O Vale do Paraíba ganha mais uma operação de comunicação, propaganda e marketing focada em digital.
A Contraponto é fruto do trabalho de duas sócias, Julia Lucci e Mariana, e segundo postagem em seu perfil de Instagram, acredita que marca forte não nasce de tendência. Nasce de posicionamento. A nova agência aposta em construir negócios que não dependem de sorte, mas de clareza. Que não crescem no impulso, mas na estratégia.
Buscam se diferenciar no mercado apostando em um olhar individual, pois partem da convicção que nenhuma empresa é igual à outra, e a comunicação também não deveria ser.
O nome Contraponto vem de um desejo de ouvir, conhecer e praticar diferentes pontos de vista, de não repetir fórmulas e modelos genéricos.
A origem de um dos conceitos mais influentes da propaganda
A Unique Selling Proposition (USP), ou Proposta Única de Venda, é um dos conceitos mais sólidos e duradouros da história da propaganda mundial. Criada por Rosser Reeves na década de 1940, quando atuava na agência Ted Bates & Company, a proposta defendia uma lógica direta: toda campanha deve apresentar ao consumidor um benefício claro, específico e exclusivo.
Reeves acreditava que propaganda não era apenas entretenimento ou expressão criativa. Era, antes de tudo, uma ferramenta de vendas. Para ele, cada anúncio precisava responder objetivamente à pergunta: “Por que devo comprar esta marca e não outra?”. Essa mentalidade ajudou a profissionalizar a comunicação publicitária em um momento de forte expansão industrial e crescimento do consumo no pós-guerra.
Os três pilares da USP
A força do conceito se apoia em três fundamentos centrais. Primeiro: todo anúncio deve fazer uma proposição clara ao consumidor. Segundo: essa proposição deve ser única — algo que a concorrência não ofereça ou não comunique. Terceiro: ela precisa ser suficientemente forte para mobilizar massas.
Na prática, a USP funciona como um atalho mental. Quando bem construída, ela associa a marca a um único benefício dominante, facilitando a lembrança e a decisão de compra. Em mercados cada vez mais saturados, essa clareza estratégica tornou-se um diferencial competitivo poderoso.
Da promessa funcional ao território de marca
Com o passar das décadas, especialmente a partir dos anos 1960, novas abordagens começaram a ganhar força. Agências como a Doyle Dane Bernbach passaram a valorizar mais a criatividade, o tom e a construção simbólica da marca do que apenas a promessa funcional.
O foco começou a migrar do benefício concreto para o território emocional. Conceitos como posicionamento, identidade e branding ampliaram o escopo da comunicação. A propaganda deixou de vender apenas um atributo e passou a vender também estilo de vida, visão de mundo e pertencimento.
A USP ainda faz sentido nos dias atuais?
Diante de um cenário dominado por branding, propósito e narrativas complexas, surge a pergunta inevitável: a USP ainda é válida?
A resposta é sim — mas com evolução. Em um ambiente digital marcado por hiperconcorrência, excesso de informação e atenção fragmentada, clareza é ativo estratégico. Mesmo marcas orientadas por propósito precisam traduzir sua essência em uma proposta objetiva de valor. A unicidade hoje pode estar menos no atributo técnico e mais na experiência, no modelo de negócio, na comunidade ou na forma como a marca resolve um problema específico.
Performance, dados e o retorno da objetividade
Curiosamente, o marketing digital e a cultura de métricas trouxeram de volta parte da lógica defendida por Reeves. Campanhas orientadas à conversão, testes A/B, funis de venda e mídia de performance dependem de propostas claras e diferenciais bem definidos.
Startups, e-commerces e infoprodutores frequentemente operam sob a lógica da USP, ainda que não utilizem o termo. Ao destacar um benefício específico e mensurável, tornam sua comunicação mais direta, testável e escalável.
Clareza continua sendo poder
A grande lição da Proposta Única de Venda não é limitar a criatividade, mas direcioná-la. Em um mundo onde todas as marcas falam ao mesmo tempo, quem consegue expressar com clareza por que merece ser escolhida constrói vantagem competitiva.
A USP não é um conceito ultrapassado. É um princípio estratégico. Pode se adaptar às novas linguagens, plataformas e comportamentos de consumo, mas continua respondendo à pergunta essencial do marketing: qual é a promessa que torna esta marca diferente de todas as outras?
Por muito tempo, o mercado tratou assessoria de imprensa e social media como frentes concorrentes, como se fosse preciso escolher entre alcance ou posicionamento, visibilidade ou autoridade. Mas essa comparação é rasa e, muitas vezes, perigosa, pelo simples fato de que audiência pode ser comprada e credibilidade, não.
Sem dúvida, as redes sociais revolucionaram a forma como as marcas se comunicam, ampliaram vozes e democratizaram narrativas. Um bom social media é capaz de gerar engajamento, criar comunidade e dar ritmo à presença digital. O desafio surge quando likes passam a ser confundidos com relevância e seguidores com legitimidade.
Visibilidade não é sinônimo de reconhecimento. Uma marca pode viralizar hoje e desaparecer amanhã; pode ter milhares de seguidores e nenhuma autoridade real quando chega o momento decisivo, como uma crise, uma rodada de investimento, uma expansão, uma venda ou uma disputa por atenção qualificada.
É nesse contexto que a assessoria de imprensa reafirma seu papel estratégico e insubstituível. Mais do que gerar visibilidade, trata-se de construir reconhecimento e reputação. Diferentemente de ações baseadas em atalhos, tendências passageiras ou fórmulas prontas, o trabalho da assessoria se sustenta em narrativa, consistência e validação externa.Quando uma marca é citada por um veículo relevante, não é a própria empresa que se promove, mas um terceiro, com credibilidade consolidada, que endossa sua autoridade. Esse tipo de chancela amplia a confiança, fortalece o posicionamento e gera impacto real na percepção do mercado.
Enquanto as redes sociais dialogam majoritariamente com públicos já engajados, uma narrativa construida por uma empresa especializada amplia o território da marca, inserindo-a em espaços onde ela ainda não está presente. É por meio do relacionamento com a mídia que empresários e executivos passam a integrar o debate público, participam de pautas que formam opinião e ocupam arenas que constroem reputação e legado. Trata-se de um trabalho menos ruidoso, porém mais profundo, consistente e duradouro.
Marcas fortes não se constroem apenas de estética ou pelo volume de alcance, mas de substância.Elas não se sustentam apenas por métricas de visibilidade, e sim pela confiança, construída ao longo do tempo com coerência, credibilidade e presença estratégica em ambientes que realmente importam. Nesse contexto, empresas orientadas ao longo prazo priorizam a relevância institucional como base para, então, potencializar engajamento e performance.
Isso não significa que social media e assessoria de imprensa disputam espaço. Pelo contrário: quando bem integrados, se potencializam. Uma constrói autoridade e a outra amplia e distribui a narrativa. Um fortalece o outro. Mas a base precisa ser sólida, porque sem credibilidade, o alcance vira ruído.
Nos últimos anos, a comunicação se tornou mais veloz, mais exposta e, paradoxalmente, mais frágil. A tecnologia encurtou distâncias, mas também reduziu o tempo de reação. Hoje, uma informação mal contextualizada pode se espalhar em segundos, ganhar versões, gerar julgamentos e afetar imagens públicas antes mesmo que os fatos estejam claros. Nesse cenário, a assessoria assume um papel ainda mais estratégico: o de organizar narrativas em meio ao ruído, proteger marcas quando elas são impactadas negativamente e sustentar discursos com responsabilidade, apuração e consistência editorial.
Qual a lição que fica? A de que o futuro da comunicação não será definido por quem fala mais rápido, mas por quem consegue construir relações de confiança em ambientes cada vez mais imediatos. Porque, no fim, tecnologias mudam, plataformas surgem e desaparecem, mas a solidez de uma marca continua sendo o ativo mais valioso de qualquer negócio.
*Samara Perez Valadão de Freitas é jornalista com mais de 20 anos de atuação em Comunicação Corporativa. Integra o programa global 10,000 Women, iniciativa do Goldman Sachs em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Fundadora e CEO da Markable Comunicação, lidera há 14 anos projetos estratégicos de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para empresas de diversos segmentos
Rebranding reflete estratégia focada em experiência do consumidor, inteligência de dados e ferramentas para impulsionar vendas em um cenário de mercado desafiador
A Ancar, uma das maiores administradoras de shopping centers do país, anuncia um novo momento de sua trajetória com a renovação de sua marca. Com 23 empreendimentos no portfólio e 53 anos de atuação, a companhia passa por um processo de rebranding que traduz uma transformação já em curso: o fortalecimento do seu posicionamento como uma plataforma integrada de experiências para o consumidor e de soluções estratégicas para lojistas, ancorada em dados, inovação e gestão assertiva dos ativos.
A nova marca consolida e orienta o posicionamento da Ancar para os próximos anos e reforça os diferenciais oferecidos pela companhia: “A mudança de Ancar Ivanhoe para Ancar oficializa e reforça um nome que já representava quem somos hoje: uma empresa próxima do consumidor, dos lojistas e do mercado. Mais do que uma atualização visual, a nova marca expressa uma estratégia clara de crescimento baseada em experiência, inteligência e geração de valor sustentável e nos orienta para o futuro”, explica Cecília Ligiéro, Diretora de Marketing e Inovação da companhia.
A estratégia da Ancar também se apoia em uma gestão orientada por dados e na análise individualizada de cada ativo, respeitando as particularidades regionais, o perfil do público e o potencial de cada empreendimento. A convergência entre inteligência de mercado, tecnologia e governança permite decisões mais assertivas sobre mix de lojas, projetos de experiência e estratégias comerciais, fortalecendo a competitividade dos shoppings e a parceria com os lojistas.
A nova marca também se alinha ao grupo de investimento global La Caisse (anteriormente CDPQ), que integrou suas atividades imobiliárias e descontinuou o nome Ivanhoé Cambridge. Essa mudança não afeta a estrutura da joint venture — a La Caisse permanece totalmente comprometida — nem altera quaisquer acordos existentes. Ela reflete a força e a continuidade da parceria, ao mesmo tempo em que posiciona a plataforma para o sucesso contínuo.
Experiência do consumidor como estratégia para o negócio
Um dos principais diferenciais da companhia está no investimento em espaços proprietários de lazer, gastronomia e convivência, que reposicionam seus shoppings como destinos completos de entretenimento e convivência para públicos diversos. Por meio da unidade de negócios Anima Ancar, a companhia desenvolve projetos autorais e experiências imersivas que transformam a relação do público com os empreendimentos.
Hoje, a Ancar conta com 14 espaços de experiência proprietários, que somam mais de 40 mil m², número que dobrou nos últimos cinco anos. Com o Anima Ancar, a empresa reforça sua estratégia de extrair o máximo valor do portfólio a partir de experiências que estimulam permanência, fluxo e estimulam o consumo.
Dados e tecnologia como alavancas de performance para o varejo
Paralelamente, a Ancar vem avançando de forma consistente em sua estratégia de transformação digital, com foco no uso inteligente de dados como suporte ao desempenho do varejo. Em um cenário de maior volatilidade, mudança de comportamento do consumidor e pressão sobre resultados, a companhia estruturou um ecossistema digital integrado que conecta clientes, lojistas e colaboradores, reunindo iniciativas como o Painel do Lojista, o Hub do Lojista, as plataformas de relacionamento com o consumidor e a Universidade Ancar (UAI).
Essa abordagem amplia a capacidade analítica, orienta decisões comerciais e operacionais mais assertivas e transforma informação em valor para o negócio, reforçando a tecnologia como uma alavanca estratégica para impulsionar vendas, qualificar a gestão e sustentar o crescimento dos ativos no longo prazo.
A nova marca
O rebranding da Ancar inclui a atualização da identidade da marca, com a adoção definitiva do nome Ancar e a implementação de uma nova linguagem visual e verbal. A mudança contempla tipografia proprietária, elementos gráficos mais flexíveis e um tom de voz mais simples e próximo, desenhados para garantir consistência, clareza e reconhecimento da marca em todos os seus pontos de contato.
A nova identidade foi estruturada como um sistema adaptável, capaz de se desdobrar nas diferentes frentes de atuação da companhia e acompanhar a evolução dos seus ativos e iniciativas. Com isso, a Ancar fortalece a coerência entre posicionamento, cultura e experiência, reforçando a marca como uma plataforma viva de conexões entre pessoas, negócios e cidades.
“O processo de rebranding sintetiza uma visão de futuro que já estamos colocando em prática. Acreditamos que a vida acontece nos encontros, e nosso papel é criar ambientes que conectem pessoas e negócios no mundo real, com relevância, propósito e resultados. Estamos preparados para seguir crescendo com inovação, consistência e proximidade com nossos parceiros”, conclui a executiva.
Serviço – CenterVale Shopping
Horário de funcionamento:
Lojas: Segunda a sábado – 10h às 22h | Domingo e feriados: 13h às 20h / Alimentação: Segunda a sábado – 10h às 22h | Domingo e feriados: 12h às 21h
Endereço: Av. Deputado Benedito Matarazzo, 9403 – Jardim Oswaldo Cruz – São José dos Campos – SP