Coluna Entre Parenteses

O jornalismo e a criatividade no mundo moderno

Como sobreviver em um mercado instável e em crise

coluna renata

De maneira geral a ideia de criatividade se atribui aos profissionais da propaganda e se opõe, de certo modo, a um dos pilares do jornalismo constituído no mundo moderno, que é o compromisso, sobretudo, com a verdade. No entanto, para sobreviver a um mercado que oscila e, todos os anos, recebe novos profissionais formados, é necessário abusar da criatividade profissional.

E quando falamos em criar, estamos falando justamente de inovar o jornalismo no mercado de trabalho, encontrando novas brechas e limites para que a profissão nunca deixe de se atualizar, afinal com o advento do jornalismo informativo, a área aderiu um modelo industrial de produção que requer uma análise cautelosa. Além disso, o mercado de trabalho está cada dia mais receptivo com um novo jeito de atuação, o empreendedorismo. Mas como consciliar uma profissão que necessita de um trabalho em equipe com a arte de empreender, que geralmente vem acompanhada de uma solitária jornada?
Pensando nessa pergunta e em como respondê-la, preparamos uma lista de 5 dicas para o profissional de jornalismo, que deseja também encontrar o seu “lugar ao Sol” com criatividade sem perder seu compromisso com a verdade. Confere ai:

1)FUJA DO PADRÃO:

Vivemos em uma era onde o jornalismo brasileiro vem carregado de notícias e fotografias idênticas, há pouca busca pelo diferente e talvez, até pelo ‘olhar de outro modo’. No primeiro ano da faculdade conhecemos a jornalista Eliane Brum e seu livro “A Vida que Ninguém Vê” e embora já comemore alguns anos de formada, a essência dessa profissional ainda é um ótimo parâmetro de criatividade.
Afinal, como o título sugere, Eliane foge dos padrões e busca sempre o outro lado da moeda.
Para o jornalista que deseja espaço no mercado, a criatividade e o exercício dela na profissão é, não somente “criar”, mas sim recriar o que estamos acostumados a ver todos os dias. É necessário, sobretudo, ver além das manchetes e releases prontos recebidos na caixa de email, o jornalista do mundo moderno precisa ter a sede “de fazer a diferença” todos os dias. Busque novos olhares, busque novas técnicas e não permita que a zona de conforto te prenda apenas em um único ângulo da foto.

2)NÃO CAIA NAS ARMADILHAS DO SENSACIONALISMO

Sabemos que a ansiedade por atrair o público a todo custo é a grande culpada pela sociedade do espetáculo e também por uma mídia superestimada. Para se destacar, aparentemente, vale tudo, mas eu te digo que será o caminho contrário que lhe trará grandes resultados futuros. Destaque-se pela verdade e pelo respeito as histórias que conta, busque sempre a empatia em suas matérias, sem jamais ferir a imparcialidade. Não permita que o jornalismo se torne apenas uma ferramenta de entretenimento, recoloque-se no mercado mostrando que vale a pena manter a pauta, ainda que ela não envolva escândalos ou tragédias. Afinal, a grande luta do jornalismo no mundo moderno é manter viva a informação sem interferências.

3)JORNALISMO VAI ALÉM DE REDAÇÕES E ESTÚDIOS DE TV.

Para sobreviver no mercado de trabalho, você precisa entender que o jornalismo não se resume apenas em notícias de jornal e televisão, mas sim que ele faz parte do enorme leque da Comunicação Social, pensando assim você saberá que há muitas mais ferramentas na profissão do que a sociedade quer que você acredite. Invista no corporativo, no pessoal e no empreendedorismo. A comunicação rompe barreiras e pode, sim, mudar o mundo se usada da maneira correta. Nunca se esqueça que um jornalista é peça importante dessa mutação, instigando o pensamento e a reflexão por onde quer que passe.
Enxergue a profissão como um gancho e desenvolva novas pautas dentro de um mesmo cenário, use neologismos, faça analogias e metáforas, abuse da criatividade, dessa forma seus textos e produções se destacarão por si mesmos.

4)ATUALIZE-SE SEMPRE E SOBRE TUDO.

O mal do século são as informações instantâneas e a superficialidade com que as mesmas são executadas. Saia da margem amplie e aprofunde seus conhecimentos. Nunca se esqueça que um profissional atualizado sempre terá lugar no mercado. Pesquise, seja curioso, descubra o jornalismo digital, o mundo moderno, suas mudanças e suas novas tecnologias. Use a mutação a seu favor, afinal “o que melhor se adapta as mudanças é quem sobrevive”

5)USE O JORNALISMO PARA EMPREENDER

Pense fora da caixa e use o jornalismo, a comunicação social e todas as ferramentas que eles possuem, para criar seu próprio negócio. Não se prenda apenas as oportunidades de mercado, crie seu lugar no mercado e faça a diferença. O mercado carece de assessorias, textos críticos e pontos de vista argumentativos, além de cliques que consigam enxergar além. Esteja sempre a frente e não perca a sensibilidade. O jornalista que faz da criatividade uma aliada, esse sim, sobrevive no mercado de trabalho, pois consegue enxergar novas possibilidades por trás de qualquer crise.

Coluna “Discutindo a relação…”

Cara a cara com os caras

Josué coluna correto

Na última quinta feira tive a oportunidade de participar do Meeting Universidade Empresa promovido pela Universidade de Taubaté, instituição em que, como muitos sabem, leciono comunicação há quase 25 anos.O evento teve como objetivo principal a aproximação do ambiente acadêmico com o mercado.

Além de ter sido uma ótima oportunidade para rever velhos amigos dos meus tempos de mercado, o evento foi muito proveitoso para que pudéssemos trocar algumas figurinhas importantes. O mercado colocou suas necessidades ao selecionar tanto estagiários como candidatos a cargos efetivos. Também indicou o que busca no aspirante à profissional. E nós, da academia, pudemos mostrar um pouco do que temos feito em termos de formação. Foi muito proveitoso!

Os professores do Depto.  de Comunicação Social da Uniatu que participaram do debate sobre o mercado de comunicação no Meeting Universidade Empresa Foto: Andréia Gomes

Os professores do Depto. de Comunicação Social da Uniatu que participaram do debate sobre o mercado de comunicação no Meeting Universidade Empresa
Foto: Andréia Gomes

Uma das coisas que ficou evidente é que hoje se busca um profissional de comunicação. O aluno pode se formar ou estudar jornalismo, relações públicas, propaganda, marketing, tanto faz. O mercado busca alguém com múltiplas qualificações e com capacidade para lidar com diferentes abordagens e desafios de comunicação.

Vamos voltar ao fato de rever velhos amigos. Estiveram presentes Marcelo Pulice e Jair Rodrigues Junior da Regional Marketing. Também participaram do debate Renato (GPM, produtora de audiovisual), Hélcio Costa (Matéria Consultoria & Mídia) e Nanci Contarini (Fibria Celulose S/A). Entre conversas, opiniões e papo furado pra matar saudades, apareceu a sensação de que quando podemos dialogar sobre o mercado de comunicação as coisas se animam. Faz falta o encontro, a discussão, a conversa. Faz tempo que o mercado não se fala. Não se encontra.

Pessoal do mercado, o Reitor da Unitau, Prof. José Rui, Edilena Maia, diretora do Departamento de Comunicação Social da Unitau.

Pessoal do mercado, o Reitor da Unitau, Prof. José Rui, Edilena Maia, diretora do Departamento de Comunicação Social da Unitau. 

Na mesma semana, só que na quarta feira e, portanto, no dia anterior ao Meeting Universidade Empresa da Unitau, houve o lançamento do Premio “Como Le Gusta”, uma iniciativa capitaneada por alguns dos mais importantes veículos de comunicação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Os comentários foram positivos pelo que pude detectar das várias conversas informais que tive após o lançamento do prêmio. Não pude comparecer ao lançamento pois lecionava no mesmo dia e horário. Uma pena. Soube que foi mais uma boa ocasião para o mercado voltar a se encontrar, discutir, opinar.

O prêmio sofre críticas (eu mesmo não o acho a oitava maravilha do mundo), mas iniciativas como estas dão uma chacoalhada no mercado e “forçam” as pessoas (podemos chamar também de players do mercado) a se reunir novamente. E isso obviamente é bastante positivo.

As “Chopada das Agências”, os “Whisky Amigo” e os “Gole do Galo” já foram acusados de ser só festa. Mas cumpriam com o papel fundamental de reunir gente do mercado de comunicação para trocar ideias e promover a atividade. Hoje nem isso temos mais. Faltam mais encontros, mais reuniões, mais bate papo. Falta o mercado se ver mais.

É sempre positivo ficar cara a cara com quem faz o mercado junto com a gente!

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