Além de produtos e serviços: a ascensão da economia da experiência

Por Marcelo Wakatsuki*

Com a rápida evolução do mercado, uma nova abordagem está ganhando cada vez mais destaque: a economia da experiência. O termo se refere à criação de experiências marcantes e significativas para os clientes — da participação em uma iniciativa sustentável até a personalização do atendimento, a economia da experiência está revolucionando a forma como as empresas e os consumidores se relacionam.

O conceito

A economia da experiência, termo criado por Joseph Pine II e James Gilmore em 1998, é mais do que um conceito de negócios; ela propõe que as empresas proporcionem aos consumidores momentos únicos e que deixem uma impressão duradoura. Um dos momentos mais marcantes para a fidelização dos clientes é o contato derivado das diferentes formas de atendimento.

O estudo Customer Insights de 2024, realizado pela Zenvia, em parceria com a Mindminers e a SenseData, constatou que apenas 13% das empresas realizam um esforço de segmentar a comunicação de acordo com o perfil, enquanto 72% têm espaço para melhoria e 15% não têm nenhum tipo de personalização.

A personalização é um dos principais meios utilizados por empresas para evoluir a experiência do cliente. Atualmente, é possível utilizar até mesmo inteligência artificial para se adaptar aos gostos de clientes e tornar a utilização mais satisfatória. Investir em personalização ajuda a aumentar a satisfação e a diminuir cancelamentos, além de elevar radicalmente o nível do relacionamento entre empresa e cliente, por apresentar soluções adequadas e úteis.

Por outro lado, baixos níveis de personalização e segmentação, expõem o cliente a direcionamentos e comunicações superficiais e fora de contexto, gerando frustração e reclamações. Portanto, as empresas precisam estar extremamente atentas e personalizar ao máximo suas tratativas, para além do produto ou serviço.

O cliente 2.0

A ascensão da economia da experiência pode ser atribuída a várias tendências sociais e econômicas. Com os consumidores tendo acesso a uma infinidade de opções, a diferenciação tornou-se cada vez mais complexa — esse anseio por uma relação mais profunda vem do conceito de cliente 2.0, que impulsiona a economia da experiência. As empresas percebem, agora, que o verdadeiro valor está no diferencial ofertado em experiências que impressionem os consumidores. Investir na criação de experiências positivas não apenas aumenta a fidelidade do cliente, mas também ajuda a construir uma comunidade em torno da marca.

Exemplos de sucesso

Diversas empresas têm sido bem-sucedidas na implementação da economia da experiência em suas operações. Um exemplo é a Disney, que vai além da venda de ingressos para parques temáticos e filmes. A empresa proporciona experiências mágicas e memoráveis para pessoas de todas as idades, desde a preparação e entrada em um parque Disney até o momento em que assistem a um filme da companhia em casa.

Outro exemplo é a Nike, que ultrapassa a venda comum de tênis e roupas esportivas — a marca cria experiências imersivas para os clientes, como eventos de corrida comunitários e aplicativos de treinamento personalizados. Essas iniciativas promovem um estilo de vida saudável e conectam os consumidores emocionalmente à empresa.

O futuro da economia da experiência

Com o avanço da tecnologia e a crescente demanda por experiências personalizadas, as empresas terão ainda mais oportunidades de desenvolver, inovar e se destacar com seus consumidores. Entretanto, elas enfrentarão também o desafio de manter-se autênticas e relevantes em um mundo onde as expectativas do público estão sempre evoluindo.

A ascensão da economia da experiência representa uma mudança fundamental na forma como as empresas fazem negócios. Ao priorizar a criação de experiências significativas, as empresas se diferenciam da concorrência e constroem relacionamentos mais profundos e duradouros com os clientes.

*Marcelo Wakatsuki é CMO da Zenvia

Marketing para micro e pequenas empresas: sete dicas para impulsionar essa estratégia

Por Letícia Araújo*

Em um mercado dominado por grandes marcas e referências globais, o marketing para micro e pequenas empresas é uma peça primordial para seu destaque competitivo. Uma boa estratégia é o que construirá um negócio forte, atraindo e fidelizando cada vez mais clientes e, por consequência, elevando os níveis de venda. Para aquelas que ainda não sabem como aproveitar esse plano para prosperar, é importante se atentar a algumas dicas que, quando implementadas internamente, contribuirão para a implementação de ações realmente eficazes na conquista dos objetivos desejados.

Segundo dados divulgados na pesquisa SPC Brasil e Boa Vista em 2022, 65% das MPEs consideram o marketing como um investimento importante para seu crescimento. Porém, apenas 38% delas possuem um plano estruturado e formalizado nesse sentido.

A falta deste cuidado, certamente, dificultará com que a empresa se torne reconhecida em seu segmento. Por isso, veja sete dicas que irão contribuir para a construção de uma estratégia assertiva para esses empreendedores:

#1 Conheça bem seu cliente: as necessidades e anseios dos consumidores devem ser o foco de qualquer ação de marketing. Por isso, as MPEs devem conduzir um estudo aprofundado sobre seu público-alvo, compreendendo seu comportamento, expectativas e desenhando personas a partir disso. Ao entender essas necessidades, será possível criar campanhas mais relevantes e assertivas, otimizando seus investimentos e alcançando melhores resultados.

#2 Mapeie seu concorrente: toda empresa precisa saber, muito bem, quem são seus competidores, seus pontos fortes e fracos para que consiga disputar esse jogo por igual. Isso exige um mapeamento profundo acerca de seus concorrentes, identificando como se posicionam, produtos ofertados e estratégias lançadas para que consigam identificar gaps de oportunidades de diferenciação. Esse panorama permitirá que as MPEs tomem decisões mais assertivas para se destacar e alcançar seus objetivos.

#3 Entenda a jornada de compra do consumidor: compreender com máxima clareza o caminho que percorrem até a finalização da venda, contribuirá para que as MPEs otimizem seus esforços de marketing e prospecção, proporcionando uma experiência mais personalizada, relevante e satisfatória para seus clientes e, consequentemente, aumentando suas vendas e as chances de fidelizá-los. Essa jornada inclui quatro etapas: aprendizado, reconhecimento, consideração e decisão – cada qual com sua importância para o desenvolvimento de uma campanha aderente.

#4 Faça um bom planejamento estratégico de maketing: com os dados dos itens anteriores colhidos e analisados, chega o momento de as MPEs desenharem seu planejamento estratégico. Aqui, leve em consideração as matrizes da análise SWOT (pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades), de forma que tenham uma visão mais nítida sobre seu ambiente de trabalho e qual o melhor plano de ação a ser colocado em prática. Lembre-se que a estratégia precisa ser realista e executável, evitando frustrações dos times na dificuldade em atingir as metas estipuladas.

#5 Crie conteúdos relevantes: ficar de fora do universo online é impensável. As MPEs precisam reforçar sua imagem no digital, criando conteúdos relevantes para seu público-alvo de forma que consigam alcançar uma maior quantidade de clientes, aumentar o conhecimento da marca, fidelizá-los e criar um maior tráfego para seu site. Isso irá contribuir muito para uma maior autoridade em seu segmento.

#6 Tenha um atendimento de excelência: clientes bem atendidos tendem a retornar à marca para futuras compras, além de recomendá-la organicamente para outras pessoas. Essa é uma das maiores prioridades das MPEs, garantindo uma relação próxima, ágil e humanizada entre as partes. Existem muitos treinamentos que podem ser aplicados aos profissionais para que saibam como conduzir esse contato da melhor forma possível, ajudando a construir experiências memoráveis.

#7 Firme boas parcerias: escalar um negócio de forma isolada, nem sempre, é uma boa opção. Ao invés disso, as MPEs podem firmar parcerias estratégicas com outras pequenas empresas ou micro influenciadores, como exemplo, unindo forças para que, juntos, se tornem multiplicadores de ambas as marcas.

Todos os pontos destacados, por mais que possam exigir um certo investimento financeiro, serão cruciais para ajudar as MPEs a alavancarem seu potencial no segmento atuado. Para dar ainda mais segurança nesse planejamento, é sempre vantajoso buscar o apoio de um profissional especializado na área, que traga uma visão holística de marketing a fim de identificar oportunidades de crescimento do empreendimento.

No final, uma boa estratégia de marketing não deve se restringir ao físico ou online, mas unir todas as fontes possíveis que possam trazer resultados cada vez melhores – o que, com a orientação de um especialista na área, reforçará ainda mais essa prosperidade.

*Letícia Araújo é consultora de marketing e vendas, e fundadora da Escola de Lojistas e da LA Consultoria.

Festa Junina: cresce 43% o número de campanhas com influenciadores nesse período em relação ao ano anterior

Comemorações são oportunidades para empresas de alimentos, marcas de roupas e de produtos temáticos, aponta levantamento da Influency.me

No Brasil, a festa junina chegou por volta do século XVI com a colonização dos portugueses no país. Ao longo do tempo, elas passaram a receber influências de povos indígenas e afro-brasileiros, elementos como tambor e ritmos específicos foram incorporados à festa, além da culinária que possui comidas típicas como pamonha, canjica, arroz doce, pé de moleque, vinho quente, quentão, bolo de milho, milho cozido e assado na fogueira, maçã do amor, entre outras.

Com tanta diversidade, marcas de diversos nichos encontraram nas Festas Juninas e “Julhinas” a oportunidade ideal para trabalhar com influenciadores. Em 2023, o número de campanhas com influenciadores nesse período cresceu 43%, aponta levantamento da Influency.me.

“O segmento alimentício pode ter grande vantagem, além do setor de bebidas, decoração e festas, vestuário e acessórios, já que camisa xadrez, chapéu de palha e botas são usados no período. O setor de turismo também tem destaque, porque o Nordeste possui festas populares que atraem pessoas do país inteiro. As regiões Norte e Sul também são pontos turísticos nesse período”, conta o CEO da Influency.me, Rodrigo Azevedo.

Tipos de ação com influenciadores nas Festas Juninas e “Julhinas”

1) “Arrume-se comigo”: essa é uma ótima estratégia para marcas de roupas e acessórios. Utilizar influenciadores que irão para festas e podem compartilhar o momento no qual se preparam (utilizando produtos da marca anunciante) é uma forma de inserir o seu produto de maneira suave, sem apelo agressivo de venda. E geralmente os conteúdos inseridos na rotina do influenciador são mais bem aceitos do que “publis com muita cara comercial”.

2) Preparação de comidas típicas: utilizar influenciadores de gastronomia ou que tenham conteúdos voltados para tutoriais de receitas pode ser uma ótima ação para as marcas de alimentos. Essa também é uma forma interessante de apresentar produtos dentro da rotina do influenciador sem muito apelo comercial, mas mostrando sua marca como a escolhida.

3) Patrocínio de decoração: empresas com foco em decoração de festas podem patrocinar comemorações de influenciadores nesse período, disponibilizando itens de decoração e/ou serviços especializados em festa junina.

4) Seleção de produtos para a data: também é possível selecionar produtos específicos para essa data, aqueles que tendem a ter mais atenção do público e maior venda. As ações podem focar em armazenar produtos já vendidos em embalagens personalizadas, por exemplo.

“É uma tendência de mercado desenvolver ações com influenciadores em datas comemorativas. É importante que as marcas tenham um calendário anual de planejamento para datas especiais e alinhem suas ações com antecedência. Outras datas comemorativas, como o Dia dos Pais (em agosto), tiveram aumento de 76% na quantidade de campanhas com influenciadores criadas em 2023 em relação ao ano anterior”, explica o CEO da Influency.me.

Fonte: Trama Comunicação