Coluna Propaganda&Arte

It’s all about the money? (Nem tudo, my friend)

Oh, as redes sociais! Nós vivemos em um sistema onde as marcas possuem dinheiro, onde a publicidade pode ser cara ou barata e onde os influenciadores recebem uma grana para falar do seu produto (ou fazem de graça!). Um ecossistema novo e imerso no capital. Difícil pensar algo sem ele, porém, podemos melhorar as relações (e muito!) quando falamos desse tema.

Você também está diretamente ligado a isso, comprando, trabalhando, vendendo e, muitas vezes, valorizando ou não o trabalho alheio. Essa relação com o dinheiro ainda é um pouco complexa quando falamos de marcas se posicionando no digital. Você ainda acha que tudo é sobre dinheiro? (It’s all about the money?) Então, saca só esse debate a seguir!

Influenciadores influenciando (para o bem ou mau?)

Tudo começa com um perfil despretensioso na rede social do momento. De repente, bate a casa do milhão de seguidores. Normalmente, as marcas vão procurar o superstar em questão para tentar espaço publicitário na rede social que está bombando.

Sem muito profissionalismo, o influencer aceita tudo, faz todo tipo de publicidade, se vende por completo e, com ele, seus valores pessoais e conexões com seguidores. De um dia para o outro, ele perde toda credibilidade. Quem pagar mais terá seu apoio. Os seguidores que não são bobos percebem tal mudança de postura, de originalidade no conteúdo, já não olham com os mesmo olhos. Sacou?

Essa história hipotética que contei pode resumir basicamente os últimos 10 anos de trabalhos de marcas e influenciadores no meio digital. Sem planejamento, sem olhar claro de valores e conexões entre marcas e pessoas (influenciadores de grande repercussão no digital). Isso se explica por uma falta de compreensão de seu papel, tanto da marca como do influenciador digital. Assim, todo mundo sai perdendo, mesmo que a pessoa envolvida receba uma grana alta. No final, você vai entender que não é só sobre dinheiro, calma aí.

Marcas buscando seus propósitos, isso parece promissor!

Com a evolução do Marketing, como diria Kotler, agora estamos em uma nova Era. Um Marketing 4.0 onde o que importa não é mais o produto, seus benefícios e diferenciais técnicos, até econômicos. Se os valores e princípios éticos da marca não baterem com o do público-alvo, ninguém vai comprar. Assim diz a teoria. E na prática? Será que estamos comprando conforme nossos valores pessoais e propósitos da marca? Sempre?

Da mesma forma que as marcas estão procurando e definindo seus propósitos, abraçando causas e mudando a forma de se posicionar no mercado, as pessoas também estão. Nessa hora, lembramos daquele influencer do início do texto, que acabou se vendendo e topando fazer qualquer tipo de inserção publicitária em um espaço que antes era todo seu, pessoal, personalizado e autêntico.

Talvez agora, ele, em conjunto com empresas e marcas mais conscientes, façam uma análise mais criteriosa para saber se uma parceria seria interessante para todas as partes envolvidas: marca, influenciador e público, sendo este último o mais importante. Pois não vai adiantar anunciar em parceria com alguém famoso se seus seguidores não consomem o produto ou nem têm interesse em tal.

O que também não justifica os valores estratosféricos para esse tipo de parceria, o que acaba gerando uma inflação no mercado digital, mexendo com egos, confundindo o que é trabalho oportuno com oportunista.

Troque valores por Valores

Já temos muitos exemplos de marcas que não souberam se posicionar no digital. Ou de influenciadores que se contradisseram ao anunciar um produto contrário aos seus valores iniciais.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

O público sabe muito bem ler as entrelinhas, sabe interpretar e sente na pele quando algo é forçado. Marca nenhuma vai passar batida se não tiver feeling para entender o influencer e quem segue ele. Qual o perfil, quais anseios e interesses reais dos seguidores?

Antes de ter estas respostas, não adianta fazer parceria com o cara ou a mina mais famosa da internet. Precisamos pensar cada vez menos em valores (dinheiro) e mais em Valores (princípios e propósitos), pois é isso que vai gerar conexões reais no final do dia e, se tudo estiver alinhado, concretizar em interesse de compra e vendas.

É melhor investir pouco e certo do que, muito e errado, pois se você colocar a sua marca em uma cilada, fazendo parcerias com influencers polêmicos, poderá gastar ainda mais grana para mudar a imagem da empresa (e pode nem conseguir).

Acredite, no final, pode até ser tudo sobre dinheiro, mas ele não é tudo.

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Marketing de Gentilezas, uma estratégia virtual focada nas pessoas

13 de novembro – Dia Mundial das Gentilezas

Muito se engana quem insiste na ideia de que a internet é um ambiente frio e sem graça. A falta do contato físico já deixou de ser problema para as empresas que sabem trabalhar as relações humanas virtualmente. Entretanto, quem ainda não administra um marketing de gentilezas virtual eficiente ou, simplesmente, ignora essa necessidade está literalmente dentro d’água.

Image by S. Hermann & F. Richter from Pixabay

Segundo a consultora em marketing digital, Flávia Valentim, especialista no assunto, com mais de 19 anos de experiência no mercado corporativo, as redes sociais nada mais são do que uma grande rede de relacionamento e onde existem pessoas, deve existir cordialidade.

“Por isso, o marketing de gentilezas funciona tão bem no ambiente digital, pois é dedicado às relações humanas. Afinal de contas, se você vai se relacionar com o seu cliente de forma virtual, nada mais certo do que pensar nas estratégias de atuar focado nas pessoas e na qualidade das relações. Já que, do contrário, todo seu trabalho terá ido por água abaixo, explicou Flávia.

Levar a empresa para o formato online, trabalhar a imagem de forma positiva, fortalecer a marca e gerar o tão esperado resultado de vendas pode parecer simples, basta fazer postagens e pronto. Mas o empresário não pode esquecer, que mesmo não estando cara a cara com seu cliente, existe alguém do outro lado da tela, daí tamanha importância do marketing de gentilezas.

Essa é, sem dúvida, uma das preocupações da Vanessa Oliveira, gerente de vendas do Grupo TTC Segurança, responsável por gerir junto à agência de marketing, toda a comunicação que a empresa faz online. “O Grupo TTC vende segurança e da mesma forma devemos transmitir esses mesmos valores nas nossas redes sociais”, disse Vanessa.

Segundo ela, a empresa está constantemente atenta as postagens e mantém relacionamento direto com os internautas. “Eu respondo pessoalmente a todas as perguntas e me coloco no lugar do internauta, afinal, é frustrante solicitar uma informação e ser ignorado”, relata Vanessa.

A estratégia visa a construção de relações mais sólidas com os seguidores, com confiança, credibilidade e, acima de tudo, segurança caso haja uma negociação entre as partes.

Outro fator determinante para se trabalhar um marketing de gentilezas eficaz nas redes sociais é a prevenção de crises. Comentários maldosos num ambiente aberto como uma rede social pode acabar com a reputação de qualquer empresa, e dependendo do problema, reverter a situação fica bem complicado. O melhor mesmo é ficar atento!

Fonte: Assessoria de Imprensa – Jornalista Aline César

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Coluna Propaganda&Arte

Marcas mais humanas. Pessoas mais marcantes

O Marketing é aquele tipo de palavra coringa, usada para qualquer coisa (erroneamente), como a palavra gourmet. Mas muito além de uma palavra da moda ou sem significado, o Marketing em essência propõe uma relação de troca entre pessoas com necessidades e outras, com seus produtos e serviços que irão satisfazê-las.

Como qualquer relação de mercado, as relações comerciais podem e devem ser medidas, ainda mais em tempos de internet e mídias sociais onde tudo vira dados. Por isso, os conceitos de marketing e muitos outros conceitos estratégicos estão aí na rede para quem quiser acessar e colocar em prática, democratizando uma informação que é extremamente importante para uma empresa ou marca sobreviver.

MARCAS MAIS HUMANAS

Vivemos então uma Era de maior conexão entre pessoas, sem limites de distâncias, já que a internet pode chegar a lugares longínquos. Não é a toa que as redes sociais se tornaram o centro nervoso dessa nova dimensão digital.

Com o passar dos anos, as redes sociais e a tecnologia por trás delas também evoluiu e caiu no gosto popular. Afinal, se tornou um objeto de desejo, muito além da necessidade de manter as pessoas em comunicação. Hoje, temos dados detalhados de comportamento de nossos clientes, algo que não sonharíamos 20 anos atrás. Por isso, as marcas viram a necessidade de surfar nessa “onda” e apostar, mesmo que tardiamente, no meio digital como o futuro e o presente de seus negócios. Assim, foi necessário modular sua comunicação, tornar-se mais “legalzona” ou rever os protocolos para poder se aproximar dos clientes de forma mais livre. As marcas perceberam que precisariam se tornar mais humanas para poder se relacionar com o mercado e com seu público, o motivo de sua existência.

PESSOAS MAIS MARCANTES

Simultaneamente à mudança do marketing das empresas, migrando e integrando suas ações com os meios digitais, aconteceu uma grande expansão de consciência da sociedade enquanto indivíduos e agentes participantes desse mercado (marketing outra vez!).

Nós percebemos que, como clientes e e potenciais consumidores, temos força, podemos nos engajar em grupos com gostos e ideias parecidas, podemos comprar e questionar a origem dos produtos e detalhes dos processos industriais que antes não nos importavam.

Estamos percebendo que somos peças importantes nesse jogo. Assim, nos colocamos também no mercado como marcas e nos tornamos produtos com nossos valores pessoais. Já pensou qual é a sua imagem no digital?

Image by Free-Photos from Pixabay

Calma, não estou falando de uma imagem que você deve montar, como um profissional dedicado ou uma pessoa com uma cultura ou hábitos incríveis e que não correspondem com a sua realidade. Não é isso. Aliás, pessoas que tentam vender uma imagem “montada” tendem a ser desmascaradas cedo ou tarde (como a influencer digital que se dizia vegana, mas comia carne escondido).

O mesmo ruído de valores acontece com as marcas que fingem lutar por causas de momento e que nunca foram dela. Ou pior, vão contra anos de trabalho contrário a isso (Recentemente o McDonald’s apresentou uma lanchonete-conceito usando energia solar, mas as críticas vieram por falta de medidas efetivas sobre as fazendas parceiras de onde vem a carne e o efeito no meio ambiente). Por isso, essas empresas correm o risco de serem atingidas na imagem e reputação, saindo como uma marca pouco confiável ou oportunista.

O PODER DA ESCOLHA É NOSSO

Estamos vivendo uma Era onde nós selecionamos nossas amizades por afinidade ou interesse. Eu escolho produtos e escolho pessoas com quem quero dividir minhas redes sociais, consumir e trocar conteúdos. Inicia-se então uma nova busca por pessoas que façam diferença positiva em nossas vidas. A verdade é que buscamos pessoas mais marcantes em nossas vidas. Buscamos mais verdade e direções.
No fim, queremos sonhar, desejar, conviver e nos surpreender com todas as trocas que o marketing tem a oferecer. Seja comprando um produto novo ou passando a seguir uma pessoa que você admira nas redes sociais.

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Quais são as marcas brasileiras mais admiradas no exterior?

Segundo Michel Alaby, Natura, O Boticário e Havaianas são as marcas brasileiras que mais despertam interesse de consumidores em outros países

Recentemente, a consultoria internacional Brand Finance divulgou a lista das cem marcas mais valiosas do mundo em 2020. Em tempos de pandemia mundial, sem dúvida, se destacar é muito importante. Nesse ranking constam somente empresas da América do Norte, Ásia, Europa e uma única de outro continente, a Saudi Aramco, estatal de petróleo da Arábia Saudita. Mas, para Michel Alaby, especialista em Comércio Exterior e presidente da Alaby & Consultores Associados, há marcas brasileiras que fazem um bom trabalho, e poderiam fazer parte de uma lista como essa: Natura, O Boticário e Havaianas.

Para chegar a esse diagnóstico, Alaby analisou mais do que simplesmente o volume de negócios com países de fora e participação nas exportações, mas a existência de representantes regionais dessas marcas brasileiras, lojas em locais com grande visibilidade e principalmente a percepção de valor que o consumidor de fora tem dessas marcas, fruto de um bom trabalho de posicionamento de marca.

Cada uma dessas marcas tem uma estratégia de posicionamento diferente, que Alaby analisou separadamente, levando em consideração também se e como a origem brasileira faz parte dessa estratégia.

A Natura tem como um de seus propósitos de marca a sustentabilidade, um valor cada vez mais importante para o consumidor brasileiro e fundamental para consumidores de muitos mercados nos quais a marca está presente, especialmente quando trata da preservação da Amazônia, uma questão imediatamente relacionada à imagem do Brasil.

O Boticário, que já conta com lojas franquiadas em Dubai, e tem também outras marcas dentro de seu portfólio, como Eudora e Quem disse, Berenice?, que apelam à diversidade e ao empoderamento feminino, também tem a sustentabilidade como parte do seu posicionamento de marca, mas não apela diretamente à questão da Amazônia, falando sobre o tema. Em seu site em inglês, é possível encontrar informações sobre as práticas sustentáveis da empresa, como eficiência energética de suas fábricas ou a não testagem de produtos em animais.

Mesmo assim, a origem brasileira faz parte da maneira como essas marcas se apresentam ao consumidor estrangeiro, usando o próprio consumidor brasileiro como referência, se apresentando como “a mais amada marca de beleza do Brasil”.

O caso das Havaianas, segundo Alaby, pode ser considerado o mais emblemático de todos. A marca nasceu como um produto sem diferenciação, ficou estigmatizada como o calçado de uma camada da população com menor poder aquisitivo, reposicionou sua marca para ser universal e depois ganhou o mundo. Hoje, é uma das grifes brasileiras mais conhecidas, tanto no Brasil como no exterior. “Mais que um produto, um conceito que se tornou universal. A partir daí, mais do que sandálias, Havaianas vendem um estilo de vida, com DNA 100% brasileiro. De popular viraram pop e o mercado externo percebeu e gostou disso.”

“Essas são marcas que mostram caminhos que outras brasileiras podem seguir, especialmente aquelas que pertencem a empresas que pensam em se internacionalizar, porque elas não terão somente de disputar mercados estrangeiros com os players que já estão lá. Podem ter de defender sua posição no mercado brasileiro de competidores estrangeiros. E mais cedo ou mais tarde, nosso mercado se tornará mais aberto e essa competição vai acontecer aqui. É preciso estar preparado.”

Alaby ainda aponta que, apesar do bom trabalho feito por essas marcas, ainda há espaço para um trabalho de branding, para divulgar a “marca Brasil”. O consultor dá como exemplo países como Itália, Alemanha, Japão, Chile e Colômbia, que se tornaram tão especializados e sinônimos de excelência em um tipo de produto ou serviço que a origem se tornou uma segunda marca.

Ele cita o caso do design italiano, engenharia alemã, tecnologia japonesa, café colombiano e vinho chileno. Os consumidores foram percebendo ao longo do tempo que esses países eram bons nessas especialidades e o certificado da origem nacional acabou se tornando uma fonte de percepção de valor dos produtos tão grande, ou até maior em alguns casos, que a própria marca em si.

Em alguns casos, isso ocorreu organicamente. Em outros, foi resultado de um trabalho de branding muito bem feito, como é o caso do café colombiano, que, criando um personagem mascote, o cafeicultor Juan Valdez, que estrelava várias campanhas valorizando as características do produto do nosso vizinho, como sua acidez, em detrimento do café brasileiro. “Ao contrário de nós, brasileiros, que passamos o século passado exportando café como uma comodity, os colombianos foram pioneiros no conceito do café gourmet e uma saca de café colombiano custa mais caro que do brasileiro. Mas é um erro dizer, tecnicamente falando, que nosso produto seja inferior.”

Mas o Brasil pode aprender com as omissões do passado, em que simplesmente ficou olhando outros países crescerem em mercados internacionais que poderiam ser dominados por empresas e marcas brasileiras. “Carne bovina, carne de frango e calçados são exemplos de produtos nos quais temos qualidade, custos muito competitivos e profissionais competentes em todas as fases da cadeia produtiva. Esses setores, entre outros, poderiam se beneficiar muito de um trabalho de branding em conjunto, seguindo o exemplo do café colombiano, para que o carimbo do ‘Made in Brazil’ agregue valor a cada item vendido. Fica a dica para as empresas e associações de classe”, ensina.

Marcas e a pandemia – O consultor destaca que a pandemia causada pelo coronavírus tem sido uma oportunidade para que marcas mostrem que tem propósito e se destaquem positivamente, sem oportunismo, mas com posicionamento em assuntos relevantes. Ele cita recente pesquisa da HSR Specialist Researchers, denominada Marcas Transformadoras – maior estudo de marcas do País e que aponta as empresas que mantiverem um posicionamento mais consistente são as que estão construirão maior relevância. De acordo com o ranking, com algumas mudanças de posições, Magazine Luiza, Netflix, iFood, Natura e Ambev são as marcas mais transformadoras durante o isolamento social, de acordo com o público.

“Uma pesquisa da LLYC na Europa e na América Latina com cerca de cem executivos de marketing, entre o fim de maio e início de junho, definiu as prioridades na pandemia: ações de propósito de marcas, cooperação interna e canais digitais. O principal desafio das organizações, com 98% das respostas, foi promover a colaboração entre áreas e departamentos. Para o público externo, cresceu a preocupação com o propósito de marca (73% do total), bem como a experiência do consumidor,” conclui.

Fonte: Dupla Inteligência Editorial – Marco Barone

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Coluna “Discutindo a relação…”

Novas expectativas, novas entregas

Vivemos definitivamente um tempo em que fazer propaganda e comunicação “feijão com arroz”, mesmo que bem feita, funciona cada vez menos.

Pesquisas e estudos indicam que as pessoas demonstram cada vez mais resistência a uma comunicação escancaradamente comercial. E também rejeitam a propaganda tradicional e interruptiva – aquele que se intromete e interrompe um determinado conteúdo ou programação.

As marcas e a propaganda tradicional estão desgastadas. Motivar, persuadir e convencer pessoas está cada vez mais complicado e difícil. O consumidor atual é cético em relação às formas tradicionais de propaganda.

É preciso que marcas e agências de comunicação estejam atentos a propósitos e causas verdadeiras que sejam detonadoras de ganhos e conquistas sociais para as pessoas. As marcas devem pensar não apenas em vender mais, mas sim em como podem melhorar a vida das pessoas.

Um bom exemplo de como buscar soluções que associem ideias, marcas e propósitos é a ação da Sansung que reuniu crianças que queriam muito jogar futebol e trouxe ninguém mais ninguém menos do que o treinador da seleção brasileira para treiná-los. A ação é na verdade uma websérie chamada “Samsung é Mais Jogo” e foi criada pela agência Cheil Brasil.

Confira nesta matéria do Reclame:

Confira os bastidores de criação da websérie "Samsung é Mais Jogo", da agência Cheil Brasil para Samsung Brasil

A Samsung lançou recentemente a websérie "Samsung é Mais Jogo", dando continuidade ao trabalho que vem fazendo no Brasil dentro do novo posicionamento global "Do What You Can't". Criada pela agência Cheil Brasil e produzida pela BigBonsai, os três filmes contam uma história real de um grupo de crianças que antes eram preteridas pelos colegas na hora de jogar futebol, mas que agora serão treinadas pelo técnico Tite.Confira todos os detalhes dos bastidores de criação da campanha que o RECLAME trouxe para você!

Posted by RECLAME on Friday, June 8, 2018

Os profissionais de marketing, comunicação e branding devem estar atentos ao fato de que a tecnologia não deve ser um fim, mas um meio para promover a felicidade e o progresso das diversas camadas da população. Usar a tecnologia para associar a sua marca à solução das dores dos consumidores, ou seja, resolver ou atenuar problemas reias e cotidianos.

As pessoas querem se sentir pessoas. O caminho é esse. Promover causas e pessoas. E não marcas e produtos apenas. O crescimento de ações focadas em causas sociais é destacada nesta matéria da Meio&Mensagem.

Fiquemos atentos! Os consumidores (as pessoas) querem ações diferenciadas de comunicação e um novo papel das marcas.

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Coluna Propaganda&Arte

A arte de criar valores falsos, mas bonitos para as marcas

Atualmente as empresas mais valiosas do mundo são Google, Apple e Amazon, respectivamente. Será que as empresas mais valiosas do planeta também são as que possuem os melhores valores para o planeta?

Toda empresa bem estruturada possui uma missão, visão e valores. Frases como: “Somos uma empresa sustentável”, “Nossa equipe prioriza materiais ecológicos”, “Nossos processos são transparentes”, são apenas algumas das mentiras que lemos muitas vezes em sites ou nas recepções das empresas. Mas se tudo isso é mentira, nós, publicitários, também somos culpados disso e eu explico porquê.

Quando se constrói uma empresa, pensa-se em tudo, inclusive na marca e nos valores que irão direcioná-la. O problema é que esses valores precisam vir antes das ações da empresa e não depois que já está em movimento e produzindo, para não se tornar uma camada artificial, cheia de propaganda bonita e frases “da moda” para vender algo que não é a essência da empresa.

Se a marca diz ser sustentável, mas não prova isso em nenhuma ação, seus vídeos, anúncios ou posts perdem peso e não são mais valorizados pelo público. Uma hora a verdade aparece e o que era um ponto positivo pode se tornar uma grande propaganda negativa.

A Google, empresa que mais valorizou nos últimos anos, tem se mostrado extremamente útil para as pessoas, investe em tecnologia, comunicação, se mostra muito preocupada com o futuro e a cultura. Muitas ações dela provam isso, como os ambientes de trabalho descolados, mais relaxados e divertidos que os padrões normais que imperam nos escritórios em todo o mundo.

As pessoas possuem valores e, por isso as marcas também devem ter. Isso ajuda na comunicação, na escolha das imagens, nas pautas, nas lutas, nas ações que devem ou não devem ser apoiadas. Se as empresas estão ainda batendo cabeça com assuntos polêmicos é porque não conseguem mostrar suas essências, onde querem chegar e como.

O futuro será de empresas que realmente são úteis para a humanidade com valores que a maioria concorda e defende. Ainda não vivemos 100% esse mundo, mas alguns fatos apontam para um dia em que você só irá consumir produtos de empresas que estão totalmente alinhadas com a sua forma de viver e entender o mundo. Ou seja, os valores das empresas serão os itens mais valiosos nas prateleiras dos supermercados.

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Coluna {De dentro pra fora}

Tráfego de informações: a dor de cabeça do momento

Vitor coluna

Sim, o mundo anda cada vez mais rápido. As conexões e as relações. Tudo é importante. E todos querem interação. O meio corporativo segue o mesmo ritmo.

Agora, imagine-se no departamento de comunicação de uma empresa. Todas as áreas-clientes solicitando campanhas, as mensagens institucionais importantes, o alinhamento estratégico, seus objetivos como área de comunicação. Quanta coisa! Como definir o que realmente é importante para o momento da empresa? Como identificar o que tem mais relevância?

Exatamente aqui entram as mensagens-chave, nossas queridinhas. As mensagens-chave devem ser o norte. Eu aprendi o que eram e como usá-las com a Vivi Mansi, o Bruno Carramenha e a Thati Cappellano. Depois disso, nunca mais as abandonei. Talvez eu tenha dado uma adaptada no processo todo, mas vou falar um pouquinho sobre como elas podem orientar os esforços de comunicação.

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Como criá-las?
Particularmente, apesar de não ter uma fórmula mágica, eu gosto de considerar 3 aspectos:
– O objetivo estratégico da empresa.
– O comportamento (valores e missão).
– O contexto (como está no mercado x como é o mercado).

Eu gosto de resumir cada um desses aspectos em uma palavra, pra facilitar. Um exemplo:

tabela VitorEm resumo, você precisa considerar o objetivo da empresa, sua cultura e o mercado. Feito! Suas mensagens foram definidas. Agora, em todas as demandas que aparecerem, puxe sua tabelinha e reflita: essa demanda está coerente às mensagens-chave? Qual é a sua relevância nesse cenário?

Isso, inclusive, ajuda a identificar qual deve ser o seu esforço de comunicação. Uma campanha pontual? Uma sustentação mais forte? Uma matéria na revista? Tudo depende do impacto dessa informação para o momento da empresa.

Use-as em todo processo de comunicação
As mensagens-chave também podem ser incorporadas em todas as comunicações que são necessárias. Ou seja, vai ter uma SIPAT? Tente relacioná-la às mensagens-chave. Assim, você está fortalecendo uma comunicação estratégica e alinhada aos negócios.

Você pode usar essa técnica para a empresa como um todo, para uma área específica, para um evento/campanha. E você também pode estratificar essas mensagens conforme o público. Por exemplo, para a liderança você tem algumas, para os funcionários em geral você tem outras.

Vale a pena fazer esse exercício! Ele ajuda a defender a diferente importância dos temas para diretores e áreas, por exemplo. Além de ajudar você a ter uma comunicação estratégica.

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Coluna {De dentro pra fora}

O outro lado da moeda (ou um roqueiro num show de axé)

Vitor coluna

Depois de storytelling e conteúdo, a nova palavra do momento é engajamento. Em digital, a gente ouve muito sobre público engajado. Em Comunicação Interna não é diferente. Toda empresa quer ver seus empregados engajados. Vestindo a camisa, pra sermos mais leves e próximos. Pode vasculhar os briefings dos últimos tempos. Sem dúvida, engajamento vai estar entre os objetivos. Como se fosse assim: bum! Despertamos o engajamento. Não vou me aprofundar em definições de engajamento, mas partimos do princípio de que todos sabem que engajamento não é um botãozinho que será acionado e mudará tudo na mente do empregado. Muito menos que apenas comunicação será capaz de gerar engajamento.

Entendido isso, começa a batalha de RH e comunicação para o tão desejado engajamento. É pesquisa, é imersão, é alinhamento estratégico, é desenvolvimento de pessoas, é retenção de talentos, é clima organizacional. Movemos tudo para conseguir um nível de engajamento melhor. É pra funcionar, mas tem um fator muito importante nisso tudo. É o que eu chamo de o outro lado da moeda: o empregado.

Não dá pra engajar um roqueiro num show de axé. Ele pode até ir pra micareta em pleno Carnaval. Talvez como uma prova de amor! Porém, não dá pra sustentar isso por muito tempo. Ele vai, vive aquele momento e depois volta pro bom e velho rock. Vai ver o som que toca no carro dele!

Deixando essa comparação clara: o empregado precisa ter a mesma visão da empresa. Os valores precisam ser, pelo menos, parecidos. Se a empresa pensa de um jeito e o funcionário totalmente de outro, será quase impossível um engajamento verdadeiro. Ele poderá se envolver em um ou outro momento, mas não será algo constante. E inconstância afeta muita coisa no dia a dia profissional.

Resumindo: vai procurar um emprego ou contratar alguém? Cruze a cultura, a missão, a visão, os valores da empresa com os do candidato. Eles precisam ser coerentes. Os dois precisam ter uma visão de mundo parecida e um jeito de agir semelhante. E não me venha com essa história de que os opostos se atraem, rs. Não estou dizendo que a empresa não terá pessoas diferentes, de pensamentos distintos e plurais. Mas os pilares culturais precisam ser semelhantes para essa relação funcionar melhor.

Quando as empresas considerarem isso, o engajamento será quase natural. Quando você trabalha numa empresa em que você acredita e faz o que acredita, o envolvimento é espontâneo.

O engajamento nasce nos interesses comuns, quando o empregado acredita na empresa e quer fazer parte do que ela está fazendo no mundo. Dificilmente ele será despertado em uma campanha. É um processo que começa lá na seleção do candidato. Se queremos engajamento, precisamos dos empregados certos.

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