Os 100 primeiros perfis com mais interações ganharam em média 960 mil novos seguidores nos primeiros três meses do ano
O Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) acaba de finalizar mais um estudo #MS360FAAP, realizado desde 2014 em parceria com a Socialbakers. Relativa aos três primeiros meses de 2021, a pesquisa concluiu que as celebridades brasileiras estão voltando a conquistar mais seguidores, depois de uma queda significativa em 2020, desde o início da pandemia de Covid-19.
O novo estudo da FAAP mostra que os 100 primeiros perfis de celebridades brasileiras com mais interações no Instagram tiveram uma média de crescimento de 960 mil seguidores entre janeiro e março de 2021. Um aumento significativo, uma vez que a média de crescimento no último trimestre de 2020 foi de 390 mil. Hoje, esse grupo possui, em média, 13,8 milhões de seguidores.
Esse número surge como uma surpresa, depois de um 2020 de quedas sucessivas, explica o professor Adriano Cerullo, um dos pesquisadores do NiMD-FAAP. A professora Karina Bousso, também do grupo de especialistas que participa do estudo, acredita que havia antes um cansaço das pessoas em relação aos conteúdos gerados pelas figuras públicas. “Mas hoje o entendimento é de que esses materiais se adaptaram à continuidade da pandemia, voltando a ser relevantes”, completa a professora.
Mais conteúdo é igual a mais engajamento
Outra confirmação do estudo dá conta de que, no primeiro trimestre de 2021, as postagens do tipo “Carrossel” (quando há mais de uma imagem ou vídeo) são as que mais geram engajamento dos usuários do Instagram, tanto para o perfil de celebridades quanto de marcas.
As celebridades, por exemplo, quando compartilham conteúdo nesse formato, têm em média 260 mil interações (contando apenas curtidas e comentários). Em termos comparativos, posts com somente uma foto possuem média de 160 mil interações.
Já as marcas, quando postam em “Carrossel” geram, em média, 12 mil interações. O número cai para 5,7 mil quando se trata de imagem única.
Outros números
Em postagens de marcas no Instagram, os comentários representam somente 3% da interação.
Os 100 perfis com mais interações no Facebook demoram pouco mais de um dia (31 horas e 21 minutos) para dar resposta aos usuários.
Em média, somente 7% das postagens são impulsionadas no Facebook.
O engajamento geral do Instagram aumentou e o do Facebook diminuiu na pandemia, aponta pesquisa da mLabs
Os dados apresentados pela maior plataforma de gerenciamento de mídias sociais do Brasil também revelam que o setor de Finanças foi o que teve melhor performance no Instagram no final do ano passado
Desde o início da pandemia e o consequente movimento de aceleração da transformação digital, com a entrada de novos negócios nas mídias sociais, o Instagram tem se tornado cada vez mais o centro das ações. O canal continua com Taxas de Engajamentos superiores às do Facebook, sendo a média dessa rede cerca de quatro vezes maior. Esse é um dos principais resultados da pesquisa Engajamento Facebook e Instagram 2021, realizada pela mLabs, a maior plataforma de gerenciamento de mídias sociais do Brasil. Essa é a primeira pesquisa no mercado brasileiro que traz o engajamento real e não o público, ao mostrar a Taxa de Engajamento por meio do alcance e impressões dos posts, e não pelo número de seguidores.
“Isso traz um resultado mais fidedigno, pois outras pesquisas não têm acesso às informações de alcance e impressões como a mLabs tem, com um tamanho da base de dados que temos. Na metodologia, dentre outros pontos, avaliamos mais de 700 milhões de posts publicados pela mLabs”, explicou Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs. “Com isso, buscamos trazer percepções gerais que servem como um parâmetro para aqueles que estão dando os primeiros passos ou buscam aprimorar sua estratégia no Facebook e no Instagram”, completou.
De acordo com a pesquisa, o Feed do Instagram apresentou uma Taxa de Engajamento de 9,30% no último trimestre de 2020, 7,29% maior do que no primeiro trimestre do mesmo ano. Em contrapartida, o Facebook apresentou uma queda de 7,69%, quando comparado o último trimestre de 2020 ao primeiro. Para a análise de engajamento, são considerados curtidas, compartilhamentos, comentários, cliques, reactions (Facebook) e interações nos recursos do Instagram Stories. Os dados revelaram também que, no período analisado, o Feed do Instagram engajou mais do que o formato Stories. A média da Taxa de Engajamento do Feed foi 36% maior, o que reforça a importância de empresas, profissionais da área e agências trabalharem os dois formatos na estratégia de forma integrada e complementar.
Outro dado a ser observado é que, na maioria dos setores, os perfis menores, isto é, o de até 10 mil seguidores, engajaram mais. No Instagram, eles obtiveram um crescimento médio de 10,79% na Taxa de Engajamento no último trimestre de 2020; já no Facebook, o incremento foi de 2,59%.
Rafael Kiso
“Na pesquisa da mLabs, apesar da maioria dos perfis menores terem taxas de engajamento maiores, isso não foi absoluto para todas as categorias. Além disso, as taxas não são tão distantes entre as faixas. Isso eleva a importância de que o conteúdo em si é que manda nessa relação de taxa de engajamento e todo o resto são variáveis periféricas. E dentro dos perfis menores, um fato a ser destacado é que eles geralmente têm taxas de engajamento maiores em função do Dunbar’s number, muitos dos seguidores são mais próximos do perfil ou do negócio, são elos mais fortes que acabam engajando mais em mais posts”, explicou Rafael Kiso. “Outro fato é que, conforme a pandemia avança, mais negócios entram nas redes sociais, fazendo sua digitalização. Quanto mais negócios, mais posts dentro de uma mesma rede. Portanto, maior a concorrência pela atenção. Isso diminui o alcance médio geral dos posts, mas não necessariamente o engajamento. Tudo isso fica evidente ao ver que o engajamento geral do último trimestre de 2020 foi maior que o do primeiro. Mais uma prova de que o conteúdo em si é que pesa mais. Para isso, as empresas estão aprendendo a fazer melhor seus conteúdos, visto que, ao longo de 2020, muitos procuraram se educar sobre o assunto. Inclusive, de acordo com o Google Trends, tivemos em abril e maio de 2020 um pico de buscas por conhecimento de marketing digital e uma proliferação de lives ensinando isso”, declarou o fundador da mLabs.
Finanças, o setor com maior engajamento no Instagram
A crise e todas as demais variáveis provocadas pela pandemia fizeram com que as pessoas se interessassem e interagissem mais com marcas do setor financeiro. Essa afirmação pode ser confirmada pelo resultado da pesquisa da mLabs, que mostrou que no Instagram, o setor de Finanças foi o que apresentou a melhor performance no final do ano passado em comparação ao primeiro trimestre de 2020, com crescimento de 35,97% na Taxa de Engajamento.
Outros setores que também tiveram incremento na Taxa de Engajamento no Instagram foram Saúde/Higiene e Celebridade/Figura Pública, com crescimento de 31,84% e 20,94%, respectivamente. As últimas posições são ocupadas pelos segmentos de Esporte, Automotivo / Alimentos e Eletrônicos. Esses setores foram os que pior performaram na comparação entre o último e o primeiro trimestre do ano passado no canal, apresentando queda de 14,70%, 10,79% e 10,21% respectivamente.
Bebidas, o setor com maior engajamento no Facebook
Já no Facebook, quem apresentou melhor performance foi o segmento de Bebidas, que teve um crescimento de 86,73% na Taxa de Engajamento no final do ano de 2020 em comparação com o primeiro trimestre do mesmo ano. Outros que tiveram boa performance no canal foram os de Celebridades/Figura Pública e Esportes, com crescimento de 11,37% e 0,61%, respectivamente.
As últimas colocações no ranking de engajamentos no Facebook são ocupadas por Eletrônicos, Moda / Luxo / Beleza e Alimentos. Esses segmentos foram os que pior performaram na comparação entre o último e o primeiro trimestre de 2020 no canal, apresentando queda de 42,31%, 41,44% e 41,31% respectivamente.
Para a realização da pesquisa, que teve como objetivo contribuir para o entendimento do comportamento dessas mídias pelos profissionais da área e pela comunidade empreendedora, foram coletados dados de perfis comerciais, que possuem até 500 mil seguidores, entre janeiro e dezembro de 2020, e também analisadas mais de 720 milhões de publicações agendadas pela mLabs.
Crescimento da credibilidade da mídia impulsiona parcerias de publishers para aumentar a monetização nativa
A onda de fake news e os discursos de ódio nas redes sociais reforçaram o papel do jornalismo na sociedade, ampliando o volume de audiência dos portais que buscam parceiros para monetizar seu inventário, sem perder engajamento
Legenda foto: Fernanda Negrini, gerente de Marketing da Outbrain no Brasil
Em um ano tomado pela Covid-19, a quantidade de notícias falsas circulando na mídia e nas redes sociais cresceu drasticamente. Em busca de informações confiáveis, a saída da audiência foi recorrer aos veículos jornalísticos com tradição e excelência e nas grandes produtoras de conteúdo para acessar um conteúdo de qualidade e credibilidade. Mas, se por um lado o crescimento da audiência foi exponencial – houve um aumento de cerca de 70% no tráfego ano após ano de acordo com dados da Outbrain -, por outro, as empresas de mídia se viram diante de um dilema, pois muitos anunciantes pausaram suas campanhas com a demanda reprimida para o consumo e o aumento do inventário ficou ocioso.
Diante deste problema, muitos publishers reforçaram e expandiram suas parcerias em busca de diversificação nas fontes de monetização para seus conteúdos. Além disso, a Outbrain, feed pioneiro de descoberta e publicidade nativa na open web, é uma solução adicional para gerar receita publicitária e também manter o usuário engajado e por mais tempo dentro do site por meio de placements nativos que podem ser aplicados em diversos espaços do site, com um mix de espaços pagos e orgânicos.
“A solução consegue entregar para os anunciantes uma alternativa de publicidade digital que alia escala com um inventário premium, garantindo o brand safety para as marcas além de diminuir sua dependência de plataformas de social e search. Na outra mão, consegue fomentar o jornalismo regional, servindo como uma nova fonte de monetização e como uma solução de inteligência editorial”, diz Fernanda Negrini, gerente de Marketing da Outbrain no Brasil.
Aliando monetização a engajamento
Os publishers não têm custo nenhum de instalação. A parceria com a Outbrain se baseia na divisão das receitas publicitárias comercializadas pela empresa e que utiliza o inventário do parceiro para chegar até o usuário final. Os espaços nativos da Outbrain associam espaços de mídia paga com espaços orgânicos, que exibem outros conteúdos editoriais, a fim de impulsionar a recirculação da audiência e o engajamento com o usuário.
A solução é bastante flexível e busca atender os objetivos comerciais e editoriais de cada parceiro. O mix entre recomendações pagas e orgânicas é definido junto ao publisher e, pelo painel de controle, as equipes têm total transparência para avaliar os anunciantes e criativos que estão sendo veiculados e definir os bloqueios necessários para adequar o conteúdo a sua linha editorial.
Além da monetização com os placements pagos, os espaços orgânicos dentro do próprio site associado ao uso da solução paga em outros sites, podem ajudar os editores a impulsionar outras frentes de geração de receita como assinaturas, projetos de branded content, podcasts, newsletters e iniciativas proprietárias de comércio eletrônico.
“Prezamos por uma diversidade de pilares editoriais que vão desde hard news, até entretenimento, celebridades e outros sites mais verticalizados. Independentemente do segmento, queremos garantir aos leitores e aos anunciantes que a Outbrain é sinônimo de qualidade e confiabilidade”, finaliza Fernanda da Outbrain.
Sobre a Outbrain
A Outbrain é o feed pioneiro de descoberta e publicidade nativa na open web. Um terço da população mundial conectada à internet explora e descobre informações por meio da nossa tecnologia de feed, utilizada por anunciantes emergentes e reconhecidos no mercado e integrada à rede de milhares de publishers premium para gerir e monetizar operações editoriais. A Outbrain opera em 55 países e está sediada em Nova Iorque, com escritórios em 18 cidades pelo mundo. Saiba mais em www.outbrain.com/pt_br e nos siga no Twitter , LinkedIn , Facebook e Instagram .
Documento traz informações para causar impacto positivo, seja para marcas Superativistas, Quebra-paradigmas, Ousadas ou Responsáveis
A CBA B+G, agência do grupo WPP especializada em branding, design, pesquisa e inovação, apresenta o estudo “Marcas Ativistas”, que traz um conjunto de reflexões e lições para ajudar as marcas a entenderem diferentes tipos, níveis e possibilidade de ativismo, bem como os riscos e benefícios para aqueles que decidem “levantar sua voz”.
No atual contexto social e de negócios, apenas ter um posicionamento não é mais suficiente para as marcas, que precisam construir um engajamento autêntico com uma ou mais causas para se manterem competitivas em seus segmentos de negócios. Porém, muitas ficam pelo caminho e acabam soando oportunistas ou incoerentes com seus valores reais, podendo até sofrer boicotes em um ambiente em que cada deslize pode ser fatal. Nesse cenário, “Marcas Ativistas” se propõe a indicar caminhos para evitar estratégias que podem não dar certo.
“Se bem trilhados, esses caminhos podem levar a um engajamento real e duradouro com os consumidores. As marcas estão desafiadas a construir seu território de impacto positivo, pois a simples posição baseada na troca por produtos e serviços, associada à neutralidade em relação a temas relevantes como racismo, questões de gênero, feminismo e meio ambiente já não alimenta mais o vigor de suas ofertas .Não se posicionar pode transmitir a ideia de consentimento, enquanto emitir opiniões de forma superficial pode ser lido como hipocrisia, se o discurso não vier acompanhado de ações concretas e condizentes com seu DNA”, avalia Luis Bartolomei, sócio-fundador, CEO e head de criação da CBA B+G.
As marcas não têm mais escolha: precisam se arriscar mais. “Sem dúvidas existem riscos no envolvimento de uma marca em causas relevantes para os indivíduos. Entretanto, muitos exemplos reais têm nos mostrado que agir ainda é melhor do que não se posicionar, mesmo que o impacto seja pequeno, e desde que a ação seja direcionada por verdade e transparência”, completa Carolina Barruffini, diretora de branding da agência.
Um dos aspectos que o estudo aprofunda é o tipo e nível de ativismo das principais marcas, o que ajuda a identificar o melhor perfil de cada uma. Os quatro tipos são as “Superativistas”, militantes desde sua fundação (como Patagonia, Ben & Jerry’s e outras); as “Quebra-Paradigmas”, inovadoras e pioneiras em seus negócios (Fazenda Futuro, Impossible Burger e Fenty Beauty são exemplos); as “Ousadas”, que defendem seus valores e causas de forma coerente, buscando incentivar discussões, mesmo que isso signifique não agradar a todos (Starbucks, Nike e Boticário, por exemplo); e as “Responsáveis”, empresas que têm iniciativas corporativas que beneficiam causas, mas sem engajamento de forma tão visível entre as sub-marcas (Nestlé e a iniciativa Cocoa Plan, por exemplo).
A partir das observações, a CBA B+G identificou Os Oito Passos do Impacto Positivo, que servem como guia para as marcas se engajarem em uma causa de forma perene e autêntica, minimizando riscos:
1. Desenhar um posicionamento claro e poderoso – Qual é a razão de existir e as crenças da marca? Qual seu DNA, sua personalidade e quem é o seu público-alvo?
2. Escolher batalhas – identificar as causas que a marca tem credibilidade para defender.
3. Definir os stakeholders –quem a marca impacta, de forma indireta ou direta, externa e interna?
4. Olhar para o histórico da marca (e seu momento presente) – revisitar ações, afirmações e campanhas anteriores para avaliar a credibilidade para se engajar em um assunto.
5. Definir o perfil de engajamento – onde faz mais sentido para a marca estar hoje e qual sua ambição para o futuro?
6. Identificar riscos potenciais – Quanto mais peso tiver a marca, mais ela precisa avaliar os riscos e benefícios antes de tomar qualquer posicionamento
7. Walk the talk – A marca não sobrevive de promessas, grandes discursos ou campanhas impactantes sem ações significativas e reais
8. Escutar os feedbacks –Monitorar a relação ‘promessa versus expectativa atendida’ pode determinar a saúde e a reputação da marca.
O estudo completo se encontra à disposição neste link.