Coluna Propaganda&Arte

Marketing Olfativo: qual é a essência da marca?

Você já deve ter estudado sobre Marketing, sobre a importância de um bom atendimento, de entender os seus clientes e posicionar uma marca no mercado. Então, em algum momento você deve ter ouvido falar de Marketing Olfativo. Se não, já deve ter ao menos sentido esse mercado. O perfume, nesse caso, pode ser a essência de uma marca.

Empresas grandes e médias já utilizam cheiros personalizados: Nike, Natura, Danone, Castelo Ra-tim-bum, Novotel, só para citar alguns casos. Como podemos ver as marcas não utilizam apenas as essências diretamente em seus produtos, mas também em seus ambientes e lojas.

Sabe aquela loja de roupas que ao entrar você sente um perfume marcante? Que faz nos sentir modernos, atualizados e dispostos a comprar algo para confirmar isso?

Se já sentiu algo parecido, você estava sob o efeito do Marketing Olfativo da melhor qualidade. A ideia dessa estratégia é agregar às mensagens visuais e sonoras, seja de uma loja ou de um hotel, mais sensações incríveis e únicas.

Uma lembrança inesquecível. Um cheiro marcante. Uma marca inesquecível.

Seguindo essa lógica, o aroma de uma marca/produto tem forte poder de emocionar, convencer e criar um ambiente diferenciado de experiência de marca. Afinal, o olfato está ligado aos mecanismos do cérebro que regem as emoções. Por isso, alguns cheiros nos remetem a lembranças da infância, acontecimentos ou pessoas marcantes.

Nesse momento, em que vivemos bombardeados de anúncios, músicas, jingles e outros elementos comunicacionais, o olfato parece o mais sutil e, ao mesmo tempo, o mais eficiente para personalizar e aproximar as marcas de seus clientes.

Você já pensou em trabalhar nessa área, como avaliador olfativo? Se você se interessou saiba que é preciso muito estudo e não basta ter “faro para negócios”. As escolhas desse ramo são muito mais estratégicas, envolvendo profissionais de áreas exatas, como química e engenharia, e podem dar um novo ar para uma marca que busca se reposicionar ou se aproximar de seu público, criando vínculos inesquecíveis.

Anúncios nativos são mais eficientes

Anúncios nativos recebem 4x mais cliques que os tradicionais banners

por Ashwin Shekhar

Os novos formatos de anúncio em aplicativos mobile se adequam à experiência do usuário e lucram com métodos programáticos

Ashwin Shekhar

Quem trabalha com marketing conhece a importância dos novos formatos para seus anúncios. Especialmente quando se trata de aplicativos mobile, a escolha do formato adequado ganha força: quanto melhor for a experiência do usuário, maior será a chance de conquistar engajamento, interação e público de qualidade, resultando em maiores pagamentos aos publishers.

Desde o ano passado, os anúncios nativos em dispositivos móveis vêm se tornando cada vez mais populares e sua eficácia na conversão de usuários de qualidade é notável. Isso porque as taxas de cliques são até 4 vezes maiores do que os tradicionais banners.

O que são anúncios nativos

Os chamados anúncios nativos são um formato de publicidade que obedece o design do aplicativo em que é publicado. Esse tipo de anúncio amplia a experiência do usuário, fornecendo valor através de um conteúdo relevante que flui dentro do contexto do app que o rodeia. Eles são uma maneira rápida e fácil de alcançar rentabilidade de forma eficaz e devem ser parte integrante de todas as estratégias de monetização para a maioria dos aplicativos.

O formato de anúncio nativo fornece aos publishers controle sobre a personalização dos anúncios. A implementação de anúncios nativos significa criar a combinação ideal dos elementos do anúncio, que incluem ícone de aplicativo, mensagem criativa, vídeo, imagem estática e botão de ação (“call to action”). Por ter esse controle, eles são capazes de gerar anúncios que não perturbam a experiência do usuário e agregam valor.

Escolhendo a estratégia de monetização certa

Diante das rápidas mudanças na indústria, os desenvolvedores precisam listar prioridades quando se trata de opções de monetização. Acessar o maior número possível de recursos de oferta e demanda para atingir públicos maiores é importante tanto para os anunciantes que desejam usuários de alta qualidade, quanto para os publishers que quiserem garantir que o inventário de anúncios seja vendido pelo maior preço possível. No entanto, implementar várias redes de anúncios e kits de desenvolvimento de software (SDK) é demorado. Por isso, muitos estão se voltando para a mediação de anúncios como uma solução.

Na mediação de anúncios, um único SDK (conjunto de ferramentas para desenvolvimento de software que permite a criação de aplicativos) é implementado no aplicativo do publisher, que se conecta a várias redes de anúncios não programáticas e programáticas. A mediação prioriza as redes publicitárias com base no seu histórico de eCPM, privilegiando as que têm pagamentos maiores. Os publishers podem se integrar com um grande número de fontes de demanda com mais facilidade e monetizar seu inventário, mantendo em foco seus indicadores de desempenho-chave (KPIs) para uma melhor otimização dos resultados! Os desenvolvedores de aplicativos podem tomar decisões baseadas em informações sobre as redes que estão funcionando melhor do que outras em um dado momento.

Foco na experiência do usuário e métodos programáticos

Os desenvolvedores de aplicativos que seguem as tendências do mercado estão na melhor posição quando se trata de capturar usuários e melhorar sua monetização. Os EUA já começaram a adotar a mediação de anúncios e isso tem enorme potencial, mas ganhar dinheiro com aplicativos continua sendo um negócio complicado – especialmente quando não se está equipado com as ferramentas certas! É essencial manter a experiência do usuário em mente e aproveitar os métodos programáticos se os anunciantes e publishers quiserem entrar na onda da monetização móvel.

Sobre o autor: Ashwin Shekhar
Chefe de vendas globais da Glispa Global Group, que oferece soluções de monetização nativa, Foi também Diretor de Desenvolvimento da mesma empresa, liderando o crescimento contínuo e rápido nos mercados da Ásia. Ashwin trabalhou anteriormente na InMobi em Bangalore, desta vez focado no mercado de publicidade móvel da Europa Ocidental.

Fonte: Babushka – Yheuriet Kalil

Coluna “Discutindo as relação…”

O adeus do Z

Os três sempre foram uma referência para mim e, acredito, para mais de meio mundo publicitário. O D, o P e o Z mudaram totalmente a propaganda brasileira. Trouxeram inteligência, brasilidade, charme e elegância. Acrescentaram excelência criativa, rigor estético e ética profissional. Trouxeram leões e muitos outros prêmios para o Brasil.

O P e o Z eram catalães. E, como eu descobri através de um vídeo comemorativo aos 50 anos da carreira do Z, conheceram-se no primeiro dia de cada um deles no primeiro emprego no Brasil (ou algo parecido com isso). É muito boa armação do destino, né?!

O Z era artista plástico. E um BAITA diretor de arte. Era divertido, bem humorado e talentosíssimo! Ajudou a formar uma montanha de profissionais de criação nos longos e fantásticos anos de DPZ. Aliás, a DPZ era uma agência tão original à época, que tinha dois andares e duas equipes completas de criação: uma comandada pelo P e outra pelo Z.

O Z se foi ontem. Tomei um enorme baque, confesso! Era fã de carteirinha. Infelizmente nunca tive a oportunidade de vê-lo em carne e osso. Nem uma única palestrazinha sequer…Mas admirava e muito mesmo à distância.

Escrevi no meu perfil de Facebook que a propaganda brasileira acabava de ficar um tanto menos rica. Perder o Z é como perder um Pelé, um Rivelino, um Zico, um Ademir da Guia… É como perder um Ademar Ferreira da Silva, um João do Pulo. É perder um W… e um P (que infelizmente já tinha ido também). É perder alguém insubstituível. Sim!

Acredito que a propaganda brasileira siga sendo competente, criativa, forte e que continuem surgindo profissionais que sejam referência para outros futuros profissionais. Mas, para os que são da minha geração, a despedida do Z faz calar, faz pensar, faz a alma ficar triste…

O Z vai deixar o céu ainda mais interessante, divertido e, claro, criativo e prazeroso. Não tenho dúvidas.

Um grande abraço, mesmo que ainda mais de longe agora, Zaragoza!

Transformação digital: o remédio contra a crise

Ferramentas tecnológicas de conectividade otimizam recursos, diminuem custos e aumentam receita

Samir El Rashidy*

Com a crise econômica e a consequente baixa de receita que as empresas têm enfrentado, o principal desafio é economizar, mantendo a qualidade dos serviços. É nesse momento delicado que apostar na transformação digital se mostra mais necessário, porque o uso da tecnologia tende a otimizar recursos, força de trabalho, agilizar processos e, por tudo isso, diminuir os custos das empresas.

A transformação digital no mundo corporativo, em especial com o uso de tecnologia de redes, deixou de ser parâmetro apenas para empresas que optam por uma gestão moderna, sendo agora de extrema importância também para corporações que querem crescer até em momentos de crise.

Dificilmente se vê hoje uma grande empresa que não investe em uma melhor conectividade e em soluções tecnológicas para esse fim. Isso porque elas remetem à comunicação entre funcionários, internos e externos, clientes e terceiros, e à operacionalização de processos, que fazem a empresa girar. Em uma era tão conectada, a empresa que permanece parcialmente conectada corre o risco de perder espaço para as mais inovadoras.

Por exemplo, armazenamento de dados na nuvem permite escalabilidade e flexibilidade na transmissão de dados entre membros e clientes, tornando o negócio mais dinâmico e com custo muito menor do que ter que manter um data center, dentro da instituição, ou máquinas espalhadas em um escritório. Isso sem contar com toda estrutura de backup.

O uso de áudio ou videoconferências permite a comunicação entre vários grupos de pessoas em qualquer lugar do mundo e em um único ambiente virtual. Somando essa capacidade a tecnologias de videoconferência, temos uma situação propícia para colaboração entre times, o que aumenta produtividade e também fomenta a rápida resolução de problemas e negociações. Fechar um negócio não depende mais de fuso-horário, preço de DDI, o que naturalmente aumenta o escopo territorial de clientes e suas receitas.

Houve também um preparo para que a digitalização não comprometesse a segurança. Redes definidas por software (Software Defined Network – SDN) tornam mais ampla a computação em nuvem e, principalmente, garantem o tráfego de informações mais seguro, por meio de uma interface de programação bem definida. Elas agem como uma internet particular, criptografando o tráfego de dados, e, assim, reduzindo as chances de ele ser interceptado ilegalmente.

Conectividade pela internet, via satélite ou fibra, é a base desse processo e hoje impacta, diretamente, no core da organização: afinal, quando falta conexão ou ela é de má qualidade, a reputação da empresa pode ser abalada ou mesmo negócios podem ser perdidos pela falta de uma comunicação adequada.

Adaptar-se às novas tecnologias e à transformação digital, em especial, é necessário em todos os setores, ainda mais em tempos de crise. Quantas não são as gigantes líderes de mercado que simplesmente desaparecem do mapa por não estarem atentas e não responderem com tempestividade às mudanças? Nenhuma marca, com certeza, gostaria de engrossar essa lista.

*Samir El Rashidy é Diretor de Soluções, Serviços e Pré-vendas para América Latina na Orange Business Services.

Fonte: About.com