Novo formato digital

Estadão inova forma de apresentar conteúdo com realidade virtual

Jornal lança aplicativos Estadão Realidade Virtual, com viagem 360º por Bonito (MS), e Caderno Interativo da série O Brasil que o Brasil quer, com conteúdo especial

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Um novo olhar na forma de ler e ver suas matérias. Assim o Estadão apresenta na próxima semana duas grandes novidades em sua mais recente incursão tecnológica, que possibilitará ao leitor “entrar” nas reportagens. Nesta segunda-feira (5), o público pode ter em suas mãos o caderno interativo da série “O Brasil que o Brasil quer”, com vídeos, áudios, infográficos interativos e galeria de fotos. Já hoje, terça-feira (6), estará disponível o Estadão Realidade Virtual, que colocará o veículo na vanguarda dos veículos de comunicação. São dois aplicativos inovadores que ampliarão as fronteiras multimeios do jornal.

“O objetivo é propiciar um formato inovador de imersão nos conteúdos do Estadão, onde quer que o leitor esteja, bastando apenas um smartphone. Apresentará novo olhar na apresentação de suas matérias. Dará a experiência de extrapolar as fronteiras do conhecimento. Com a realidade virtual, cada vídeo e mídias apresentados trarão infinitas possibilidades de imersão no conteúdo”, explica Marcelo Moraes, diretor de Marketing Publicitário do Estadão.

A primeira iniciativa do Estadão em realidade virtual (RV) foi em Bonito (MS), com um especial de aventura produzido pela blogueira Karina Oliani, que resultou em quatro atividades diferentes na companhia da apresentadora – trilha 4X4, rapel, mergulho e rafting, todos em RV. Segundo ela, a escolha por começar o trabalho em Bonito foi proposital. “Quando o Estadão veio com a proposta, me perguntei qual seria o lugar no mundo todo que mais gostaria de mostrar ao público. Não tive dúvidas na escolha e na sugestão que fiz ao jornal. Bonito é um dos lugares mais lindos do planeta e ideal para ser mostrado em uma realidade imersiva como essa”, afirma a aventureira, que tem no currículo viagens para mais de 90 países.

Além de blogueira do Estadão, está no ar na TV paga no programa “Desafio Celebridades” da Discovery. “A ideia é levar ao leitor as aventuras mais espetaculares do Brasil e do mundo. Muita coisa boa vem por aí.”
A realização e produção da “viagem” é da Academia de Filmes, uma das pioneiras em vídeos RV360. Toda a ação tem oferecimento da Mitsubishi. Para Tadeu Jungle, sócio da produtora, a realidade virtual trouxe uma mudança na narrativa que não se via desde a invenção do cinema e o Estadão está na vanguarda dessa disrupção tecnológica na forma de narrar uma notícia.

“Em 2017, 60% do tráfego na internet será por meio de vídeos. Imagina um jornal produzindo matérias em realidade virtual e levando seu leitor para dentro da notícia, com mudança na narrativa, pois nos leva a um mergulho no local onde o fato está acontecendo. Essa não é uma visão muito distante de acontecer. Posso afirmar, sem exagero, que essa experiência do Estadão dá início a uma nova era para o jornalismo, com infinitas possibilidades”, defende Jungle. Para ele, o jornal mostra seu valor, pois aposta em uma tecnologia que está apenas começando no Brasil e que tem muito futuro e será acessível a todos, bastando ter óculos especiais e um smartphone.

Para uma experiência completa, o leitor deverá usar óculos de realidade virtual e ter um experimento completamente imersivo nessa viagem, produzidos pela Beenoculus. Parceria do Estadão na iniciativa, a empresa é inovadora e está na vanguarda do desenvolvimento de projeto 360/realidade virtual, tendo desenvolvido os primeiros óculos de realidade virtual produzidos no Brasil, com uma inovadora “metodologia de educação imersiva em primeira pessoa”. Há também alternativa para os que não tiverem os óculos, pois o material também será repercutido na TV Estadão, Instagram e Facebook do jornal.
Projeto interativo especial – A outra frente vem de um projeto especial, mas que pode ter inúmeras alternativas e oportunidades. O caderno interativo da série “O Brasil que o Brasil quer”, patrocinado pela Siemens, proporcionará nova forma de ler jornal que vai além do texto, com vídeos, áudios, infográficos interativos e galeria de fotos.

O leitor que tiver o aplicativo terá acesso a conteúdo diferenciado da série e que também conta com eventos e boletins na Rádio Estadão. Para ler, basta baixar o app, posicionar o smartphone em cima do jornal e começar a viagem pelo material exclusivo.

Os aplicativos Estadão Realidade Virtual e Caderno Interativo Siemens estarão disponíveis para os sistemas Android e IOS e podem ser baixados gratuitamente. Assinantes do Estadão terão direito a desconto na compra dos óculos de RV.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Coluna Branding: a alma da marca

Mensagem aos comunicadores

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Sempre fui crítico ao modo como o jornalista Juca Kfouri misturava seu jornalismo esportivo com seu posicionamentos político. Não porque discordava de seu posicionamento, mas sim porque achava que sua posição política atrapalhava sua credibilidade e tirava o foco daquilo que ele faz tão bem ao comentar jogos, times e campeonatos. 

Por admirar seu trabalho esportivo, não gostava de ver nos comentários de suas portagens políticas, pessoas sem a menor condição de questionar, tentando ridicularizar um jornalista coerente que articulava, mesmo quando tudo se mostrava indefensável, o que pensa e defende. 

Me perguntava: Por que manter a argumentação se o pensamento crítico parece tão achatado? Por que se expor?

A resposta veio quando percebi que estava errado em esquecer que ele é um comunicador e como tal, precisa se posicionar!

Vivemos um momento único, onde o mundo sofre uma instabilidade muito profunda social e econômica. Em nosso país, este mal está agravado pela crise moral e política e em nossa profissão um mudança tecnológica e de comportamento trouxe uma profunda depressão aos que ainda fazem a análise semiótica. 

Mas é preciso continuar com alguns princípios jurados em todas as faculdades. Precisamos continuar investigando, checando a informação e de forma alguma permanecer calado para que a gente não transforme a imprensa em mais uma “mídia x” e para que o silêncio dos que ainda tem algo a dizer não se transforme no berro disforme da grande massa manipulada. 

Nós somos a comunicação! Nós devemos nos posicionar.