Único brasileiro na lista, Ricardo John, da J. Walter Thompson, comandará júri de Outdoor Lions
O Estadão, representante oficial do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no Brasil, informa que a organização do evento defibniu todos os presidentes de júri da edição deste ano. Único representante brasileiro entre os presidentes, Ricardo John, executivo-chefe de Criação, J. Walter Thompson, comandará o grupo em Outdoor Lions. Esta e a terceira vez que Jonh participa de um júri. Ele esteve como jurado nas edições de 2013 (Press Lions) e 2015 (Health & Wellness).
“Não é fácil ganhar um Leão. Em média, os nossos júris premiarão apenas 3% dos mais de 40 mil trabalhos inscritos. Eles buscam por trabalhos únicos que são criativamente excepcionais e desafiam a norma. O que procuramos em nossos presidentes são pessoas que estiveram entre esses 3%. É uma grande responsabilidade liderar um júri do Cannes Lions e estamos incrivelmente orgulhosos de ter uma prestigiosa mistura tão grande de indivíduos que sabem identificar a excelência criativa, porque eles próprios a tem em abundância”, comentou Philip Thomas, CEO do Lions Festivals.
A seguir, a lista das 24 categorias, ressaltando que Titanium Lions e Integrated Lions são agora categorias distintas, mas terão um único presidente:
– Creative Effectiveness Lions: Andrew Robertson, CEO, BBDO, Global
– Creative Data Lions: Tash Whitmey, executivo-chefe de Grupo, Havas helia, Global
– Cyber Lions: Chloe Gottlieb, vice-presidente sênior, Diretor Executivo de Criação, R/GA, Global
– Design Lions: Tristan Macherel, diretor-executivo de Criação, Landor, França
– Digital Craft Lions: Wesley ter Haar, fundador & executivo-chefe de Operações, MediaMonks, Países Baixos
– Direct Lions: Mark Tutssel, executivo-chefe global de Criação, Leo Burnett Worldwide / Conselho de Criação, Publicis Communications, Global
– Entertainment Lions: Jae Goodman, executivo-chefe de Criação & Co-Presidente, CAA Marketing, EUA
– Entertainment Lions for Music: Josh Rabinowitz, vice-presidente executivo/Diretor de Música, Grey Group, EUA
– Film Lions: Joe Alexander, executivo-chefe de Criação, The Martin Agency, EUA
– Film Craft Lions: Laura Gregory, fundadora & CEO, Great Guns, Global
– Glass Lion: The Lion for Change: Madeline Di Nonno, CEO, Geena Davis Institute on Gender in Media, Global
– Health & Wellness Lions: Joshua Prince, presidente, The CDM Group, EUA
– Innovation Lions: Emad Tahtouh, diretor, Applied Technology, Finch, Austrália
– Media Lions: Nick Waters, CEO Ásia Pacífico, Dentsu Aegis Network, Ásia Pacífico
– Mobile Lions: Malcolm Poynton, executivo-chefe Gobal de Criação, Cheil Worldwide, Global
– Outdoor Lions: Ricardo John, executivo-chefe de Criação, J. Walter Thompson, Brasil
-Pharma Lions: Alexandra von Plato, presidente do Grupo, América do Norte, Publicis Healthcare Communications Group, América do Norte
– PR Lions: John Clinton, membro do Conselho, Canadá, Chefe de Criatividade e Conteúdo América do Norte, Edelman, América do Norte
– Print & Publishing Lions: Joji Jacob, diretor-executivo de Criação do Grupo, DDB Group, Singapura
– Product Design Lions: Amina Horozic, designer industrial Líder, fuseproject, EUA
– Promo & Activation Lions: Rob Reilly, membro do Conselho Global de Criação, McCann Worldgroup, Global
– Radio Lions: Tom Eymundson, CEO, diretor, Pirate Group Inc., Canadá
– Titanium and Integrated Lions: Sir John Hegarty, fundador e criativo, BBH, Global
Os presidentes serão acompanhados por mais de 400 jurados para identificar a criatividade vencedora dos Lions. Os vencedores serão revelados e homenageados durante seis cerimônias de premiação que terá lugar durante o Cannes Lions.
O Festival acontece de 18 a 25 de junho e incorpora eventos especializados tais como o Lions Health, Lions Innovation e Lions Entertainment. Mais informações em em www.canneslions.com/lions_health. Informações em português: (11) 3856-5454 ou canneslions.estadao.com.br.
Causou-me enorme surpresa esta semana a quantidade de pessoas _ a maioria leigas, mas também alguns profissionais e estudantes de comunicação – lamentando o fato da marca Dolly ter lançado um novo comercial em que, supostamente, abandona sua linha de comunicação baseada em desenhos animados e no personagem Dollynho.
Causou espanto porque sempre houve pesadas críticas à comunicação de Dolly. Muita gente a classificava como “tosca”. particularmente nunca gostei. Achava mal feita. Bem mal feita. A qualidade da animação até que foi evoluindo ao longo dos últimos anos, mas o conteúdo de comunicação sempre foi ruim.Veja essa matéria, por exemplo.
O personagem Dollynho
Cheguei a comentar nas redes sociais em alguns posts que sou e sempre serei defensor da boa comunicação. Daquela feita com estratégia, posicionamento, conteúdo e criatividade (ideias originais, pertinentes e relevantes).
Tive na faculdade um mestre que dizia: “A propaganda tem duas chances de se tornar inesquecível. Quando é muita boa ou quando é muito ruim.” Uma das possíveis explicações para alguns lamentos em torno da possível aposentadoria das animações do Dollynho é essa: quem curtia o tosco e o achava legal justamente por ser tosco pode estar sentindo sua partida.
Outra possível explicação é mais conhecida e gasta: as pessoas sempre resistem às mudanças. Pelo menos inicialmente e mesmo que sejam para melhor.
https://youtu.be/I8Eh5YP-1rY
A comunicação mercadológica da Dolly era ruim. Mesmo minha filha, que hoje está com 10 anos e cresceu vendo os filmes de Dolly e seu Dollynho, nunca gostou.
A nova proposta de comunicação, o novo posicionamento e a linha criativa propostas no novo filme estão longe de ser brilhantes, mas, na minha sempre muito modesta opinião, têm viés de melhoria.
E é louvável que um anunciante que se ligou por tanto tempo a uma proposta de comunicação tenha tido a coragem de mudar. Muito louvável! Talvez tenha trocado de agência (ou contratado uma, não sei quem fazia a comunicação de Dolly). Talvez a caixa registradora tenha soado o alarme . Talvez simplesmente tenha percebido que era hora de trocar de direção e experimentar novos rumos. Não sei…
O fato é que mudar sempre implica em riscos. E pode causar incômodos e até críticas. Mas pessoas e marcas não são poste. Vivem em movimento. E, para ter longa vida, precisam de mudanças, precisam de movimento!