Uma edição extra e especial do Dança para trazer a novidade em torno do publicitário Carlos Santis.
Ele acaba de assumir o Marketing do Unhas Cariocas Group, que inclui além da rede Unhas Cariocas, as empresas Escova Express, Alona Laboratórios, Academia Taubaté de Tennis Profissional ATTP, The One Therapy.
Conhecer o seu cliente é indispensável para manter um relacionamento positivo e garantir maior retorno sobre os investimentos. É por isso que a personalização se tornou tão importante, e uma aliada muito útil na hora de se comunicar com públicos específicos. Recentemente percebemos que essa personalização é ainda mais demandada das marcas quando falamos de gerações mais jovens.
Essa tendência pode ser observada em diversos setores. No varejo, por exemplo, grandes marcas têm investido em lojas que oferecem produtos customizados com o nome ou as cores escolhidas pelo cliente. No setor de streaming, algumas plataformas usam algoritmos de recomendação baseados no histórico de escolha de cada usuário. No setor alimentício, por exemplo, já há restaurantes que aplicam dados de consumo e geolocalização para ajustar cardápios e promoções regionais, mostrando que a personalização é uma estratégia versátil e eficaz em diferentes áreas.
E o setor de beleza também não fica atrás. Marcas de produtos cosméticos já apostam na personalização do atendimento, criando soluções individualmente para cada tipo de consumidor, por meio da Inteligência Artificial.
De acordo com dados do Relatório de Engajamento do Cliente 2025, da Twilio, 65% dos entrevistados da geração Z e 62% da geração Millenial têm mais probabilidade de aumentar os gastos quando as marcas personalizam. Esses números chegam também a 45% na geração X e 35% nos Baby Boomers. Isso aponta que mesmo as gerações anteriores dão atenção às experiências personalizadas, algo que é ainda mais intenso nas gerações mais novas.
Esses dados chamam a atenção das empresas para uma realidade que exige personalização, a ponto de que seja crucial para a garantia de sobrevivência da marca. Além disso, como tanto a geração Z quanto os Millenials cresceram em um período de transição do físico para o digital, com a tecnologia fazendo parte do seu cotidiano desde cedo, saber como, quando e por onde se comunicar com essas pessoas pode representar uma questão primordial de comunicação. Contudo, as marcas que não se atentarem a isso podem sofrer os reflexos com o desinteresse do cliente com a experiência, gerando um distanciamento do consumidor.
Ainda segundo o relatório, os consumidores recompensam as marcas que acertam na personalização, mas há uma disparidade no “quanto”. Ou seja, 75% das empresas afirmam que a personalização aumenta os gastos dos clientes, em média, em 32% por compra. Enquanto isso, 54% dos consumidores declaram gastar mais quando o engajamento é personalizado, com um aumento médio de 37%, inalterado desde 2024.
Em resumo, o dinamismo com que os mais jovens dialogam com o mercado abre muitas oportunidades de explorar como esse público se comunica com as marcas, gerando oportunidades de engajamento tanto no meio físico quanto digital. Se feita corretamente, a personalização garante uma forte conexão entre o cliente e a marca.
*Tamaris Parreira é Country Director da Twilio para o Brasil.
Unimed Run 2025 retorna em outubro com nova edição no Vale Sul Shopping
A corrida acontecerá no Vale Sul Shopping, no dia 26 de outubro
A Unimed São José dos Campos promove, no dia 26 de outubro, a edição 2025 da Unimed Run, corrida que já se consolidou como um dos principais eventos esportivos da região voltados à promoção da saúde. Com largada prevista para 7h30, no Vale Sul Shopping, a expectativa da organização é reunir 3 mil participantes – o dobro de inscritos em relação ao ano passado.
Com modalidades de 5 km, 10 km, caminhada de 3 km e caminhada PCD de 3 km, a prova é aberta a atletas amadores e profissionais, além de pessoas que buscam iniciar uma rotina mais ativa. A proposta da Unimed Run é incentivar a prática esportiva como uma das principais ferramentas do bem-estar físico e emocional, além de reforçar o compromisso da cooperativa com a qualidade de vida da população.
Durante o evento, os participantes também poderão aproveitar espaços de cuidado e lazer, com serviços como massagem, aferição de pressão arterial e orientações de saúde conduzidas por profissionais da Unimed. A proposta é transformar a corrida em uma experiência completa, que vai além da prática esportiva e promove um momento de atenção à saúde e integração para toda a família.
Segundo o Diretor-Presidente da Unimed São José dos Campos, o cardiologista e médico do esporte, Dr. Fabio Baptista, a expectativa em torno da corrida mostra o quanto as pessoas têm buscado hábitos mais saudáveis:
“O exercício físico é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas que temos para cuidar da saúde do coração e do corpo como um todo”. Fico feliz em ver como os joseenses têm se engajado cada vez mais em atividades que promovem o bem-estar. Mais do que um momento de competição esportiva, eventos como a Unimed Run mostram que estamos construindo uma cidade mais saudável e com mais qualidade de vida para todos.”
Em 2024, a corrida atraiu 1.500 participantes, número que superou as expectativas da última edição. Para 2025, a Unimed aposta no crescimento do interesse dos joseenses por eventos e atividades esportivos, e projeta um aumento significativo nas inscrições, com a expectativa de reunir até 3 mil pessoas em um dia de esporte, cuidado e integração.
Por Josué Brazil (com a colaboração maneira da IA)
Imagem gerada pela IA do Canva
A publicidade brasileira sempre teve um trunfo poderoso: a capacidade de conversar com o público de forma criativa, próxima e emocional. Mas, nos últimos anos, o desafio deixou de ser apenas criar boas histórias — e passou a ser contar histórias que representem de verdade quem somos. Em um país diverso como o nosso, com tantas vozes, rostos, sotaques e contextos, falar com o Brasil real é uma responsabilidade que as marcas não podem mais adiar.
De acordo com um levantamento da Kantar IBOPE Media (2024), 77% dos consumidores brasileiros afirmam que valorizam mais marcas que representam a diversidade do país em suas campanhas. E não é só uma questão de “bonito de ver”: 63% dos entrevistados disseram que se sentem mais propensos a consumir produtos de empresas que valorizam pluralidade e inclusão. A pesquisa mostra o que já se percebe nas ruas e nas redes — a audiência quer se enxergar nas mensagens publicitárias, e não apenas observar um ideal de consumo distante da própria realidade.
Por outro lado, esse movimento ainda caminha entre acertos e tropeços. O Relatório “Publicidade e Diversidade no Brasil”, do Instituto Locomotiva (2023), revelou que mais de 60% das pessoas negras sentem que raramente se veem representadas de maneira positiva nas propagandas. Isso mostra que, embora o discurso da diversidade tenha ganhado espaço, a prática ainda é limitada. Muitos anúncios acabam reproduzindo estereótipos, reforçando papéis sociais rígidos ou usando a inclusão como mero “acessório estético” — o que o público, cada vez mais atento, percebe rapidamente.
O crescimento do conteúdo local
Essa cobrança vem acompanhada de uma mudança cultural mais ampla: o crescimento da cultura de conteúdo local. Plataformas como TikTok, Instagram e Kwai têm mostrado o poder do que é regional, espontâneo e autêntico. Um levantamento da Nielsen Brasil (2024) aponta que vídeos com referências culturais locais — gírias, sotaques, tradições — têm até 35% mais engajamento do que conteúdos “neutros” ou genéricos. Ou seja, o público brasileiro quer ver o Brasil — em toda sua complexidade, alegria e contradições — sendo contado por quem vive essa realidade.
É aí que entra o papel estratégico das marcas e agências: mais do que “incluir”, é preciso pertencer. A publicidade do futuro — e já do presente — é aquela que entende que representatividade não é moda, mas espelho. Marcas que falam com empatia, autenticidade e respeito conquistam algo que vai além do clique ou da venda: conquistam relevância.
Olhar, escutar e traduzir
Em tempos de algoritmos, automação e inteligência artificial, é curioso perceber que o maior diferencial competitivo das marcas talvez continue sendo humano: a capacidade de olhar, escutar e traduzir as vozes do seu tempo. No fim das contas, é sobre isso que se trata a relação entre publicidade e sociedade — sobre quem escolhe falar, quem é ouvido e quem, finalmente, se vê.