Onde termina o marketing e começa a propaganda?

Por Josué Brazil (com uma ajuda da IA)

A pergunta “onde termina o marketing e começa a propaganda?” é comum entre estudantes e jovens profissionais da área de comunicação. Em muitos contextos, os dois termos são usados como sinônimos, o que gera confusão. Embora estejam profundamente conectados, marketing e propaganda não são a mesma coisa — e entender essa diferença é essencial para quem deseja atuar de forma estratégica no mercado.

O marketing pode ser entendido como um processo mais amplo e contínuo. Ele envolve estudo de mercado, análise de comportamento do consumidor, definição de público-alvo, posicionamento de marca, desenvolvimento de produtos, estratégias de preço, canais de distribuição e, claro, comunicação. Ou seja, o marketing começa muito antes de qualquer campanha ir ao ar e continua mesmo depois que ela termina.

Já a propaganda é uma das ferramentas do marketing. Ela entra em cena quando a estratégia já foi pensada e o objetivo é comunicar uma mensagem de forma criativa e persuasiva. A propaganda transforma dados, insights e decisões estratégicas em narrativas, peças, campanhas e experiências capazes de gerar atenção, desejo e lembrança de marca.

Como entender melhor essa relação?

Uma boa forma de visualizar essa relação é pensar que o marketing decide o que será dito, para quem, por quê e em qual momento. A propaganda, por sua vez, define como isso será dito: o tom, a linguagem, o conceito criativo, os formatos e os canais. Quando a propaganda não está alinhada ao marketing, o risco é criar campanhas bonitas, mas ineficazes.

No dia a dia do mercado, especialmente em agências e departamentos de comunicação/marketing, essas fronteiras nem sempre são tão visíveis. Profissionais de propaganda precisam entender de marketing para criar mensagens mais relevantes, assim como profissionais de marketing dependem da criatividade da propaganda para dar vida às suas estratégias. É uma relação de interdependência, não de oposição.

Entender é importante

Para quem está iniciando a carreira, compreender onde termina um campo e começa o outro ajuda a construir repertório, dialogar melhor com diferentes áreas e tomar decisões mais conscientes. Não se trata de escolher um “lado”, mas de entender o papel de cada disciplina dentro do ecossistema da comunicação.

Um único objetivo!

No fim das contas, marketing e propaganda caminham juntos rumo ao mesmo objetivo: gerar valor para marcas e consumidores. O marketing pensa o caminho; a propaganda ajuda a contar essa história. Quando ambos trabalham em sintonia, o resultado é mais do que visibilidade — é relevância.

Economia criativa e marketing estratégico: como transformar criatividade em valor de marca

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (apoiado por uso de IA)

Descubra como a economia criativa impulsiona o marketing das marcas, gera valor de mercado e conecta com o público. Estratégias, tendências e exemplos práticos para aplicar na sua marca.

No cenário atual, a economia criativa coloca a criatividade como insumo essencial para os negócios — considerando cultura, conhecimento e design como fatores-chave de geração de valor. Empresas que entendem esse movimento estão à frente, envolvendo público e construindo relevância.

Dentro desse contexto, o marketing torna-se o elo entre as ideias criativas e a experiência do consumidor. Ele faz com que um produto ou serviço se torne mais que um item de compra: transforme-se em significado, cultura e conexão. O uso inteligente de storytelling, branding e plataformas digitais ajuda a ativar esse potencial.
Keepo

A chamada “creator economy” ou economia dos criadores reforça esse cenário: criadores independentes, plataformas e novas formas de monetização estão mudando a lógica das marcas tradicionais. Neste ambiente, marcas que apostam em co-criação, experiências autênticas e parceria com criadores estão se destacando.

Para aplicar isso estrategicamente, vale focar em alguns vetores essenciais: (1) autenticidade e marketing de propósito; (2) personalização e experiências imersivas com uso de dados e tecnologia; (3) território cultural e identidade de marca; (4) campanhas integradas em múltiplas plataformas; (5) medir não apenas alcance mas engajamento e impacto. Exemplos de mercado mostram que esses elementos fazem a diferença.

1. Autenticidade e Marketing de Propósito

Conceito: A Economia Criativa exige que os negócios e marcas sejam intrinsecamente autênticos. A criatividade deve refletir uma verdade e um propósito claros (social, ambiental, cultural).

Ligação Estratégica: O Marketing Estratégico focado em Propósito de Marca (Purpose-Driven Marketing) e ESG (Ambiental, Social e Governança).
Os consumidores, especialmente as novas gerações, buscam marcas que apoiam causas relevantes, exigindo transparência e ética.

2. Creator Economy e Marketing de Influência Estratégico

Conceito: A Economia Criativa é amplamente impulsionada pela Creator Economy (Economia dos Criadores), onde indivíduos monetizam suas criações (conteúdo, arte, produtos digitais, etc.) através de plataformas.

Ligação Estratégica: O marketing não é apenas sobre criatividade, mas é feito com criadores.

  • Micro e Nano-Influenciadores: O foco não está apenas no alcance massivo, mas no engajamento autêntico e na construção de comunidades com criadores menores, mas mais nichados e confiáveis.
  • UGC (User Generated Content): O conteúdo gerado pelo usuário ganha força, pois é visto como mais autêntico.

3. Hiperpersonalização e Experiência do Cliente (CX) Criativa

Conceito: A criatividade, aliada à tecnologia, permite criar produtos, serviços e experiências altamente personalizadas e únicas.

Ligação Estratégica: Uso de Big Data, Machine Learning e IA (Inteligência Artificial) para:

  • Hiperpersonalização de Conteúdo: Usar a IA para criar variantes criativas de anúncios e mensagens que ressoam individualmente com diferentes segmentos.
  • Experiências Imersivas: Criação de experiências de marca que vão além do produto, como o Turismo de Experiência (roteiros personalizados, atividades culturais) ou eventos de marca imersivos.

4. Cultura, Localismo e o Marketing de Território

Conceito: A Economia Criativa está intrinsecamente ligada à cultura, identidade e desenvolvimento regional. Valoriza-se o que é local, único e culturalmente rico.

Ligação Estratégica: O Marketing deve focar na valorização do território, da diversidade e da inclusão.

  • Marketing Cultural: Patrocínio e apoio a festivais, artes visuais, música e design locais para construir uma imagem de marca engajada com o ecossistema criativo.

Em mercados cada vez mais saturados, a criatividade se torna vantagem competitiva. Marcas que conseguem combinar ideia criativa, execução estratégica e narrativa cultural transformam inovação em valor de marca e receita. A economia criativa não é mais apenas uma tendência — é uma exigência para quem quer permanecer relevante.

Do reativo ao preditivo: uma reflexão sobre a revolução da IA no Growth Marketing

Por Fernando Cabral*

Com anos de experiência em estratégias de growth marketing, pude observar uma transformação profunda na forma como as equipes operam e tomam decisões. Era um universo em que o sucesso dependia da capacidade dos profissionais de buscar o “porquê” por trás dos números.

Em um mundo de painéis estáticos e dados isolados, os profissionais viviam mergulhados em relatórios, montando planilhas complexas e tentando conectar os pontos. Um trabalho meticuloso em que o insight, quando chegava, muitas vezes já vinha com dias ou semanas de atraso – e essa defasagem era o maior gargalo estratégico, pois raramente conseguia-se antecipar o futuro.

Hoje, o cenário é outro. A Inteligência Artificial, na minha opinião, redefine fundamentalmente a interação com os dados.

Estamos saindo da fase de buscá-los em dashboards para “conversar” com eles. Sistemas nativos de IA permitem que profissionais façam perguntas em linguagem natural e obtenham respostas contextuais instantâneas. Não recebem apenas um número, mas sim uma interpretação e uma sugestão de ação, o que democratiza o acesso a análises complexas.

Outro ponto, que considero ainda mais profundo, é a mudança na tomada de decisão. A análise puramente humana, por mais brilhante que seja, é naturalmente mais lenta. A verdadeira mudança de paradigma está na capacidade da IA de analisar volumes massivos de dados em tempo real, identificar anomalias, prever tendências e sugerir otimizações.

E, ao contrário do que muitos podem pensar, toda essa “inteligência” não torna o profissional obsoleto, pelo contrário, valoriza o seu papel. A máquina cuida da análise pesada, liberando os estrategistas para a validação desses insights e para a definição do rumo.

Finalmente, estamos superando o tempo da fragmentação. O antigo “conjunto de ferramentas” de marketing era uma colcha de retalhos. Havia uma ferramenta para atribuição, outra para análise e uma terceira para engajamento, e o contexto se perdia na transição entre elas. Os novos ecossistemas impulsionados por IA unificam essas funções. Eles criam uma camada de decisão única que integra medição, previsão e ação. Ter essa visão unificada é o que permite a verdadeira proatividade.

Essa transição do reativo para o preditivo é mais do que apenas uma atualização de software, é uma mudança cultural. Ela exige que os profissionais pensem diferente. Quando os insights são instantâneos e os padrões identificados precocemente, é possível parar de olhar para o retrovisor e começar a moldar ativamente o caminho à frente.

Para mim, está claro que a IA não veio para substituir o profissional de marketing. Ela veio para oferecer clareza, velocidade e uma vantagem preditiva inédita. O novo padrão de crescimento é definido por sistemas unificados e preditivos. Cabe aos profissionais aproveitar essa oportunidade para focar no que realmente importa: gerar impacto e impulsionar o crescimento de forma inteligente e ágil.

*Fernando Cabral é Diretor de growth LATAM da Adjust

Dia do Cliente: quando marketing e propaganda se encontram com a experiência

Dia do Cliente: a experiência como essência do marketing e da propaganda

Por Josué Brazil (com uma ajuda de IA)

Imagem gerada pela IA do Canva

O calendário do marketing é cheio de datas especiais, mas poucas são tão significativas quanto o Dia do Cliente, comemorado em 15 de setembro. Afinal, é impossível falar em marcas, comunicação e propaganda sem lembrar que tudo começa — e termina — com ele: o cliente.

No dia a dia das agências e departamentos de marketing, discutimos estratégias, planejamos campanhas, desenhamos personas e monitoramos métricas. Mas, por trás de todos esses esforços, existe sempre um objetivo central: construir experiências positivas para as pessoas. O cliente não é apenas o destinatário de mensagens publicitárias; é o verdadeiro protagonista da narrativa de uma marca.

Consumer Experience: do convencimento ao encantamento

É aqui que entra a importância da consumer experience (CX). Mais do que convencer alguém a comprar, o desafio é encantar, criar conexões e gerar valor em cada ponto de contato — do primeiro anúncio que desperta curiosidade ao atendimento pós-venda que transforma satisfação em fidelidade. Nesse processo, marketing e propaganda deixam de ser apenas ferramentas de persuasão e se tornam meios de relacionamento.

As boas práticas de CX em marketing passam por pilares já conhecidos, mas cada vez mais essenciais: empatia, personalização, consistência e pós-venda. Escutar o cliente, adaptar a comunicação às suas necessidades reais, manter uma linguagem coerente em todos os canais e estar presente mesmo depois da compra são atitudes que diferenciam marcas comuns de marcas memoráveis.

Um convite à reflexão

Portanto, o Dia do Cliente não deve ser encarado apenas como uma oportunidade comercial. É, sobretudo, um convite à reflexão: estamos, de fato, colocando o cliente no centro das nossas estratégias? Estamos investindo tempo e criatividade em construir jornadas que façam sentido para ele?

Se a resposta for “sim”, há grandes chances de que o marketing e a propaganda que produzimos estejam não só vendendo, mas também criando vínculos duradouros. E é exatamente essa conexão que faz as marcas permanecerem relevantes ao longo do tempo.