Hoje é dia de homenagear a propaganda

Dia Mundial da propaganda

por Josué Brazil

No começo eu queria ser jornalista… Confesso.

Bom, mas tudo bem, porque antes disso eu queria ser centroavante da seleção brasileira de futebol ou piloto de caças…

Fui estudar num colégio técnico de mecânica e eletrônica por motivos que até hoje não compreendo totalmente. Saí de lá porque sofria muito e porque uma professora de língua portuguesa ao avaliar uma redação minha perguntou: o que você tá fazendo aqui???

Ela tinha razão. Eu tinha que ir pra comunicação. Tinha que ir para o jornalismo.

Os meus pais procuraram uma escola de nível médio para eu estudar no ano seguinte. Sim, perdi um ano do ensino médio por conta da tal escola técnica. Voltando a busca pela escola: encontraram uma que tinha o curso técnico de desenho publicitário. Com o pouco discernimento de um moleque de 16 anos pensei: é o mais próximo possível do que eu quero. E fui!

Dei de cara com a propaganda e foi paixão a primeira vista. A paixão virou algo maior: amor. Não era um caso, um lance fortuito. Era casamento, compromisso.

Terminei o ensino médio e fui estudar publicidade e propaganda na Unitau. O fascínio por aquele universo só aumentou. Abri uma agência de propaganda. Fechei. Abri uma segunda. Entre uma e outra comecei a dar aulas de propaganda no colégio em que me formei. Depois fui dar aulas na universidade. Dei aulas em três: Unitau (onde estou até hoje), na Universidade Braz Cubas e na Faculdade Cásper Líbero.

Era incrível! Falava horas e horas sobre propaganda e ainda me pagavam por isso… Demais!!!

Fiz incontáveis e bons amigos! A propaganda me deu quase tudo que tenho e sou. Por isso, além de eterno apaixonado, sou enormemente grato.

Hoje é dia de lembrar e declarar em alto e bom som, imagem, texto e tudo mais o meu amor por esta profissão, por esta indústria, por esta atividade.

 

Artigo trata de neuromarketing e redação publicitária

Neuromarketing na Redação Publicitária

por Tatiana Lacaz*

A Neurociência passou a dar enfoque as pesquisas que se dedicavam ao estudo do impacto das ações humanas na mente dos consumidores, dando origem ao neuromarketing. A palavra foi citada, pela primeira vez, por Alex Smidts, professor de pesquisa de marketing da Erasmus University Rotterdam, no ano de 2002.

Esse novo campo de estudo é um verdadeiro divisor de águas, reforçando o papel relevante da ciência como método instrutivo para se compreender o comportamento do consumidor.

Tatiana Lacaz

No cérebro as principais descobertas acontecem quando ele é estimulado, diferentes áreas cerebrais são ativadas quando lemos alguma palavra ou a falamos, o tom da voz também determina os nossos sentimentos, como: alegria, entusiasmo, tristeza, irritabilidade, etc.

De acordo com a evolução, o cérebro humano é dividido em três partes. A camada mais profunda, responsável pelas ações de sobrevivência e atos sexuais, é chamada de cérebro reptiliano ou primitivo. É justamente nessa área que as decisões são tomadas. É no cérebro reptiliano que define as ações e reações, inclusive a decisão de compra.

A segunda camada, conhecida por sistema límbico, tem o papel de processas as emoções e os estados de espírito no inconsciente, é nele que as emoções sentidas são transmitidas ao cérebro reptiliano, podendo ser uma sensação positiva ou negativa, preparando-se para uma futura decisão.

A última camada, intitulada córtex ou neocórtex, é responsável pelas atividades cognitivas, tais como a memória, o pensamento, a linguagem e o julgamento. É nessa região cerebral que acontece o ato de pensar, é o local propício onde todos os dados são realmente processados.

Quando o consumidor pensa mais de uma vez antes de efetivar a compra de um produto, o córtex entra em ação para pensar nos prós e contras de se adquirir um item, fazendo-o questionar se realmente vale a pena adquiri-lo.

O sistema límbico cumpre o papel de reconhecer as emoções sentidas e repassá-la ao cérebro reptiliano.

As emoções influenciam diretamente na decisão final do consumidor, por isso possui tanta relevância, mas cuidado, se somente essa região estiver no processo, a decisão não ocorrerá rapidamente.

O correto é que a mensagem publicitária atinja diretamente o cérebro do target, porque é exatamente nessa região que acontecem as tomadas de decisões dos consumidores.

Um dos segredos revelados pelo neuromarketing, é que para conquistar um considerado número nas vendas é preciso mostrar ao consumidor, na prática, o produto sendo utilizado por alguém ou o serviço sendo testado. Esse exemplo é seguido de maneira espontânea, pelo cérebro que o vê. A resposta é simples, os chamados neurônios-espelho entram em ação e adotam o ponto de vista de uma outra pessoa.

Os marcadores somáticos também são outra descoberta do neuromarketing. Além de experimentar os produtos, os consumidores também valorizam um atendimento de qualidade e julgam suas decisões como ótimas compras, experiências também são geradas através da logomarca que remete sentimentos e experiências vivenciadas, armazenadas em seu subconsciente

Image by John Hain from Pixabay

Uma das marcas mais famosas de produtos alimentícios do Brasil, denominada como Forno de Minas, traz em sua história as delícias e os sabores marcantes do estado de Minas Gerais, ela ativa os marcadores somáticos dos consumidores, que recordam o modo como os mineiros fabricam as guloseimas caseiras, sendo essas os doces em compota, doce de leite e o tradicionalíssimo pão de queijo.

Há mais de 20 anos no mercado, a Forno de Minas se destacou ao trazer uma receita de pão de queijo, do noroeste mineiro, tornando-se referência na gastronomia e na qualidade do produto, sendo uma das delícias mineiras de maior sucesso em todo o país.

Além da qualidade já citada anteriormente, o foco das novas peças publicitárias da marca é a praticidade de se ter os pães de queijo sempre prontinhos, quentinhos e em qualquer hora do dia, desenvolvendo o marcador somático na mente do consumidor que já memorizou o sabor, o aroma e a sensação prazerosa de experimentar os produtos.

Outro fator decisivo para alcançar a tão sonhada fidelização do consumidor, é o marketing sensorial.

Para isso, é necessário criar mensagens que traduzem fielmente a usabilidade do produto ou do serviço, seus benefícios, as vantagens em relação a concorrência e a importância de se adicionar o que foi oferecido no dia a dia, a fim de superar as expectativas do seu target.

Um exemplo de marketing sensorial são as peças publicitárias que precisam apresentar um novo sabor de pão de queijo da marca Forno de Minas, já citada anteriormente.

É bem provável que alguém saboreará a nova guloseima, caso o anúncio contenha só o texto, a redação tem o papel fundamental de descrever a sensação irresistível de saborear o pão de queijo.

A imagem ou até mesmo a descrição minuciosa dessa cena, ativa os marcadores somáticos, que trazem a memória o sabor e o aroma do pão de queijo em si, além de evidenciar a estratégia dos neurônios-espelho, mostrando a vontade do consumidor em estar no lugar da pessoa representada na propaganda. Em uma única peça, consegue-se ativar a visão, o olfato e o paladar do target.

É importante sempre trabalhar os cinco sentidos para despertar o desejo no consumidor, principalmente a visão. ‘’A verdadeira vitrine de seus produtos são os olhos de seu público-alvo.’’

Procure sempre colocar o seu principal objeto de interesse no topo do anúncio, isso fará com que o seu comprador decida mais rápido efetuar a compra.

*Tatiana Lacaz
Graduanda em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda no Centro Universitário Teresa D’Ávila
Redatora na PsPonto – Agência de Comunicação e Marketing

O que é branding?

O que é branding? Porque falam tanto nisso?

por Achiles Batista Ferreira Junior*

Se você pesquisar, verá que branding significa “gestão da marca”, é isso, porém o conceito vai além, uma vez que as marcas que mais se preocupam com a sua sobrevivência mercadológica, questionam a forma ideal de melhorar sua performance, seja no segmento de produto ou serviço. Isto porque, a fidelização do consumidor/cliente é bem mais interessante do que conquistar um novo cliente, e a marca tem justamente este papel, fidelizar e manter clientes. Logo, a prática, prestar bons serviços para fortalecer a imagem da marca, se torna fundamental para a continuidade dos negócios da empresa.

Achiles Junior

É fundamental entender um pouco sobre o poder de uma marca e sua gestão, uma vez que a marca pode influenciar na decisão e avaliação dos produtos/serviços. Neste contexto, se faz necessário diferenciar a gestão das marcas (branding) da criação/design do logotipo de uma marca.

Primeiro vamos entender o que é marca e o que é logotipo. Marca é o nome, termo, design ou qualquer outra característica que identifique um bem ou serviço de um vendedor como distinto dos bens ou serviços oferecidos por outros vendedores (CHURCHILL; PETER, 2012). Já logotipo é definido como sendo a representação gráfica da marca, ou seja, ele faz parte da marca. Porém as marcas são mais que simples nomes e símbolos, elas são elementos primordiais na relação entre empresa e consumidor, pois representam a percepção e os sentimentos do mesmo em relação a um produto e seu desempenho (KOTLER; ARMSTRONG, 2007).

Por sua vez, branding vem do inglês e é formada pela junção de brand que significa “marca” com a terminologia “ing” formando um gerúndio, uma palavra que sempre denota uma ação, o “fazer algo”, então, de maneira resumida, branding significa fazer ações para a marca, ou seja, se refere à gestão da marca como um todo e não apenas a criação de sua representação gráfica (logotipo).

Grandes empresas tais como Coca Cola, Apple, Harley Davidson, Disney, entre outras conseguiram atingir o ápice no quesito boa imagem, relacionamento e fidelização dos seus consumidores com uma boa gestão de marca, ou branding. Pois segundo Roberts (2004), o que basicamente move o ser humano é a emoção e não a razão.

*Prof. Dr. Achiles Batista Ferreira Junior é coordenador do curso superior de Marketing Digital e Marketing do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 Comunicação – Ana Paula Scorsin

Coluna Propaganda&Arte

Entendendo culturas (além dos esteriótipos)

A Etnografia visa o estudo das diversas etnias, suas culturas e toda bagagem de informação produzida por um povo. Isso pode ser ideias, imagens, músicas, roupas, tradições, línguas etc.

Image by Sumanley xulx from Pixabay

Nessa hora, encontramos o cenário digital onde as distâncias desaparecem e surge uma nova forma de relacionarmos mundialmente. Mesmo assim, ainda parece que nos comportamos como tribos, seguindo aqueles com mais afinidade comigo.

Agora, será que estamos compreendendo este cenário ao criar uma propaganda ou uma comunicação mais direcionada?

Não precisa ser um anúncio para divulgação internacional, onde você precisa tomar cuidado com a língua estrangeira, dominar não só a ortografia, mas a cultura das gírias, por exemplo. Estou falando das tradições da sua região, do seu bairro ou de uma classe social específica que você quer impactar.

A Netnografia surge para entender como estes grupos se formam, coletar dados para serem usados pelo marketing e gerar uma compreensão maior do que acontece por aí nesse mundão da internet.

São grupos e mais grupos, comunidades e mais comunidades, que se formam a todo instante, buscando algo em comum: se relacionar.

Sua marca está consciente disso?

Com quais grupos ela conversa? Ela cria grupos? Ela pode se beneficiar dessas comunidades?

Todas as perguntas precisam ser respondidas, ou então estamos falando e falando por nada. Gastando o dinheiro da publicidade para falar com um povo que já não reconhece seu idioma.

Quando percebemos #Sextou vira #SEXtoU

Tomando como um exemplo bem básico da hashtag que até hoje faz sucesso e tem uso amplo no Brasil, o #Sextou nunca falou tão forte com um público que precisa trabalhar durante a semana, estudar, matar um leão por dia e na sexta-feira vê um momento de alívio, resumido em uma tag: SEXTOU. Ou seja, a sexta começou. O problema é que em inglês pode ter uma conotação negativa e pornográfica, algo como: sexo para você.

O tipo de ruído que citei aqui parece simples, mas para grandes marcas poderiam gerar algum buzz negativo se não fosse amplamente utilizada pelos brasileiros, que praticamente resignificaram o termo, suprimindo os usos estrangeiros.

Conhecer os perfis, costumes e culturas, muito além dos estereótipos como: todo rapaz quer aproveitar o fim de semana, ou toda mulher que ter um tempo para sua beleza, são apenas alguns passos para encontrar novos mundos de significados, adentrando nesse universo do público que você quer conversar. Quem sabe nessa hora, você encontre um rapaz ligado em beleza e uma mulher que só quer aproveitar o fim de semana e converse com mais eficiência com seu público. Quem sabe no fim, todo mundo use junto, com a conotação mais positiva possível, a hashtag #SEXTOU