ACI e Sebrae fazem seminário sobre crédito

ACI e Sebrae fazem seminário sobre crédito para micro e pequenas empresas

Durante o evento da próxima terça-feira, donos e donas de pequenos negócios de São José dos Campos receberão orientação e poderão conversar diretamente com diversas instituições bancárias presentes

A ACI de São José dos Campos, em parceria com o Sebrae-SP, realiza na próxima terça-feira (19.04) um seminário sobre orientações de finanças e apresentação de linhas de crédito especiais para pequenos negócio. O objetivo do evento é auxiliar micro e pequenas empresas de São José dos Campos a conseguirem fôlego nesta retomada da economia.

O seminário acontece na ACI, com inscrições são gratuitas pelo link https://bit.ly/rodada_de_credito. Mais informações: (12) 3519-4810, opção 4.

Microempreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte podem participar do evento. Durante a ação, diversas instituições bancárias estarão presentes, tais como Desenvolve SP, Banco do Povo Paulista, AC Crédito, Caixa Econômica Federal e Sicredi.

Para a presidente da ACI, Eliane Maia, essa é uma boa oportunidade para que as micro e pequenas empresas tenham acesso a diversas opções de crédito. “Nossa meta é ajudar o microempreendedor individual, o micro empresário e empresas de pequeno porte a alavancarem seu negócio, retomarem fôlego e fazerem a economia girar. Colocar esses empresários frente a frente com instituições bancárias relevantes vai gerar boas oportunidades a todos”, disse.

“Queremos falar para os pequenos negócios de São José dos Campos sobre como é importante utilizar o crédito de forma correta e estratégica para que ele não seja um problema, mas sim um aliado do negócio”, afirmou Alexandre Garcia, consultor de negócios do Sebrae-SP.

SERVIÇO

Evento: Seminário de Crédito.

Data: 19 de abril de 2022, das 9h às 13h.

Local: ACI São José dos Campos, rua Francisco Paes 56, centro, São José dos Campos (SP).

Inscrições gratuitas: https://bit.ly/rodada_de_credito.

Mais informações: (12) 3519-4810, opção 4

Fonte: Matéria Consultoria & Mídia – Gabriel Camacho

APP Ribeirão divulga lista de finalistas do FestVideo 2022

A 32ª edição do prêmio da Associação dos Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto registrou aumento de 20% nas inscrições

A Associação dos Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto (APP Ribeirão) anuncia nesta segunda-feira, 28/03, a lista das peças e campanhas publicitárias audiovisuais finalistas na edição deste ano do FestVideo, um dos principais prêmios do mercado publicitário. A premiação será no dia 5 de abril, em formato híbrido, no Theatro Pedro II, na cidade de Ribeirão Preto (SP) e recebeu crescimento de 20% dos inscritos em relação ao ano anterior. O shortlist está disponível no site

Crédito: Divulgação / APP Ribeirão

O júri para premiar o próximo vídeo inovador do mercado publicitário é composta por sete profissionais da comunicação: Carolina Levy, Diretora de Arte da Tech&Soul; Claudio Cinelli, Diretor Executivo da Brigitte Filmes; Gabriel Araujo, Executive Creative Director da Ogilvy; Guilherme Somensato, Creative Head da DDB Budapest; Rui Ventura, Diretor da APPM (Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing) e Regional Communications & Content Manager/SBU Monster Energy; Pedro Bexiga, Co-fundador da Coming Soon Lisboa; e Thor Matsusaki, Diretor de Arte da Repense.

O objetivo do evento é valorizar o contexto atual através da publicidade e a novidade deste ano é a introdução de uma nova categoria, “Filme Capital”, para agências independentes localizadas nas capitais brasileiras terem a oportunidade de se inscreverem no prêmio.

A premiação será no Theatro Pedro II, dia 5 de abril às 20 horas no formato híbrido.

Fonte: Agência ERA de Comunicação e Conteúdo

Coluna Propaganda&Arte

O Criolo era Doido: as incógnitas do artista que vira pop.

por Ricardo Guerra

“Quando eu conhecia (tal artista) ele nem era famoso. Agora tá todo pop aí, perdeu a essência, não curto mais.” Alguma vez você já se deparou com essa afirmação? Ela pode até estar sendo proferida por você e com razão. Mas a comercialização/popularização de um artista pode nos render belas pérolas, sabia?

Sommelier de bandas indies vs. Fã de ícones pop

Algumas pessoas possuem dons. Por exemplo, descobrir grandes artistas antes de todo mundo. A estas pessoas foram dados vários nomes: o diferentão, que escuta som de doido, hipster musical, vanguardista fora da caixa, sommelier de banda indie e por aí vai. Fato é que a digitalização da indústria musical facilitou a criação independente, tornando o trabalho de nosso sommelier muito mais rápido e diversificado. Hoje, o indie é um termo mais amplo, quase pop (olha o perigo!). Tem até lista no Spotify de banda indie, mas não é mais aquele indie, sabe? – Eles dirão. Sommelier indie que se preze não segue estas listas, ele cria as listas e descobre antes de todo mundo, quiçá até dos próprios caras da banda que estão apenas fazendo um som no fundo do quintal. Mas essa busca pelo diferente, único, incomum e original é o melhor jeito de curtir um bom som? O que diria um fã de Anitta quando dizem que o som é ruim, pois foi feito para vender? Existe música comercial boa ou não? São muitas incógnitas, então baixe o som do seu fone de ouvido e reflita comigo.

O popular não presta? Uma elitização de bom gosto.

A indústria musical vive de nichos. Vive da fama de seus artistas. Antigamente, com a venda de discos, shows, hoje, nem sempre. A fama é relativa e nichada: quantas músicas foram baixadas legalmente? Quantos views no vídeo? Quantos seguidores você tem? Nesse novo cenário, com tantas formas de consumo de música, mais pessoas podem fazer sucesso e chegar ao estrelato sem uma produtora ou selo, o que poderia por si só ser um filtro de qualidade, mas não é. Só porque algo é independente ele merece mais atenção e respeito que algo produzido para agradar mais gente e com altos investimentos? Não. Prova disso é minha relação com o músico e compositor Criolo. Ele é um dos idealizadores da Rinha dos MCs e indicado ao Grammy Latino de 2019. Mas, eu conheci ele antes da fama (ha-ha). Bem antes, com o nome artístico de Criolo Doido, quando era mais um rapper do cenário independente com músicas bem malucas/críticas, inclusive que hoje são censuradas por ele mesmo, por exemplo, ao falar de pessoas trans de forma pejorativa, mas que na época era o jeito que ele falava. Tudo muda. Até o Criolo Doido, que não é mais Doido e virou só Criolo. Muito mais comercial, certo? As gravações caseiras foram trocadas por músicas bem produzidas, com mais influências musicais além do rap, até chegarmos ao famoso álbum: Convoque seu Buda. Aí, ele mostrou todo um repertório passando por rap, samba, reggae, falando de crítica social, anime e cultura pop, religião e tudo que você pode imaginar. Essa eu posso dizer que foi uma bela popularizada, pois ele conseguiu evoluir musicalmente e manter muito da sua originalidade, que no começo, parecia doido, mas era ele. E ele mudou bastante. Agora não é mais um músico pobre que passa aperto. Nem financeiramente e nem musicalmente. Bom pra todo mundo!

Quem é você no rolê? #TEAMIndie ou #TEAMPop

Eu considero que como publicitário preciso consumir de tudo um pouco, mesmo que não goste. Além de ouvir música, eu também escrevo e componho alguns sons e posto na rede. Um dos meus projetos chamado Rick Foraztine (imagem que ilustra esse texto) tem zero intenção de virar sucesso e poderia tranquilamente ser chamado de “indie”, pois sou eu quem faz tudo ali, escrevo, gravo em casa etc. Mas eu lanço porque sei que alguém pode ouvir e gostar, sempre tem alguém que curte alguma coisa no mundo. Então, acho que todos devemos abrir mais a cabeça para sair da nossa zona de conforto musical. E isso inclui ouvir com a mesma atenção a banda desconhecida do Uruguai que é um experimento universitário até a música mais bombada do Xamã, que vai explodir no Verão. Todos deveriam se arriscar um pouco mais, do sommelier indie ao fã de pop. Assim, podemos curtir com todas as tribos, qualquer som e dizer daqui alguns anos: “Eu lembro desse som e tenho boas recordações”.

No final, é isso que importa: encontrar uma banda incrível desconhecida é tão legal quanto curtir um som pop no churrasco com os amigos. As experiências individuais e coletivas em equilíbrio possuem importâncias iguais e nos fazem ser quem nós somos… Doido isso, né?

Indicação musical, Criolo – Convoque seu Buda

Coluna “Discutindo a relação…”

Redação: capacidade de expressão e repertório

Dentre as diversas características peculiares a um bom publicitário (principalmente os que lidam diretamente com a criação de anúncios) podemos destacar duas: capacidade de expressão (incluindo-se aqui, obviamente, a lingüística, mas passando por toda e qualquer forma de expressão ou linguagem); e um amplo “repertório”.

Chamamos de “repertório” toda e qualquer informação que possa ser acumulada, e também todo conhecimento que a pessoa possa adquirir e desenvolver, não importando sua origem: cultura acadêmica, cultura de massa, cultura popular. Ter “repertório” é ter “assunto”, é ter um universo de conhecimentos tal que facilite, nas mais diversas situações, associar coisas, fatos, referências, idéias que permitam encaminhar uma solução criativa.

Maingueneau afirma que podemos considerar um determinado número de “leis do discurso que regem a comunicação verbal”. Tais leis, que se aplicam a toda atividade verbal, devem ser adequadas às especificidades de cada gênero de discurso. E segundo o autor, o domínio das leis e dos gêneros de discurso (que ele chama de competência genérica) são os componentes fundamentais de nossa competência comunicativa, ou seja, a nossa capacidade para produzir e interpretar enunciados de modo correto nas diversas situações de nossa vida.

O amplo domínio da competência comunicativa não é o bastante para a participação em uma atividade verbal. Outros níveis devem ser ativados para se produzir e interpretar um enunciado. É o caso da competência linguística, o domínio da língua em que se enuncia. Mais do que isso, é preciso possuir um grande número de conhecimentos sobre o mundo, uma competência chamada de enciclopédica.

Maingueneau estabelece três instâncias principais que interferem na dupla dimensão (produção e interpretação dos enunciados) da atividade verbal: domínio da língua, conhecimento de mundo e aptidão para se inserir no mundo por intermédio da língua. O mesmo autor afirma que essas diferentes competências interagem, se completam e não são, em hipótese alguma, excludentes. Ao contrário, o somatório de competências é essencial para que possamos nos adaptar aos diferentes gêneros de discurso, seja para produzi-los ou interpretá-los, podendo uma dada competência remediar as limitações de uma outra.

O nosso conceito de “repertório”, portanto, encontra suporte nas ideias apresentadas por Maingueneau. E é justamente esse “repertório” que vai povoar a produção das mensagens publicitárias de inúmeras vozes diferentes. Ao construir um texto publicitário, o redator, de maneira consciente, escolhe palavras, expressões e construções, buscando persuadir seu interlocutor. Ele faz tais escolhas de acordo com o seu “repertório” e do “repertório” que ele acredita possuir quem vai receber a mensagem.

Sob essa ótica, o ato de criar textos publicitários não é obra de um acaso criativo, de um estalo momentâneo. É fruto das experiências sociais de quem produz, influenciado, e muito, pelas experiências sociais de seu interlocutor. O texto publicitário deve ser trabalhado, estruturado de modo intencional. Levando, ainda, em consideração que todo enunciado é dirigido a um interlocutor, e o fato de o texto publicitário ser mais fortemente, senão totalmente, orientado para o interlocutor em função da intencionalidade com que o produtor efetivo do texto constrói seu enunciado visando a persuasão, podemos afirmar que há (na maioria das vezes) um total apagamento do autor original do texto, o produtor do texto, em prol de uma (ou mais) voz(es) que seja(m) capaz(es) de dialogar melhor com o alvo da mensagem publicitária.

Tal linha de pensamento ajuda a colocar por terra a falsa crença de que o trabalho de Redação Publicitária e de Criação Publicitária como um todo é realizado sem planejamento, que está calcado apenas na “inspiração” momentânea. É o que se costuma denominar de visão “romântica” do processo criativo. É necessário que se veja e entenda a diversidade de vozes presentes nos enunciados publicitários para que se perceba a importância de desenvolver a capacidade de expressão e de se montar um vasto “repertório”.