Falando um pouco sobre comportamento do consumidor

O poder da experimentação

Quando estudamos o comportamento do consumidor e analisamos o processo de compra do consumidor detectamos que ele ocorre em cinco etapas básicas: reconhecimento das necessidades, busca de informações, avaliação das alternativas, decisão de compra e avaliação pós-compra.

Em função das mudanças causadas pelas mídias digitais – interne e as mídias sociais – aumento expressivo da oferta de produtos/marcas/serviços e o consequente empoderamento do consumidor, a etapa de busca de informações tornou-se uma das mais relevantes do processo. Isso ocorre em função da informação agora ser abundante, fácil e em muitos casos bastante qualificada.

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E quando vamos detalhar a etapa de informações dentro do processo de compra notamos que o consumidor utiliza cinco fontes básicas de informação:

Fontes internas (as informações armazenadas na memória da pessoa);
Fontes de grupos ou pessoais (os consumidores podem consultar outras pessoas, como seus amigos e familiares, ao procurar informações para compras);
Fontes de marketing ou comerciais (os consumidores também obtêm informações contidas nas ações de marketing por meio de embalagens, vendedores, revendedores, propaganda, mostruário de produtos etc.);
Fontes públicas (são fontes independentes dos profissionais de marketing e outros consumidores, que incluem artigos na mídia sobre produtos ou classificações feitas por organizações independentes);
Fontes de experimentação (os consumidores também podem experimentar produtos, por exemplo, manuseando-os, cheirando-os, provando-os ou testando-os).

Notamos que duas fontes, a de grupos ou pessoais e a experimentação estão se tornando muito determinantes. E por quê?

Basicamente ambas foram potencializadas pelas mídias digitais e, notoriamente, pelas mídias sociais. Vamos entender melhor.

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Sempre perguntamos para nossos amigos sobre produtos/marcas/serviços. Sempre. A diferença é que agora usamos o alcance das mídias sociais. E as opiniões dos muitos “amigos digitais” passaram a fazer muita diferença. De outro lado, a experimentação foi anabolizada pelos tutoriais e pelos youtubers que demonstram produtos, mostram a melhor utilização, filtram os melhores e dão dicas para buscar mais desempenho de cada um deles. O consumidor experimenta indiretamente.

Também é fato que o “live marketing” passou a ser muito efetivo no momento de colher informações e decidir compra. Pesquisa feita AMPRO em parceria com a SSK revela que eventos e ações promocionais movimentaram R$ 44 bilhões entre julho de 2015 e julho do presente ano. O estudo indica que o consumidor é cada vez mais centrado na experiência.

Alguns dados da pesquisa (publicada pelo PROPMARK, data de capa 19/09/2016): 31% das empresas aumentaram o uso de ações no segmento. Cerca de 29% mantiveram o aporte de verba no segmento. Já 62% das companhias apostaram em ações promocionais e 77% colocaram verba em eventos, feiras e congressos. A pesquisa também aponta que 56% colocaram suas fichas no marketing de incentivo e que 47% nas ativações.

O estudo deixa claro que o consumidor deseja muita e boa informação para sua tomada de decisão de consumo. Esta etapa do processo de compra tornou-se vital para as empresas. Uma bem pensada estratégia de marketing e comunicação que empodere ainda mais o consumidor mostra-se decisiva no cenário atual.

Josué Brazil

Estadão passa a publicar a seção Varejo Estadão

Espaço semanal também terá blog no portal Estadão.com

Desde quinta-feira, 13/08, o Estadão passou a publicar semanalmente em seu caderno E&N (Economia & Negócios) a seção Varejo Estadão. Com foco no comportamento do consumidor, o espaço abordará o segmento de varejo sob os seus mais diversos aspectos. Do comportamento do consumidor e tendências de mercado, a números e informações que, direta ou indiretamente, influenciam os leitores serão tema do novo espaço.

Os textos serão de responsabilidade da jornalista e economista Márcia de Chiara e também serão replicados no portal Estadão.com (www.estadao.com.br/e/varejoestadao), no blog Mercado de Consumo, assinado por ela, juntamente com outras reportagens produzidas exclusivamente para meio digital.

A nova seção reforça a importância do varejo para o Estadão, que, historicamente, desde sua fundação, em 1875, sempre abriu espaço para o segmento, principalmente para seus leitores e, por consequência, para as empresas do setor interessadas.

Além de matérias, entrevistas, análises etc., o Varejo Estadão poderá trazer estudos dos mais diversos. Além disso, toda quinta-feira será publicada a tabela Varejo em Números, com dados como taxa de juros, inflação, variação de preços de produtos específicos, ranking das empresas com mais reclamações, entre outras informações, sempre com base em dados atualizados de empresas e institutos de pesquisas idôneos.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Mais uma dica de boa leitura

Lançamento da Editora Atlas

NEUROMARKETING: A Nova Pesquisa de Comportamento do Consumidor

Este livro busca a compreensão da natureza humana ligada a escolha e consumo de bens e serviços e às novas formas de pesquisas. Dividido em quatro partes, na Parte I estão os Capítulos 1 e 2, que têm o propósito de introduzir o assunto sobre o comportamento do consumidor, os fatores biológicos que nos faz agir e a neurociência. A Parte II (Capítulos 3 a 8) traz à tona os aspectos biológicos que podem vir a prejudicar a pesquisa qualitativa tradicional de comportamento do consumidor. Na Parte III estão os Capítulos 9 e 10, que são introdutórios aos novos estudos do comportamento econômico humano e que deram origem ao neuromarketing. Na quarta e última parte, a obra explica como surgiu essa tal ciência aplicada denominada de neuromarketing (Capítulo 11). O Capítulo 12 entra mais especificamente nas pesquisas em neuromarketing, os cientistas e as universidades pioneiras no uso das novas técnicas e também as empresas que surgiram para transformar os estudos antes acadêmicos em produtos mercadológicos. O Capítulo 13 trata da ética na pesquisa em neuromarketing, mais especificamente sobre bioética. Já no Capítulo 14 o livro discorre sobre o uso da imagem como ferramenta da pesquisa científica, os métodos e instrumentos usados nos estudos em neurociência e em neuromarketing. O Capítulo 15 encerra com a nova perspectiva do marketing sensorial. É algo que já era usado, mas sem uma visão biológica que agora se impõe por tomar-se consciência de que os sentidos são as portas de entrada para o sistema nervoso, e ele é quem processa nosso comportamento em geral, assim como o de consumo.

mostrarimagem

Obra destinada a administradores, gerentes de marketing, profissionais de pesquisa de mercado e comportamento de consumo, agentes de trademarketing e publicitários. Leitura complementar para as disciplinas Marketing, Publicidade e Propaganda, Gestão de Marketing e outras matérias correlatas dos cursos de graduação e de pós-graduação das áreas de administração, marketing e publicidade e propaganda.

Fonte: http://www.editoraatlas.com.br/