Cloud Computing: 2 mitos que ainda barram projetos

Segurança da informação e tempo de resposta ainda são preocupação para muitas companhias brasileiras. Entenda por que esse temor não é necessário

Após tantos anos de debates e aprendizado, há um entendimento pacificado no mercado sobre a importância da cloud computing para o ambiente corporativo. Essa percepção é traduzida em números: segundo a consultoria IDC Brasil, até o final deste ano, o mercado de cloud pública deve crescer 20% atingindo uma somatória de US$ 890 milhões e, até 2018, 85% dos ambientes serão multicloud, o que significa que serão diversos serviços de mais de uma nuvem pública integrados para atender necessidades de negócios.

Considera-se hoje desde a maneira como a infraestrutura é desenvolvida, com segurança da informação, conectividade e aceleração, sendo que até aplicações são pensadas para ter melhor performance em cloud. É só olhar para infraestruturas com redes definidas por software (Software-Defined Network, ou SDN) e as aplicações simples do dia a dia da empresa, como e-mail, por exemplo.

Dois condutores estão possibilitando essa expansão da cloud. Um deles é a infraestrutura, que aliada à internet e às novas tecnologias, permite a utilização e o gerenciamento de diversas soluções de cloud, com controle de tráfego e qualidade, a partir de uma contratação elástica sob demanda, que aumenta ou diminui conforme a necessidade da empresa. O outro é o custo: a premissa da cloud é o compartilhamento seguro de ambiente, maximizando a operação e resultando em economia.

Contudo, mesmo passado tanto tempo desde que o conceito chegou ao mercado e após tantos aprendizados sobre o tema, ainda há dois mitos que circundam a tecnologia de cloud computing e que, por vezes, são barreiras de entrada para empresas que poderiam se abrir aos benefícios acima listados:

Segurança da informação: são poucas as empresas que visitamos que não temem pela proteção e garantia da integridade dos seus dados em um ambiente de nuvem. Sempre repito: os provedores de cloud possuem políticas e tecnologias de segurança da informação que estão anos-luz à frente do que pequenas, médias ou até mesmo grandes companhias poderiam ter em seus ambientes proprietários. Provedores fazem investimentos pesados para evitar todo o tipo de potencial invasão ou vazamento na transmissão de informações e possuem equipes com centenas de profissionais para ficarem absolutamente atualizados nas mais recentes descobertas de ciberameaças. Segurança da informação é crucial para toda companhia global que fornece cloud computing e o item não concorre com outros tipos de investimento, como acontece em companhias cujo core business não é TI. Todo esse arsenal faz com que seja muito mais fácil uma empresa ter seu data center proprietário invadido do que uma grande provedora sofrer alguma intercorrência.

Performance: Há quem ainda diga que o conceito de cloud computing diminui a performance, porque, uma vez que as aplicações não estão no ambiente da empresa, poderia haver demora para que o acesso seja feito a distância. Trata-se de mais uma ideia equivocada: se a companhia possui uma infraestrutura de conectividade adequada a suportar as aplicações em nuvem, o tempo de resposta tende a ser muito maior. Isso ocorre porque quanto mais aplicações a companhia tem, maior a demanda por capacidade de processamento dos servidores internos. A atualização dessas tecnologias é tão rápida quanto o crescimento da demanda interna pelas aplicações? A resposta é dificilmente, caso a empresa não seja de TI. Mais vale ter uma conexão que suporte o uso da nuvem do que investir em pesados servidores que consigam dar conta do processamento – e que, ainda por cima, consomem espaço e energia em uma proporção considerável.

Se não fossem esses mitos, quanto a mais sobre os US$ 890 milhões o mercado de cloud computing movimentaria no Brasil? Difícil responder, mas tenho certeza que estamos vivenciando uma oportunidade sem limites para os próximos ano.

*José Renato de Mello Gonçalves é responsável pela diretoria comercial do Brasil da Orange Business Services

Fonte: aboutCOM – Natália Diogo

Semana recheada

Seguir aprendendo

* Josué Brazil

Esta semana foi muito bem recheada com dois eventos: O Insights by Google, que aconteceu no Departamento de Comunicação Social da Unitau na noite de terça (24/10); e o 1°Meeting de Marketing Digital da RM Vale do Paraíba, realizado em SJCampos, no Yex Boliche do vale Sul Shopping. Nos dois evento o Publicitando teve participação, sendo que no primeiro citado acima foi realizador e no segundo foi apoiador.

Participar, realizar e apoiar eventos de comunicação, marketing, propaganda etc faz parte da missão do Publicitando. Este blog pretende promover e aprimorar o mercado de comunicação da RM Vale do Paraíba. Santa pretensão, Batman! Pois é, mas vamos tentando fazer o que está ao nosso alcance.

Parte fundamental de qualquer proposta para melhorar um mercado ou um segmento de atuação é a difusão e o compartilhamento de conhecimentos. Da teoria à prática, devemos impulsionar o conhecimento e a expertise em torno das coisas da comunicação. Só assim teremos um mercado melhor e maior. O discurso pode soar como antigo, mas ao menos para o Publicitando segue verdadeiro. Não abandonaremos essa crença.

Contar com pessoas inteligentes, interessadas e motivadas ao nosso lado faz toda diferença. Por isso este blog aproveita para agradecer ao Gilberto Marques pelo envolvimento em ambos os eventos: no Insights by Google por ter aproximado o Publicitando e o Departamento de Comunicação Social da Unitau ao pessoal da c3dweb (que ministrou a palestra) e por ter sido realizador, em parceria com a Laís Vieira, do Meeting.

Este que vos escreve em nome do blog esteve, é claro, presente aos dois eventos e aprendeu muito. Bastante mesmo!

No Insights by Google de terça última, ficou evidenciada a crescente e decisiva importância dos números (e da análise e compreensão estratégicas deles) para a comunicação mercadológica atual. Entender como os dados advindos do Google podem definir toda uma estratégia em torno de uma data promocional foi, no mínimo, enriquecedor.

Já no 1° Meeting de Mkt Digital o primeiro painel trouxe luz sobre questões simples, mas muito importantes, da atuação em marketing digital. Não dá mais para ser amador ou pretenso profissional neste segmento de atuação. O jogo é pra valer e é preciso estar bem preparado. O segundo painel contou com um show de conteúdo de Ale Santos e sua ótima explanação sobre gamefication + storytelling.

Não há outro caminho para seguir em busca de um mercado melhor senão o da disseminação de conhecimento e das boas práticas. Não existe um momento para parar ou deixar de aprender. Por conta disso, o Publicitando seguirá apoiando e realizando eventos sempre que possível. E quando parecer impossível também.

O Publicitando quer mais e mais. Podemos levar algum conteúdo para sua escola, faculdade, instituição ou empresa. É só nos chamar para conversar através do contato do blog.

Vamos todos seguir aprendendo! E fazendo!

Digital Workplace e home office: o perfil do trabalhador na Era da Colaboração

Profissional deve ser mais proativo e atuar como gestor do próprio trabalho. Ferramentas de colaboração evitam o isolamento social

por George Paiva*

Tecnologia e capital humano nunca estiveram tão próximos quanto agora, na Era da Colaboração. Com diversas tecnologias que permitem otimizar o tempo, diminuir custos e aumentar produtividade, os digital workspaces ganham mais espaço e adeptos em todo o globo. E um dado chama a atenção: a pesquisa Home Office Brasil edição 2016, da SAP Consultoria RH, aponta que nos últimos cinco anos, 80% das empresas brasileiras – públicas e privadas – implementaram a prática de home office, sendo 67% delas multinacionais.

A definição de home office não é apenas mudar o local de trabalho: estamos falando de uma profunda mudança de hábitos, que envolve horários, relações interpessoais, lazer e forma de ver a vida.

Para que esse movimento seja possível, a empresa deve disponibilizar o acesso a informações, ferramentas e recursos que, antes, eram localizados apenas nos escritórios. Ao mesmo tempo, o perfil desse profissional também se transforma: ele passa a ser responsável por produzir de onde estiver e sua gestão passa a ser feita por resultados, e não mais pelo modo de se trabalhar.

Há algumas características básicas que devem estar presentes nos colaboradores remotos:

● Conhecer bem o trabalho e as ferramentas: além de saber realizar as atividades básicas do dia a dia, o profissional deve dominar as ferramentas que o ajudarão a ser mais produtivo. Para que os resultados sejam de acordo com o esperado, ele também deve conhecer muito bem a organização em que trabalha e os seus processos operacionais e de colaboração.

● Gerir os próprios resultados: para atingir a produtividade esperada, cabe ao indivíduo fazer uma autogestão, pois ter alto nível de desempenho é essencial para trabalhadores remotos. Apesar do conceito de colaboração, a necessidade de supervisão e ajuda dos colegas deve ser menor em um digital workspace, assim, o tempo de troca de informações e reuniões será otimizado e melhor aproveitado.

● Controlar o próprio tempo: o teletrabalhador é mais sensível à distração e à dispersão. Ter uma agenda de atividades e um local adaptado dentro de casa são dicas preciosas para manter a autodisciplina e evitar a procrastinação de atividades.

As mudanças também devem ocorrer no psicológico de cada pessoa. Apesar de ser uma boa opção para aumentar a qualidade de vida, o home office exige que o profissional se adeque às novas formas de interação social. Evitar a solidão e o isolamento no exercício das atividades de trabalho é o grande desafio que os digital workspaces impõem às pessoas. Boas alternativas são encontros periódicos entre colegas e clientes e participar ativamente de redes sociais e grupos corporativos.

Não se trata, de fato, de uma mudança de tecnologia, apenas. É uma quebra de paradigma na forma de lidar com as relações de trabalho e sociais. De lidar com a vida.

*George Paiva é diretor de RH na América Latina da Orange Business Services

Fonte: aboutCOM – Natália Diogo

Performance e experiência do consumidor

Não existe mídia de performance sem experiência do consumidor

Por Fernando Teixeira*

Quantas vezes você já foi a um evento ou leu um artigo de um profissional de marketing falando maravilhas sobre a incrível performance de marketing e mídia de uma empresa, enquanto você lembrava da péssima experiência que teve com aquela marca? Ligações insistentes, o banner que te persegue na internet, o vídeo que cobre a notícia inteira – cenas de praticamente um filme de terror. Filme, não: um seriado de episódios diários que jogam totalmente contra a proposta de cativar e fidelizar clientes e torná-los promotores das marcas.

Corriqueiras, as situações acima ilustram o status-quo: muitas vezes os profissionais de marketing trabalham tão focados na performance que se esquecem da não-performance. Comemoram uma taxa de clique (CTR) de 1% sem pensar que isso pode significar que 99% de pessoas não ligam para a sua mensagem. Isso mesmo: consumidores que não estão nem aí! Definitivamente, não querem vê-la ou assisti-la. Nessa toada, anunciantes muitas vezes compram mídia barata e gastam o mínimo em produção para derrubar o custo de aquisição (CPA) sem perceber que, na verdade, estão gastando para entregar experiências irrelevantes a muitas pessoas.

Esse custo de “não-CPA” ou “não-CTR” pode não ser contabilizado, mas tenha certeza: a conta chega. Cada experiência não relevante, não personalizada e intrometida da marca, torna mais difícil (e mais caro!) converter os não-consumidores. Mais do que isso, o efeito rebote é imediato: com esse tipo de experiência negativa que insiste em persegui-lo, o consumidor passará a odiar a marca.

O nível de exigência dos consumidores de hoje é outro. O sarrafo está lá em cima. Empresas nativas digitais como Amazon, Facebook, Airbnb, Uber e tantas outras oferecem uma experiência tão boa e consistente ao longo do tempo que acabam por se tornarem o “novo normal” em padrão de referência.

Vivemos uma era de experiências acumuladas. Todos os impactos positivos com a marca, em interações de milésimos de segundos, contam. As experiências negativas também. Quando tratamos especificamente da publicidade digital isso é ainda mais acentuado, pois – enquanto consumidores – cada vez menos aceitamos a interrupção da propaganda. Como resposta, recorremos aos bloqueadores de pop-up e pagamos por serviços para não ter propaganda. Não é que a propaganda virou vilã, mas sim que ela é simplesmente irrelevante para uma imensa audiência impactada pela campanha.

Para resolver esse desafio, a propaganda precisa da tecnologia. Esse casamento é essencial para entregar mensagens personalizadas, pessoa por pessoa, no contexto correto, no momento certo, no melhor site, pelo melhor custo para a marca. Hoje, graças à automação da publicidade, isso é possível ser feito em escala e com baixo custo. A automação para o marketing, a inteligência artificial e o aprendizado das máquinas são os elementos tecnológicos que viabilizam essa sinergia entre publicidade digital e consumidores. São estes recursos que ajudam o marketing a entregar o que as pessoas querem, na hora em que elas desejam, culminando na entrega de boas experiências e em maiores oportunidades de negócios. Bom para consumidores, bom para as marcas.

O ponto de partida para o perfeito desenrolar da experiência com publicidade digital está no conhecimento que as marcas têm de seus consumidores, suas audiências, e de como se comportam no ambiente on-line. Só depois disso a mídia é acionada. A compra de mídia com base em dados (data-driven) é assim: cresce conforme se adquire conhecimento, e não conforme foi negociada a verba.

A mensagem que as pessoas recebem deve ser personalizada, uma a uma. Depois do clique, a vida continua no site e nos apps. Nesses ambientes, o consumidor deve ser recebido com a mesma mensagem que viu na mídia. Um site deve se transformar em milhares de sites, um para cada audiência, levando-as até a conversão. Tudo isso contribui para o desenho de um ciclo virtuoso para a marca: mais conhecimento do público, novas experiências, campanhas, interações e – chegamos lá – performance/conversão.

Para entregar esse marketing sem rupturas, os gestores da área precisam entender de tecnologia. Devem aprender sobre sistemas, plataformas e dados. O novo marketing passa obrigatoriamente por APIs e integrações. É um marketing cirúrgico, pensado nos detalhes, podendo atingir mais ou menos gente até encontrar seu ponto ótimo – o ponto da melhor experiência para o consumidor e performance para a marca.

Como isso nem sempre significa comprar mais veiculação, muitas vezes os incentivos dos vendedores de mídia podem não estar alinhados com os do anunciante. É por isso que as marcas devem ser protagonistas, exigir transparência na cadeia e se estruturar com pessoas e plataformas. Terceirizar toda a operação de marketing pode significar deixar os incentivos da cadeia dominarem, cada um do seu jeito. O resultado é a proliferação do status-quo: a comemoração cega da performance de 1%, enquanto se gasta dinheiro da marca com mensagem que não interessa.

*Fernando Teixeira é head de advertising da Adobe para a América Latina.