Colinas Shopping recebe TEDx São José dos Campos

Evento será realizado na terça-feira (18) no Teatro Colinas com debates sobre tecnologia, diversidade, arte e educação, entre outros; participação é gratuita mediante inscrições

O Colinas Shopping sediará um evento criado no mesmo espírito da missão global do TED, o TEDx São José dos Campos. Com a proposta de inspirar e promover mudanças, o formato de palestras que ganhou fama no mundo será realizado na terça-feira (18) no Teatro Colinas e terá inscrições gratuitas, que serão liberadas no site do evento nesta sexta-feira (7).

“Esse é um evento que carrega o DNA do Colinas”, afirma a superintendente do Colinas Shopping, Elza da Mota. “Para nós, é muito importante apoiar propostas que promovam debates e novos saberes para os nossos clientes e para as pessoas da região. Os eventos TEDx têm uma tradição de sempre trazer ideias e histórias que mudam nossa forma de enxergar o mundo, e estamos muito felizes por sediar esse evento aqui.”

O TEDx São José dos Campos começa às 14h do dia 18. Serão 13 convidados, entre palestrantes e atrações artísticas que devem se estender até as 20h. Com o tema “O futuro já chegou!”, o evento no Teatro Colinas será palco para debates sobre tecnologia, sustentabilidade, ciência, missões humanitárias, diversidade e inclusão, arte e cultura, entre outros, para falar do passado, presente e futuro.

“O TEDx São José dos Campos é um evento sem fins lucrativos, organizado por voluntários e com o apoio de parceiros que acreditam que as ideias podem mudar o mundo. Quando falamos com o Colinas Shopping, nós queríamos muito que essa parceria desse certo, pois sabemos do valor que o apoio do shopping poderia agregar ao evento. Poder estar aqui e ter o palco do Teatro Colinas como cenário para esse evento, nos deixa muito orgulhosos. Temos certeza que o evento será um sucesso e que as pessoas não vão esquecer o que ouvirem aqui. Esperamos todos no dia 18 de julho”, afirmou o organizador do evento, Estevão Teixeira.

Lojas parceiras

O evento terá apoio do Clube Aquarela Kids (dentro do Colinas Shopping) para que as famílias possam deixar os filhos durante o evento. Esse serviço será oferecido gratuitamente.

A Livraria Leitura também vai oferecer descontos especiais em livros para todos os participantes do evento. E o restaurante 54 Parrilla oferecerá desconto durante um happy hour pós-evento para pessoas inscritas no TEDx São José dos Campos.

Inclusão

Além de poltronas exclusivas para cadeirantes, o evento será traduzido em libras simultaneamente.

Palestrantes

A organização do evento está divulgando o nome dos participantes diariamente no site e redes sociais. Alguns nomes que já foram divulgados são:

Ana Gabriela – Música

Cantora e compositora nascida em São José dos Campos, com estilo musical versátil (influências do pop, MPB e samba)

Jean Ometto – Mudanças climáticas

Pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (INPE)

Daniela Oliveira – Missões humanitárias

Capitã do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Talita Reis – Diversidade

Jornalista e modelo, foi a primeira nordestina eleita Miss Plus Size Nacional (2018/2019)

Brunielly Lemos – Ativista e militante pelos corpos trans e direitos humanos

Presidente e idealizadora da associação Transbordamos

Flavia Ciaccia – Empatia nos negócios

Há 20 anos atuando no ramo da mobilidade, trazendo a visão do design centrado nas pessoas para o desenvolvimento de produtos

Preta Ary – Rapper, Pedagoga e fala sobre temas Afro

MC há 19 anos, fundou em 2014 a Negrita Arteira, unindo sua formação de pedagoga à sua paixão, o hip hop

Ari Pereira – Artista Popular

Educador, artista e amante das tradições, vai trazer uma intervenção cultural popular para o palco do evento

Ivan Guilhon – Educador

Trará uma discussão sobre novas formas de ensino

Fabiano Porto, soluções para regeneração do planeta

Apresentará um caminho de reflexão e esperança, revelando as oportunidades de mudança e regeneração que surgem a partir das inovações tecnológicas

Vespa – Artista visual, muralista, produtor cultural

Conhecido no cenário da arte urbana, inspirou-se na vivência da cultura Hip Hop para desenvolver seu próprio estilo e técnicas de pintura

Marcos Limão – jornalista e advogado

Autor de dois livros sobre política e acontecimentos marcantes

Serviço

TEDx São José dos Campos

Data: 18 de julho de 2023, 14h

Local: Teatro Colinas | Colinas Shopping

Valor: Gratuito

Inscrições: Dia 7 de julho pelo site http://www.sympla.com.br/event__2028038

Fonte: CABANA – Ticiana Schvarcz

Deepfake e Inteligência Artificial: o que chama a atenção na propaganda que une a cantora Maria Rita e sua mãe falecida, Elis Regina

Por Patricia Peck*

Primeiro, precisamos entender que a tecnologia vem para resolver problemas e melhorar o bem estar humano. Entendo que a Inteligência Artificial tem este fim. Mas claro que depende de como é usada e seu uso pode ser desvirtuado. Por isso, a importância de se estabelecer, primeiramente, Códigos de Conduta e Melhores Práticas para seu uso, conforme sua aplicação nos diversos setores econômicos.

Defendo a abordagem de “Soft-Law” como um mecanismo mais próximo e dinâmico da sociedade civil e da indústria até para apoiar o regulador. Pois quando queremos regular a inovação tecnológica temos grande chance de errar a mão, ou para mais (e cercear), ou para menos (e a lei não funcionar).

Logo, atualmente, além das legislações civil e autoral, que regulam o Direito de imagem e os direitos morais de autores e intérpretes, temos o Projeto de Lei 2338/2023 em tramitação no Senado, que pretende disciplinar o uso da inteligência Artificial, estabelecendo normas gerais de uso e implementação de sistemas de Inteligência Artificial.

Mas o PL está muito distante da realidade fática da indústria e da sociedade. Precisamos que as entidades associativas sejam protagonistas e proponham os Guias de Melhores Práticas e o próprio CONAR pode atualizar o Código de Conduta do Mercado para servir de Diretriz mais que apenas punir. Primeiro temos de orientar e indicar o caminho. Pois estamos naquele momento magnífico da Sociedade em que vamos dar um salto evolutivo, em que o homem cria nova tecnologia para ajudar a própria humanidade a ir para um novo patamar de desenvolvimento econômico e social. Não devemos ser contra isso, devemos dizer como fazer.

Para questões éticas temos que refletir: fere que princípios? Podemos homenagear quem já partiu? A família autorizou? A própria pessoa autorizou? Temos contratos para isso. Se esta parte estiver bem resolvida é mais uma questão de atender transparência. Ter disclaimers no comercial que digam: “feito com tecnologia de Inteligência Artificial para recriar imagem e voz em homenagem ao artista. Tal situação foi autorizada pelo mesmo ou pela família ou por quem quer que seja e datar”. E ter um canal de contato para dialogar com a sociedade para eventuais denúncias.

O problema maior da deepfake não reside no seu uso, mas em deixar claro o seu uso, no princípio da transparência. Que para mim tem de ser um dever, mais que um princípio ético.

Não podemos ter medo do novo, nem barrar a inovação. Reitero que temos de dizer como fazer. Entendo que a ética aqui tem dois pilares: uma com o artista (estar autorizado por ele ou por quem de direito ou ter uma análise sobre domínio público, se aplicável), e outra para com a sociedade, ou seja, público em geral. Aí estamos na transparência. No disclaimer que já comentei. Logo estamos, além da questão dos direitos morais, dos direitos de imagem ou direitos de pessoa falecida, pois para tudo isso já temos leis claras vigentes aplicáveis que têm que ser seguidas.

Estamos dentro de uma seara que diz respeito a um dever de que a Inteligência Artificial deve sempre deixar clara que é um robô, que a interação é robótica e não humana, para evitar confundir e ludibriar o ser humano. E isso sim é essencial de ser uma obrigação legal. Há e haverá sempre uma questão relacionada sobre o fato de que os direitos morais transcendem a vida da pessoa e devem ser preservados tal qual se viva fosse. E, nesse sentido, nos cabe perquirir se o uso pretendido no caso concreto está em consonância com os valores da pessoa em vida. Aqui a discussão é de ordem ética.

*Patricia Peck é CEO e sócia fundadora do Peck Advogados, Conselheira Titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e Professora de Direito Digital da ESPM.

Brasil é um dos países com a maior taxa de celulares Android frente ao iOS

País possui quase 5 vezes mais celulares Android que iOS, uma das maiores taxas maiores do mundo

Enquanto diversas companhias tentam entrar no lucrativo mercado de smartphones, duas empresas são líderes absoluto no mercado de sistemas operacionais móveis.

O Android (do Google) e o iOS (da Apple) possuem quase 99,4% de participação de mercado, dominando juntas quase todo o mercado de celulares do mundo.

Porém, a preferência para cada sistema é significativamente diferente em cada país.

O Brasil, por exemplo, é um dos países com as maiores taxas de Android frente ao iOS. Mais de 81% das pessoas utilizam o Android, contra 18% de iOS.

É o que revela um estudo do CupomValido.com.br, portal referência em cupons de desconto, com dados da Statista e Statcounter.

A Índia é o país com a maior taxa de Android do mundo, com mais de 95%, contra 3% do iOS. E na oposta, esta o Japão, onde mais de 69% da população utilizam celulares com iOS.

Por que os brasileiros utilizam mais Android que iOS?

O preço é sem dúvida um dos principais fatores. No Brasil, a última versão do iPhone é quase 75% mais caro que nos Estados Unidos (país com o menor preço no mundo).

Um outro ponto, é o baixo poder aquisitivo da população, que é agravado pelo fato do dispositivo da Apple ser importado e atrelado ao dólar. Em geral, o Android é predominante em todos os países emergentes.

Por fim, existem diversos fabricantes que utilizam o Android nos seus smartphones, havendo assim uma maior variedade de celulares disponíveis, seja com diferentes preços, tamanhos e performance. No caso do iOS, é limitado apenas para o iPhone, fabricado pela própria Apple.

Fonte: Statista, CupomValido.com.br, Statcounter

Nem heroína, nem vilã: como a Inteligência Artificial vem auxiliando os profissionais de comunicação

Por Ricardo Tarza*

Nas últimas semanas, a indústria cinematográfica de Hollywood tem convivido com uma intensa greve liderada pelos roteiristas. Reivindicando uma série de melhorias na remuneração e condições de trabalho, os profissionais do cinema e da TV levaram às ruas inúmeras placas ilustrando as suas insatisfações e desejos. Dentre essas peças, me chamou a atenção a enorme quantidade de sinalizações exigindo a proibição do uso da Inteligência Artificial na escrita dos roteiros.

O movimento dos roteiristas é apenas um exemplo dentre diversas manifestações recentes de classes trabalhadoras que se mostraram receosas diante da transformação digital exercida pelo expressivo desenvolvimento da IA. Antes de mais nada, no entanto, por mais impactante e surpreendente que seja o poderio dessas ferramentas, podemos cravar que ainda é muito cedo para imaginarmos uma revolução tamanha a ponto de imaginar que profissões inteiras sejam suprimidas de uma hora para outra.

Acredito que esse tipo de temor se deve ao misticismo que acabou sendo gerado em volta da IA. Por mais brilhante e interessante que esteja o atual nível dessas ferramentas, elas ainda apresentam muitas falhas em seu funcionamento. Por exemplo, o ChatGPT, que se tornou a plataforma mais comentada nesses últimos meses, apresentou diversos casos de ‘alucinações’, situação em que simplesmente inventa mentiras por não ter encontrado uma resposta convincente.

Por outro lado, não podemos também menosprezar a importância que ela traz para a sociedade num todo. Até porque, hoje a IA já está presente nas principais ferramentas voltadas ao meio da comunicação. Grandes empresas como Microsoft (por meio do lançamento do Copilot), Adobe (com o novo Firefly), o Google (com o Bard), e até mesmo o Shutterstock, um dos bancos de imagens mais usados do Brasil, já integraram esse tipo de tecnologia para aprimorar ainda mais as suas funcionalidades.

Sendo assim, não há como escapar da realidade que, querendo ou não, todos os comunicadores que utilizam essas plataformas no seu dia a dia terão o seu trabalho impactado de alguma forma. Posso utilizar como exemplo as próprias transformações que tenho convivido na minha área de atuação. Como diretor criativo de agência de marketing, uma parte fundamental para qualquer campanha que desenvolvemos é o planejamento estratégico. Esse estágio do trabalho é responsável por toda uma pesquisa de campo, além de toda a estruturação e construção das ideias.

Dito isso, o uso de ferramentas baseadas em IA contribuem nesse ponto da proposta, desde a coleta e análise dos dados, como também na previsibilidade do projeto com base nas tendências, na identificação de riscos e oportunidades, e na personalização baseada no histórico do mercado e do cliente. Em outras palavras, a tecnologia baseada em inteligência artificial ajuda a tornar esse planejamento algo muito mais bem estruturado, melhorando a eficiência por trás dessa operação, contribuindo ainda para a tomada de decisão das etapas seguintes.

No entanto, quando começamos a colocar a mão na massa pensando na parte mais criativa do projeto, existe uma coisa que máquina nenhuma ainda consegue suprir: a cultura. Todo o produto que surge a partir da criatividade humana, seja um vídeo, uma peça publicitária, ou até mesmo um roteiro para um filme ou série, exige uma somatória de fatores que é resultado das bagagens culturais de todas as partes envolvidas no projeto – desde os profissionais responsáveis, até a marca que irá estampar o produto. Quando esse processo é desenvolvido artificialmente, sem a vivência e o expertise necessárias, acaba resultando em soluções frágeis e fragmentadas, o que se torna facilmente perceptível para o público.

A grande verdade é que o uso da IA já é uma realidade irreversível. O que estamos vivenciando hoje é uma das mais céleres ondas de transformação digital desde a virada do século. Por mais que ainda exista um temor e um misticismo em torno dessas ferramentas, as tentativas de proibição ou limitação serão frustradas pela própria eficiência e a imposição por parte das grandes marcas do mercado. Diferentemente do que um roteirista normalmente faz, ainda não precisamos caracterizá-la como heroína ou vilã. Até porque essa história ainda está só no começo.

*Ricardo Tarza é sócio e diretor de inovação e criatividade na DreamOne. Pós-graduado em gestão de marcas e produtos pela Faculdade Belas Artes de São Paulo.