A Supera Comunicação está buscando alguém para Estágio em Conteúdo.
Pré-requisitos:
• Residir em São José dos Campos ou região;
• Cursando Ensino Superior em Jornalismo ou áreas correlatas;
• Portfólio – trabalhos de faculdade são bem-vindos;
• Conhecimento do Pacote Office;
• Organização, senso de responsabilidade, comprometimento e boa comunicação.
Esta vaga combina com você ou conhece alguém que se encaixe no perfil? Mande currículo e portfólio para selecao@superacomunicacao.com.br até 30/9. No e-mail, coloque o nome da vaga.
Todo mundo sabe reconhecer uma marca bem sucedida. É a do jingle, da frase, ou até mesmo daquele comercial que te fez chorar ou morrer de rir. O reconhecimento e a conquista do status de inesquecível é algo construído e pavimentado por um trabalho árduo que, acredite, vai muito além da criatividade das mentes brilhantes dos profissionais da publicidade e do marketing.
Imagem de Pete Linforth de Pixabay
É que para chegar ao público, a marca passa por um processo intenso de criação, produção, distribuição e divulgação e isso exige muita, mais muita organização. Na era da informação e da digitalização, essa competência vira um desafio e, até mesmo, um problema para as marcas. Isso porque um terço dos materiais digitais produzidos por grandes corporações não são utilizados, são subutilizados, ou são consumidos fora de vigência. Ineficiências que geram prejuízos de até U$D 3.17 milhões por ano, inclusive, podendo se estender para passivos jurídicos no caso de utilização de materiais fora de vigência, segundo pesquisas da Adobe.
Em busca de suprir esse gargalo do mercado publicitário, novas soluções tecnológicas estão surgindo para organizar toda a bagunça digital do marketing. A principal delas é o gerenciamento de ativos digitais por meio do DAM (Digital Asset Management), plataforma que armazena, organiza e torna útil toda a biblioteca de ativos digitais – fotos, áudios, vídeos, contratos, e absolutamente tudo que pode ser armazenado em nuvem – pelas marcas.
Por definição da jornalista especializada em martech, Pamela Parker, “um DAM é a fonte única da verdade”, onde os profissionais de marketing, por meio de metadados anexados, conseguem saber qualquer coisa antes de usar o ativo, como se a empresa possui os direitos de imagem de determinado ator, ou se a equipe jurídica aprovou determinada campanha.
Assim, o primeiro ganho percebido para as empresas é o dinheiro economizado, principalmente em meio a um cenário de crise financeira e de recuperação do setor do tombo histórico causado pela pandemia – segundo report da Gartner, em 2021, houve uma alta de 6,4% nos investimentos em marketing globalmente.
Mas ainda mais do que a certeza da economia é a potencialização e fortalecimento do seu brand. Esse, considero o maior dos benefícios da gestão de ativos digitais. Sua marca manterá a força em todos os canais e pontos de vendas, físicos ou on-line, uma vez que TODOS os ativos digitais distribuídos, em todos os canais seguem o mesmo padrão, são consistentes e mantêm a mesma qualidade e versão. O colaborador da China terá o material correto na mesma hora que o do Uruguai e o do Brasil também. É a maximização da eficiência que a longo prazo gerará lucro e mais lucro. É sua marca, de fato, chegando em todo o mundo.
*Adalberto é empreendedor serial e tem mais de 10 anos de experiência em marketing digital. já ganhou 3 Cannes Lions e mais 10 prêmios internacionais de publicidade digital. foi um dos idealizadores do GuiaBolso e ex-sócio e CMO da Cheftime, foodtech adquirida em 2019 pelo GPA. Além disso, é mentor de marketing, tecnologia e growth para startups e atua como palestrante para a turma do curso de Marketing Digital do Núcleo de Empreendedorismo Tech da USP.
Obra acompanha a evolução na carreira de Wellington Amaral Jr. e reflete as transformações do mercado publicitário desde a década de 1970
Com algumas caixas de sapatos, uma lâmpada, uma lupa quebrada e muita fita adesiva, Wellington Amaral Jr. construiu um projetor de filmes, aos 8 anos. Foi o prenúncio de sua paixão pela arte.
É assim que Memórias de um Cineasta Publicitário, lançamento da Matrix Editora, revela os primeiros passos da trajetória de um dos maiores ícones da publicidade audiovisual brasileira. O diretor e produtor acumula cerca de 3 mil comerciais no currículo e prêmios de prestígio internacional.
O livro, escrito em primeira pessoa, reconta os episódios que conduziram Wellington à carreira de publicitário e a obter, em 1971, seu primeiro emprego como estagiário de atendimento na McCann Erickson, maior agência de propaganda brasileira e mundial na época.
Foi lá que descobriu o caminho do cinema publicitário, fazendo escola com criadores do calibre de Percival Caropreso, Paulo Almeida, Armando Moura, Cláudio Oliveira, Hector Tortolano, Deilon Gomes de Lima, Sérgio Lima, Gilce Velasco e muitos outros, que o acompanhariam na carreira por décadas.
De forma aberta e bem-humorada, o publicitário narra impasses profissionais e sua constante busca pela inovação. O leitor acompanha sua passagem por grandes agências como MPM e ALMAP até a criação de sua própria produtora de filmes, a 5.6. Os bastidores de trabalhos desenvolvidos para marcas importantes como General Motors, Johnson & Johnson, Coca-Cola, Unilever, Procter & Gamble e Nestlé, também são destaque nas páginas da obra.
“Para fazer um bom filme, existem alguns pré-requisitos, há um tripé que tem que ser considerado: ideia, prazo, verba” … “O ideal é que o tripé seja completo, com as três pernas solidamente posicionadas, mas como essa é uma rara circunstância, é preciso poder contar com ao menos duas delas para que o resultado do job seja minimamente aceitável.” (Memórias de um Cineasta Publicitário, pg.177)
Em uma verdadeira viagem no tempo, Memórias de um Cineasta Publicitário oferece uma visão íntima e sincera do que se passa por trás das grandes produções. O livro e a vida de Wellington Amaral Jr. são fonte de inspiração e conhecimento para estudantes, profissionais da área e curiosos que desejam mergulhar no universo das produtoras de comerciais e filmes publicitários.
Ficha técnica
Título: Memórias de um cineasta publicitário
Autor: Wellington Amaral Jr.
Editora: Matrix Editora
ISBN: 978-65-5616-262-1
Tamanho: 16 x 23 cm
Páginas: 400
Preço: R$ 92,00
Onde encontrar: Matrix Editora e Amazon
Sobre o autor
Publicitário e cineasta por formação, Wellington Amaral Jr. é reconhecido no mercado pelo seu espírito empreendedor e multidisciplinar. Com 18 anos iniciou sua carreira na McCann Erickson na área de atendimento, atuando posteriormente como produtor de rádio e televisão e assistente de direção. Depois de adquirir experiência em produtoras de áudio e vídeo, no Brasil e nos Estados Unidos, assumiu a direção do departamento de Rádio e TV da MPM São Paulo e Rio, onde acumulou o cargo de Diretor Associado de Criação, mesmas funções ocupadas futuramente na ALMAP em São Paulo. Em 1983, fundou a 5.6 Produções, que veio a ser a maior produtora de comerciais do Brasil. Com cerca de 3 mil comerciais em seu currículo de diretor e produtor, conquistou os maiores prêmios da publicidade mundial, Leão de Ouro em Cannes, Clio, Profissional do ano (Globo), Profissional do ano (Caboré), entre outros. Casado com a artista plástica Leslie Amaral, atualmente ocupa-se criando e se divertindo aos teclados de seu computador e de seu piano, dividindo seu tempo entre São Paulo e Paraty onde acumula a função de comandante de sua escuna, Prima Donna.
Com a chegada das políticas de ESG nas grandes empresas, o que isso impacta na área de marketing, comercial e na visão de resultado dos acionistas.
Lucro: é isso que todos buscamos quando implementamos novas políticas dentro das indústrias e das empresas em geral, e essa não é nenhuma novidade. Todos os produtos e serviços são criados para que se possa atender às novas necessidades da sociedade que vão surgindo com o passar do tempo, e isso acontece sempre como uma via de mão dupla: as pessoas consomem aquilo que desejam – e do que precisam –, e os atores do mercado recebem um retorno financeiro que, assim queremos, seja cada vez mais lucrativo.
Neste momento em que o ESG (Enviromental, Social and Governance) se coloca como pauta central no cenário corporativo global, um dos questionamentos mais frequentes que surgem é justamente sobre esta relação entre o atendimento aos critérios da sustentabilidade empresarial e a fantasiosa diminuição dos lucros decorrente disso. Pelo contrário, a perspectiva do ESG surge como a possibilidade de mudarmos os rumos da economia mundial, aliando-se os interesses privados com uma maior harmonia social e ambiental, e beneficiando desse modo as companhias, os stakeholders, a sociedade e o meio ambiente. É preciso, então, perceber o ESG como um espaço de ganha-ganha, em que todos os lados são favorecidos.
Um termômetro fundamental diante disso é o movimento que os investidores têm feito, e não é difícil de localizar onde o investimento tem sido priorizado – os critérios de sustentabilidade adotados pelas companhias têm norteado as escolhas dos investimentos, e o ESG funciona justamente como uma métrica do desempenho das empresas. A conclusão, então, é simples: ter um perfil forte em ESG atrai novos investidores além da atração dos consumidores, que hoje estão muito exigentes quanto a isso.
Em uma pesquisa divulgada neste ano de 2022, elaborada pela Deloitte, uma organização de serviços profissionais, junto com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), fica evidente que as empresas estão cada vez mais focadas na utilização de indicadores não financeiros, os quais reforçam os critérios de ESG, como é o caso da redução da emissão de carbono e da representatividade de grupos minoritários. Esse estudo foi realizado com 65 empresas – 68% delas são listadas na bolsa de valores, no Brasil ou no exterior – e demonstra que o mercado precisa desenvolver uma perspectiva multidisciplinar para lidar com os desafios urgentes deste momento.
Tais indicadores não financeiros, de acordo com a pesquisa, estão se tornando tão relevantes quanto os indicadores financeiros, de modo que 86% das empresas participantes afirmam que a criação dos indicadores não financeiros auxilia na transparência diante da sociedade, e 49% delas acreditam que a adoção deles faz com que tenham vantagem no cumprimento do compromisso com os investidores. Quanto aos indicadores que já estão sendo utilizados pelas empresas participantes do estudo, 72% são ambientais, 65% são sociais e 74% são de governança.
Mesmo que haja certeza quanto à importância dos indicadores não financeiros, muitas companhias ainda encontram dificuldades para a sua implementação, como mostra a pesquisa, mas os obstáculos não se encontram só aí, já que a maneira de comunicar tudo isso também é uma questão frágil para as companhias, merecendo um amplo debate, pois há uma nova realidade se conformando. Isso demanda novas formas de comunicação, de estratégia de marketing, mais ágeis e acessíveis para o grande público. E é essa a visão que o marketing e comunicação das empresas têm que ter. Ações de ESG não são simplesmente uma questão de campanha publicitária. De aumentar o feito e dar voz na publicidade como fazíamos no passado com outros olhares para fomentar simplesmente a área comercial. Esse aspecto está relacionado também a necessidade da transparência, que é o melhor caminho para a performance das empresas diante das comunidades em que operam. Uma das consequências positivas disso, dentre tantas, é a elevação da motivação dos colaboradores das corporações. De acordo com pesquisa mencionada no livro “Valuation: measuring and managing the value of companies”, as pessoas da chamada geração Z desejam trabalhar em espaços que tenham propósitos direcionados, e quando há transparência nas companhias sobre tais direcionamentos, o engajamento pode aumentar – e quando os funcionários trabalham por objetivos comuns, as metas financeiras são mais facilmente alcançadas.
A tendência, diante da lógica do ESG, é que as empresas que não se adaptarem rapidamente a isso passem a ser rejeitadas não só pelos maiores investidores, mas também pelos próprios consumidores, os quais têm apresentado cada vez mais preocupações sociais e ambientais, valorizando, nas suas escolhas de consumo, não só o preço e a qualidade dos produtos, mas também os impactos que são gerados. Já é notável a preferência dos consumidores pelos produtos e serviços produzidos por meio da ideia da sustentabilidade: se comparados com os produtos convencionais, eles promovem um crescimento de vendas de quase seis vezes mais, de acordo com o já mencionado livro “Valuation: measuring and managing the value of companies”.
Diante de tudo isso, fica fácil perceber que, diferentemente do que se pressupõe em alguns contextos, aderir aos pilares do ESG nas companhias é incrementar os lucros. Há grandes casos de sucesso já implementados nos países mais desenvolvidos, em que se visualiza, nos resultados, uma economia significativa a partir de iniciativas concretas como, por exemplo, redução do uso de água, uso de fontes limpas de energia, utilização de materiais reciclados e biodegradáveis. Além dessa economia, é importante lembrar, mais uma vez, que pelo fato de algumas dessas mudanças exigirem notáveis investimentos financeiros, faz-se com que sejam valorizadas as empresas que fazem tais escolhas.
Temos pela frente ainda muitos avanços a serem feitos para que as companhias lidem de forma cada vez mais apropriada com os pilares da sustentabilidade empresarial. Os investidores estão à procura de investimentos que levam os critérios da sustentabilidade em consideração – e o ESG é o parâmetro para isso. Mas temos que entender e nos apropriar do tema, viver isso com verdade, para poder reproduzir esses resultados e iniciativas ao consumidor em forma de marketing transparente e não com campanhas de greenwashing.
*Daniela Robledo,gestora de destaque no mercado publicitário brasileiro, com ampla experiência no mercado cooperativo, trabalha atualmente com aquilo que se tornou uma missão não só profissional, mas também pessoal: tornar o ESG – Environmental, Social and Corporate Governance – um lugar comum na mentalidade empresarial do Brasil, país que é um dos principais players do mundo no que se refere à geração de energia sustentável. Trabalha atualmente como Diretora de Marketing e Comunicação da SOL Energia, empresa de sustentabilidade e energia que tem por trás um grande conglomerado financeiro, para a qual criou e estruturou a marca. É formada em Publicidade e Propaganda; tem MBA em Gerenciamento de Projetos; pós-graduação em Finanças; e mestrado em Gestão Empresarial. Hoje Daniela tem sua carreira voltada aos temas mais importantes da atualidade, Stakeholders e ESG, tendo se especializado pela FIA Business School, e busca viver verdadeiramente esses conceitos para a implementação de uma nova jornada mundial.