42,9% dos líderes de marketing dizem que pressão por ROI aumentou significativamente, aponta pesquisa inédita

Levantamento da HUG com líderes de marketing mostra avanço da terceirização e redução de contratações internas em busca de flexibilidade e eficiência

A pressão por resultados mensuráveis está remodelando a estrutura dos times de marketing nas empresas. É o que indica a pesquisa “Reconfiguração de times de Marketing & Comunicação 2026”, realizada pela HUG, gestora especializada em hunting e outsourcing de profissionais da área. Segundo o levantamento, 42,9% dos líderes de marketing afirmam que a pressão por comprovação de ROI aumentou significativamente nos últimos 12 meses, enquanto outros 35,7% relatam aumento moderado dessa cobrança.

A pesquisa ouviu 14 líderes de marketing e comunicação, entre CMOs, diretores, heads e gerentes, de empresas de diferentes setores e portes. Além da maior cobrança por retorno financeiro das iniciativas de marketing, os dados indicam que a prestação de contas ao alto escalão se tornou parte frequente da rotina desses profissionais. Hoje, 42,9% relatam apresentar resultados de marketing ao board ou CEO mensalmente, enquanto 28,6% fazem esse reporte de forma trimestral.

Segundo Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG, o cenário reflete uma mudança estrutural no papel do marketing dentro das organizações. “O marketing deixou de ser visto apenas como área de comunicação e passou a ser cobrado diretamente por impacto em receita, eficiência de investimento e geração de pipeline. Isso exige novos modelos de equipe, mais flexíveis e orientados a resultados”, afirma.

Estrutura de equipes passa por reorganização

A pesquisa também aponta uma reorganização relevante na forma como os times são estruturados. Nos últimos seis meses, 42,9% dos líderes relataram redução do headcount interno, enquanto 28,6% congelaram novas contratações. Entre os principais motivos estão a pressão por redução de custos fixos e a dificuldade de demonstrar retorno claro sobre novas contratações.

Ao mesmo tempo, cresce a adoção de modelos híbridos que combinam equipes internas mais enxutas com especialistas externos. Hoje, 78,6% das empresas já utilizam profissionais externos em suas operações de marketing, sendo 50% para funções específicas e 28,6% para múltiplas atividades. Esse movimento indica que a terceirização deixou de ser pontual e passou a fazer parte da estrutura das áreas de marketing.

As atividades mais frequentemente delegadas a parceiros externos incluem branding e design, citado por 71,4% dos respondentes, seguido por performance e mídia paga, com 42,9%, além de criação de conteúdo, pesquisa de mercado e eventos.

Modelo híbrido já ganha escala no Brasil

A tendência de reconfiguração das equipes já aparece de forma concreta nas empresas brasileiras. Segundo a pesquisa, 57,1% dos líderes afirmam que já adotam o modelo de squads híbridos, que combina time interno com parceiros externos integrados à operação, enquanto 21,4% ainda avaliam essa possibilidade e 14,3% pretendem adotar o modelo em 2026.

Entre os principais benefícios da terceirização apontados pelos respondentes estão acesso a especialistas sob demanda (35,7%), redução de custos fixos (28,6%) e flexibilidade para escalar a operação (28,6%).

O cenário global reforça essa tendência. Levantamentos do Statista indicam que o mercado de outsourcing deve atingir cerca de US$ 450 bilhões até o fim de 2026, impulsionado pela busca das empresas por competências técnicas específicas sem a necessidade de ampliar o quadro fixo de funcionários. No Brasil, os dados da pesquisa indicam que esse movimento já está em curso dentro das áreas de marketing.

Competências mais difíceis de encontrar no mercado

Outro fator que contribui para a reorganização das equipes é a escassez de talentos. 71,4% dos entrevistados afirmam enfrentar dificuldade para contratar profissionais qualificados em marketing e comunicação.

Entre as competências consideradas mais difíceis de encontrar no mercado estão:

  • Designer — 21,4%
  • Redator / Copy — 14,3%
  • CRM / Lifecycle marketing — 14,3%
  • Generalista de marketing — 7,1%
  • Motion designer — 7,1%

Diante desse cenário, muitas empresas recorrem a soluções alternativas para manter a operação funcionando, como terceirizar determinadas funções ou desenvolver talentos internamente.

Para Gustavo Loureiro Gomes, a reorganização das equipes reflete uma transformação mais ampla na forma como o marketing é estruturado nas empresas. “O modelo tradicional de grandes equipes internas está sendo substituído por estruturas mais flexíveis, com núcleo estratégico interno e especialistas externos integrados à operação. Isso permite responder mais rapidamente às mudanças do mercado sem comprometer eficiência ou qualidade”, afirma.

Segundo ele, a tendência é que as áreas de marketing operem cada vez mais como estruturas orquestradoras de especialistas, combinando talento interno, parceiros externos e tecnologia para acelerar resultados. Para 2026, a estratégia da HUG inclui ampliar sua frente de mentoria e educação corporativa e fortalecer parcerias com startups.

72% dos líderes de marketing planejam usar IA para criar anúncios mais assertivos, revela estudo

Pesquisa inédita da Forrester, encomendada pela Vidmob, entrevistou 323 líderes de marketing de empresas globais

Os criativos publicitários de alta qualidade impulsionam o retorno sobre o investimento em publicidade (ROAS). No entanto, os métodos convencionais para prever e medir a eficácia criativa são demorados, caros para as marcas e oferecem insights limitados. Para entender a fundo esse cenário, um estudo da Forrester Opportunity Snapshot, encomendado pela Vidmob, plataforma global líder em desempenho criativo com base em IA, traz a percepção de líderes sobre a importância da qualidade e medição criativa para maximizar a eficácia da publicidade.

Para isso, foram entrevistados 323 líderes corporativos de empresas, responsáveis por tomar decisões de software e tecnologia para impulsionar a eficácia criativa. São executivos dos setores de bebidas, beleza, bens de consumo embalados, serviços financeiros, empresas farmacêuticas e viagens.

Confira abaixo as principais descobertas:

  • 71% dos entrevistados argumentam que melhorar a qualidade criativa é fundamental para impulsionar o crescimento da marca.
  • 63% concordam que o criativo é crucial para a eficácia da publicidade.
  • 64% afirmam que melhorar a eficácia do criativo é uma de suas principais prioridades de negócios nos próximos 12 meses.
  • 76% dos entrevistados apontam que a falta de eficácia criativa e/ou a dificuldade em medi-la são os principais desafios para aprimorar o desempenho de suas campanhas publicitárias.
  • 45% dizem que seus métodos de teste atuais são demorados e/ou caros.
  • 32% afirmam que só podem medir a eficácia criativa após o flight da mídia.
  • 70% dos entrevistados dizem que o pré-teste criativo e a análise criativa orientados por Inteligência Artificial (IA) podem ajudar a atingir seus objetivos.
  • 69% dos entrevistados desejam usar a IA para atribuir índices de qualidade de criativos a seus anúncios antes de serem exibidos.
  • 72% planejam usar IA para entender se um anúncio está em conformidade com as práticas recomendadas específicas da plataforma antes de ser veiculado.
  • 58% dos entrevistados dizem que criar um centro de excelência (CoE) é fundamental para a adoção bem-sucedida de ferramentas criativas de teste e análise orientadas por IA.
  • 65% esperam que essas ferramentas ajudem a melhorar a qualidade criativa.
  • 64% dos entrevistados esperam que essas ferramentas ajudem a melhorar a eficiência.
  • 60% afirmam que esperam que as ferramentas tragam aumento de receita.

“A pesquisa confirmou que os ativos criativos de uma marca representam uma das oportunidades mais significativas para melhorar a eficácia do marketing, e os dados criativos são a chave para desbloquear essa oportunidade”, diz Alex Collmer, CEO da Vidmob. “As descobertas revelaram ainda que a eficácia da publicidade está sendo prejudicada à medida que os líderes lutam com criativos ineficazes.”

Para o Head Latam da Vidmob, Miguel Caeiro, é essencial que os profissionais de marketing assegurem que suas organizações estejam familiarizadas e habilitadas com as tecnologias impulsionadas por IA. “Ao capacitar as equipes internas, asseguramos que todas as campanhas publicitárias sejam estrategicamente alinhadas com os objetivos da empresa, maximizando o retorno sobre o investimento das campanhas”, afirma. “Gerar capacidade para escalar resultados por meio dos dados criativos é a transformação que a Vidmob trouxe para o ecossistema das campanhas, assegurando aos gestores uma tomada de decisão mais eficaz, baseada em dados que tiveram origem em análises robustas de IA e intenso processo de machine learning”.

97% dos líderes de marketing consideram a IA Generativa essencial para o setor

Tecnologia otimiza trabalhos repetitivos e permite mais foco no core business da companhia

A Inteligência Artificial Generativa representa um grande avanço em todas as companhias do Brasil. Por ser capaz de gerar textos, imagens e outras mídias apenas com solicitações de linguagem comum, ela caiu nas graças de todos. Tanto isso é verdade que um estudo da Adecco aponta que 76% dos profissionais brasileiros já utilizam esse tipo de tecnologia no trabalho. E com o segmento de Marketing Digital não é diferente. Um levantamento da Canva aponta que 97% dos líderes de marketing e criação consideram a ferramenta essencial para eliminar trabalhos repetitivos, sendo que 80% diz que isso permite foco em tarefas mais importantes do dia a dia.

Guilherme Lippert

De acordo com Guilherme Lippert, cofundador da V4 Company, assessoria de Marketing Digital referência no país, um bom exemplo do uso da tecnologia no setor se dá no processo de vendas, que acaba mais assertivo com a solução. “Normalmente, essa etapa demora um pouco por conta da necessidade de uma coleta precisa de muitas informações tanto sobre o interlocutor quanto da empresa em si, o que demanda horas de conversa. Com o assistente de Inteligência Artificial Generativa esse tempo se economiza, pois a solução é capaz de manter o diálogo e coletar os dados de forma primorosa, mantendo uma interação natural com o indivíduo do outro lado”, explica.

O executivo complementa que a tecnologia serve como um copiloto do profissional de marketing, já que é um assistente que domina diversas línguas e tem acesso a uma gama de informações em tempo real na internet. “Assim, temos ao nosso lado um colega virtual com um QI altíssimo que nos ajuda a realizar diversos desafios pertinentes à área, como na confecção de textos, pesquisa e até mesmo ideias de campanhas”, complementa.

Lippert, no entanto, reforça que por mais que a IA Generativa ajude os profissionais, ela não deve substituir a força humana no segmento. “Mesmo que ela auxilie bastante, a solução ainda precisa de um bom input feito por um profissional de marketing. O que pode acontecer, de repente, é o colaborador adepto desse tipo de tecnologia substituindo aquele que não a utiliza. Mesmo o ser humano sendo mais criativo do que uma máquina, podemos dizer que o trabalho conjunto entre ambos traz resultados mais relevantes do que o convencional”, pontua.

O mercado global de IA deve movimentar, segundo a consultoria Grand View Research, 733 bilhões de dólares até 2027. Já de acordo com a McKinsey, o modelo de IA Generativa deve injetar cerca de 4 trilhões de dólares anualmente na economia mundial até 2032.

Fonte: V4 Company – Pedro Zago