É no dia 25 de julho! Agora você não tem mais desculpas para não malhar
App chega à região possibilitando a ida às academias sem o compromisso da mensalidade
O yoooUp! surgiu quando os sócios observaram que vários amigos não estavam frequentando academias por falta de tempo e/ou porque não tinham “coragem” de pagar por planos mensais/trimestrais/anuais que não utilizariam.
Então, seria muito mais justo se os clientes pudessem pagar exatamente pelo tempo que utilizassem, daí nasceu o yoooUp!. O nome é um jogo de palavras em inglês que significa “Você para Cima”.
São José dos Campos foi escolhida para ser a primeira a ter acesso ao aplicativo. Isso porque a empresa tem raízes na cidade e identificou em São José as características necessárias para o desenvolvimento do produto, tanto no foco direto com o consumidor, quanto em empresas que podem alavancar o consumo.
Como funciona o app:
O consumidor baixa o aplicativo gratuitamente e escolhe a academia que quer treinar, gerando seu yooopass e, com esse número, a academia registra sua entrada. O mesmo procedimento será realizado na saída, gerando o tempo de permanência que será cobrado.
Quais academias participarão:
Serão várias academias da cidade, com atividades de natação, musculação, danças, artes marciais, pilates e entre outras modalidades. São parceiros as academias e centros de prática esportiva/dança engajados em prover soluções inovadoras e flexíveis para aproximar a vida saudável a todos!
Super promoção de lançamento:
– Cadastro: quando o aluno se cadastrar, receberá automaticamente um crédito de R$20,00 para utilizar imediatamente (válido por 30 dias).
– Indicação: no primeiro acesso, o usuário poderá cadastrar o e-mail do amigo que indicou o app. O novo usuário receberá os R$20,00 iniciais e o que indicou terá bônus de mais R$10,00*.
*Disponível após o indicado cadastrar o e-mail do indicador e utilizar ao menos 3 horas do app.
Serviço
yoooUp!
Data de lançamento do app: 25 de julho
Preço: gratuito
Informações: www.yoooup.com.br
Dez dicas para melhorar a eficiência da comunicação de carros
Thélio Bonesio
A indústria automotiva brasileira nunca esteve tão mal. Passado o fechamento do primeiro semestre deste ano, algumas constatações bastante desanimadoras: foram emplacados apenas 983,5 mil carros, caminhões e ônibus, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), uma queda de 25,4% em relação aos primeiros seis meses de 2015. Cenário que impacta diretamente o vigor da indústria, já que a produção de carros, caminhões e ônibus contou com 1,01 milhão de unidades no primeiro semestre, queda que chega a 21,2%. No final do ano, tudo indica que recuaremos em 5,5%.
E os números negativos não param por aí: os estoques continuam elevados, há excesso de mão de obra e grande capacidade ociosa.
Na prática, estes indicadores pessimistas mostram que a somatória entre a queda real do salário do brasileiro com o aumento médio de 15% nos preços dos carros na virada de 2015 para 2016, em função da alta do dólar, resulta numa combinação desastrosa. E pior ainda, mais de 40 marcas, entre montadoras e importadoras, operam no Brasil com uma expectativa de vendas de 1,8 milhão de unidades para 2016.
No final deste jogo, muitas marcas passarão por sufoco, mas até lá, parece existir um novo herói nacional: o lead. Mais do que um cadastro de interesse, parece que mês a mês, os KPIs (indicadores de desempenho) das campanhas digitais contínuas de varejo se tornam mais agressivos, afinal, no fim do dia, todo mundo precisa vender. É evidente e faz todo sentido, mas não podemos ficar concentrados nesta discussão e, para isto, vou propor uma reflexão a partir de alguns pontos. Na verdade, são dez dicas que podem melhorar a eficiência das ações de comunicação deste setor.
Uma marca vale mais do que mil leads: em tempos de produtos globais com altíssimo nível tecnológico e muita semelhança entre os carros nada substitui a marca. Nada. Quem nunca colocou a chave do seu carro numa mesa de bar no happy-hour com os amigos esbanjado o orgulho por aquela aquisição ou se viu defendendo esta ou aquela marca de automóveis? Com crise ou sem crise, este comportamento não mudou e o brand-awareness é sempre benvindo.
Não faça campanha de leads se o seu dealer não sabe respondê-los: a pressão por metas e por volume de vendas alcançadas parece ter dominado a rotina das conversas dos gestores de marketing digital das montadoras, o que deixa as campanhas para geração de leads como as grandes heroinas da presença digital. Mas, é consenso também que não há um bom carro que seja vendido por um mal vendedor. Deste modo, o processo de digitalização das concessionárias deve ser diretamente proporcional à expectativa de vendas a partir dos leads gerados.
O jovem brasileiro ainda ama carros: uma pesquisa realizada no final do ano passado pelo jornalista e diretor da rede social Campus Universitário, Lupércio Thomaz, revela que a maioria dos jovens ainda deseja um automóvel próprio. O número brasileiro é diferente de outras pesquisas realizadas em países da Europa e até mesmo da América do Norte, onde a preferência dos jovens pelo carro tem caído consideravelmente. No mundo todo existe um sinal de alerta, mas no Brasil, o terreno ainda é frutífero já que o volume per capita por automóvel tem muito caminho pela frente, o que torna o ambiente digital crucial para conectar as mensagens das montadoras ao jovem comprador.
Os jovens querem entender o propósito das marcas: segundo a mesma pesquisa, 7% consideram o carro como fonte de poluição e barulho, 6% um automóvel como vilão do meio ambiente, 5% concordam que o carro atrapalha o trânsito e 2% acho que carro é gerador de acidentes nas cidades. E, definitivamente, não vamos conseguir colocar à tona os valores das montadoras pensando apenas em preenchimento de formulários.
A compra de um automóvel não é item de conveniência: é sabido que as campanhas de varejo conseguem dar o “empurrãozinho” final para aquele consumidor que está indeciso sobre a aquisição de um carro já que seu índice de confiança para aquisição de um bem continua muito baixo. No entanto, olhando pelo valor do ticket médio dos cinco carros mais vendidos no primeiro semestre de 2016, a fatura é bem próximo dos R$ 45.000,00. Então, por que insistimos em atribuir a venda daquele produto a partir de um lead gerado apenas? A discussão deve ser mais ampla e o modelo de atribuição tem que ter vez.
Estamos no negócio do empréstimo do tempo das pessoas: a famosa consumer journey também é sempre um ponto de partida para avaliarmos as campanhas automotivas, mas, sendo bem franco, ela é apenas uma ferramenta com indicadores claros para a tomada de decisão do profissional de marketing porque, no dia a dia, o consumir tem a lógica da sua própria jornada. Este potencial comprador mergulha em experiências e conteúdos de acordo com a sua própria conveniência, deixando “prime time” para o “my time”, “my journey”.
A visita às lojas aos finais de semana está cada vez menor: até pouco tempo atrás, era uma aventura de final de semana fazer uma pesquisa para comprar um automóvel, afinal, exigia-se tempo. Hoje ninguém mais gasta muito tempo indo às concessionárias para formar opinião sobre um determinado modelo antes de comprar. O que não mudou? Antes de assinar o cheque o comprador precisa entender, conhecer e comparar o produto de interesse, dando grande oportunidade para branded content das marcas. E, diante disto, há muito espaço to be product centric and features centric, afinal, a jornada de compra de um carro é um verdadeiro jogo de forças entre razão e justificativa x emoção e impulso.
Contexto e customização continuam tendo o seu valor: ambiente digital deu força ao consumidor por meio de ferramentas de comparação de preços e canais para buscarem a melhor oferta, reclamarem, serem ouvidos – portanto impactarem as decisões de muitos outros. O tempo de ser reativo passou. Tecnologia e a ENTREGA DE MAIS VALOR estão re-empoderando Marcas. Usando ferramentas como automação, personalização, relacionamento etc., elas têm sido capazes de reduzir a importância ou até suprimir as fases de consideração e avaliação, catapultando os consumidores para A LEALDADE E FIDELIDADE À MARCA.
Mobile é a principal ferramenta da vida das pessoas: o acesso mobile no site das marcas automotivas é cada vez maior. Em alguns casos, sejam montadoras premium ou de volume, este acesso passa de 50%. Seria um ambiente perfeito para gerar leads via campanhas mobile, certo? Nem tanto, já que os resultados não são dos melhores, o que nos convida a rever novos indicadores de performance para o mobile.
Rever é a nova palavra de ordem para a indústria: mês a mês, estratégias são revistas e novos números são alcançados. O que não podemos deixar de rever nunca é o valor e o impacto que estas MARCAS têm na vida das pessoas, porque do contrário seremos confrontados com novos desafios e possibilidades em torno de uma questão central: a relevância do carro em si.
Thélio Bonesio é Account Executive – Automotive na Microsoft Aol e colaborou de forma esporádica com este artigo.
Essa percepção – se seu papel é relevante ou não, se há substitutos ou não – pode ter sido em parte construída no diálogo que as Montadoras mantiveram (ou mantém) com os consumidores e que praticamente se esgotava na saída do 0Km da concessionária. É lógica e simples pensar que essa conversa – a jornada – deve ser mais longa e mais íntima. Ou seja, muito mais relevante do que o tal do lead.
Residir em Taubaté
Formação: Comunicação social e áreas afins. (Superior ou técnico)
Conhecimento em SEO heavy user de mídias sociais ( todas) , conhecimento em gerenciamento e planejamento de campanhas on – line, mkt de conteúdo.
Sexo: Indiferente – a partir de 21 anos.
“… precisamos ser parceiros de negócio, que explicitamente impactam positivamente nos resultados dos clientes.”
O Publicitando entrevistou o Alex Gonçalves. Ele é Coordenador do Núcleo de Inteligência Digital da KMS Comunicação, agência situada em SJCampos.
Veja o que ele nos contou:
1 – Você pode ser considerado um dos pioneiros do digital aqui no Vale do Paraíba. Quando e por que surgiu o interesse por esta área da comunicação?
O meu interesse começou na época da faculdade. Para estudar eu buscava informações na internet, onde acabei me identificando com os blogs. Então, por hobby, em 2006 eu criei o blog Publiloucos, que foi ganhando forma e me ajudando a aprender mais sobre esta parte da comunicação. Desde então fui me interessando mais e mais.
2 – Você coordena uma área bastante incomum nas agências da região. Como é desenvolver estratégias digitais para os clientes do Vale do Paraíba?
Na minha percepção esta área não é mais novidade para as agências da região, tem muita gente se movimentando e fazendo um trabalho bem bacana.
Antes de falar especificamente do digital, precisamos falar das relações entre clientes, profissionais e a comunicação.
Sempre que falamos de clientes regionais, é automático: aparece a comparação de budget com mercados maiores. Sim, enfrentamos budgets menores, mas este desafio nos obriga a pensar bastante em ações que tragam retorno real ao cliente.
Em algumas ocasiões as empresas não tem um budget para comunicação, entendimento sobre o papel da agência e na maioria dos casos não enxergam um benefício ao contratar uma agência, pois nos veem apenas como um fornecedor que faz apenas o que é solicitado.
Este formato não funciona. A insistência neste caminho é sinônimo de contrato não renovado, carimbado com aquela frase de que “publicidade não funciona”.
Cabe à nós, profissionais de comunicação, tomar a frente e mostrar que não somos apenas fornecedores, precisamos ser parceiros de negócio, que explicitamente impactam positivamente nos resultados dos clientes.
Agora falando de estratégias em ambientes digitais: precisamos desconstruir o mito de que o digital é barato. Podemos afirmar que os anúncios online são mais acessíveis, onde você pode investir pequenas quantias em mídia. Mas repito, é o valor de mídia. Para toda esta engrenagem rodar são necessários profissionais, que investem suas horas no projeto e tudo isto gera um custo. E alguém precisa pagar, senão a conta não fecha.
3 – Como promover integração on e off pra valer?
Eu sou da época em que o computador usava roupa! Era obrigatório vestir o computador com um plástico branco para não juntar pó, senão acontecia alguma tragédia. E não falávamos “acessar a internet”, o certo era “entrar na internet”. E isto tinha dias e horários específicos, que eram ansiosamente aguardados. Entrar na internet (numa conexão discada de lentíssimos 44 Kbps que caia frequentemente e tinha que “entrar de novo”) era o máximo.
Esta saga mostra como era algo estranho ter o acesso. É nítido que havia uma separação, pois se você tinha que entrar é porque você estava do lado de fora.
As pessoas mais jovens não passaram por isto, já nasceram naturalmente conectados. Já estão “dentro da internet”. Não sentem esta separação do on/off.
Com a comunicação funciona da mesma maneira. Temos os objetivos de comunicação e as ações pra atingí-los tem que estar integradas. A marca tem que ser a mesma em qualquer lugar, seja num outdoor, numa ação OOH ou no Facebook.
4 – A maioria dos profissionais da área digital em comunicação hoje são bastante autodidatas e se valem de cursos rápidos/eventos/palestras. Como a academia (as faculdades e universidades) podem colaborar para reverter este quadro?
Isto é fato. Creio que deva acontecer uma aproximação maior entre empresas e academia. Na teoria é muito fácil, mas na prática não é tão simples assim. Acho que um passo seria realizar palestras e workshops com mais frequência nas universidades.
5 – Qual o melhor caminho para se chegar a uma posição de destaque no cenário digital?
Olha, até hoje eu não sei, rs. Não existe fórmula pronta. Mas em qualquer lado em que o profissional estiver (agência x cliente), deve haver muita força de vontade para estudar, correr atrás das novidades, buscar melhoria contínua, trabalhar com foco e encarar os problemas de comunicação como desafios próprios.