CENP Meios mostra consolidação do mercado de mídia digital
Nas últimas semanas, o CENP (Conselho Executivo Normas-Padrão) divulgou os investimentos publicitários do último semestre de 2020, através do estudo CENP Meios.
O estudo, que já é realizado há cinco anos e acontece em parceria com 217 agências de publicidade de todo o país, consolidou os dados de 2020. O CENP Meios é considerado um dos melhores estudos sobre o tema, já que traz e afere também os principais veículos da mídia digital.
Grafico Cenp Meios 2020
Os números divulgados e que retratam os investimentos em mídia digital de janeiro a dezembro de 2020 mostram que a mídia digital alcançou 27,6% de todo o bolo publicitário, ou algo próximo de R$ 3,7 bilhões. O número percentual divulgado é o maior que o meio digital apresentou desde o início do CENP Meios e pode ser considerado esperado, já que a pandemia concentrou os esforços de mídia das marcas neste ambiente.
Se observado como se deu o investimento de mídia dentro da mídia digital, a mídia display e programática juntas alcançaram mais da metade (56,5%) de todo o investimento publicitário em mídia digital. Segundo Rodolfo Darakdjian, CEO da OPL Digital, empresa que atua no segmento de mídia programática e mobile, isso se deve ao fato de esses serem pilares de mídia que oferecem maior assertividade na segmentação: “os números divulgados pelo CENP Meios demonstram a força do display e da mídia programática nesse período. As empresas anunciantes, mais do que nunca, buscam rentabilidade e assertividade, premissas importantes para quem anuncia”.
Criteo divulgou dados sobre o comportamento de compras online no Brasil no último ano de isolamento social; a demanda por roupas e acessórios continua crescendo
Março marca um ano desde que o Brasil adotou oficialmente medidas de isolamento social devido ao aparecimento da Covid-19. Desde então, o uso do e-commerce cresceu exponencialmente, à medida que os brasileiros se voltaram para essa forma de fazer compras para atender suas necessidades no conforto de suas casas. Em abril de 2020, após o primeiro mês de isolamento social, snacks e chocolates tiveram o maior crescimento no consumo online no Brasil. Agora, um ano depois, as compras online de alimentos caíram 27%, enquanto outras categorias, como artigos esportivos, que teve queda em 2020, estão começando a crescer.
Criteo, a empresa de tecnologia global que fornece publicidade confiável e impactante aos profissionais de marketing do mundo, analisou os dados de transações dos últimos doze meses para compreender os efeitos que a Covid-19 teve nos hábitos de consumo no Brasil e nas categorias de produtos que continuam a ser comprados online.
Enquanto a demanda online por alimentos despencou, a venda de roupas e acessórios continuou a aumentar 23%, apesar dos longos meses de isolamento social. Especificamente, os dados da Criteo viram aumentos de + 227% nas compras de trajes de banho, + 113% em chaveiros, + 111% em anéis e + 95% em colares.
Ao contrário do que foi observado em 2020, a venda de artigos esportivos cresceu 127%, indicando que os brasileiros podem estar ansiosos para voltar a se exercitar ao ar livre ou até mesmo intensificar a rotina de exercícios em casa.
“A pandemia causou mudanças duradouras no comportamento do consumidor à medida que passamos de medidas altamente restritivas para medidas moderadas de isolamento social. Isso se reflete diretamente nas compras e canais de consumo escolhidos pelos brasileiros à medida que a pandemia evoluiu no ano passado. Dados os diversos níveis de conforto com as compras em lojas físicas, continuamos a ver os profissionais de marketing adaptando suas vendas e engajamento às estratégias omnichannel para atender o cliente onde ele está”, afirma Tiago Cardoso, diretor geral para a América Latina da Criteo.
Eletrônicos e itens para casa com venda em alta
Ao comparar o mercado de vendas de comércio eletrônico de 2020 com as vendas de 2021, a Criteo descobriu que os dispositivos eletrônicos portáteis e produtos domésticos tiveram aumentos consideráveis.
Com os consumidores isolados em casa, muitos tiveram que adaptar suas áreas de estar para acomodar o trabalho em home office e espaços escolares. Devido a esta nova forma de viver, as vendas online de cadeiras e escrivaninhas continuaram a aumentar 142% e 125%, respectivamente, enquanto a compra de laptops aumentou 666% e a de tablets aumentou 492%. Isso continuou a aumentar à medida que muitos consumidores perceberam que continuarão trabalhando e estudando remotamente por um longo período de tempo.
No entanto, os dados da Criteo mostram que as vendas de produtos eletrônicos e domésticos não giram apenas em torno do trabalho e da escola. Os videogames e os televisores também registraram aumento no número de vendas, de 412% e 248%, respectivamente, à medida que as pessoas buscam formas de se divertir com segurança em casa.
Muitos consumidores também estão aproveitando para melhorar suas casas, resultando em um crescimento de 28% das vendas online no setor de decoração para casa, especificamente um aumento de + 272% em itens de cozinha, +188 em itens para sala de jantar, + 161% em prateleiras e +59 nas mesinhas de cabeceira.
Metodologia
A Criteo analisou dados comerciais de mais de 1000 clientes no Brasil de 15 a 28 de fevereiro de 2021 em comparação com 15 a 28 de fevereiro de 2020.
Fonte: Sherlock Communications – Marcos Paulo Neiva
Mutato lança série original “Presentes Possíveis” para propor soluções em momento crítico após 1 ano de pandemia
Conteúdo proprietário da agência para IGTV traz reflexões e insights propositivos de especialistas e profissionais de diferentes mercados sobre convivência, carreira e entretenimento
O mês de março marcou um ano de pandemia. Passados mais de 365 dias de isolamento social, ainda é difícil prever por quanto tempo as medidas de restrição precisarão continuar em vigor, no momento em que o Brasil vive o momento mais crítico da crise sanitária.
Diante de perspectivas ameaçadas, planos cancelados e uma distância larga do futuro que prevíamos viver e nunca chegou, a Mutato lança uma série em 3 partes para discutir alternativas para o presente. Em “01 Ano de Pandemia: Presentes Possíveis”, especialistas de diferentes áreas trazem seus pontos de vista para uma análise sobre o agora, e como devemos nos preparar para atravessar um dos momentos mais desafiadores de nossa história. Cada um dos episódios foca em um eixo temático: comportamento, trabalho e cultura, e irão ao ar semanalmente no perfil da Mutato no Instagram (@wearemutato).
“Desde 2019 temos experimentado produção de conteúdo proprietário da agência, fortalecendo nosso domínio em criar conversas orgânicas e relevantes para as pessoas. Desde o início da pandemia tratamos do impacto nas nossas vidas e no mercado, e agora investimos em nossa primeira série original que busca criar uma conversa sobre como, juntos, podemos encontrar meios de passar pela maior crise global de nossa geração”, comenta Eduardo Zanelato, diretor de Cultura e Comunicação da Mutato, área que lidera a frente de Publishing da agência.
“Com os desafios impostos pelo isolamento social, pensamos num formato de produção e gravação que fortalecesse os depoimentos dos convidados também trazendo uma visão e linguagem contemporânea à plataforma”, comenta Jairo Neto, coordenador de Produção Criativa da Mutato. “Realizar esse projeto nos permitiu lidar com assuntos tão atuais e emergentes, conseguir encontrar uma sensibilidade na narrativa para que as pessoas encontrem novas formas de entender e encarar o momento que estamos passando”, complementa Camila Klinker, assistente de produção criativa da Mutato.
No primeiro episódio, Ana Carolina Martins (Diretora Criativa, A Visionária Lab), Tiago Gamaliel (Gerente de Operações, Tato) e Luiza Voll (sócia-fundadora, Contente), abordam formas de viver e se relacionar focando no agora. No segundo, Ana Leme (headhunter), Amanda Abreu (cofundadora, Indique uma Preta) e Levis Novaes (cofundador, MOOC), discutem ideias sobre como planejar e pensar na carreira e no trabalho de forma presente, olhando para a importância da diversidade. No episódio final, Andreza Delgado (criadora, Perifacon), Evandro Fioti (CEO, Laboratório Fantasma), Thati Almeida (Cineasta) e Anna Penteado (Diretora-geral, Vento Festival) apontam formas de lidar com os impactos da pandemia no mercado de entretenimento.
Ficha Técnica
Título: 01 Ano de Pandemia: Presentes Possíveis
Agência: Mutato
Cliente/Produto: Institucional
coCEOs: Andre Passamani e Eduardo Camargo
VP de Negócios: Decio Freitas
VP de Estratégia: Tullio Nicastro
VP de Operações: Daniel Cecconello
Concepção: Eduardo Duarte Zanelato
Estratégia e Coordenação de Conteúdo: Carinne Sandes
Conteúdo: João Arnaldo e Walter Myller
Produtora: Mutato Produção
Diretora Executiva de Produção Integrada: Lara Kaletrianos
Coordenação de Produção Criativa: Jairo Neto
Gerente de Produção: Erica Pavesi
Coordenação de Produção: Vinicius Curty e Breno Gonçalves
Assistente de Produção Criativa: Camilla Kinker
Assistente de Produção: João Alfonso
Coordenação de Pós-Produção: Rodrigo Burgos
Montagem: Henrique Hennies
Motion: Nilson Venâncio
Cobertura digital para assets: Walter Myller
O que mudou na Comunicação com a implementação da LGPD
Nova legislação mostrou que não apenas grandes empresas, mas também as assessorias de comunicação precisam readequar processos e serviços visando a segurança e a privacidade dos usuários
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrou em vigor em setembro de 2020 e, com isso, houve a necessidade da comunicação se adaptar às novas normas. A aboutCOM, agência especializada no atendimento a empresas de tecnologia, traz algumas considerações sobre o impacto da nova legislação para o trabalho de assessorias de comunicação e, também, como a tecnologia foi afetada por essa novidade, que ainda exige muitas adequações por parte das empresas.
É inevitável citar que, antes, empresas de telemarketing faziam uso dos dados pessoais, como telefone de contato ou mesmo e-mail, para chegar até os usuários e ofertar pacotes e serviços que poderiam ser do interesse desse cliente em potencial. Quem nunca precisou deixar uma reunião importante para atender a uma chamada que, no fim, era mais uma dessas ofertas? A principal reclamação, por parte dos usuários, era sobre como as empresas conseguiam os dados das pessoas para efetuar as propostas. Com a implantação da LGPD, isso mudou. O principal propósito da lei é justamente proteger os direitos de liberdade e privacidade dos usuários, por meio da monitoração das ações das organizações em relação às informações de cada pessoa. Isso quer dizer que o trabalho de profissionais de telemarketing está passando por muitas mudanças. Mais que isso, a comunicação como um todo precisa se readequar.
Os impactos para os profissionais de comunicação, especialmente assessores, foram diversos, principalmente na forma como o dado é analisado, pois as agências precisam ser ainda mais estratégicas e transparentes no uso dessas informações sensíveis. O impacto na compra de mídia digital e na inteligência artificial também é notável. As organizações têm o desafio de investir mais em User Experience Research para encontrar novos caminhos, no intuito de reduzir o atrito que pode ser causado na etapa da experiência dos usuários. Houve, também, um aumento dos custos com tecnologia nas empresas, já que passou a ser imprescindível garantir ferramentas de bancos de dados, monitoramento e segurança de acordo com as disposições da nova lei.
“Podemos perceber uma mudança muito significativa na captação de leads, pois existe, agora, uma preocupação muito maior com relação ao preenchimento de formulários por parte dos usuários, que atentam para os riscos de exposição de dados pessoais e desconfiam do que pode acontecer caso aceitem participar deste tipo de iniciativa”, comenta Flavia Sobral, diretora da aboutCOM.
Outro ponto que pode ser destacado é em relação ao envio de press releases, uma prática tão comum a assessores de comunicação. A partir de agora, as plataformas que atuam como banco de dados ou criação de mailings precisam que o jornalista dê seu consentimento para receber esses materiais, conforme orienta a LGPD. A exceção é quanto a fotos feitas em eventos, já que, se forem realizadas para fins exclusivamente jornalísticos e artísticos, não se aplica o direito do uso de imagem ao tratamento de dados pessoais.
Portanto, com a LGPD, o usuário tem a oportunidade de assumir o comando de seus dados e escolher como e para quem eles serão expostos. Isso significa que o controle sobre como dados pessoais são transmitidos na internet está nas mãos de cada indivíduo e não mais das empresas. Além disso, o direito ao esquecimento dá aos usuários a oportunidade de controlar a maneira como os dados são expostos, enquanto que o direito ao acesso permite escolher quais conteúdos determinada empresa pode ter armazenados sobre ele.
Com base nisso, as agências de comunicação, devido à necessidade de lidar com diferentes marcas e organizações, precisam levar em conta a importância de um movimento proativo que busca auxiliar essas empresas, além de ter seus processos de adequação e estrutura de governança de dados. A lei demonstra a necessidade de nomear um encarregado de proteção de dados, responsável por aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos, receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências, além de orientar os funcionários a respeito das práticas a serem tomadas sobre a proteção de dados pessoais.
Essas orientações visam proteger, cada vez mais, os usuários no ambiente digital. Com uma crescente expansão do uso de recursos virtuais, seja para o trabalho ou mesmo para o lazer, é fundamental que exista uma reflexão e, neste caso, uma readaptação quanto a maneiras de realizar uma comunicação saudável, segura e efetiva para ambos os lados. Assim como o mundo é transformado pela comunicação, também ela acaba por ser transformada pelas mudanças que ocorrem na sociedade.