Imagine os melhores restaurantes do Vale do Paraíba oferecendo menu personalizado e preços pra lá de sedutores? Este presente para os fãs de boa comida e boa bebida chegará em abril, durante o Vale Food Week, que acontece de 5 a 18 em algumas cidades do Vale do Paraíba.Na sua 8ª edição, o evento oferecerá novo formato: Serão 2 Menus completos ( entrada + prato principal + sobremesa), sendo 1 por R$49,90 o outro por R$64,90. De acordo com a organização do evento, esta ação é ótima oportunidade para as casas participantes, que tem a oportunidade de captar e fidelizar novos clientes; assim como para o consumidor, que poderá explorar as delícias de restaurantes selecionados, a preços atrativos. “Esta iniciativa tem sido um sucesso nos últimos anos tanto pela satisfação dos proprietários dos restaurantes, como também dos clientes finais, que fazem seu roteiro gastronômico pelo Vale”, contam os organizadores.
Variedades – Participam desta edição do Vale Food Week 16 restaurantes de diferentes especialidades – desde comida brasileira, passando por japonesa, pâtisseries, entre outras. O mais legal do Vale Food Week são as inúmeras possibilidades de se degustar comida de qualidade, assinada por Chefs de Cozinha, com menus exclusivos. A organização destaca que para participar é só chegar aos estabelecimentos e pedir pelo menu do Vale Food Week, e que é muito importante ficar atento aos horários de atendimento de cada local, para o evento, pois cada um tem o seu. Os menus são divulgados no Instagram, Facebook e Site do evento – @valefoodweek – www.valefoodweek.com.br
Restaurantes participantes
Taubaté
Armazém 82 | Segunda a Sexta 11h3 às 15h – 18h30 às 0h | Sábado e Domingo 11h30 às 16h – 18h30 até a Meia Noite
BBQ | Terça a Domingo 10h até a Meia Noite
Hou Lounge | Segunda 11h30 às 15h | Terça a Sexta 11h30 às 15h – 19h até a Meia Noite | Sábado 12h às 16h – 19h até a Meia Noite | Domingo 12h às 16h
Rock & Ribs | Segunda a Quarta 12h às 22h | Quinta a Domingo das 12h às 02h
Sta Terezinha | Quarta a Sexta 17h até Meia Noite | Sábado e Domingo 12h às 16h – 19h até Meia Noite
Temakeria e Cia | Terça a Domingo 12h às 23h | Quarta a Sábado das 12h até Meia Noite
Vivá | Somente almoço – Quarta à Sexta 12h às 15h São José dos Campos
* Auá Gastronomia | Segunda a Sábado 11h30 às 15h – 18h30 às 23h45 | Domingo 12h às 16h
* Rei do Peixe | Segunda 11h30 às 15h | Terça a Quinta 11h30 às 15h – 19h às 23h | Sexta e Sábado 11h30 às 15h – 19h às 23h30 | Domingo 11h30 às 17h
* Torteria Haguanaboka – Segunda a Sexta das 9h as 21h | Sábado das 10h as 22h | Domingo das 12h as 21h Caçapava
Boulangerie Tunica – Terça a Quinta das 11h as 21h | Sexta das 11h as 23h | Sábado das 9h as 23h | Domingo das 9h as 18h
Campos do Jordão
La Galia | Segunda a Quinta 11h as 23h | Sexta a Domingo 11h as até Meia Noite
Mercearia Campos | Diariamente das 11h até Meia Noite
Villa Gourmet | Segunda a Domingo das 11h às 23h | Fecha dia 14/04 Guará
Paestum | Segunda a Sábado 18h30 às 23h45
Tremembé
Sta Figueira | Terça a Sexta 19h às 23h | Sábado 12h às 16h – 19h às 23h | Domingo 12h às 16h | Dia 7/4 só abre para almoço
Nós comunicadores estamos acostumados a trabalhar com ideologias. Criar símbolos que portem discursos ideológicos é, antes de mais nada, um dos grande objetivos que um profissional desta área deve buscar. Não vejo possibilidade de um publicitário, jornalista ou relações públicas estar fora dessa imensidão, por isso a tamanha necessidade da presença do pensamento ético entre estes profissionais.
Na publicidade, a propaganda ideológica está em exemplos cotidianos, como o Itaú usando discurso do técnico da seleção para motivar o pensamento positivo ao consumo e ao trabalho, ou da Chevrolet tomando para si o conceito de mudança das ruas com seu “find new roads”.
Ideologias são grandes materiais brutos que na mão de bons comunicadores tomam fins diversos, sendo moldadas, encabrestadas ou até manipuladas às necessidades dos objetivos da sociedade.
No entanto, há momentos na história que precisamos prestar atenção para uma construção simbólica, que nasce quase espontaneamente e que aos poucos materializa uma proposta que nem sempre é a imagem do cavalo domável da comunicação social.
Este é o caso do fenômeno midiático de Marielle Franco, ou mais especificamente do símbolo “Marielle Presente”, bordão herdado pela vereadora após um discurso seu na câmara dos vereadores, onde ela respondia a palavra “presente” a chamada de mulheres assassinadas, as quais ela defendia o direito à justiça, e portanto representava.
Desde já, para que não me compreendam mal, deixo claro que não estou analisando o contexto político da vereadora, nem de quem é a culpa pelo ato bárbaro acontecido a ela, o qual repudio muito mas deixo a opinião àqueles que tem mais conhecimento sobre a história da vereadora e sobre como se faz segurança pública.
Trato neste texto apenas da construção comunicacional dos símbolos antes e após o ato da morte da representante popular, e das repercussões midiáticas e das ruas.
Filósofos clássicos gregos como Platão falavam que um ideal nasce primeiro em um mundo incorpóreo, esperando por receptáculos físicos aptos a mostrar seus sinais e aos poucos ir se manifestando. Veja que usei o adjetivo “apto”, mas não necessariamente “certo” pois, como grandes potências simbólicas naturais se mostram em tudo aquilo que tem condições de representá-las, sem fazer distinção de juízo.
Acredito até que este tipo de construção faz parte de uma evolução coletiva de nossa consciência humana, pois, se apoia no nosso papel nesta história.
O ser humano é o único “animal” com possibilidade de fazer este juízo de valores por escolha, o nosso ” livre arbítrio” é o elemento que tem fundamentação na moral. As escolhas que fazemos na condução dos nossos símbolos que representam estes ideais nos levam a construção da nossa História. Se acertamos na condução simbólica costumamos viver períodos felizes, mas se erramos vivemos então grandes depressões.
Estas ideias são “substâncias” tão imensas que não cabem em um contexto de um comercial de TV apenas. Vão se apresentando em oratórias, em comunicações de massa, em atitudes populares, até que enfim, algo se consolide em uma única representação.
Tenho lido a comparação do símbolo Marielle ao de Vladmir Herzeg, jornalista morto durante a ditadura militar que foi o símbolo usado como estopim para o fim deste período. A representação da resistência ao militarismo.
A movimentação de massa por todo Brasil acontecida após essa tragédia da vereadora mostra que a opressão popular chegou ao limite em nosso país e não é mais tolerada pela sociedade brasileira, algo que só é comparável às movimentações durante a ditadura militar realmente, como diz a antropóloga Alba Zaluar.
No entanto, antes mesmo do acontecimento com Marielle, um compartilhamento em massa de uma ilustração do tabloide francês Le Monde havia me chamava a atenção nesse sentido, pois era compartilhado por “gregos e troianos”, pelos dois lados da moeda política brasileira. O que me pareceu ser o retrato de um pensamento unificador.
Por falar em troianos, algo que se destaca nesta imagem é a figura de um pato de Tróia ilustrado pelo jornalista, a clara representação do uso de um símbolo de ideal de um povo voltado para manipular o mesmo povo. Exatamente o que me parece intolerável e que é a causa dos problemas do Brasil.
Marielle, assim como a ilustração do Lê Monde, representam um país cujo a sua liderança, nos três poderes, estão desconectados da população que representa, e isso é a causa da grande revolta!
Veja que o símbolo da Marielle não pode ser transformada no novo pato brasileiro, que é preciso que nossa sociedade compreenda o recado sem cair na manipulação dos aproveitadores de plantão. Se hoje ela é a representante de um povo cansado de ser manipulado, oprimido e deixado a margem, deve continuar sendo seu símbolo legitimo, sem que seja usada para vender carro, banco ou lado político.
Afinal, ela é a imagem de um povo corajoso que quer discursos reais, protagonismo e heroísmo patriótico verdadeiro. Aquele que conseguir realmente ser esta pessoa, leva consigo o direito de sair como representante dessa nação.
A palavra “presente” que Marielle usava e que foi gritada por muitos no Brasil após a sua morte condensa grande importância, pois presente não é estar perdido no passado, nem estar voltado para as disputas futuras, é antes de mais nada estar consciente de suas escolhas, de estar certo que não existem lados horizontais nessa disputa, mas sim uma busca por uma representação melhor no caminho vertical.
Precisamos estar presentes, ligados, pois, estamos chegando muito perto de uma nova rota para o Brasil, que não me parece ser assim tão bonita e segura como na propaganda de carros e nem assim tão palpável e infalível como nas propagandas de um banco, porque na vida real o símbolo não cessa seu movimento ao apagar a TV e o sangue dado pelos idealistas não é produção feita em estúdio.
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