Pesquisa sobre o uso de dispositivos móveis

Essa vem direto do painel Indicadores do Mercado do Digitalks

Estudo mostra que as mulheres preferem os smartphones para acessar as redes sociais, ler emails, navegar na web e até para assistir filme; mas na hora da compra usam os PCs e notebooks

depyl-action-mulher-com-smartphone

Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado feminino da Batanga Media, realizou uma pesquisa para mapear o comportamento das mulheres nos dispositivos móveis. As preferências de acesso, a frequência de uso e o comportamento nas redes sociais foram alguns dos temas abordados. A pesquisa foi feita com quase duas mil internautas, de 18 a 60 anos. O resultado mostra que hoje quase metade das mulheres conta com um dispositivo móvel: 40% têm um smartphone, 33% smartphone e tablet e 8% possuem somente tablet.

Sem dispositivo móvel

Do total de entrevistadas, 19% delas ainda não possuem nenhum dispositivo móvel O Motivo? 70% não têm condição para comprar, 20% acham muito caro e apenas 5% não se interessam pelo produto. Deste grupo, 94% pretendem adquirir um smartphone e mais da metade alega que o principal motivo para ter o smartphone seria a facilidade no dia a dia. A Samsung aparece como a marca mais desejada (43%), na sequência a Apple (21%) e a Nokia (14%). Quanto à utilidade do produto: 58% citam a navegação na internet, 48% os envios e recebimentos de e-mails e 45% o acesso às redes sociais.

100% conectadas

Entre as mulheres com dispositivos móveis, 28% têm seu mobile há mais de dois anos e 22% pretendem trocar seu aparelho nos próximos seis meses. As funções mais citadas dos dispositivos são: 71% para acessar as redes sociais, 66% a internet e 61% para ligações.

Em comparação com o último estudo sobre mobile realizado em 2013, as redes sociais saltaram de segundo lugar para primeiro, sendo a principal função do uso em dispositivos móveis.

Quando e onde…

Os locais de uso mais citados pelas entrevistadas: em casa (91%), no trabalho (61%), deitada na cama (53%), em bares e restaurantes (28%) e em transportes públicos (24%). Quase que metade delas passa até 10 horas semanais conectadas e 25% até 20 horas. A frequência? 83% dizem acessar a web via mobile mais de uma vez ao dia e todos os dias.

Compras no mobile

Apenas 19% das mulheres participantes da pesquisa efetuam as compras pelo mobile. A compra online é feita por 68% delas via computador ou notebook. E, 63% preferem a loja física. As causas citadas para não comprar pelos dispositivos móveis são: acreditar que a compra pelo PC é mais fácil (41%), não sentir segurança (28%), falta de estrutura de alguns sites nos dispositivos móveis (25%) e preferir a loja física (20%). As que efetuam as compras pelo mobile alegam que a comodidade e facilidade são os principais motivos.

smartphone-para-mulher-620x413

Atividades favoritas

As entrevistadas também foram questionadas sobre a preferência- smartphone, tablet ou PC/notebook – na hora de acessar as redes sociais, ler e-mails, acessar a internet e ver filmes. O smartphone foi o vencedor em todas as modalidades, até para assistir filmes.

Os preferidos para compartilhar e baixar

Nas redes sociais: 27% compartilham suas fotos, 26% preferem escrever e 45% se dizem indiferentes. Entre os aplicativos, os mais baixados são de música (68%), redes sociais (67%) e de fotos e vídeos (63%)

De mídia a planner

Thélio Bonesio é o nosso entrevistado da vez

Ele é publicitário formado pela Universidade de Taubaté e atualmente comanda o atendimento e o planejamento da Arriba!

Acompanhe a entrevista e veja o que ele tem para nos contar!

1 – Você atua como planner na Arriba!. Sempre quis/desejou atuar nesta área?
Atualmente sou Diretor de Atendimento e Planejamento na Arriba! Comunicação. A afinidade com área de Planejamento Estratégico aconteceu gradualmente quando eu era Analista de Mídia da agência. Como Mídia, aos poucos, fui gerando resultados para nossos clientes e, naturalmente, para a própria agência. E, durante este processo, estudava profundamente o negócio dos anunciantes para avaliação e percebia alguns caminhos estratégicos que iam “além da mídia”. Foi nesta época que abracei os Planejamentos Estratégicos dos nossos clientes por iniciativa própria; com isto em muito pouco tempo me tornei de fato responsável pelos planejamentos da Agência. Hoje, na minha equipe tem uma Analista de Planejamento, assim, dividimos as tarefas de um planner dependendo de cada complexidade, tipo de cliente ou segmento de mercado.

Thélio Bonesio é o responsável pelo planejamento estratégico da Arriba!

Thélio Bonesio é o responsável pelo planejamento estratégico da Arriba!

2 – Como é atuar como planner no mercado do Vale do Paraíba?
Percebo que os clientes regionais tem dado mais atenção ao Planejamento Estratégico, independente do setor ou do tamanho. A Arriba! sempre teve a cultura do planejamento e para nós já é um hábito compartilhar com o cliente qual tipo de informação ele precisa entender para tomar uma decisão de modo seguro e o mais respaldado possível.

3 – Vocês (Arriba!) tem ou desenvolveram alguma metodologia/processo de planejamento?
Sim, o nosso Planejamento Estratégico tem uma ‘espinha dorsal’, mas que eventualmente pode ser alterado de acordo com o Briefing do cliente, sua necessidade e o problema de comunicação. Acho que nosso grande diferencial é o processo de imersão no cliente e, sobretudo, o que chamamos de ‘análise de ambiente’. Para qualquer Planejamento, fazemos observação ‘in loco’, ouvimos clientes do cliente, os fornecedores, a cadeia produtiva, a exposição do produto no PDV, experimentamos o produto, degustamos o concorrente e fazemos ‘links’ com marketing e publicidade para a finalização do Planejamento Estratégico. Alguns clientes têm o hábito de trabalhar com metas, o que facilita o acompanhamento da execução do planejamento, seja por meta de venda, meta de adesão, cliques, CTR, LEADs gerados, etc.

4 – Cite duas características fundamentais num bom planner.
Inconformismo e Curiosidade. O sucesso de um Planejamento Estratégico está diretamente proporcional a estes dois fatores, porque ‘inconformismo’ faz com que o planner tenha vontade de ir atrás das fontes corretas para se fundamentar, enquanto a curiosidade abastece seu repertório para atuar com diversos segmentos de mercado.

5 – Além destas características que você citou, que dicas daria para quem deseja atuar como planner?
Nunca descanse sobre seu próprio repertório.

Discutindo a relação…

Com quantos dados se faz um mercado

Josué coluna correto

Quero retomar um assunto sobre o qual já escrevi aqui e que constantemente retomo em minhas aulas, bate papos e conversas por aí: a falta de informação, de pesquisas e de dados concretos em nosso mercado.

Essa ausência de dados confiáveis ocorre em vários segmentos de nossa atuação.Vou detalhar um pouco melhor isso.

Faltam dados de pesquisa para melhor definição dos planejamentos de comunicação e também do planejamento de mídia.Pesquisa de mercado e pesquisa de mídia são fundamentais para uma estratégia de comunicação eficaz. Não temos muita pesquisa de mercado em nossa região. É raro ver um cliente investir nisso para ter claro conhecimento de seu mercado e de seu público consumidor. Do mesmo modo, com raríssimas exceções, as agências operam seus planejamentos de mídia sem muita informação das penetrações dos veículos regionais.

Caminhos

Também faltam informações sobre o tamanho de nosso mercado de comunicação. Não sabemos exatamente quantas agências de comunicação existem no mercado. Temos mais facilidade (e olhe lá) em listar os veículos que temos a disposição. Não sabemos o quanto o mercado de comunicação movimenta (em reais) por ano, por semestre ou por mês.

Muitos alunos já me procuraram perguntando em que lugar eles poderiam encontrar dados que lhe mostrassem a realidade do mercado valeparaibano de comunicação: quantas agências, quantos veículos,principais anunciantes, volume investido em comunicação, volume investido em mídia etc.E a resposta que sempre dou, meio sem graça, é que  não há um lugar em que se reúnam tais informações.

Operar planejamentos de comunicação sem dados concretos e confiáveis é confiar demais no feeling e na intuição. Não tenho nada contra o feeling e sei que ele é parte importante da nossa atividade. Mas não podemos ficar só com ele, pois, quem viveu só de feeling, foi Morris Albert.

morris

O cantor e compositor Morris Albert, autor do sucesso “Feelings”.

No curto espaço de tempo em que ministrei aulas na Cásper Líbero tive a oportunidade de lecionar ao lado de dois profissionais de mídia de grandes agências brasileiras, McCann e Fischer. E me deliciava de ver e ouvir sobre a quantidade de informações de pesquisa que eles recebiam para definir seus planejamentos de mídia. Outro mundo…

Em minhas aulas de planejamento de mídia tento induzir os alunos a buscar sempre dados de pesquisa, mesmo que sejam os chamados dados secundários, ou seja, aqueles provenientes de outras pesquisas e de outros mercados. isso ajuda, mas nem sempre resolve. Tento ensiná-los a usar o Mídia Dados (publicação do Grupo de Mídia, há inclusive uma versão free para Ipad), o site do IBGE e os sites de alguns veículos que disponibilizam informações interessantes (um bom exemplo é o www.publiabril.com.br).

Midia1

Acredito fortemente que só com uma cultura de busca constante de dados confiáveis que orientem e balizem nossas decisões estratégicas de comunicação é que poderemos oferecer aos anunciantes resultados mais expressivos. E temos que buscar formar essa cultura em nosso mercado entre os principais players: agências, anunciantes e veículos.

Afinal de contas, parafraseando o famoso escritor, um bom mercado de propaganda se faz com homens e números!

Vaga na TV Aparecida

Vaga aberta na  TV Aparecida

Analista de pesquisa

Formação: Marketing / Publicidade e Propaganda

– Criação, aplicação e análise de pesquisas quantitativas e qualitativas;
– Desenvolvimento de métricas para análise de desempenho dos produtos e processos da emissora;
– Extração e cruzamento de dados de diversos sistemas de informação para produção de relatórios estratégicos, apresentando tendências e apontando oportunidades para o negócio;
– Conhecimento avançado de planilhas (Excel);
– Desejável experiência com ferramentas de pesquisa e sistemas de informação (IBOPE, CRM, Softwares de pesquisas, Google Analytics, Sistemas de mensuração de redes sociais, etc).

Enviar cv para: milene.marques@tvaparecida.com.br