Empresa busca designer
O Via Auto Shopping está em busca de um designer. Confira as informações sobre a vaga na arte abaixo.
A Pinacoteca Anderson Fabiano, em Taubaté, recebe entre 10 de janeiro e 1º de março de 2026 a exposição Estados da Cor e do Pensamento, do artista visual Francisco Jacobina. A mostra apresenta um conjunto expressivo de pinturas, gravuras e desenhos que investigam o sofrimento psíquico, a vulnerabilidade humana e o processo de reconstrução emocional na contemporaneidade.
A exposição tem como eixo central a série “Saúde Mental”, construída a partir de uma pesquisa pictórica e simbólica sobre angústias silenciosas, crises emocionais e caminhos de cura. As obras atravessam momentos de desespero, pedido de ajuda, acolhimento e renascimento, compondo uma narrativa profunda sobre a experiência humana.
“Busco revelar o que não se vê: a dor que se esconde, a ansiedade que se contém, o colapso que antecede a reconstrução”, afirma Jacobina. Suas telas e gravuras exploram tensões entre corpo e mente e transformam essas sensações em linguagem estética – entre o figurativo e o abstrato, o traço e a mancha, o silêncio e o grito.
Dentro da mostra, o subtema “Mente Conectada” apresenta obras que discutem o impacto das tecnologias digitais sobre a saúde emocional. Jacobina tensiona os limites entre emoção e algoritmo, chamando atenção para o excesso de telas, a substituição das relações presenciais por interfaces digitais e os riscos da utilização inadequada de ferramentas de Inteligência Artificial como substituto de apoio psicológico.
Outro núcleo da exposição, a série “A Jornada”, traduz em paisagens poéticas e serenas o caminho da recuperação emocional. Longe do caos urbano, as obras refletem respiro, contemplação e presença, convidando o espectador a desacelerar e reencontrar sentido no simples ato de existir.
A mostra também inclui quatro obras táteis em 3D, que tornam parte da exposição acessível a pessoas com deficiência visual, fortalecendo o compromisso inclusivo da Pinacoteca.
Francisco Jacobina nasceu em São Paulo, onde vive e mantém seu ateliê. Artista visual dedicado à pintura e ao desenho, integra continuamente cursos e formações que ampliam sua pesquisa estética. Foi premiado no Festival Cultural BB, participou de diversas exposições coletivas relevantes e tem obras presentes em acervos e coleções de destaque.
Contato do artista
Telefone: (11) 99904-9863
E-mail: fjacobina@terra.com.br
Instagram: @jacobina_artes
Site: www.artejacobina.com.br
“Antenna”: a prova de que a genialidade humana pode superar qualquer IA
Por R. Guerra Cruz
Em uma época onde o debate é dominado por geradores de vídeo por IA, o videoclipe de “Antenna”, fruto da colaboração entre a banda sul-coreana HYUKOH (혁오) e a taiwanesa Sunset Rollercoaster, surge como um poderoso manifesto.
Lançada em julho de 2024 e premiada em 2025, a obra dirigida por rafhoo poderia facilmente ser confundida com uma criação de IA por sua estética surreal e transições oníricas.
No entanto, sua genialidade reside precisamente no oposto: é um triunfo da visão, sensibilidade e técnica humanas, provando que a alma ainda é o elemento mais disruptivo da arte.
O que torna “Antenna” tão especial é sua capacidade de emular uma estética de “colagem digital” que associamos à IA, mas com uma profundidade narrativa e coesão que os algoritmos ainda não alcançam. O diretor rafhoo e sua equipe constroem uma tapeçaria visual que mistura cenas filmadas em iPhone, imagens de arquivo e uma direção de arte meticulosa.
A genialidade está em como esses elementos díspares são costurados. As transições não são aleatórias; elas servem à narrativa poética.

Um comentarista no YouTube interpretou a trama de forma tocante: “ela transforma suas emoções em bolas que ele inicialmente ignora. Quando ela chora um mar de lágrimas, ele mergulha para entender essas emoções, que ao final são forjadas em um troféu”. Essa camada interpretativa é fruto de uma intenção humana, não de um processamento de dados.
● Cada objeto em cena, das bolas de tênis de mesa às texturas analógicas que remetem a fitas VHS, é uma escolha deliberada.
● A estética não é apenas “retrô”, mas serve para evocar uma sensação de memória, nostalgia e sonho. Um usuário descreveu o clipe como “진짜 내인생에서 이렇게 핀터레스트 총집합같은 뮤비는 처음봄”, ou “nunca vi em minha vida um clipe que parecesse uma coleção do Pinterest (no bom sentido)”. Isso demonstra o poder da curadoria humana em criar uma atmosfera coesa.
● O trabalho de edição de rafhoo é o coração do clipe. A maneira como ele integra as filmagens com os atores e os clipes de arquivo (de fontes como Pexels e YouTube Creative Commons) é fluida e hipnótica. As cenas se costuram de forma tão orgânica que a linha entre o que foi filmado e o que foi reaproveitado se apaga, criando uma experiência imersiva e singular.
● O clipe contém referências que adicionam ainda mais camadas de significado. O uso do tênis de mesa é uma homenagem direta à participação de Hsu Kuang Han no clipe “三年二班”. Ao colocar o tênis de mesa em destaque no clipe de “Antenna”, o diretor rafhoo está fazendo uma homenagem direta e intencional ao icônico clipe de “三年二班” de Jay Chou. É um “easter egg” cultural. O ator do clipe de “Antenna”, Hsu Kuang Han, é um ator taiwanês extremamente popular e um fã declarado de Jay Chou.
● A referência, portanto, funciona em múltiplos níveis: é uma piscadela para o público que reconhece o clássico de Jay Chou e, ao mesmo tempo, uma homenagem personalizada ao próprio ator do clipe, conectando-o a um de seus ídolos.
Lançado em 2024, “Antenna” antecipou e, de certa forma, já superou a estética que as IAs generativas de 2025 tentam alcançar.
Enquanto a IA busca replicar a realidade ou criar surrealismos baseados em padrões, “Antenna” parte de uma premissa emocional. É a materialização de um anseio por criatividade “livre e ilimitada”, como um fã descreveu, que ressoa em um nível profundo e pessoal.
O videoclipe é um lembrete de que, embora a IA possa se tornar uma ferramenta valiosa, a verdadeira arte nasce da experiência humana, da colaboração e de uma visão singular.
É uma obra que, como um bom vinho, melhora a cada vez que é vista, revelando novos detalhes e significados. “Antenna” não é apenas um clipe musical; é uma peça de arte contemporânea que pertence a um museu, como sugeriu um comentário (국립현대미술관에서 빈백놓고 틀어줄거같음 – “parece algo que passaria no Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea com pufes no chão”).
E essa é uma honra que nenhum algoritmo, por si só, jamais conquistará.
Agora, chega de “falar”, assista a essa obra-prima: