ter uma visão clara e objetiva de quanto a empresa obteve de retorno em cada campanha estabelecida. E, nesse sentido, claro que não podemos deixar de destacar o quanto a tecnologia pode ser uma aliada valiosa.

Existem diversas ferramentas no mercado capazes de auxiliar com essa mensuração, como CRMs integrados que ajudam a acompanhar todas as interações ao longo do ciclo de vida do cliente e consolidar dados comportamentais, transacionais e de engajamento; além de soluções de BI que contribuem para transformar grandes volumes de dados em dashboards de fácil interpretação. Muitas delas, inclusive, permitem até mapear jornadas e já atribuir peso a cada canal, tornando essa análise ainda mais completa e confiável para embasar futuras tomadas de decisão.

Nesse sentido, não há apenas um único indicador a ser utilizado pelas empresas, tudo dependerá da estratégia adotada e dos objetivos que desejam conquistar. Apesar disso, há alguns indispensáveis de serem priorizados, como o ROI geral da campanha, CAC comparado antes e depois da implementação do omnichannel, LTV (que mede o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento), taxa de conversão por canal e cross-channel (identificando onde os consumidores avançam na jornada), engajamento e taxa de retenção.

Essa análise de dados permite testar hipóteses continuamente, ajustando mensagens, segmentações e formatos para criar experiências mais personalizadas, elevando o engajamento e, consequentemente, esse retorno sobre o investimento. Realize essas verificações frequentemente, pois o comportamento consumidor muda e isso impacta, diretamente, na performance dos canais dentro da estratégia de campanha omnichannel.

O mais importante nisso tudo é garantir a qualidade e a atualização constante desses dados, uma vez que pode comprometer toda a análise de ROI e levar a decisões equivocadas sobre o negócio. O segredo é transformar números em insights acionáveis, já que, ao identificar quais canais têm maior impacto em cada etapa do funil, é possível redistribuir orçamento e esforços de forma mais inteligente e estratégica para elevar a conquista dos resultados desejados.

*Márcia Assis é Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.

Empreendedorismo em pauta: conselheiros do Desenvolve Vale recebem Marco Vinholi e Arnaldo Jardim

Diretor técnico do Sebrae-SP e deputado federal foram os convidados do encontro mensal do grupo em São José dos Campos, que abordou propostas para o desenvolvimento da RMVale

O Desenvolve Vale recebeu ontem (25) à tarde o diretor técnico do Sebrae-SP, Marco Vinholi, e o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) em seu encontro mensal, realizado em São José dos Campos. Os convidados debateram, junto aos conselheiros da entidade, propostas para atrair mais investimentos à região, acesso ao crédito para empreendedores e potencialidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale.

Vinholi, que foi secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo e deputado estadual, destacou a força da região.

“Quando estava na secretaria estadual, comprovei que todas as empresas que procuram o governo para se instalar em São Paulo querem vir para o eixo Rio-São Paulo. É uma das regiões mais privilegiadas do país, se não a mais privilegiada, com todos os potenciais conhecidos: as estradas, tecnologia, turismo, indústrias”, disse o diretor do Sebrae-SP, que lança nesta semana o livro “A Nova Regionalização de São Paulo – Planejamento, Financiamento e Participação”.

Apesar do panorama favorável, ele destacou a importância da governança regionalizada e caminhos para a sua implementação. “A região ainda precisa de planejamento e ferramentas para alavancar o crescimento, como um fundo para desenvolvimento metropolitano, que já existe em Campinas e na Baixada Santista, e a consolidação do PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado), para que os empresários prosperem, gerem emprego e renda”, concluiu.

Como coordenador da bancada paulista no Congresso, que reúne 70 deputados e 3 senadores, Jardim citou conquistas e desafios do legislativo nacional. “Em tempos de radical polarização, conseguimos aprovar projetos com quase unanimidade. E isso foi possível porque mostramos que é para o bem do país, que traz mais segurança, previsibilidade e perenidade”, afirmou, citando o projeto de lei sobre concessões públicas.

O deputado também abordou, tanto em sua fala quanto ao responder perguntas dos conselheiros, temas como o programa Combustível do Futuro, debêntures para investimento em infraestrutura e as reformas previdenciária, tributária e administrativa.

“O Desenvolve Vale tem um papel importante, de ajudar a pensar em estratégias para o crescimento da região. Quero agradecer a vocês, pois sempre estou em contato com o Kiko (Sawaya) recebendo sugestões”, comentou.

Para Kiko Sawaya, CEO e founder do Desenvolve Vale, a presença de Vinholi e Jardim amplifica os debates e questões levantadas pelas lideranças do grupo em reuniões e contatos frequentes com governantes.

“A nossa intenção é contribuir, de forma ética e objetiva, para que o poder público avance em iniciativas que promovam o desenvolvimento da região. O Desenvolve Vale não está muito preocupado com partidos políticos, e sim com propostas concretas. Somos empreendedores que têm compromisso com o crescimento do Vale e Litoral Norte”.

Fonte: Cabana – Filipe Manoukian

“Cases” do mercado

Abril celebra 75 anos com filme criado pela Cherryland

Com marcas que eternizaram momentos históricos na vida das pessoas e da sociedade, o grupo estreia campanha e fortalece a proximidade com a audiência

Imagens da campanha “Abril. Há 75 anos à frente”, da Cherryland

A Editora Abril comemora 75 anos de história e, para marcar a data, lançou um filme criado pelo Hub Criativo Cherryland. A produção, que traz o conceito “Abril. Há 75 anos à frente”, celebra a relação única que a Abril construiu com os brasileiros.

Desde o seu primeiro passo, em 1950, a editora lançou títulos que passaram a fazer parte do dia a dia de milhões de brasileiros. O vídeo é um convite à memória de uma instituição que durante três gerações fez do “inovar com afeto e excelência” seu maior propósito. Hoje, a alma da Abril está em cada produção de conteúdo, com credibilidade, proximidade e contexto.

Mais do que relembrar, o filme mostra que a Abril tem transformado a maneira de se conectar com o público: mais digital, em novos formatos e em múltiplos canais.

“Celebrar 75 anos é reconhecer a nossa história e também reafirmar o compromisso de continuar ao lado do público, sempre em evolução. A Abril é feita de marcas que acompanham as pessoas em cada fase da vida.”, diz Andrea Abelleira, VP de Publishing da Abril. “Foi um privilégio criar esse filme para uma marca tão icônica. Buscamos traduzir a beleza dessa relação duradoura com o público e mostrar que ela continua tão relevante hoje quanto sempre foi.”, diz Natália Pescaroli, head de atendimento da Cherryland.

A campanha estreia na segunda-feira, dia 25, e será veiculada em plataformas digitais nos cinemas e, em setembro, estará TV aberta e fechada, reforçando o legado e a atualidade da marca.

Link do filme

FICHA TÉCNICA

Agência e Produtora: Cherryland

Diretora de atendimento: Natália Pescaroli

Diretor Criativo: Will Ferrari Jr

Diretor de Cena: Hugo Cuccurullo

Redação: Will Ferrari Jr e Hugo Cuccurullo

Diretor de Arte: Fábio Massaru

O que o case do morango do amor pode ensinar sobre estratégias bem-sucedidas de venda

O mentor empresarial Luis Namura auxilia empreendedores que já se preparam para lucrar nas vendas de final de ano.

Estamos a quatro meses do Natal e quem trabalha no varejo já corre contra o tempo para planejar as melhores estratégias de vendas. E mesmo diante de tanta repercussão na imprensa e redes sociais, muitos ainda estão intrigados com o sucesso do morango do amor. Será que estamos diante de um hype momentâneo ou teremos desdobramentos? É possível aplicar parte dessas estratégias em outros negócios?

Para responder esses e outros questionamentos, nada melhor do que ter a sábia visão de um mentor empresarial que traz na bagagem a fundação de 15 empresas e a implantação de mais de 300 negócios ao longo de sua carreira, Luis Namura.

Para refrescar a memória, essa trend ganhou força em julho, quando o morango do amor virou febre na internet. O doce, feito com uma camada de brigadeiro branco envolvendo o morango e coberto por uma calda vitrificada de açúcar vermelha, que remete à tradicional maçã do amor das festas juninas rapidamente se tornou querido por todos com vídeo viralizado nas redes sociais.

O doce é vendido pelo valor médio de R$ 20,00 na maioria das confeitarias, mas logo surgiu versão de luxo custando mais de R$ 2 mil. Marcas de cosméticos, roupas e acessórios pegaram carona na trend, relançando produtos (ou apenas colocando para girar peças encalhadas) sobre o tema, e teve até comerciante saindo da falência. Namura explica o porquê desse fenômeno de vendas:

“O boom do Morango do Amor mostrou que não é só sobre vender um produto, é sobre vender uma experiência que as pessoas queiram fazer parte. Para o Natal, o raciocínio é o mesmo. No seu negócio, descubra qual é aquele elemento que transforma a experiência e desperta o desejo imediato. Pode ser uma embalagem que vire enfeite, um sabor que remeta à infância ou uma ação que gere compartilhamento nas redes sociais. A vantagem do Natal é poder planejar antes do pico! Encontre qual é o momento “uau” que vai fazer o cliente querer mostrar para todo mundo e já prepare o estoque e o fôlego porque vai vender que nem água no deserto”, explica.

Namura afirma que o boom do morango do amor ocorreu por conta de uma estratégia muito bem desenhada que se traduz em uma combinação poderosa de oportunismo com velocidade:

“Quando uma trend como o Morango do Amor explode, o que vemos é gente inteligente entendendo que não está vendendo só um doce, mas participando de uma conversa nacional. E conversa boa nas redes sociais é como onda no mar: quem entra na hora certa surfa bonito, quem demora toma caldo. Não é sorte, é visão: identificar um movimento de massa, alinhar rapidamente o que você tem a ele e contar essa história de forma que o público sinta que está dentro da trend”, pontua.

Quando uma oportunidade tão lucrativa chega até uma maioria, a tendência é copiar para conseguir resultados satisfatórios, mas teve muita gente que apelidou o doce famosinho de “morango do ódio” porque perdeu tempo na cozinha tentando fazer a receita sem sucesso. Namura concorda que a persistência pode ser um gatilho para se criar algo novo:

“Na cozinha ou nos negócios, a primeira tentativa raramente é perfeita e é exatamente nesse processo de errar, ajustar e tentar de novo que surgem as inovações. No mundo dos negócios, a perseverança/persistência não é só um gatilho, é combustível. Sem ela, você não chega na solução final. É como eu sempre digo: a inteligência é uma luz que ilumina o caminho, mas é a perseverança que leva você ao destino!”, diz.

Namura alerta que toda tendência corre o risco de ser passageira, mas o morango do amor já mostrou força pra virar mais que uma modinha, pelo menos por um bom tempo, e indica o caminho para quem deseja apostar:

“O que define se vai ser só uma moda ou um case duradouro é a capacidade de criar desdobramentos: variações de receita, produtos inspirados na estética, parcerias com outros setores e uso inteligente da marca como símbolo. Quem entender que o doce é só a “ponta do iceberg” e trabalhar o universo que ele representa, como fizeram com o panetone gourmet, que virou negócio o ano todo, pode transformar essa onda em correnteza constante”,

Alguns estudiosos acreditam que, dentro de um cenário nebuloso e crise na economia, um doce pode servir de alento e estimular o consumo da população. Namura também faz parte desse time e revela seu ponto de vista com propriedade:

“Em tempos de incerteza e crise, as pessoas buscam refúgio em coisas que transmitam segurança emocional. Um doce que remete à infância e a bons sentimentos ativa memórias afetivas que dão conforto e prazer instantâneo.Historicamente, em períodos difíceis, produtos que oferecem pequenas doses de prazer (os chamados affordable luxuries) tendem a crescer. Em um cenário nebuloso, vender afeto em forma de produto é, muitas vezes, mais poderoso do que vender apenas utilidade”, finaliza.

Confeiteira parceira do albert confirma o sucesso do morango do amor

A proprietária da confeitaria BonCherie, Márcia Fulas, aproveita o bom momento do morango do amor para ampliar sua clientela em São José dos Campos. Apesar do carro-chefe da empresa ser o brownie, se aventurou a aprender a receita que teve uma aceitação ótima e chegou a comercializar cerca de 40 unidades por dia. Além de disponibilizar na loja, oferece também o produto no iFood e os preços variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00, dependendo do tamanho do morango.

Segundo Márcia, a novidade teve a função de atrair outros paladares, já que a confeitaria ainda é nova na cidade:

“O Morango do amor não fazia parte do meu cardápio. Eu não trabalhava nada com caramelo, que é aquela casquinha do morango, então, foi um desafio bem grande. Como proprietária de confeitaria artesanal, a gente sempre tem que aproveitar o momento em que algum produto está em evidência para ser mais conhecida pelas pessoas, pois pode ser o primeiro passo para entrar na casa de alguém e um cliente se interessar em conhecer o que mais você tem a oferecer, explica.

Além de ser bastante ativa nas redes sociais, a empreendedora conta com o reforço das ferramentas do albert, que estão auxiliando bastante nesse momento de crescimento: “Nessa busca por tentar ser mais conhecida na região, eu fui atrás de ferramentas para me ajudar a crescer e me deparei com o albert em uma propaganda no Instagram que me chamou bastante atenção. Já tinha testado outros sistemas anteriormente, mas não fluiu. Eu gosto de coisas muito práticas, até porque sou eu que faço tudo, e eu achei uma ferramenta muito legal, atrativa, fácil e intuitiva de usar. E o que eu achei mais bacana foi que até quando você resgata o cashback, você ganha mais cashback. Eu pensei: Isso daqui é demais, porque eu como consumidora ia amar uma loja que me oferecesse um benefício como esse”, diz entusiasmada Márcia.

Fonte:Parceria Agência Maria Fumaça e Comunicaê – Patrícia Lima (assessora de imprensa)