Dança das cadeiras

Fevereiro segue agitado

O mercado de comunicação e propaganda segue agitado neste mês. Veja na sequência mais algumas movimentações do nosso mercado.

A jornalista Jaíne Monteiro passa a trabalhar como Analista de Conteúdo Pl na Poliedro Educação.

A publicitária, creator e diretora da Associação de Profissionais de Propaganda do Vale do Paraíba (APP Vale), Lara Soares, assume a posição de docente do curso superior de Publicidade e Propaganda da Anhanguera Taubaté.

Vaga para Executivo de Negócios

Vaga para Executivo de Negócios – mídias digitais (Para atuar na região de Taubaté, Pinda e Vale Histórico)

Principais Responsabilidades:

. Prospectar novos clientes e identificar oportunidades de negócios em plataformas digitais (sites g1, ge, gshow, globoplay, receitas.com, aplicativos, redes sociais e etc);
. Atender e gerir carteiras de clientes ativos, garantindo relacionamento de longo prazo e recorrência nas vendas;
. Apresentar propostas comerciais personalizadas, de acordo com os objetivos de comunicação e marketing dos clientes (Banners, Branded Content, Pre-roll, entre outros formatos);
. Acompanhar campanhas publicitárias, assegurando a entrega correta dos espaços contratados e a satisfação do cliente;
. Elaborar relatório de vendas, pipeline e performance comercial.

Formação:

. Ensino superior completo ou em andamento em Administração, Marketing, Publicidade e Propaganda, Comunicação ou áreas correlatas.

Experiência Prévia: Vendas de Publicidade e Mídia Digital.

Conhecimentos desejáveis:

. Conhecimento de métricas e formatos de mídia digital (Google Ads, Social Media Ads, Programática, Branded Content, etc);
. Domínio de ferramentas CRM e Pacote Office (Excel e Power Point);
. CNH – Categoria B.

Benefícios:

. Assistência Médica
. Vale Transporte
. Seguro de Vida em Grupo
. Ticket Refeição

Como se candidatar:

– Envie seu currículo para: rh@vanguarda.tv
– Colocar no assunto do e-mail: Executivo de Negócios (Mídias Digitais)

Nos envie seu currículo até 13/02/2026

Quando tudo ficou igual, a Propaganda fez diferente

Imagem gerada pelo ChatGPT Image

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Da Revolução Industrial à era das marcas, a diferenciação virou o motor da comunicação

A propaganda cresceu junto com um problema clássico do mercado: a falta de diferença visível entre produtos. Antes da Revolução Industrial, a produção era artesanal, em pequena escala e com forte identidade do produtor. Mas, com a mecanização e a produção em massa, bens passaram a ser fabricados de forma padronizada, em grande quantidade e com características muito semelhantes entre si. Segundo o historiador econômico Eric Hobsbawm, a industrialização ampliou drasticamente a oferta de mercadorias, mudando a lógica do consumo e da competição. Foi nesse cenário que a propaganda deixou de ser apenas informativa e passou a assumir um papel estratégico: criar distinções onde o produto físico já não conseguia mais se diferenciar sozinho.

Quando várias marcas oferecem sabão, refrigerante ou roupas com funções parecidas, o campo da disputa se desloca do objeto para o significado. De acordo com Philip Kotler, um dos principais teóricos do marketing, a diferenciação pode ocorrer por meio da marca, da imagem, do posicionamento e da experiência percebida pelo consumidor. A propaganda se torna, então, o principal instrumento para construir essas camadas simbólicas — status, estilo de vida, confiança, inovação, tradição. O produto atende a uma necessidade funcional; a comunicação atende a necessidades emocionais e sociais.

Esse movimento não apenas ajudou empresas a vender mais — ele impulsionou o próprio desenvolvimento da propaganda como atividade profissional. À medida que os mercados ficaram mais competitivos, aumentou a demanda por especialistas capazes de pesquisar públicos, entender comportamentos e traduzir estratégias em mensagens persuasivas. Segundo o pesquisador Stuart Ewen, o crescimento da cultura de consumo no século XX está diretamente ligado ao avanço das técnicas publicitárias, que passaram a moldar desejos e padrões de vida, e não apenas a divulgar ofertas.

Mais que vender produtos, a propaganda passou a vender significados

A diferenciação construída pela propaganda também ajudou a organizar o mercado. Marcas fortes funcionam como atalhos mentais, reduzindo a incerteza na hora da escolha. Conforme aponta David Aaker, referência em branding, o valor de marca (brand equity) influencia a percepção de qualidade, a lealdade e a disposição a pagar mais. Ou seja: ao diferenciar, a propaganda cria valor econômico real. Não se trata apenas de “embelezar” produtos, mas de estruturar como eles são percebidos e comparados.

Hoje, mesmo em um cenário digital, hiperconectado e com consumidores mais críticos, a lógica continua a mesma — só ficou mais complexa. Plataformas mudaram, formatos evoluíram, mas a função central permanece: destacar, posicionar e dar sentido. Desde a produção padronizada das fábricas do século XIX até os algoritmos do século XXI, a propaganda cresce sempre que o mercado se enche de opções parecidas. Onde há excesso de oferta, nasce a necessidade de diferença. E onde há necessidade de diferença, a propaganda encontra seu espaço.

Brasil ganha 100 mil novos influenciadores em um ano e chega a 2.1 milhões de profissionais, aponta Influency.me

Levantamento demonstra crescimento de 8% em 2025, com predomínio de mulheres entre 25 e 34 anos

O mercado de influência digital no Brasil incorporou 100 mil novos profissionais ao longo de 2025, de acordo com dados da plataforma Influency.me. O avanço representa aumento de 8% em relação ao ano anterior, totalizando 2.1 milhões de influenciadores no país.

O crescimento corresponde a cerca de novos 8.300 influenciadores por mês ao longo do último ano e ocorre em um contexto de alta conectividade, com 87% da população utilizando internet, segundo o DataReportal. Esse movimento acompanha a consolidação do marketing de influência como um canal recorrente nas estratégias de marcas e empresas, com maior atenção a planejamento, métricas e continuidade das campanhas.

Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o crescimento no número de profissionais ao longo dos últimos anos contribuiu para elevar o nível de exigência do setor. “Mais influenciadores, do ponto de vista da marca, significa mais opções, garantindo ainda mais segmentação e alternativas. Do ponto de vista do influenciador, significa mais concorrência. Se conseguir uma publi era difícil, agora ficou ainda mais”, analisa.

Além da evolução no volume de profissionais, o estudo da Influency.me detalha o perfil etário dos influenciadores brasileiros. A maior concentração está na faixa entre 25 e 34 anos, que reúne 47% do total. Em seguida aparecem os criadores entre 13 e 24 anos, com 38%. As faixas de 34 a 44 anos representam 9%, enquanto os grupos de 45 a 54 anos e acima de 55 anos respondem, cada um, por 3%.

A distribuição por gênero reforça esse retrato do mercado. Do total mapeado pela Influency.me, 55% dos influenciadores se declaram mulheres, 44% homens e 1% se identifica como marca (sem atribuição de gênero), o que evidencia a diversidade de perfis que atuam na atividade.

O predomínio de adultos economicamente ativos indica que a criação de conteúdo deixou de ser tratada apenas como atividade paralela e passou a integrar o planejamento profissional de parte relevante dos influenciadores. Esse cenário tem levado à organização mais estruturada de rotinas de produção, negociação comercial e gestão de audiência.

Na avaliação de Azevedo, os dados de 2025 refletem uma mudança estrutural no setor. “O mercado vive um momento de transição. Depois de um boom inicial, observamos uma consolidação da influência digital como carreira, com criadores mais experientes e maior cobrança por resultados”, diz o executivo.

Comparação com o ano anterior

A dinâmica observada difere do período entre 2024 e 2025, quando o número de influenciadores cresceu 67%, impulsionado pela entrada de novos criadores. A redução no ritmo de expansão indica um ambiente mais competitivo, com menor espaço para iniciativas sem planejamento.

Nesse novo patamar, a influência digital passa a ocupar um papel mais estável nas estratégias de comunicação das marcas. O crescimento segue em curso, mas de forma gradual, acompanhando a evolução das práticas do mercado e a maior maturidade de criadores, empresas e plataformas.