Coluna “Discutindo a relação…”

Lá vem mais uma crise…

Josué coluna correto

Costumo ser otimista na maior parte do tempo. Mas isso nunca me impediu de ser extremamente realista. Digo isso em função do quadro atual de crise política e econômica que assola o país.O momento está e será bastante difícil. Não adianta tapar o sol com a peneira e querer combater a crise com posts de auto ajuda nas mídias sociais.

Atravessei diversas crises e planos econômicos nos anos em que tive agência de propaganda. Nunca foi fácil! Na verdade, em vários momentos, foi desesperador!

Podem ficar tranquilos. Este não é um texto com cinco, sete ou dez dicas para enfrentar a crise. Longe disso!

Este é um texto que se pretende otimista apenas em relação a um aspecto. E ele não tem nada de ufanista ou de otimista cego. Mas, a verdade, o fato, é que essa crise também vai passar. Sim. Pode demorar mais ou menos tempo, pode afetar mais ou menos os negócios de marketing e comunicação, mas vai passar.

E, veja bem, digo apenas que vai passar. E não digo que a travessia será tranquila.

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Crises são ótimas oportunidades. Essa frase está prá lá de batida. mas segue sendo verdadeira! O negócio de agências há tempos precisa se reinventar. Mudar pra valer. Talvez a crise seja o combustível que faltava para acelerar as mudanças. Talvez…

Também vejo empresas de comunicação um tanto mais preparadas do ponto de vista de gestão e de recursos humanos para vencer o complicado momento. Bom, talvez nem todas, mas boa parte delas. Principalmente aquelas que se preocuparam em manter estruturas enxutas e altamente produtivas e sempre tiveram cuidado com a lucratividade e as boas e honestas relações com clientes e fornecedores. Aquelas que investiram em gestão e buscaram novas formas de remuneração para manter a rentabilidade da operação.

Sou de uma geração que viveu boa parte da juventude e da vida madura sob crises econômicas. Tivemos um bom período de bonança e bons ventos. Desperdiçado… Muitos que hoje formam os quadros de agências, veículos e fornecedores nunca presenciaram, na vida adulta, uma crise econômica pra valer. Talvez isso assuste parte destas pessoas. Talvez não…

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Agências de comunicação vivem de ideias. Está na hora de arregaçar de vez as mangas e encontrar saídas inventivas, honestas e exequíveis. Temos capacidade para isso.

A união da área de comunicação seria um bom antídoto para o amargo da crise econômica. Quem sabe não seja possível agora?!

E quem sabe depois de algum tempo a gente possa dizer: Lá se foi mais uma crise…

Oxalá!

Coluna {De dentro pra fora}

A era do Menos é Mais

Vitor coluna

Acompanho muitas discussões sobre estarmos em crise ou não. Vou aproveitar o embalo para outra provocação: menos é mais. Já ouvi tanto isso, em tantos contextos diferentes. O que seria menos é mais? Menos verba é mais. Menos tempo é mais. Menos equipe é mais. Menos atenção é mais. Menos inteligência é mais. Menos texto é mais. (?)

Essa ideia ganhou tanta força que ultrapassou as barreiras da comunicação. Na vida, no mundo, no dia a dia somos levados pelo menos é mais. É preciso entregar mais com menos tempo. É preciso pagar mais com menos dinheiro. É preciso mais resultado com menos investimento. É preciso mais qualificação com menos dedicação. Está difícil fechar essa conta, gente!

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Não vamos repetir os mesmos erros. Principalmente em “momentos difíceis”, menos não é mais em Comunicação. Ainda mais em Comunicação Interna. Por que tais decisões foram tomadas? Por que o plano de saúde mudou? Por que a porcentagem de comissão caiu? Por que não batemos a meta? Por que a equipe foi reformulada? As mudanças geram ainda mais ruídos nas crises, por isso as pessoas precisam entender claramente cada decisão. Como? Com uma comunicação transparente e efetiva com os empregados. Ela ajuda a garantir a saúde da organização e a reduzir as informações distorcidas. Além disso, esse diálogo aberto com o funcionário aumenta a credibilidade da empresa e deixa esse relacionamento mais forte. Não se deixe enganar: nem sempre menos é mais.

Já pensou se nossos políticos tivessem uma comunicação aberta e transparente com a comunidade, detalhando cada decisão e seus impactos? Teríamos menos dúvidas e mais confiança. Vamos criar um movimento pelo fim da Era do Menos é Mais?

Coluna Alerta Spoiler

‘’ Pois eu não pertenço a um mundo onde nós não terminamos juntos. Não mesmo. ‘’

Coluna Alerta Spoiler
Comet, mas para cá chegou como ‘’Eu estava justamente pensando em você’’

Um mistura de 500 dias com ela e do Brilho eterno de uma mente sem lembranças, ganhamos mais um delicioso filme de romance, ou que conta uma historia sobre o amor e não de amor. No decorrer do longa, vemos nitidamente a mistura dos personagens dos filmes citados, várias referencias em inúmeras situações.

Por exemplo, a toca que Dell usa, muito semelhante com a do Jim Carey no Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Outro exemplo é o reencontro de Kimberly e Dell no trem, o que nos lembra muito o reencontro de Summer e Tom no 500 dias com ela.

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Até mesmo em características dos personagens você consegue viajar no universo de um dos dois filmes. Comet é simplesmente a mistura exata e mesmo assim consegue ser um filme único.

No primeiro contato que se tem com o filme, acredita-se que será mais um clichê com direito a bastante mimimi e uma trilha das boas pros dias chuvosos. Mas ai é que tá, a trilha boa para dias chuvosos você acerta, mas no clichê você erra muito feio.

O longa foge de tudo que é comum, desde sua produção até no jeito que se conta a historia de Kimberly e Dell.
Tudo começa quando Dell vai até um evento que acontecera no cemitério, todos de Los Angeles irão para ver uma chuva de meteoros que acontecera e será vista de lá.

Por um acaso da vida, quando Dell se vira, seu olhar se encontra com o de Kimberly que já está acompanhada. Dell é um cara descontraído e que fala tudo que vem em sua mente, diferente de Kimberly, uma garota tímida que fala muito pouco e tem uma leve pitada de loucura em suas atitudes, como o próprio Dell identificou de primeira.

Ele fica inconformado dela estar com um cara aleatório, e não estar com ele, e bom, não quer deixar aquela oportunidade passar e acaba que a vida dá um jeito de os colocar perto de novo, criando situações maravilhosas na mesma noite.

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A linha de tempo do filme te deixa um pouco confuso, mas quando está para chegar no fim tudo começa a fazer sentido. Você chega a se questionar se os momentos que você estava vendo dos dois são divididos em várias vidas ou tem uma certa continuidade.

O longa não segue com um começo meio e fim, você entende a historia de amor dos dois por lembranças do Dell de outras épocas vividas por ambos. Na verdade o filme se passa dentro de um sonho dele e só no final você consegue compreender o motivo.

O filme inteiro é um plot twiste, quando você acha que está tudo bem algo vira tudo de cabeça para baixo e assim vai indo. Mas é impossível não se apaixonar pelos personagens, construídos com uma doçura e com um cuidado inacreditável. Mas, você também consegue sentir bastante raiva dos mesmos, em algumas situações.

O final fica extremamente aberto. Você não consegue saber se os dois ficam ou não juntos, o roteirista teve um cuidado com todos esses detalhes, a chuva de meteoros que foi a que os juntou está presente de alguma forma em todos os momentos do filme, nos mostrando o grau de importância que essa noite teve na vida dos dois.

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Dell, acaba deixando Kimberly, e ela acaba ficando noiva do ex namorado Jack. Mas, Dell tem que lhe contar sobre o tal sonho estranho que ele teve, e em todas as suas lembranças era como se fosse uma eterna chuva de meteoros. Na verdade, a historia de amor de Kimberly e Dell foi tão intensa quanto uma chuva de meteoros.

‘’YEAH, provavelmente irei me apaixonar por você.’’

Coluna “Discutindo a relação…”

Sim! Comunicar é preciso

Josué coluna correto

De 24 a 28 de agosto o Depto.de Comunicação Social da Universidade de Taubaté realizará a 35ª Secom – Semana da Comunicação. Todo mundo que acompanha este blog sabe que leciono lá há muitos anos. E que participo ativamente da organização deste que é, para mim, o maior evento de comunicação regional da atualidade.

Neste ano o tema escolhido para o evento é “Comunicar é preciso”, numa alusão ao trecho de um famoso poema.

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A ideia em torno do tema é discutir o fato de que, no cenário atual, a comunicação é muito necessária. Mas para ser sempre e cada vez mais necessária ela tem que ser precisa. Tem que ser eficaz.

Para ser precisa em ambos os sentidos, a comunicação tem que ter técnica, conceituação, conhecimento, fundamentos, informação e planejamento. Nesse sentido, a boa comunicação será sempre necessária e útil para marcas, produtos e serviços.

Considero o tema muito importante para o mercado regional de comunicação. O momento é de discutir o quanto agências, veículos e fornecedores de nosso mercado investem na gestação de uma comunicação de qualidade.

Em um outro evento (o Bate Boca de Criação 2015) ouvi uma fala de meu amigo e parceiro de salas de aula Gustavo Gobbato (da Avalanche SJCampos)que achei importantíssima. Ele disse algo como: Nunca tivemos tantos dados e informações a nossa disposição. Temos tudo na mão para fazer comunicação mais precisa, direcionada e certeira.

E ele está coberto de razão. Vivemos e viveremos a época do big data, da mensuração em tempo real das mídias digitais, da mídia programática, da facilidade (em certa medida) de acesso a dados dos diversos públicos. A hora é de aprender, rápido, a lidar com essa nova realidade. Investir em interpretação aprofundada deste enorme volume de informações que podemos acessar.

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As mídias sociais nos fornecem mais do que pistas sobre o comportamento das pessoas. Nos oferecem dados concretos e chances de gerar novos negócios para clientes. Há muito que se investir na captura e interpretação das pistas claras deixadas por todos nós nas redes.

Houve um tempo em que empatia, simpatia, talento nato, feeling, intuição e originalidade construíram mitos e marcas no universo da comunicação de massas. Nada disso vai deixar de ser importante. Mas vivemos e viveremos o tempo da profusão de dados e informações e da análise aprofundada e técnica destes mesmos dados. E isso, com certeza, melhorará a eficácia da comunicação mercadológica. temos, todos, a aprender como fazer acontecer.

Comunicar neste momento em que a economia se retrai e os anunciantes disputarão consumidores receosos e com menos dinheiro para comprar produtos e serviços passa a ser um jogo para gente cada vez mais profissional. A comunicação passa a ser cada vez necessária. E precisa!