Ancar renova a marca e consolida posicionamento como plataforma integrada de experiências e soluções para o varejo

Rebranding reflete estratégia focada em experiência do consumidor, inteligência de dados e ferramentas para impulsionar vendas em um cenário de mercado desafiador

A Ancar, uma das maiores administradoras de shopping centers do país, anuncia um novo momento de sua trajetória com a renovação de sua marca. Com 23 empreendimentos no portfólio e 53 anos de atuação, a companhia passa por um processo de rebranding que traduz uma transformação já em curso: o fortalecimento do seu posicionamento como uma plataforma integrada de experiências para o consumidor e de soluções estratégicas para lojistas, ancorada em dados, inovação e gestão assertiva dos ativos.

A nova marca consolida e orienta o posicionamento da Ancar para os próximos anos e reforça os diferenciais oferecidos pela companhia: “A mudança de Ancar Ivanhoe para Ancar oficializa e reforça um nome que já representava quem somos hoje: uma empresa próxima do consumidor, dos lojistas e do mercado. Mais do que uma atualização visual, a nova marca expressa uma estratégia clara de crescimento baseada em experiência, inteligência e geração de valor sustentável e nos orienta para o futuro”, explica Cecília Ligiéro, Diretora de Marketing e Inovação da companhia.

A estratégia da Ancar também se apoia em uma gestão orientada por dados e na análise individualizada de cada ativo, respeitando as particularidades regionais, o perfil do público e o potencial de cada empreendimento. A convergência entre inteligência de mercado, tecnologia e governança permite decisões mais assertivas sobre mix de lojas, projetos de experiência e estratégias comerciais, fortalecendo a competitividade dos shoppings e a parceria com os lojistas.

A nova marca também se alinha ao grupo de investimento global La Caisse (anteriormente CDPQ), que integrou suas atividades imobiliárias e descontinuou o nome Ivanhoé Cambridge. Essa mudança não afeta a estrutura da joint venture — a La Caisse permanece totalmente comprometida — nem altera quaisquer acordos existentes. Ela reflete a força e a continuidade da parceria, ao mesmo tempo em que posiciona a plataforma para o sucesso contínuo.

Experiência do consumidor como estratégia para o negócio

Um dos principais diferenciais da companhia está no investimento em espaços proprietários de lazer, gastronomia e convivência, que reposicionam seus shoppings como destinos completos de entretenimento e convivência para públicos diversos. Por meio da unidade de negócios Anima Ancar, a companhia desenvolve projetos autorais e experiências imersivas que transformam a relação do público com os empreendimentos.

Hoje, a Ancar conta com 14 espaços de experiência proprietários, que somam mais de 40 mil m², número que dobrou nos últimos cinco anos. Com o Anima Ancar, a empresa reforça sua estratégia de extrair o máximo valor do portfólio a partir de experiências que estimulam permanência, fluxo e estimulam o consumo.

Dados e tecnologia como alavancas de performance para o varejo

Paralelamente, a Ancar vem avançando de forma consistente em sua estratégia de transformação digital, com foco no uso inteligente de dados como suporte ao desempenho do varejo. Em um cenário de maior volatilidade, mudança de comportamento do consumidor e pressão sobre resultados, a companhia estruturou um ecossistema digital integrado que conecta clientes, lojistas e colaboradores, reunindo iniciativas como o Painel do Lojista, o Hub do Lojista, as plataformas de relacionamento com o consumidor e a Universidade Ancar (UAI).

Essa abordagem amplia a capacidade analítica, orienta decisões comerciais e operacionais mais assertivas e transforma informação em valor para o negócio, reforçando a tecnologia como uma alavanca estratégica para impulsionar vendas, qualificar a gestão e sustentar o crescimento dos ativos no longo prazo.

A nova marca

O rebranding da Ancar inclui a atualização da identidade da marca, com a adoção definitiva do nome Ancar e a implementação de uma nova linguagem visual e verbal. A mudança contempla tipografia proprietária, elementos gráficos mais flexíveis e um tom de voz mais simples e próximo, desenhados para garantir consistência, clareza e reconhecimento da marca em todos os seus pontos de contato.

A nova identidade foi estruturada como um sistema adaptável, capaz de se desdobrar nas diferentes frentes de atuação da companhia e acompanhar a evolução dos seus ativos e iniciativas. Com isso, a Ancar fortalece a coerência entre posicionamento, cultura e experiência, reforçando a marca como uma plataforma viva de conexões entre pessoas, negócios e cidades.

“O processo de rebranding sintetiza uma visão de futuro que já estamos colocando em prática. Acreditamos que a vida acontece nos encontros, e nosso papel é criar ambientes que conectem pessoas e negócios no mundo real, com relevância, propósito e resultados. Estamos preparados para seguir crescendo com inovação, consistência e proximidade com nossos parceiros”, conclui a executiva.

Serviço – CenterVale Shopping

Horário de funcionamento:

Lojas: Segunda a sábado – 10h às 22h | Domingo e feriados: 13h às 20h / Alimentação: Segunda a sábado – 10h às 22h | Domingo e feriados: 12h às 21h

Endereço: Av. Deputado Benedito Matarazzo, 9403 – Jardim Oswaldo Cruz – São José dos Campos – SP

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Fonte: Alameda Comunicação

Branding ou Blanding? A era da marca morna

Por Rodrigo Cerveira*

Branding ou Blanding? Caso tenha sentido confusão com o jogo de palavras, saiba que foi intencional. Tenho falado bastante sobre como o trabalho de marca, ou “branding”, não é capricho, mas um ativo econômico estratégico. Acontece que vivemos um momento ainda mais crítico. Branding é sobrevivência.

A comoditização, que transforma produtos e canais em meros itens indistinguíveis, nos empurra para um cenário em que a marca funciona como farol na névoa da decisão do consumidor. Quando bem construída, evidencia o valor percebido e influencia diretamente a disposição a pagar.

Os números não mentem. O valor total das 100 marcas mais valiosas do mundo atingiu a cifra de US$ 10,7 trilhões em 2025, um salto de 29% em relação ao ano anterior, segundo a Kantar. É um testemunho do retorno financeiro de um branding que pulsa, que tem alma. Mas, enquanto alguns constroem valor e reputação, outras marcas se diluem no caminho, virando seguidoras eternas do “benchmark”.

A proliferação de conteúdos gerados por Inteligência Artificial, essa nova força de produção, nos lança em um paradoxo. Entramos na era da “blandificação”. Uma tendência à mediocridade e à mesmice, um oceano de conteúdo morno, sem sabor. É o triunfo do “ok”, a celebração do “suficiente”. E, nesse pântano de banalidade, as marcas que ousarem serão as sobreviventes.

O que diferencia o branding do blanding? Coragem! É necessário se encorajar para ter uma voz, defender um território, ser amado por alguns e, por que não, odiado por outros? O blanding é o marketing do medo. É a comunicação que tenta agradar a todos e, no fim, não fala com ninguém. É o design por comitê, o texto revisado até a exaustão, até perder qualquer vestígio de personalidade.

O blanding está por toda parte. Nas startups que se descrevem como “a Uber de não sei o quê”. Nos logotipos minimalistas e sem alma que se multiplicam no Vale do Silício. Nas campanhas publicitárias feitas com os mesmos bancos de imagens, as mesmas frases de efeito e a mesma trilha sonora genérica. É a ausência de risco e, consequentemente, de paixão.

Fique atento aos sinais da blandificação: comunicação genérica, que fala em “qualidade”, “inovação” e “soluções” sem provar, na prática, o que isso significa. Identidade visual intercambiável, quando seu logo poderia ser o de qualquer outra empresa do setor. Medo de ofender, evitando qualquer posicionamento que possa gerar desconforto, mesmo quando é coerente e legítimo para a marca.

Em um mundo saturado de informações e opções, a atenção é o que conta. E atenção não é conquistada com “Muzak”, mas com impacto. As marcas que prosperarão são aquelas que entendem que branding não é sobre o que você vende, mas sobre o que você representa. É sobre ter uma história para contar e contá-la com a convicção de quem acredita nela.

A IA pode até gerar conteúdo, mas não pode gerar alma. Criatividade, autenticidade e a coragem de ser diferente ainda são, e sempre serão, o verdadeiro motor do branding. O resto é blanding.

*Rodrigo Cerveira é CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio. Com 30 anos de experiência em estratégia, liderança e desenvolvimento de negócios globais e locais, é especializado em construção de marca e estratégia criativa. É formado em Publicidade e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com extensão em Gestão pelo INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Negócios).

Muito além da nova marca: o rebranding como estratégia de evolução

Por Thiago Leon Marti*

O conceito de percepção de marca vem passando por grandes transformações nos últimos anos. Muito pelo avanço de novas tecnologias e também por conta das mudanças no perfil do consumidor, o fato é que para atrair um cliente e fidelizá-lo, hoje é preciso muito mais do que apenas oferecer descontos e ofertas.

Para se ter uma dimensão, de acordo com um estudo realizado pela consultoria Troiano Branding, nos últimos 25 anos, a relação entre marca x consumidor apresentou queda de lealdade, aumento do desconhecimento, maior oferta de produtos e um consumidor mais disperso. A lealdade do cliente caiu de 8% para 3% durante este período. Já o nível de desconhecimento, que indica a proporção de consumidores que não conhecem determinada marca, subiu de 24% para 36%. A pesquisa ainda analisou o desempenho médio de envolvimento com marcas em diferentes categorias, e todas apresentaram retração no período de 2000 a 2025.

Mas o que as marcas devem fazer para recuperar a confiança e, por que não, a lealdade do seu público? Uma boa estratégia é o rebranding. Esse conceito vai muito além de trocar logotipo, cores ou slogan, ele é uma oportunidade estratégica de evolução da marca. Isso porque envolve revisitar a identidade, o posicionamento e até os valores da companhia para garantir que estejam alinhados ao comportamento do consumidor, às transformações do mercado e aos novos objetivos de negócio.

Quando bem estruturado, esse reposicionamento pode ser estratégico da empresa, uma vez que ela pode se adaptar a novos públicos ou segmentos, reforçando sua relevância; acompanhar e se atualizar das tendências, adequando-se ao avanço tecnológico, à linguagem digital e às expectativas de consumo mais conscientes; corrigir e melhorar as percepções de identidade com seu público, ajustando sua imagem diante de possíveis crises, de forma autêntica e transparente.

Ainda, essa estratégia possibilita o fortalecimento da identidade. Nesse sentido, o foco está em mostrar ao mercado que a marca evolui junto com seus consumidores, mantendo-se atual e competitiva. Por consequência, a expectativa é a geração de valor a longo prazo, uma vez que ela consegue consolidar presença de mercado de maneira mais sólida, atraindo não apenas clientes, mas também investidores e talentos.

Para se ter uma ideia, de acordo com um estudo feito pelo Mundo do Marketing, ocorreram mais de 300 rebrandings entre as marcas brasileiras em 2024. Isso significa que praticamente o ano todo tem ao menos um “face lift”, que pode ser considerado uma atualização estética e visual que moderniza a identidade de uma marca, sem alterar a sua essência ou estrutura fundamental.

Por fim, destaco que essa iniciativa deve ser cautelosa e bem estruturada para não parecer apenas uma estratégia de promoção ou de comunicação. É importante fazer um trabalho profundo, bem planejado e de longo prazo, que realmente traga impactos para a empresa e seus consumidores. Assim, no fim, o rebranding deve ser entendido como uma ferramenta de transformação, capaz de unir aprendizado, inovação e conexão genuína com o público – elementos essenciais para marcas que desejam não apenas sobreviver, mas crescer em um mercado cada vez mais dinâmico.

*Thiago Leon Marti é Head de Branding, Design e Comunicação na Printi. É formado em Produção Gráfica e Design Gráfico, com Pós Graduação em Design Gráfico pela Faculdade de Belas Artes da Hungria e também em Design Estratégico e Inovação pelo IED-Brasil. O executivo conta com trajetória multidisciplinar nas áreas de design e experiência no universo do terceiro setor e impacto social, e tem passagens pelo Instituto Máquina do Bem e eduK.

Criando uma marca com propósito: do insight à identidade

Por Carina Litholdo*

Construir uma marca do zero é muito mais do que definir uma paleta de cores ou desenhar um logotipo. É um exercício de tradução: transformar a essência de uma empresa em uma identidade que inspire, conecte e perdure.

Eu tive recentemente o privilégio de liderar essa jornada de branding – da estratégia ao posicionamento, da ideia à execução. Cada decisão foi guiada por um propósito claro: criar uma marca autêntica, coerente e preparada para o futuro.

Tudo começou com a escuta. Antes de falar sobre produtos, mergulhamos em propósito. Buscamos entender quem somos, o que defendemos e onde queremos chegar. A partir dessa imersão, cada insight se transformou em elemento tangível da identidade:

● Cores e paleta visual: escolhidas para refletir personalidade, propósito e posicionamento.

●Aplicações e consistência: de apresentações à presença digital, tudo planejado para garantir coerência e força de marca.

●Tom de voz e comunicação: pensado para gerar conexão genuína, transmitir confiança e traduzir a cultura que nos move.

Da essência à forma: o design resolve muito problema

A partir dessa imersão, cada insight se transformou em elemento tangível da identidade. E aqui entra o poder do design como ferramenta estratégica de solução de problemas.

Muitas vezes, o design é visto apenas como um exercício estético. Mas, na verdade, ele é uma linguagem que resolve desafios complexos de comunicação, percepção e experiência.

Um bom design traduz ideias em emoções, simplifica o que é confuso e torna o invisível compreensível. Ele organiza, direciona e potencializa — e foi exatamente isso que buscamos ao desenhar a marca.

O resultado é uma marca sólida, com identidade clara e emocionalmente inteligente. Uma marca pronta para evoluir, crescer e se conectar com seu público de forma autêntica e memorável.

Porque, no fim, marca é sobre experiência – e a nossa missão é construir experiências que inspirem, transformem e deixem legado.

*Carina Litholdo é co-founder e CMO da We Are Group, responsável por orquestrar growth, dados, branding e gestão. Executiva de marketing e inovação com ampla experiência em construção de marcas, estratégias digitais e posicionamento de empresas.