Creative Strategy, Público +50 e ESG são as principais tendências para o marketing em 2025

Especialista com quase 20 anos de atuação no marketing, Thiago Duarte, elenca os principais temas a serem abordados no próximo ano

A estratégia é um elemento essencial para alcançar o sucesso no mundo dos negócios. Quem acredita nessa afirmação está sintonizado com a importância de mapear as tendências que o próximo ano deve confirmar. Temas como Creative Strategy, ESG e o público 50+ estão entre os gatilhos que podem aproximar expectativas e resultados positivos.

A pesquisa Kantar 2025 apontou alguns itens importantes para serem considerados pelos departamentos de marketing das empresas. Para Thiago Duarte, CEO da Thruster, os números apresentados pelo relatório representam uma guinada na trajetória de marcas que ultrapassam a barreira das telas e se comunicam diretamente com o consumidor.

“O mundo do marketing está em constante transformação, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças no comportamento do consumidor e novas demandas por inovação e responsabilidade social. 2025 será o ano em que as estratégias obsoletas se tornarão mais evidentes para o consumidor e, consequentemente, o mercado ficará ainda mais competitivo”, avaliou o executivo.

O especialista em marketing, com quase 20 anos de atuação, ressalta que as marcas devem buscar cada vez mais originalidade em suas propostas. “A Creative Strategy é o plano que orienta a forma como uma marca se comunica com seu público de maneira original e impactante”, explicou. Segundo ele, essa ferramenta combina objetivos de marketing com ideias criativas, gerando campanhas e ações que não apenas chamam a atenção, mas também criam conexões emocionais que resultam em venda.

“O consumidor, no geral, quer um atendimento mais próximo, algo que inspire confiança no vendedor, mas sem se tornar invasivo”, afirmou Thiago. Segundo a Kantar, a percepção da eficácia criativa caiu de 43% para 31% no público consumidor. Esse número revela que, em 2025, as marcas precisarão conquistar a atenção do público de forma contínua e consistente. “É necessário ser cada vez mais preciso e eficiente”, destacou Duarte, citando exemplos de sucesso como o Burguer King, com o case de um “contra-marketing”, ao mostrar que seu hambúrguer não possuía conservantes, se deteriorando em um processo mais acelerado que o da concorrência que, por ter a presença de produtos químicos, demorava mais tempo que o convencional.

Seguindo essa direção, a McKinsey destacou que as vendas via live-commerce podem alcançar 20% do total do varejo na China até 2026, um movimento que pode repercutir em muitos mercados, inclusive o brasileiro. “O livestreaming é uma forma de venda formidável e atende plenamente à proposta de modernidade e comodidade que as gerações Z e Y procuram. É algo que ganhará força nos próximos anos”, apontou o executivo da Thruster.

Público 50+ e o ESG

O aumento da expectativa e da qualidade de vida tem despertado a atenção do marketing global desde 2024. Agora, em 2025, essa tendência virá com ainda mais força. Um levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) revelou que cerca de 22 novas lojas do segmento foram abertas por dia este ano.

Esse dado é um dos principais indicativos de que um novo grupo de consumidores está se consolidando como um importante motor de crescimento. “É preciso que as estratégias de marketing das empresas gerem valores como empatia, inspiração e realização para um público que consome em um ritmo diferente da maioria dos jovens, que é mais cauteloso com os gastos e é mais velho”, afirmou Thiago.

Essa ideia também embasa a percepção da Kantar sobre a tendência de consumidores que se preocupam com o ESG (Ambiental, Social e Governança) em suas decisões de compra. Cerca de 93% dos consumidores consideram o posicionamento das marcas em relação a um estilo de vida sustentável como um fator decisivo para suas escolhas.

Para 2025, 94% dos profissionais de marketing planejam aumentar os investimentos em agendas de sustentabilidade, reforçando o impacto dessa abordagem nas vendas, no branding e na consolidação de uma das tendências mais fortes do consumo nos últimos anos.

O ano de 2025 promete intensificar a necessidade de inovação, responsabilidade social e conexão emocional nas estratégias de marketing. Desde o uso de novas tecnologias como o live-commerce até o fortalecimento da relação com públicos emergentes, como o 50+, as marcas que estiverem dispostas a se adaptar às novas dinâmicas de consumo estarão mais preparadas para competir em um mercado cada vez mais desafiador e dinâmico.

Papai Noel vira história em quadrinhos no Natal de Aventuras do Shopping Pátio Pinda

Exposição com 20 réplicas de dinossauros segue no centro de compras até o dia 24 de dezembro

O “Mundo Jurássico” no Shopping Pátio Pinda tem conquistado o público de diversas idades. Localizada na Praça de Eventos do shopping, a exposição oferece uma verdadeira viagem no tempo, com réplicas de 20 dinossauros que se acredita terem habitado no Brasil durante os períodos Cretáceo e Triássico.

Em um ambiente imersivo, a exposição combina iluminação temática e efeitos sonoros, transportando os visitantes para um mundo pré-histórico. Além das réplicas, a exposição conta com um carrossel decorativo inspirado nos dinossauros e uma loja com produtos temáticos. Outra atração é o ovo instagramável, onde os visitantes podem registrar momentos divertidos em um cenário lúdico.

A exposição segue aberta para visitação, e a expectativa é que ainda mais pessoas se encantem com essa incrível experiência, que ficará no centro de compras até 24 de dezembro.

História em quadrinhos DinoBell

O universo jurássico também ganhou o mundo dos quadrinhos no Shopping Pátio Pinda. Em uma aventura surpreendente, o Papai Noel desbrava a era dos dinossauros para encontrar os presentes para a criançada. O encarte da história em quadrinhos pode ser retirado gratuitamente próximo à loja Do Re Mi.

Fonte: Communicare

Coluna Propaganda&Arte

Quebrando a Nova Quarta Parede: A evolução do cinema ao YouTube

Por R. Guerra Cruz

Imagem gerada no site imagine.art (gerada por IA)

A quebra da quarta parede — quando personagens interagem diretamente com o público, reconhecendo sua presença — tem raízes no teatro e se consolidou no cinema como recurso narrativo em obras como Deadpool e O Lobo de Wall Street. No entanto, a utilização desse recurso no cinema é cuidadosamente planejada, muitas vezes servindo a um propósito artístico ou humorístico.

Por outro lado, o YouTube revolucionou esse conceito, levando a quebra da quarta parede para além da narrativa principal e a integrando no processo de edição e produção. Nesse novo cenário, editores deixam de ser figuras nos bastidores e se tornam personagens reais, participando da construção do conteúdo em tempo real, com sua interação muitas vezes incorporada como parte essencial da experiência audiovisual.

Cinema: A Quarta Parede como recurso planejado

No cinema, a quebra da quarta parede ocorre em momentos específicos, cuidadosamente elaborados para gerar impacto. Exemplos notáveis incluem:

● Deadpool, onde o protagonista dialoga com o público, oferecendo uma camada metalinguística à narrativa.
● House of Cards, que usa monólogos diretos ao espectador para transmitir os pensamentos íntimos do protagonista.

Embora poderosa, essa interação é uma ferramenta narrativa isolada, previamente roteirizada e editada. Ela ocorre dentro da narrativa e raramente extrapola para o processo de produção. A edição permanece invisível, operando nos bastidores para criar uma experiência imersiva.

YouTube: A nova dimensão da Quarta Parede

Nos canais do YouTube, a quebra da quarta parede não se limita à narrativa, mas permeia o próprio processo de criação e edição. Criadores frequentemente se dirigem ao editor em tempo real, em um diálogo que o público presencia:

● “Corta essa parte, por favor.”
● “Coloca um efeito aqui.”
● “Editor, você acha que isso ficou bom? Responde na tela.”

Essas interações transformam o editor em um personagem ativo. Ele pode aparecer visualmente no vídeo, responder com textos ou memes na tela, ou até mesmo criar narrativas paralelas com suas escolhas de edição. Esse formato permite que o público experimente o processo de criação como parte do conteúdo, eliminando barreiras entre os bastidores e o produto final.

Comparações de Quebra da Quarta Parede

O Editor como personagem

No modelo tradicional, o editor atua nos bastidores, colaborando diretamente com o diretor ou produtor para montar o material conforme a visão original. No YouTube, o editor assume um papel público, e sua personalidade é frequentemente explorada como um diferencial do canal.

● Em canais como os de gameplay, o editor é quem insere piadas visuais, adiciona memes ou responde ao apresentador com textos ou efeitos na tela.
● Essa dinâmica cria um “meta diálogo”, onde o público não apenas assiste ao conteúdo, mas testemunha (e às vezes comenta sobre) o próprio processo de criação.

O Impacto da Nova Quarta Parede

Enquanto no cinema a quebra da quarta parede aproxima o público da história, no YouTube ela aproxima o público do criador e da produção em si. Isso cria uma sensação de autenticidade, mesmo quando o conteúdo é altamente editado. O público não apenas consome, mas sente que está participando da experiência criativa.

Prós e Contras

Cinema Tradicional

Prós:

● Alta imersão narrativa.
● Uso refinado e artístico da quebra da quarta parede.
● Preservação da ilusão de realidade.

Contras:

● Interação unidimensional com o público.
● Produção distante, sem visibilidade dos bastidores.

YouTube

Prós:

● Interatividade que humaniza o conteúdo.
● Maior engajamento e identificação do público.
● Flexibilidade para improvisos criativos.

Contras:

● Exposição excessiva pode diluir a narrativa principal.
● Qualidade técnica dependente de recursos disponíveis.

Novas tecnologias quebrando tudo (até a quarta parede)

A evolução da quebra da quarta parede demonstra como as plataformas moldam a narrativa audiovisual. No cinema, ela continua sendo uma ferramenta narrativa poderosa e artística, enquanto no YouTube, tornou-se um pilar do formato, integrando produção e narrativa em uma experiência única e interativa. Ambos os usos possuem seu valor, mas é inegável que o YouTube transformou o editor em um novo protagonista, redefinindo os limites entre criador, produção e público.

Rebranding: o que é e quando fazê-lo

Por Josué Brazil

Rebranding é o processo de mudar a identidade visual, verbal ou até mesmo os valores e propósitos de uma marca. Ele vai além de uma simples reformulação do logotipo; trata-se de reposicionar a marca no mercado, renovando a percepção que clientes, parceiros e colaboradores têm sobre ela.

Ao longo de 2024, muitas marcas globais decidiram apostar no rebranding para se manterem relevantes em um mundo em constante transformação. Algumas atualizaram suas identidades visuais para refletir um posicionamento mais moderno e digital, enquanto outras optaram por reposicionar seu propósito para se alinhar a valores como sustentabilidade e inclusão.

Alguns rebrandings provocararm muita discussão no mercado por parte de especialistas, estudantes e até leigos. Mas quando é o momento certo para fazer um rebranding? Vamos entender.

Quando fazer um rebranding

Mudanças no mercado: Se o setor em que a empresa atua passou por transformações significativas — como avanços tecnológicos ou mudanças nos hábitos do consumidor — a marca precisa acompanhar para continuar competitiva.

Reputação comprometida: Quando a imagem da marca está associada a situações negativas, o rebranding pode ser uma forma de reconstruir a confiança do público.

Expansão ou mudança de posicionamento: Se uma empresa está expandindo seus negócios para novos mercados ou introduzindo novos produtos, o rebranding pode ajudar a refletir essa evolução.

Desalinhamento com os valores: Com o tempo, a identidade da marca pode se desconectar dos valores e objetivos da organização. Um rebranding pode restaurar esse alinhamento.

Obsolescência da identidade: Identidades visuais que não evoluem podem parecer ultrapassadas e deixar de atrair o público-alvo.

Exemplos inspiradores de 2024

Marcas renomadas como a “Burger King” e a “Airbnb” são exemplos recentes de rebranding bem-sucedido. O Burger King reformulou sua identidade visual com um design retrô, que evoca nostalgia enquanto reflete sua dedicação a alimentos de qualidade e uma experiência moderna. Já a Airbnb, em seu rebranding anterior, introduziu o conceito de “Belong Anywhere”, reposicionando a marca como uma plataforma de conexão humana e hospitalidade global.

Esses exemplos mostram que o rebranding é uma ferramenta poderosa para manter a relevância e fortalecer a conexão com o público.

Cuidados ao fazer um rebranding

Embora seja uma estratégia valiosa, o rebranding não deve ser feito de forma impulsiva. Antes de iniciar o processo, é essencial realizar pesquisas detalhadas com clientes e stakeholders, entender a percepção atual da marca e definir metas claras para a transformação.

Rebranding da Jaguar, um dos mais polêmicos de 2024

Além disso, o rebranding precisa ser acompanhado por uma comunicação transparente, para que os clientes compreendam as mudanças e as vejam como positivas. Lembre-se: um bom rebranding não é apenas estético; ele deve refletir a essência da marca e seus objetivos futuros.

Chave para revitalizar marcas

O rebranding é um processo que exige planejamento, criatividade e coragem. Em um mundo tão dinâmico quanto o de hoje, ele pode ser a chave para revitalizar marcas e manter sua relevância. Se sua marca está enfrentando desafios ou busca novas oportunidades, talvez seja hora de considerar um rebranding. Afinal, evoluir é essencial para crescer.