Mobiles respondem por 77% do consumo de publicidade digital em 2022

Mercado digital vem ganhando cada vez mais espaço nos smartphones, tablets e outros dispositivos móveis brasileiros

O mercado digital brasileiro está se estabelecendo cada vez mais nos dispositivos móveis. No último ano, 77% da distribuição de publicidade digital foi mobile e apenas 23% foi destinada para desktop, segundo pesquisa realizada pela Digital AdSpend, do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), em parceria com a Kantar Ibope Media.

Um fator que leva a esse investimento em publicidade nos dispositivos móveis é o amplo acesso à internet nas principais regiões metropolitanas do Brasil, que alcança 97% dos consumidores. Os smartphones são os mais utilizados pelos usuários, chegando a marca de 82%, seguidos por computadores e notebooks (desktop), que foram utilizados por 40% dos internautas, conforme o mesmo estudo da Digital AdSpend.

“O investimento em publicidade digital em apps para dispositivos móveis é extremamente necessário atualmente. Os aplicativos passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Hoje você pode utilizar apps para tudo, desde jogos online, prática de exercícios e até transações bancárias”, comentou Bruno Niro, COO & founder da AdGrowth, startup focada em aquisição de usuários e rentabilização em aplicativos móveis. “Aparecer para os internautas nesses momentos específicos é a oportunidade que as empresas não podem perder”, completou.

Os anúncios publicitários ficam cada vez mais bem aceitos pelos internautas. De acordo com levantamento realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e insight de mercado e consumo, 51% da população diz clicar em publicidade pelos mais variados motivos, 66% clicam por curiosidade sobre o tema, 58% se interessam por promoções, 33% querem conhecer a marca e 19% acessam por conta de uma imagem inspiradora.

Para Niro, a tendência para 2023 é que a distribuição de publicidade digital mobile ultrapasse a casa dos 80%. “Atualmente, temos mais celulares inteligentes em circulação do que pessoas no país. São aproximadamente 242 milhões de smartphones em uso, para 214 milhões de habitantes”, detalhou o COO da AdGrowth. “Esse número deve crescer ainda mais e, junto com ele, o investimento na área”, finalizou.

Sobre a AdGrowth
A AdGrowth é uma adtech de mobile marketing, com foco em aquisição de novos usuários e rentabilização para aplicativos móveis. Fundada em 2019 pelos sócios Bruno Niro, Thiago Cavalcante e Tiago Brandão, a AdGrowth ocupa atualmente uma posição privilegiada ao liderar a inovação na publicidade mobile brasileira.

Por que as Martechs estão dominando o mercado?

Por Adalberto Generoso*

Não é novidade nenhuma que um dos setores que mais se transforma ao longo dos anos, justamente pela necessidade de renovação quase que instantânea, é o marketing. A área é um poço de ideias, que precisam ser tiradas do papel de jeitos diferentes e inovadores a todo momento. Por essa razão, não é à toa que o desenvolvimento tecnológico é um grande aliado do segmento e vem sendo parte do centro de diversas empresas novas, especialmente startups. O nome atribuído para essas marcas, que já estão nascendo com domínio de mercado, é martechs.

Adalberto Generoso, cofundador e CEO da Yapoli

E quando digo “nascendo”, é literalmente nesse sentido, uma vez que essas companhias ainda estão subindo degraus para crescerem internamente. De acordo com pesquisas da plataforma Distrito, 84,4% das organizações brasileiras dessa categoria são compostas por cerca de 50 colaboradores. No entanto, vale destacar que dois terços delas têm até 20 funcionários. Ou seja, não estamos tratando de grandes corporações que já começam as suas atividades com estruturas gigantescas de equipes e recursos.

Mesmo assim, é importante frisar que, segundo a mesma pesquisa do Distrito, o número de martechs disparou desde 2021: em fevereiro deste ano, haviam 727 empresas do segmento no país, enquanto hoje já há mais de mil. E, ainda que somem um grupo menor no território nacional no ramo de startups, em relação a fintechs e retailtechs, por exemplo, a tendência em aportes também só cresce, visto que no ano passado o setor conseguiu captar um montante de mais de US$ 228 milhões.

Em resumo, essas companhias estão assumindo de forma acelerada um protagonismo no mercado. A grande pergunta é: como fazem isso? Simplificando a resposta, podemos dizer que elas entenderam os princípios básicos da transformação digital e estão conseguindo gerar soluções eficientes a partir disso. Assim, os clientes percebem rapidamente os efeitos positivos dessas estratégias nos seus negócios e, por consequência, também notam as vantagens levadas sobre as marcas concorrentes. Isso sem falar nos investidores, que ganham mais segurança por apostarem em organizações que recorrem a ações assertivas e modernas.

Um bom exemplo de uma delas é a plataforma DAM (Digital Asset Management ou, em português, Gestão de Ativos Digitais). Hoje, a produção e o consumo de documentos nos ecossistemas digitais crescem exponencialmente em quase todas as empresas, sejam elas grandes, médias ou pequenas. Com isso, o remanejamento dos conteúdos presentes neles torna-se fundamental para qualquer atividade realizada pelos seus colaboradores. É dentro deste enorme desafio, mas que é completamente inerente ao dia a dia de corporações de todos os segmentos, que a ferramenta atua.

Esse recurso utilizado pelos departamentos de marketing ou agência, basicamente, organiza a gigantesca quantidade e complexidade de materiais presentes no meio digital. Ou seja, a plataforma centraliza e distribui os arquivos de forma clara, permitindo que todos sejam encontrados rapidamente e sem grandes problemas. Com a popularização do 5G, o consumo de mídias será exponencialmente maior e as empresas terão cada vez mais o desafio de organizar o volume substancial de materiais digitais para atender essa nova demanda se quiserem manter a relevância cada vez mais digital.

Também vale ressaltar que a segurança faz parte da concepção dessa tecnologia, garantindo a adaptação a normas de governança no mundo todo. Consequentemente, no caso do Brasil, o principal expoente da linha de conduta dela é a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Apesar dessas vantagens, o benefício da ferramenta de automação vai muito além do teor técnico e legal. Todo o compartilhamento de conteúdos é otimizado, o que melhora a relação da liderança com clientes, equipe interna, escritórios locais, times de vendas, dentre outros. Transformando-se em um verdadeiro portal da marca, no caso de uma DAM também acompanha todas as alterações que os usuários fazem em seus ativos digitais por meio do controle automático de versão, que fornece insights mais profundos sobre seus históricos e viabilizando a formação de estratégias disruptivas.

Em outras palavras, o recurso pode ser primordial para fidelizar o público-alvo, atrair e engajar novos consumidores e desenvolver as soluções da companhia. Essa é só uma amostra de como a tecnologia não acompanha o processo de crescimento das corporações, mas sim é totalmente parte dele. O setor de marketing, com a sua necessidade de alavancar planos de ação de acordo com a atualidade, notou essa tendência, fazendo com que as martechs saíssem na frente no mercado. Essa é apenas uma prova da capacidade das startups desta categoria mostrarem que podem se sobressair à concorrência, não há dúvidas de que ainda há um longo caminho de sucesso a ser explorado.

*Adalberto é cofundador e CEO da Yapoli, principal referência em gestão de ativos digitais do Brasil, uma das 100 Startups To Watch 2022 da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Startup destaque do ano pela Darwin Startups e TOP 6 Martechs da 100 Open Startups. Empreendedor serial e com mais de 10 anos de experiência em marketing digital, já ganhou 3 Cannes Lions e mais 10 prêmios internacionais de publicidade digital. Foi um dos idealizadores do GuiaBolso e ex-sócio e CMO da Cheftime, foodtech adquirida em 2019 pelo GPA. Além disso, é mentor de marketing, tecnologia e growth para startups e atua como palestrante para a turma do curso de Marketing Digital do Núcleo de Empreendedorismo Tech da USP.

Por que as empresas estão migrando dos banners digitais para o marketing conversacional?

Por Glaucia Hora*

A pandemia da Covid-19 mudou o mundo que conhecemos. As pessoas estão vivendo, trabalhando e até mesmo comprando de forma diferente do que estávamos acostumados há dois anos atrás. Com os consumidores olhando os produtos e marcas através de uma nova lente, o atendimento ao cliente e os anúncios digitais precisaram ser adaptados.

Glaucia Hora

Neste novo cenário, o primeiro passo foi iniciar um processo de estreitar o relacionamento com os consumidores por meio de anúncios interativos. Os usuários foram bombardeados com uma enorme quantidade de conteúdo, o que diminuiu drasticamente a eficácia do uso de banners em sites. Pesquisa realizada pela CM.com, empresa holandesa líder em comércio conversacional (ConvComm) mostra que, no mercado brasileiro 67% da geração Z, jovens entre 16 e 25 anos, prefere as redes sociais para se comunicar com as empresas. Portanto, as marcas precisam estar presentes onde os seus usuários estão.

Existe uma clara mudança nas expectativas do consumidor quando falamos de interações mais personalizadas e imediatas com as empresas – razão suficiente para o Marketing Conversacional surfar na onda. O conceito chega como uma maneira atraente e eficaz para que os profissionais de marketing criem uma comunicação capaz de interagir e impulsionar o relacionamento com seu público. Um relatório da Juniper Research estima que os gastos totais em canais de comércio conversacional chegará a US$ 290 bilhões até 2025. Com isso, o uso de plataformas como o WhatsApp, Instagram, Apple Messages for Business, Google Business Messages, Facebook Messenger e Telegram, chegam como poderosos aliados para criar interações relevantes e personalizadas durante toda a jornada do cliente no ambiente digital. O WhatsApp, por exemplo, possui uma interface simples e fácil de usar e oferece diversas funcionalidades para que as marcas possam criar vínculos com seus consumidores. A plataforma do Meta passa a ser um novo canal de vendas, capaz de otimizar o tempo de trabalho da equipe e agilizar as operações fornecendo um valor real de satisfação aos clientes.

Além disso, por meio dessa tecnologia as empresas conseguem prospectar clientes, enviar informações de novas campanhas em datas comemorativas e auxiliar os usuários em demandas personalizadas.

Para quem pensa que estes canais estão restritos exclusivamente para o setor de varejo, saiba que instituições financeiras, seguradoras e até mesmo construtoras estão aproveitando as facilidades do Marketing Conversacional para manter contato com seus clientes e ajudá-los com informações para uma melhor tomada de decisão.

Considerando o aumento do uso dos canais de mensageria, o que eu posso afirmar é que os próximos capítulos do atendimento ao consumidor serão escritos (ou digitados) pelo Marketing Conversacional – e será ele que estará no centro de qualquer experiência para gerar valor para o cliente e conversão para os negócios.

*Glaucia Hora é gerente de Marketing Digital Senior da CM.com

WhatsApp dá mais um passo e apresenta mecanismo de comércio

Por Rafael Franco*

O WhatsApp está começando a introduzir o recurso de diretórios, o que seria de certa forma uma versão moderna das páginas amarelas. Agora, os usuários poderão buscar produtos e serviços, o que é mais um avanço da empresa no segmento de e-commerce.

E o teste dessa funcionalidade está começando justamente pelo Brasil, mais especificamente na cidade de São Paulo. Outra novidade que deve chegar é o Bussiness Search, que traz a capacidade de encontrar empresas maiores de dentro do aplicativo.

O recurso permitirá que os usuários naveguem por empresas por categoria, como bancos, alimentos, bebidas e viagens, bem como por seus nomes, o que é um ataque central ao principal serviço de buscas do mundo, o Google.

O Business Search visa ajudar os indivíduos para que eles não percam tempo procurando números de telefone de empresas em seus sites e digitando ou até mesmo salvando esses detalhes em seus contatos telefônicos, conforme foi divulgado pela própria empresa em uma cúpula de negócios focada no WhatsApp no Brasil.

Os novos recursos reforçam as crescentes tentativas de transformar o aplicativo de mensagens gigante em um mecanismo de comércio, uma de suas maiores apostas para gerar receita com o serviço gratuito.

A empresa divulgou nos resultados trimestrais do mês passado que o negócio de anúncios, de clique para WhatsApp, cresceu 80% ano a ano e estava a caminho de gerar US$ 1,5 bilhão em receita anual.

A ferramenta já conta com mais de 120 milhões de usuários no Brasil e a empresa enxerga o nosso mercado como a bola da vez para reverter os maus resultados financeiros que vem apresentando recentemente.

Segundo Zuckerberg: “Este é o próximo passo para mensagens de negócios e estou ansioso para ouvir sobre as oportunidades que isso abre para todos vocês.”

E aí você já utiliza o Whatsapp e principalmente os chatbots em sua estratégia de negócio?

*Rafael Franco

Empresário que atua no mercado de tecnologia há 20 anos, a paixão o levou a se aprofundar nesta área e por isso se graduou em Ciência da Computação com pós em Engenharia de Software. Também foi executivo de multinacionais liderando projetos premiados por grandes empresas. Em 2015 fundou a Alphacode, empresa presente em São Paulo, Curitiba (PR) e Orlando (FL-EUA) em que atualmente é CEO. Lidera um time de especialistas em experiências digitais com grande destaque para projetos de aplicativos mobile, sendo responsável por projetos de grande porte neste segmento como Grupos Habib’s, Madero e TV Band. Comanda o time responsável por dezenas de aplicativos que atendem mais de 20 milhões de pessoas todos os meses, principalmente nos segmentos de Delivery, Saúde e Fintechs.